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História Meu Professor 02 - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Preparativos para o casamento - De volta ao passado


Com ajuda da Kate, Lisa e Mia, começamos os preparativos para o casamento.

(Confesso que, estou um pouco perdida e se não fosse por elas, nada iria para frente.)

Olhamos um bom buffet e a moça que ficará responsável pela decoração. Minha cunhada nos levou a um espaço de festas, mas já tenho um lugar em mente.

Depois de chegar ao apartamento, subo para o quarto para encontrar meu Senhor Intenso e contar as novidades.

Christian: O dia de vocês foi bem agitado. -Diz, após me ouvir.

Ana: Bastante. Queria falar sobre o local da cerimônia.

Christian: Claro. Pensou em algo específico?

Ana: Sua outra casa. Lá é um lugar especial para nós e é muito bonito. O que acha? -O olho, apreensiva.

Christian: Perfeito. -Sorri- O jardim é grande e ficará ótimo.

Ana: Há outra coisa também. -Fico séria.

Christian: Acho que sei o que é. -Solta um longo suspiro- É sobre os gastos do casamento, não é!?

(Seus poderes telepáticos estão muito aguçados.)

Ana: Acertou, Senhor Grey. Não é muito justo que só você gaste com isso. Já te falei que tenho a economia que meus pais fizeram. Não é muito, mas...

Christian: Nem pensar. -Levanta da cama, me interrompendo- Usará o dinheiro em seu futuro, ou com o que quiser e esse assunto não está aberto à discussões. -Ia abrir a boca para questionar, só que ele é mais rápido- Ana, chega.

Reviro os olhos e solto um longo suspiro.

Ana: Você é muito mandão, às vezes. -Cruzo os braços.

Christian: Então, pelo menos, desta vez aceite o que estou dizendo.

Ana: Está bem.

Ele volta a se pôr ao meu lado e me puxa para o seu colo.

Christian: Já que finalmente concordou, podemos mudar o tópico da conversa. -Rodeia os braços em minha cintura- A lista de convidados.

Pegamos um caderno e começamos a anotar. Primeiro, colocamos os seus conhecidos e depois os meus.

Ana: Sabe que não conheço muita gente. Além dos mais próximos, tem a Priscila e o marido. Estou com saudades do Lipe. -Sorrio- Se lembra da mulher que cuidou de mim por um tempo na época em que meus pais faleceram? Gostaria de convidá-la e sua família.

Christian: É uma ótima ideia. Eles foram importantes na sua vida.

Ana: Muito. -Balanço a cabeça para espantar as lembranças tristes.

Anoto os últimos nomes e revisamos para ver se não esquecemos ninguém.

Christian: Agora, só temos que enviar a lista para a gráfica que fará os convites.

Ana: Será aquele modelo mesmo?

Christian: Sim.

(Ainda bem que está participando de quase tudo, porque sou tão indecisa.)

Christian: Posso pedir uma coisa? -Sua expressão se torna séria.

Ana: O que foi? -Franzo a testa.

Christian: No dia do casamento, não se atrase muito. -Ri.

Ana: Sinto muito, Senhor Grey. -Dou de ombros- Você me conhece e além do mais, existe uma tradição, quanto ao horário da noiva.

Christian: Então, terei que tomar um calmante. -Brinca.

Solto uma gargalhada e deixo um selinho em sus lábios.

(Acho que terá mesmo.)

[...]

Mais tarde...

Elliot: Ana, Christian, entrem. -Nos dá espaço- Se tivessem chegado há cinco minutos, a Kate estaria aqui.

Ana: Ah, que pena. De qualquer forma, já nos falamos hoje. Saímos para ver algumas coisas da cerimônia.

Christian: É sobre isso que viemos falar. -Se pronuncia e me leva até o sofá.

Elliot: Claro. Aceitam algo?

Ana: Não, obrigada. -Lhe dou um sorriso.

Christian: Bem, eu e a Ana pensamos muito e depois de não encontrar nenhuma outra opção, resolvemos te convidar para ser nosso padrinho de casamento.

Ana: Christian. -O repreendo.

Elliot: Não se preocupe, Ana. -Balança as mãos- Estou acostumado com a gentileza. Nem acredito que me convidaram. -Finge surpresa.

Christian: Como se não soubesse. Aceita, ou não?

Elliot: Com todo esse carinho, é claro que sim. -Sorri.

Ana: Que bom. Será o par da Kate.

Elliot: Melhor impossível.

O restante dos padrinhos, também foram convidados. Os casais serão: Kate e Elliot, Lisa e Erick, Mia e Vitor e por fim, Maria e Hardin.

(Pensei que não aceitaria, mas tivemos uma boa conversa, quanto ao seus sentimentos por mim e tudo está esclarecido.)

[...]

Falta um mês para o casamento e estou bem nervosa.

(Quase tudo está pronto. Como será para poucas pessoas, a organização não foi tão difícil.)

Agora, estamos indo em direção a minha antiga cidade com o objetivo de entregar os convites para a família que tanto me ajudou.

(Meu coração está a mil e sei que retornar não será fácil, mas está na hora de enfrentar o passado. Como não mantivemos contato, pode ser que tenham se mudado.)

Christian: Meu amor. -Chama minha atenção- Está tudo bem?

Ana: Sim...

(Na verdade, mais ou, menos...)

Ana: É um pouco complicado.

Christian: Posso imaginar. Se quiser, podemos voltar e enviar pelo correio.

Ana: Não, eu quero ir.

Christian: Saiba que eu estou aqui com você, meu amor. Conte comigo para o que precisar. -Sorri gentilmente e beija minha mão.

Ana: Obrigada por tudo o que está fazendo por mim, amor. -Sorrio.

Christian: Não precisa agradecer, meu amor. -Volta sua atenção as ruas e eu também.

A viagem dura aproximadamente três horas.

(Como na época, eu era pequena, peguei o endereço no registro que a Kate recebeu da diretora do orfanato para saber a localização exata.)

Christian: Chegamos.

Meu coração acelera e minhas mãos ficam mais frias que antes. Respiro fundo e desço do carro, vagando os olhos pelas casas. Algumas parecem ter sido reformadas, outras não.

Ana: Acho que fica mais à frente, Christian.

Segurando minha mão, começamos a andar pela rua estreita e sem saída. Eu morava em uma das últimas e a Glória, ficava na metade.

Paramos em frente um portão branco, de grade. Ele toca a campainha e um pouco depois, uma mulher de cabelos presos aparece.

(???): Boa tarde. Posso ajudar?

Ana: Glória? -Pergunto, só para confirmar, já que nunca esqueci seu rosto.

Glória: Sim. Sou eu. -Franze as sobrancelhas e nos observa atentamente- Ana? -Finalmente, se lembra- Aquela menininha? -A passos curtos, se aproxima e abre o portão.

Ana: Um pouco maior, mas sou eu mesma. -Rio.

Então, ela me dá um abraço apertado. Encosto minha cabeça em seu ombro e tenho que me controlar para não chorar.

Glória: Não acredito nisso. -Se afasta e segura minhas mãos- Faz dez anos que não nos vemos... Como você está linda. Já é uma mulher.

Ana: Realmente, faz muito tempo. Deixa eu te apresentar... -Me viro para o homem ao nosso lado- Esse é o Christian, meu noivo.

Christian: Como vai Senhora?

Glória: Bem, obrigada. -Sorri- Desculpe. Vamos entrar, por favor. Fiquei tão surpresa que esqueci disso.

A acompanhamos e dentro da casa, praticamente nada mudou.

Glória: Sentem-se. Vou preparar um café para vocês.

Ana: Não precisa se incomodar.

Glória: Até parece, querida. -Sai e nos deixa sozinhos.

Ana: Tudo continua tão parecido.

Christian: Como está se sentindo? -Passa o braço pelo meu ombro.

Ana: Um pouco nervosa. -Encosto a cabeça em seu peito.

(Sempre me sinto mais segura com seu contato.)

Não demora muito e ela volta com uma garrafa e três xícaras.

Glória: Sabe, Christian. -Nos serve- A Ana gostava muito do meu café e sempre vinha no lanche da tarde.

Ana: Não era só por isso. Adimito que tinha uma forte influência. -Brinco- Minha mãe cozinhava muito bem, mas o café dela era horrível, então eu corria para cá.

Glória: E só ia embora, quando te buscavam.

(Essa parte era chata, pois acabava com nossas brincadeiras.)

Ana: E as meninas? O Heitor?

Glória: As duas estão trabalhando e meu marido faleceu, infelizmente.

Ana: Sinto muito. -Coloco a mão sobre a dela- É recente?

Glória: Não. Faz cinco anos. Somos só nós agora. -Percebo muita tristeza em seu olhar- A Talita trabalha como secretária de um empresário da cidade e a Tamara é dentista.

Ana: Então, seguiu mesmo essa carreira!? Brincávamos tanto disso. Tenho muita saudades delas.

Glória: As duas também, Ana. Um dia, as levei no orfanato, mas informaram que tinha sido adotada. Como foi?

Conto toda minha história com a Kate e como conheci o Christian.

Christian: Me apaixonei e não consegui deixá-la mais, mesmo nossa relação sendo de professor e aluna. -Acaricia meus cabelos.

Glória: Dá para ver o amor de vocês. -Sorri- Fico muito feliz que ela tenha encontrado pessoas tão especiais.

Ana: Tive muita sorte. Claro que, teve alguns problemas, mas o amor que recebo é maior que qualquer coisa e é por isso que viemos aqui. -Pego os convites na bolsa e a entrego- Noa casaremos mês que vem e gostaria de tê-las comigo nesse dia.

Glória: Que lindo, Ana. -Admira o cartão- Quero muito ir, só que preciso olhar com as meninas. Não temos carro e o ônibus daqui não passa todos os dias.

Christian: Não há problema, Dona Glória. Mandarei um motorista. Sei o quão importante são para a Ana e será um prazer recebê-las.

Glória: Sendo assim, não há o que nos impede.

Abro um enorme sorriso e já fico ansiosa.

Conversamos bastante e quis saber sobre minha antiga casa. Atualmente, uma família mora lá e são amigos da Glória. Fomos até a frente e tirando as janelas, tudo é como antes. Meu coração salta dentro do peito.

Ana: Será que podemos entrar?

Glória: Claro. Vou falar com a Regina e explicar a ela. -Se aproxima do portão e chama pela mulher.

Christian: Tem certeza, meu amor? -Pergunta, preocupado.

Respiro fundo e confirmo com a cabeça.

Glória: Podem entrar.

A cada passo que dou, é como se eu voltasse dez anos. A dona nos deixa andar pelos cômodos e observo cada canto. Obviamente, os moveis são diferentes, mas a posição deles, é como antigamente.

Entramos no meu antigo quarto e vejo vários brinquedos e pelúcia sobre a cama.

(Eu também gostava muito.)

Coloco a mão em uma parte da parede e começo a rir.

Ana: Está vendo isso, Christian? -Aponto para o lugar.

Christian: Parece que passaram algo por cima da pintura.

Ana: Fui eu. Meus pais tinham pintado a casa há poucos dias e acabei desenhando uma estrela. Fiquei com medo que descobrissem, então passei corretivo por cima.

Christian: Até que ficou bem escondido. -Sorri- Quer dizer que aprontava quando criança, Senhorita Steele?!

Ana: Só um pouquinho. -Me defendo- Não acredito que isso está aqui até hoje. Cuidaram muito bem da casa, já que não foi necessário outra pintura. -Sinto um turbilhão de emoções. Choro e rio, ao mesmo tempo.

Voltamos para a sala e agradeço a Regina por nos deixar invadir sua privacidade.

Glória nos acompanha até o carro.

Glória: Foi muito bom te ver de novo, Ana. Que pena que já tenham que ir.

Ana: Isso não é um adeus. Nos veremos no casamento e agora temos o número uma da outra. Se precisar de qualquer coisa, pode me ligar a hora que for. -Me aproximo e a abraço.

Glória: Obrigada. Até mais, Christian. Vão com Deus.

Christian: Até. Mandarei alguém para levá-las até a cidade.

Entramos no carro e aceno, enquanto o carro dá ré.

Durante a volta, não falei muito e ele respeitou meu espaço. Estava perdida em meus pensamentos e só voltei a realidade ao chegarmos em minha casa.

Subimos para o quarto e sento na cama, sentindo o aconchego do meu lugarzinho.

Christian: Como está se sentindo? -Se senta ao meu lado.

Ana: Mais... -Busco pela palavra- Leve. Apesar de tudo ter voltado, é como se eu precisasse enfrentar isso para seguir realmente em frente. Nunca esquecerei meus pais e o que aconteceu sempre doerá dentro de mim, mas sei que eles querem minha felicidade.

Christian: Com toda certeza. Prometo que farei de tudo para te ver feliz, Ana. -Suas mãos tocam meus rosto.

Ana: Você já faz. Obrigada por hoje e por tudo, na verdade. -Sorrio- Eu não teria ido sozinha. Seus conselhos me encorajaram.

Christian: Estou muito orgulhoso. Você é a mulher mais incrível que já conheci, Ana.

Eu poderia declarar várias coisas, mas decido passar tudo em um beijo repleto de amor e carinho.

Ana: Te amo, Senhor Intenso. -Deito minha cabeça em seu peito e sinto seus dedos pentearem meus cabelos.

Christian: Também te amo, meu amor.

Ana: Dorme comigo essa noite?

Christian: Todas as noites, de preferência.


Notas Finais


Obrigada por lerem. Espero que tenham gostado. :)


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