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História Meu professor... aquele idiota que eu amo! - Capítulo 15


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Notas do Autor


Desculpem o atraso, viajei hj .-.

Narração diferente pra vocês ;)

Capítulo 15 - Minha preciosa...


Fanfic / Fanfiction Meu professor... aquele idiota que eu amo! - Capítulo 15 - Minha preciosa...

Quando Ana (mãe da Pérola) estava grávida, eu não pude acompanhá-la em todas as consultas e nem estava presente no dia do parto (eu tinha viajado). Mas a mãe dela deixou escolher o nome, e eu escolhi Pérola, uma jóia caríssima, difícil de ser encontrado, pureza impecável que é protegida por uma ostra. (Eu vou ser essa ostra.) Pensei. Desde esse dia, eu prometi a mim mesmo que ia está sempre ao lado de Pérola, em tudo. 

A primeira palavra que ela disse, não foi papai, não foi mamãe, foi "fome". Todos caímos na gargalhado quando escutamos isso.

Vi e filmei seus primeiros passos, fiquei até de madrugada perseguindo ela pela casa. No outro dia tive que mentir no trabalho e dizer que tava doente.

No primeiro dia de aula eu quem a acompanhei, ela era a menorzinha de todos, ela chorava, partia meu coração, queria voltar pro Jardim de Infância, só pra poder estudar com ela.

Ensinei ela a andar de bicicleta. Ela ficou tão feliz quando conseguiu! Até hoje lembro daquele sorriso.

Nadar ela nunca quis aprender. Que bom, porque eu também não sei.

Claro que não fui o único a acompanhar o crescimento de Pérola. A mãe dela também estava sempre presente. 

Percebi que Pérola estava crescendo quando ela parou de usar um tênis que pisca, que eu tinha dado a ela. Depois disso ela não queria mais comprar roupa comigo, porque tinha que comprar sutiãs, calcinhas mais "adultas".

Na primeira menstruação dela, juro que me emocionei. Só estávamos eu e ela em casa. Ela chegou tímida, a cara dela parecia um pimentão e me pediu pra comprar absorvente. Meu coração disparou na hora, ela tinha uns 12 anos, achei muito cedo, ao mesmo tempo achei que tava na hora certa, não chorei perto dela, mas quando entrei no carro as lágrimas caíram e eu nem percebi.

Alguns meses depois, ouvi ela conversando com uma amiguinha sobre um garoto. Fiquei curioso, queria saber o resto, mas ela fechou a porta do quarto. Preferi não interromper.

Quando Pérola fez 15 anos, ela não quis festa, nem um book de fotos. Mas obriguei ela a fazer, porque só quando eu visse ela na festa é que a minha ficha iria cair sobre minha preciosa filha ter crescido. Aproveitei que estava nesse clima de festa de 15 anos e perguntei quem iria ser o tão famoso "Príncipe" e para a minha alegria ela disse: "Não tenho ninguém em mente".

Depois da festa de 15 anos, absorvi a informação que dali pra frente apareceriam: namorados, noivos, maridos. Mas ela nunca me apresentou a ninguém, ela já deve ter tido uns namoricos, disso eu não tenho dúvida, mas como não conheci nenhum, ela ainda era a minha criancinha. 

Com 19 anos, ela foi morar sozinha. Minha preciosa filha, tava morando sozinha, longe de mim. Isso dói.

Naquele dia em que aparecemos de surpresa na casa dela, e eu conheci o Nichollas, foi normal. Fiquei com raiva claro, mas quando ela me garantiu que ele nunca tinha encostado nela, acreditei.

E hoje mais uma vez, decidimos fazer uma visita surpresa. Só que chegamos mais cedo que o esperado e Pérola ainda iria demorar a chegar. Então decidimos pegar uma chave extra na portaria e entramos. Assim que abri a porta, vi sapatos masculinos, pensei estava vendo coisas, até entrar de fato na casa e ver camisas, bermudas, meias e cuecas estendidas no varal. Aquilo desabou meu mundo. Minha filha tava morando com um homem. Um homem que eu mal conhecia. Um homem que eu não sabia o caráter. Um homem que eu não sabia se cuidava dela como eu cuido.

-Você vai voltar comigo agora! -Grito segurando o seu braço. (Por favor filha, não se solta. Volta a ser minha pequena.). O rapaz que eu mal conhecia, segurou meu braço. O ódio subiu em mim. Quem ele pensa que é?

-Filha, -Minha mulher começa a falar, em prantos. -vo.... você.... você.... já fez amor? (Diz que não, filha, diz que ainda é minha pequena, me diz que você não cresceu! Por favor!).

-Fiz! E não foi só uma vez. -Ela dispara. 

Aquilo foi praticamente uma facada. Saio de mim. Não consigo me controlar.

-Quem você pensa que é? Quem te deu o direito?! -Falo batendo no rapaz.

Ele não revida. Estou cego pelo ódio. Esse homem aqui na minha frente, fez amor com minha filha. Ele conhece o corpo dela. Ele já pegou no corpo dela. O corpo que eu queria que tivesse protegido por uma ostra. Nem escuto o que ela tá falando. Estou contaminado de raiva. Nunca senti tanta raiva na minha vida. Minha preciosa filha estava com um homem, minha filha cresceu.

-EU ESTOU GRÁVIDA! -Pérola grita. Penso ter ouvido errado. -Eu tô grávida, e ele é o pai. Ele é o pai do bebê que tá dentro da minha barriga.

Aquilo me choca. Paro e fico olhando pro rapaz que está cuspindo sangue. (Meu Deus! O que eu fiz?).

•••

Pérola está deitada na cama pra fazer uma ultrassom, e eu estou aqui com ela. Ainda pedindo pra que tudo isso não seja verdade.

-O papai não vai acompanhar a ultrassom? -O médico me pergunta.

-Eu não sou o pai. Eu sou o avô. (Meu Deus! Eu sou o avô. Minha jóia preciosa, tem outra pequena jóia preciosa dentro da barriga dela.)

Me aproximo da cama.

-Aqui. -O médico diz apontando prum pontinho. -Esse é o bebê.

-Esse pontinho? -Pergunto.

-Sim, esse pontinho. -Ele rir.

Eu não tinha acompanhado minha esposa nas ultrassões dela. Eu não sabia que um pontinho tinha se transformado na minha preciosa filha. Me arrependo de ter batido no rapaz. Ele já deve amar esse pontinho como eu amo a Pérola e eu acabei de colocar a vida do pontinho em risco.

-Filha, me desculpa. 

Peço perdão a ela, com muita sinceridade.  Não consigo falar tudo o que queria, mas Pérola entende minhas poucas palavras.

•••

-Rapaz, -Começo a falar quando Pérola e Ana vão pra cozinha. -me desculpe.

-Não, senhor. (Não?) O senhor não precisa pedir desculpa.

-Não?

-Não. Eu reagiria do mesmo jeito. E olha que meu filho ou filha ainda nem nasceu. Mas eu entendo totalmente o senhor. O senhor deve ter criado a Pérola com todo amor e carinho, pra vir um rapaz que o senhor nem sabe quem é e engrabidar ela. Dá raiva. Dá ódio. Por isso... eu quem peço desculpa. Me desculpe, senhor. Eu tava errado. -Ele fala e isso me dá um nó na garganta. (Esse rapaz... ele vai ser bom pra minha filha.).

-Você.... é difícil admitir isso... mas você... é o tipo homem que eu queria que minha filha casasse. -Ele rir e eu também. -Vou fazer um curativo em você, garoto.

-Não precisa.

-Eu insisto. -Começo a fazer o curativo. -Ah! Cuide bem da Pérola. Ela não pode ter estresse, nem fazer esforço. Leve ela todo mês no médico. Conheço ela, ela não vai te dizer quando tiver sentindo uma dor, então fique insistindo, perguntando toda hora, só assim ela diz. A sobremesa favorita dela é milk shake de leite condensado com ovomaltine. Dê isso a ela quando ela tiver com raiva, ou estressada, ela fica bem na hora. -Olho pra ele. (Estou ensinando a você. Estou ensinando você a amar ela como eu amo. A cuidar dela como eu cuido. Aprenda.). -Pronto. -Termino o curativo.

-Obrigado e obrigado pelas dicas também. Muito obrigado. E pode ter certeza que eu amo demais sua filha.

-É... eu percebi.


Notas Finais


:)


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