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História Meu professor... aquele idiota que eu amo! - Capítulo 16


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Notas do Autor


Desculpe o horário *insônia* :3

Capítulo 16 - Agora fudeu!


Fanfic / Fanfiction Meu professor... aquele idiota que eu amo! - Capítulo 16 - Agora fudeu!

Hoje completo cinco semanas de gravidez. Falta menos de um mês pra acabar as aulas, ainda bem! Mais tarde tenho consulta, Nichollas vai comigo pela primeira vez. Estou ansiosa, vamos ouvir o coraçãozinho do bebê. Mas por enquanto eu tenho que fazer prova de uma disciplina que ninguém se importa: Sociologia.

-Como você tá? -Júlia pergunta.

-Com enjoo desde as 5 da manhã. -Respondo com cara de choro. Ela me abraça.

-Mas você estudou pra prova? -Olho pra ela séria. -Er... se você quiser eu te dou cola.

-É em ordem alfabética. Eu fico lá no final da sala.

-É verdade! Merda!

-Tá tudo bem, eu tenho média boa, posso tirar nota baixa se quiser.

-E vem cá... -Ela se aproxima. -Eles descobriram o namoro de vocês?

-Quando meu pai ficou sabendo que Nichollas iria se demitir por causa disso, ele veio aqui na escola e falou que meu noivo era um rapaz lá da fazenda e que não precisava o diretor se preocupar. -Nós duas rimos.

-Eles ficaram tão amigos assim?

-Acho que meu pai gosta mais dele doque de mim. -Rimos novamente.

-O diretor e os outros professores sabem que você tá grávida?

-Nem sonha. Meu pai ficou com vergonha de falar essa parte, querendo ou não, ele ainda é muito conservador e mente fechada.

-Mas dá pra entender também. Ele é velho. -Rimos novamente. -Você não vai passar mal no meio da prova?

-Nichollas ligou pra mãe dele e ela ensinou a fazer um chá que alivia enjoo. Tomei e por enquanto tô bem. Dá pra aguentar duas horinhas de prova, relaxa.

•••

Já se passaram uma hora de prova e algum desgraçado ou desgraçada passou perfume dentro da sala (que é fechada por causa do ar condicionado) esse cheiro doce tá me revirando o estômago (Só falta mais uma horinha, aguenta ae estômago!). Não vai dá pra segurar, o gosto de suco de laranja, misturado com torrada, misturado com o chá já tá vindo na minha boca. O professor passa por mim, pego na manga da camiseta dele.

-Diga. -Ele fala.

-Professor, posso ir no banheiro? -Falo com uma voz quase inexistente.

-Não. Só quando terminar a prova.

-Não vou colar de ninguém, juro. Só quero ir no banheiro. -Imploro.

-Não.

Começo a sentir um mal estar muito grande. (Aguenta ae estômago, por favor!). Lembro que trouxe um lpouco do chá na garrafinha d'água. Bebo desesperada. Nenhum resultado, só piorou. Estou suando frio. Minha barriga tá começando a doer. Tá doendo muito. Estou quase chorando. Alguém abre a porta da sala.

-Desculpe interromper sua prova, professor. -Diz Nichollas.

-Algum problema, sr. Noah? -O professor pergunta.

-Nada demais. Preciso falar com a representante da classe. (Nichollas, eu te amo muito, cara.).

-Eles tão em prova agora, professor.

-É coisa rápida, prometo.

-Tá bom. Pode ir, srta. Pérola.

Me levanto e saio. Vou fechando a porta.

-Deixe a porta aberta. -Meu professor fala. (Vontade de matar esse cara!). Os professores aimda estão meio desconfiados de nós dois.

-Aqueles papéis -Nichollas fala- lembra? (Por que ele quer saber desses papéis agora?).

-Uhum. -Só respondo isso, de boca fechada, se eu abrir a boca, já era.

-Eu pedi pra você deixar na minha mesa, mas não está lá. -Respiro fundo pra poder responder.

-Ah, era na mesa? Eu coloquei no armário. (Tenho quse certeza que ele falou que era no armário...).

-Onde?

-Num negocinho lá... -Meu estômago revira de novo. E paro de falar.

-Melhor você ir lá pegar. -Nichollas percebe meu mal estar.

-Tá bom.

Saio correndo pra sala dos professores, Nichollas vem atrás.

-Use o banheiro da sala dos professores. Não tem ninguém lá. -Ele fala passando por mim. (Ah então era isso! Como ele sabia que eu tava passando mal?).

Entro no banheiro e ponho tudo o que comi pra fora. Saí de lá cambaleando.

-Aqui. -Ele me entrega uma laranja. -É bom comer uma coisinha azeda quando passa mal.

-Como você sabia?

-Olhei pelas câmeras. -Ele aponta pro monitor. -Por que você não pediu pra sair de sala?

-Eu pedi, mas o Ailton não deixou.

-Filho da puta! Qualquer coisa só saia da sala, mesmo sem premissão, melhor doque você desmaiar e colocar as vidas dos meus bebês em risco. -Ele pega na minha barriga. Sorrio.

-Que casal bonito! -Gizele fala, entrando na sala.

-Ai que susto, Gizele! -Nichollas reclama. -Você se assustou? -Ele me pergunta preocupado. Faço que não com a cabeça.

-Vocês vão acabar sendo pêgos. E se fosse outra pessoa que tivesse entrado e visto vocês no maior love aí?

-Verdade, melhor eu voltar logo pra sala. -Falo já saindo. -Tchau, Gizele.

-Tchau.

-Eu não ganho um "tchau", não? -Nichollas pergunta.

-Tchau, Nichollas! -Falo.

-Tchau. -Ele responde dando tchau com a mão e sorrindo.

-Vou vomitar. -Gizele fala. Nós rimos.

Volto pra sala e me sento.

-Pérola? -Alguém me chama.

-Oi. -Respondo procurando a voz que falou comigo. Era Clara.

-Você tava de batom quando saiu. Por que não tá mais? -Todos os olhares me encontram.

-Ah... lavei a boca. -Respondo.

-Mas você não saiu com o professor Noah? -Os olhares ficam alternando entre nós duas.

-Depois fui no banheiro.

-E por que você lavaria a boca no banheiro? -Ela faz cara de desconfiada.

-Porque eu achei que o batom tava feio.

-Hum.

Ela parece ter engolido minha resposta. (Povo chato!).

•••

Chegamos no consultório. Tô ansiosa! Nichollas parece está tão ansioso quanto. Quando entramos, todas as mulheres olham pra Nichollas (Ele é tão bonito assim? Ou as grávidas que estão com a libido a flor da pele?).

Entramos no escritório.

-Boa tarde, doutor. -Falo me sentando na cadeira. Nichollas está fechando a porta.

-Boa tarde! -O médico responde.

Nichollas se vira. O olhar dele encontra o do médico. Eles dois paralisam.

-Ele é seu médico? -Nichollas me pergunta com a voz meio trêmula. Fico preocupada.

-Sim.

-Ele é o pai do bebê? -O médico me pergunta, também nervoso com a voz trêmula.

-Sim. 

Os dois se olham novamente. Fico aflita.

-Gente, o que tá acontecendo aqui? -Pergunto nervorsa.

-Pérola... -Nichollas fala. Ainda paralisado.

-Oi.

-Ele é o pai da Clara. -Nichollas fala. Fico pálida, em choque. Olho pro médico, que também está em choque.

-Professor... -O médico começa a falar. -Aluna... -Ele me olha. -Isso não é pedofilia?

-Eu sou maior de idade. -Disparo, na tentativa de amenizar a situação. Ele continua paralisado. -Amo ele demais. Não é contra minha vontade. Meus pais aprovam. Nós vamos casar. Já falei que sou maior de idade? -Começo a me preocupar. -Doutor, não diga nada a ninguém, por favor! -Começo a chorar.

-Calma, se acalme, você não pode se estressar. -O médico fala.

-Como eu vou me acalmar? Meu noivo vai ser demitido, por minha culpa! Foi culpa minha ter me apaixonado por ele e engravidado! Agora ele vai perder o emprego que ele ama. -Começo a chorar muito (Por que eu tô falando tudo isso? Por que eu tô chorando?.......Por que minha vista tá escura?).

-PÉROLA! -Escuto os dois gritarem.

•••

Acordo com Nichollas segurando minha mão e chorando ao meu lado.

-O que aconteceu? -Pergunto me sentando na cama.

-Você acordou! -Nichollas me abraça, ainda chorando. -Por que você desmaiou, an? Sabe a preocupação que eu fiquei? Nunca mais desmaie de novo!

-Eu desmaiei?

-Sim e ficou inconsciente por uma hora! -Nichollas fala em prantos ainda.

-Aqui. -O médico fala, entregando água com açúcar.

-Mas eu já me acalmei. -Falo.

-Não é pra você. É pro sr. Síncope Nervosa. -Ele entrega a Nichollas. -Ele chorou durante uma hora. -Ele me fala. -Você deve tá desidratado já. -Nichollas e eu acabamos sorrindo. -Se acalmem, não vou falar nada a ninguém. Por causa do bebê.

-Ele tá bem? -Eu e Nichollas perguntamos.

-Tá sim. Talvez melhor que vocês dois juntos. Vocês querem ouvir o coraçãozinho dele?

-O senhor realmente não vai contar a ninguém? -Nichollas pergunta.

-Não, por que? Você quer que eu conte?

-Não,  claro que não. -Nichollas responde.

-Você disse que é maior de idade. -Ele fala comigo. -Vocês se amam e vão ter um filho. -Ele fala com nós dois. -Não vejo nada de errado. E eu não tenho nada a ver com a vida de vocês, vocês fazem o que quiser (Bem que a filha dele podia ter puxado ao pai...). Não tô sendo cúmplice de um crime, né?

-Não. -Nós dois respondemos.

-Então não tenho com que me preocupar. Só fiquei chocado por você ser professor da minha filna.

-Entendo. -Nichollas fala.

O médico passa novamente o gelzinho na minha barriga. E começa a ultrassom. O pontinho não é mais um pontinho. Agora é um borrãozinho (é muito errado eu me referir ao meu filho assim?). 

Dá pra ouvir o batemento do bebê. Nichollas segura minha mão. 

-Se você chorar de novo... vai acabar perdendo todo o líquido que tem no seu corpo. -O médico fala. Nós rimos.

-É o som mais lindo que já escutei na minha vida. (Já te amo muito, borrãozinho!) -Eu falo.

-Tem como passar isso prum pen drive? -Nichollas pergunta ao médico.

-É sério isso? -Médico pergunta.

-É. -Nichollas entrega o pen drive sorrindo descarado. Eu acabo me divertindo com a situação.

(Já estou ansiosa pra te conhecer, borrãozinho!)


Notas Finais


Agora vou tentar dormir.


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