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História Meu Professor de filosofia - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


- Ligando para quem ? - ele perguntou e só de ouvir sua voz meu corpo estremeceu. Não era possível, o universo tá contra mim, só pode.

- Não te interessa! - falei grossa e fingi voltar a mexer no celular.

 Ele me puxou me fazendo olhar em seus olhos, e com uma expressão interrogativa em seu rosto.

- Pro Táxi - respondi não resistindo aquela carinha fofa dele. Aí meu deus o que eu tô dizendo?

- Eu te dou uma carona! - ele disse com uma carinha fofa. Porra, porque isso tinha que acontecer logo comigo.

- Não precisa. - falei controlando todas as minhas forças internas que diziam, que imploravam que eu aceitasse uma carona. Aceitar alguns minutos a sós com ele dentro de um carro. Aceitar alguns minutos de intimidade com meu professor.

- Sério? Eu não vou deixar vc entrar num táxi com um motorista que ninguém conhece e que pode te roubar ou coisa pior. - Ele bancando o preocupado conseguia ser mais lindo que antes.

- Acho que eu posso confiar muito mais nele do que em vc. - eu disse tentando repeli-lo de todas as formas possíveis.

- Nossa.... depois dessa nem vou mais oferecer nada

- Ainda be... - ele me cortou.

- Agora vou fazer questão que você volte comigo e tire essa má impressão minha. - ele falou rindo um pouco.

Tentei ligar novamente para o táxi e não consegui. Olhei para ele e vi que não tinha outra escolha.

- Ok, vamos! - falei e ele sorriu. Saiu na frente e eu o segui. Fomos até seu carro, que era um carro até bom demais para um professor, mas não falei nada. Assim que ele deu partida no carro, falei o meu endereço.

Fomos calados o caminho todo. Fechei meus olhos e fiquei ouvindo as músicas que tocavam.
Percebi que era um cd, feito por ele, com algumas músicas. Pude perceber que ele tinha bom gosto, mas qualidades..... porque ele tinha que ser meu professor? Porquê?

Comecei a prestar atenção no caminho que nós estávamos e percebi que eu nunca tinha passado por aqui, para ir para a minha casa.

- João, para onde você tá me levando? - perguntei arregalando os olhos para ele. Eu não acredito que isso tá acontecendo.

- Calma Larissa. - ele disse, rindo baixinho.

- Me leva para casa, vc disse que ia me levar. - falei choramingando.

- Eu disse que ia te dar uma carona, não disse exatamente que ia te deixar em casa, não agora. - Ele falou.

- E você pretende me levar para onde? - Gritei. Eu estava realmente com medo dele, mesmo tendo uma sensação dentro de mim dizendo que ele nunca me faria nada de ruim.

- Relaxa, a gente vai passar na Starbucks e depois eu te deixo em casa, estressadinha. - Ele disse com um sorriso no rosto. Fiquei calada o resto do caminho, estava com raiva, porém não podia dizer nada.

Paramos na frente da Starbucks e descemos. Nos sentamos em uma mesa, estava quase vazio lá. Eu não ia pedir nada mas João se antecipou e pediu um cookies para mim.

- Porque um cookies? - perguntei curiosa.

- Não sei, você tem cara daquelas garotas que ficam horas fazendo e comendo cookies. - ele disse calmo e eu sorri.

Era impossível não sorrir para ele.

- Mas eu gosto mesmo de comer, de fazer não. - ri um pouco.

- Bom saber mais sobre você, Larissa. - Ele disse abrindo no rosto o sorriso mais sincero que eu já havia visto. Ele me encantava de uma forma inexplicável.

- Porque? - perguntei.

- Porque o que? - ele enrolou.

- Porque você quer saber mais sobre mim?

- Não sei.... você, sei lá, meio que me instiga.

Fiquei calada. Nossos pedidos logo chegaram quebrando um pouco o silêncio constrangedor que havia se instalado naquela mesa. Nós comemos e em 15 minutos nos levantamos para pagar. Tirei meu dinheiro da bolsa e quando fui pagar minha parte, ele não deixou.

- Eu pago a minha parte.

- Não, eu te trouxe, eu pedi, eu pago.

- João, eu pago minhas coisas, pode deixar.

- Deixa de ser marrenta garota, eu já disse que vou pagar. - Ele falou me fazendo bufar de raiva. Fechei minha cara e fui andando até o carro. Ele logo veio atrás. - Ficou com raivinha? - perguntou baixo e colando seu corpo ao meu.

- Saí. - falei tentando o empurrar.Ele me puxou, me fazendo virar meu corpo de frente para o seu.

- Se eu pudesse, eu te beijava aqui e agora. - ele disse com o rosto bem próximo ao meu.

- O que te impede?

Perguntei me surpreendendo comigo mesma e com a minha confiança. Ele olhou para mim, também surpreso e logo senti seus lábios encostados aos meus. Minha boca logo deu passagem para sua língua, que explorava cada canto da minha boca. Suas mãos estavam indecisas entre minha cintura ou meu quadril. Seu toque arrepiava cada parte do meu corpo. Nosso longo beijo logo foi quebrado com vários selinhos e beijos no pescoço.

- Eu.... eu acho melhor nós irmos! - ele falou com a respiração ofegante. Entramos no carro e ele me levou até minha casa. Estava um pouco envergonhada, durante o caminho não falamos nada.

Larissa: Tchau, obrigada. - falei saindo rapidamente do carro. Entrei em casa, tranquei a porta e sorri. Eu só conseguia sorrir e pensar nele.

Hoje era sexta- feira e desde aquele incidente com o meu professor, nunca mais o vi. Eu sentia falta de vê-lo, observava o colégio para ter algum sinal dele, mas nada. Eu sei que é ridículo, mas eu definitivamente acho que estou me apaixonando por ele e esse é completamente um dos maiores erros que eu já cometi.

Mharessa me mandou uma foto de uma festa que ia ter. Nós conversamos um pouco e combinamos de ir, parecia que ia ser boa e eu estava precisando mesmo sair de casa. Pedi pra minha mãe pra sair e deixar eu ir dormir na casa da Mharessa, ela deixou e me deu dinheiro.

Peguei um táxi e fui pra casa da minha amiga. Quando eu cheguei lá a mãe dela fez brownie pra gente comer antes de sair. Mas enfim, a gente se arrumou em mais ou menos uma hora.

Eu vestia uma saia preta colada no corpo e uma blusa branca rendada. Meu sapato e meus acessórios eram dourados. Minha maquiagem levemente marcada. Mharessa vestia um vestido rosa claro, sua maquiagem era meiga nada muito forte.

- Amiga chama mais alguém pra ir com a gente! - falei.

- Mas quem? - Nós ficamos pensando em alguém para chamar e acabamos falando com a Júlia, Brenda e o Luis. No final das contas só quem confirmou que ia foi o Luis. Mas tudo bem, ia ser legal do mesmo jeito.

Os pais de Mharessa foram deixar a gente por volta das 22 horas da noite.



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