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História Meu professor do intercambio - Capítulo 2


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Notas do Autor


oie ... é o primeiro capítulo, boa leitura.

Capítulo 2 - A mãe do professor


Izumi Pov's

Acordei cedo antes do sol nascer pra não me perder, mas não deu muito certo, peguei dois trens e me perdi nessa cidade, eu moro em um bairro tranquilo sozinha e moro ao lado de um casal de velhos não tão velhos Jiraya e Tsunade, meus adoráveis vizinhos barulhentos.

- Onde eu estou? – olhei pra vários prédios, eu estava longe do centro e a Universidade é longe do centro de Tóquio, mas eu definitivamente estou perdida.

Desisti e comecei a olhar ao meu redor ... estava cheio de casas bonitas, andei, andei, andei e parei em frente a um parque, pensei em atravessar o parque então entrei no parque e vi muitas arvores de cerejeiras lindas, eu adorei essa imagem de Tóquio, pra uma brasileira como eu é lindo, tirei uma foto e postei no meu feed ... voltei a andar e escutei uma mulher chorar.

- Olá a senhora precisa de ajuda? – eu disse, ela não me respondeu ela chorava baixinho e fiquei com dó.

- Posso fazer companhia pra você? – ela ficou quieta e eu me aproximei.

Me sentei ao lado dela e peguei um bolinho na minha bolsa.

- Meu pai dizia que a vida sempre fica mais doce com um bolo de cenoura com brigadeiro, tentei fazer por que aqui é tudo diferente do meu país, mas espero que goste. – Estendi minha mão pra ela com o bolo e ela pegou e continuou a chorar.

Ela era muito bonita.

- Não se preocupe comigo, pode voltar a seguir seu caminho. – ela disse.

- Gomen, mas ficarei até eu ter certeza de que você está bem. – eu disse.

- Bolo de cenoura?

- Hai, no meu país é muito conhecido.

O telefone dela não parava de tocar.

- Atende pra mim por favor.

- O que eu falo?

- Que não voltarei hoje.

 

“- Mozi Mozi – eu acho que é assim que atende ... em japonês.

- Quem é você ?

- Mochi Mochi – ela disse ao meu lado.

- Mochi Mochi – repeti.

- Onde está a dona do telefone? – a voz grossa perguntou.

- Ao meu lado, ela pediu pra dizer que não voltará pra casa hoje.

- Me deixa falar com ela. – passei o telefone e ela recusou.

- Ela não quer, Moço tchau – desliguei o telefone.

 

- Aqui seu Celular. – entreguei.

- Pra onde a senhora vai?

- Pra um hotel, algum lugar.

- Vem pra minha casa, passa a noite lá e amanhã a senhora pensa em algo.

- Não quero ser um incomodo.

- Será uma companhia.

- Sendo assim eu aceito, onde você mora?

- Eu não sei, tenho aqui o endereço, mas confesso que estou perdida, eu não sei andar nessa cidade. – ela sorriu e me guiou pelo endereço.

Ela pediu um carro e fomos para o meu endereço, minha casa.

Entramos.

- Não repara não, é humilde, só pra mim mesmo e é bem simples e aconchegante. – eu disse apresentando a casa.

- É perfeita querida.

- A senhora está mais calma?

- Sim.

- Quando quiser conversar estou aqui.

- Posso preparar um chá pra nós? – eu estava pensando na faculdade, na aula daquele professor que tô perdendo, comecei a preparar um chá de camomila com baunilha e mel. Fiz o chá e levei pra mesa onde ela estava sentada.

Entreguei pra ela.

- Obrigada, você é muito gentil – ela deu um gole.

- De onde você é, essas comidas que você me deu não são daqui.

- Sou brasileira, vim pra estudar – ela sorriu.

- Do outro lado do mundo. – ela ficou pensativa.

- Tem alguma família aqui?

- Não.

- Você tem amigos aqui?

- Não.

- Só meus vizinhos.

- Ah ... você foi gentil em me acolher, serei sua amiga.

- Tudo bem.

- Eu descobri uma coisa que me deixou muito triste. – as lágrimas voltaram.

- Calma, tudo vai ficar bem.

- Eu estou com câncer de mama, mas não estou preparada pra encarar minha família.

- Calma ... muitas pessoas vencem o câncer e a senhora vai ser uma delas. – droga o que eu falei é obvio.

- A senhora pode ficar aqui o tempo que quiser. – dei um abraço nela.

- Gomen, eu preciso sair mas eu volto rápido, só preciso ir na Universidade.

- Claro.

- A senhora sabe pra que lado é eu me perdi. – ela mexeu no celular.

- Pedi um carro pra te deixar lá. – eu sorri e juro que irei prestar atenção em todo o caminho.

 

O carro chegou e me levou até a Universidade, gravei pontos específicos, pra eu saber chegar aqui só.

Entrei e fui direto pra sala.

- NÃO ME INTERESSA ELA SUMIU. SASUKE FAZ ALGUMA COISA, VOCÊ DEIXOU ELA NO SPA, VOCÊ NÃO É DELEGADO PORRA.

- Droga. – entrei na sala e ele me viu.

- Espera tem um aluno aqui, não desliga. – ele disse e sai do telefone.

- Não teremos aula hoje, pode ir embora – ele foi grosso.

Me virei e fui em direção a porta.

- ELA PODE ESTÁ EM QUALQUER LUGAR, SÓ SEI QUE ELA ESTÁ COM UM IMIGRANTE, NÃO SABER FALAR MOSHI MOSHI É O CUMULO, QUEM VEM PRO JAPÃO SEM SABER DA LINGUA. – Não saber falar moshi, que diabo é moshi mesmo?

Nossa, é pra atender a ligação, achei que era Mozi, eita espera ...

Comecei a prestar atenção.

- SASUKE EU JÁ DISSE, A PESSOA ATENDEU, FALOU ERRADO E DEU UM RECADO DIZENDO QUE ELA NÃO VAI VOLTAR HOJE. – Essa história tá batendo com a minha.

- NÃO SEI SE É SEQUESTRO, VOCÊ QUE É O POLICIAL SEU TOLO. – Ele estava desesperado, mas se for a mesma pessoa eu acho melhor não contar né.

- Mas esses devem saber certo. – droga ela vai me odiar.

Me virei de volta, ele me olhou e afastou o telefone.

- Tá fazendo o que aqui ainda? – grosso de novo.

- A pessoa que você procura usa um vestido creme com um broche de um leque vermelho e branco no lado esquerdo do vestido, um cabelo preto, com olhos pretos e um anel com uma pedra vermelha? – ele arregalou os olhos.

- Sasuke encontrei a mamãe, depois te ligo. – ele disse e desligou.

- Onde ela tá? – ele me sacudiu.

- Me solta, vou falar com você. – me sentei na cadeira e contei que

- Eu me perdi indo pra faculdade, me perdi e parei em um parque e vi uma mulher e conversei com ela, agora ela está na minha casa.

- Ótimo vamos pra lá.

- Mas ela disse que não quer ver vocês, foi o recado.

- Olha me diz onde mora, por favor, não tem amor a sua mãe não.

- Não tenho mãe, mas meus faria tudo pelos meus pais.

- Então, leve-me até lá por favor.

- Onegai.

- Tá, mas se ela quiser ficar você não vai levar a força – eu disse me impondo.

- Isso não é você quem decide – ele foi grosso.

- Se for grosso comigo de novo eu vou embora e deixo você agoniado.

- tá.

Ele pegou as coisas dele e pediu pra eu segui-lo, e eu o segui, ele me levou até o carro dele e olha era um puta carro, um Porsche preto, ele abriu a porta pra mim eu entrei me sentei e logo ele entrou.

- Vamos? – ele perguntou.

- Sim, aqui o endereço. – entreguei o papel pra ele.

- Não sabe onde mora.

- Não, aqui tudo é muito confuso. – ele riu

- Você precisa aprender a falar direito ou vai se dar mal.

- Eu sei, eu só preciso procurar um professor pra isso – eu disse olhando as ruas decorando o caminho mais uma vez.

- Acho que agora não me perco mais – eu disse sorrindo.

- Chegamos. – eu disse.

- Por favor, não fale nada que a deixe triste. – vi ele ficar estranho.

 

- Tadaiaaaaa – eu disse.

- Tadaima – ele repetiu atrás de mim.

- Tadaimaaaa eu falei repetindo – droga eu preciso mesmo de um professor de japonês.

- Fica aí. – não deixei ele entrar.

 

Entrei a a vi no sofá lendo um dos meus livros.

- Tadaima.

- Okaeri querida.

- Olha eu estudo na Universidade de Tóquio e lá tenho um professor que bem ... ele estava procurando uma pessoa, que ... é ...

- Itachi? – ela olha.

- então ele estava desesperado procurando uma pessoa, eu disse que achava que poderia ser, mas que você não queria vê-lo, por favor me desculpe senhora.

- Tudo bem querida, será que posso conversar com meu filho?

- Claro – droga eu tô abrigando a mãe do meu professor.

 

Fui pra fora me apoiei no portão e sentei eles conversaram por um tempo, depois ele saiu.

- Ela prefere ficar, ela disse que precisa pensar um pouco.

- Fica tranquilo eu cuido dela. – eu disse pegando no ombro dele, depois eu vi que era errado quando ele olhou pra minha mão no seu ombro eu tirei e corei.

- Ainda não sei por que ela quer ficar, mas ela disse que contaria outra hora.

- Amanhã eu volto. – ele continuou.

- Tudo bem. – Te vejo amanhã.

- Obrigada Izumi

- Sayunara

- Sayonara, você precisa aprender essa língua.

- Hai.

- Aqui – ele tomou meu celular da minha mão.

- Anotei meu número, caso aconteça algo não hesite em me ligar.

- Certo.

- Até amanhã Itachi.

- Até Izumi

Ele foi embora e eu vi que a mãe dele nos observava.

Ela voltou a ler o livro como se nada tivesse acontecido.

- Desculpa eu não quis chama-lo.

- Tudo bem querida, fez bem.

- Gomen com essa confusão eu nem me apresentei.

- Meu nome é Mikoto.

- Sou Izumi, aluna do seu filho. – sorri e vi que soou estranho.

- Descanse, vou precisar sair mas depois eu volto.

- Prometo não me perder . . .

- Tchau. – disse e ela assentiu com a cabeça.

 

E eu fui dar uma volta pra pensar em tudo o que tinha acontecido durante o meu dia.

 


Notas Finais


e aí?


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