História Meu Protetor - Capítulo 25


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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Aldo Domenzaín, Fernando Mendiola, Julieta Solís de Padilla, Letícia "Lety" Padilha Solís, Márcia Vilarroel, Omar Carvarral, Personagens Originais
Visualizações 183
Palavras 3.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Recomeço...


Letícia
Ouço aquela voz de sempre me chamando e sinto o seu toque em minha mão.
Eu estava em um lugar escoro... Era sempre assim, sempre essa escuridão. De vez em quando
eu ouço algumas vozes falando comigo, mas não consigo saber quem é, mas eu consigo sentir
a dor e muita das vezes o desespero nelas.
Eu queria sair dali, queria sair daquele lugar escuro, eu queria voltar pra casa, para o meu
filho, esse bebê que eu estou esperando. Eu não sei o que aconteceu, eu só sei que eu não
consigo acordar e sair daqui. E isso me angustia, em meio ao meu desespero interno de
sempre, lutando para acordar, ou seja lá em que estado eu estou, minha mente consegue
fazer algo que não conseguia fazer, ela parou para prestar atenção no que aquela voz tão
sofrida falava comigo.
- É meu amor mais um dia...
Essa voz, eu... eu acho que eu conheço essa voz, mas ainda está bem distante em minha
mente.
- Mais um dia sem poder ouvir sua voz, sem poder te beijar...
Fernando... é o Fernando.
Eu sinto... Sinto-o segurar a minha mão... A sua voz... Ela está tão triste, tão sofrida.
- Você não sabe o quanto é difícil te ver desse jeito, ou até saiba de tanto que eu me lamento
disso aqui com você. Mas eu só queria te dizer o quanto preciso de você de volta, eu já não
aguento mais. Não aguento mais, Letícia te ver desse jeito, não aguento mais vir aqui pra
esse hospital te ver ao invés de chegar em casa e te encontrar na cozinha fazendo o nosso
jantar. Ainda me dói muito todas as vezes que eu me lembro do nosso bebê.
Ele sabe do bebê!
- É difícil quando eu tenho que explicar ao Gustavo que eu não sei quando a mamãe dele vai
acordar, pois isso só depende de você reagir, os médicos estão fazendo tudo o que deve
fazer, Letícia, mas você também tem que lutar, você não pode se entregar a isso. Por favor,
não desista, não desista de você, não desista da gente. Não desista de viver.
O meu filho... Ele precisa de mim, o Fernando precisa de mim.
Eu ainda não entendi direito o que aconteceu e muito menos porque eu vim parar aqui, mas como ele disse: Eu preciso voltar, preciso voltar por eles. Mas eu não consigo. Eu não tenho
forças o suficiente pra voltar, seja lá onde eu estiver nesse momento.
Eu sei que o meu filho precisa de mim.
Os meus filhos precisam de mim.
O Fernando precisa de mim.
Eu tenho que ser forte.
Sinto um toque leve e carinhoso em meu rosto e depois esse toque desce para minha mão e
é possível eu escutar bem lá no fundo. Bem no fundo um...
- Eu te amo... Preciso tanto de você, Letícia, tanto.
Essas simples palavras serviram como um dispositivo que me deu forças, forças não sei de
onde, pra voltar, seja lá de onde eu estava, mas eu voltei.
Depois de tanto tempo na escuridão, assim que abro os meus olhos a luz extremamente clara
irrita os meus olhos, mas antes que eu os feche, consigo vê-lo de relance com sua cabeça
abaixada, posso ouvir o seu choro e sentir lágrimas escorrendo pela minha mão.
Aperto a mão do Fernando de leve, na verdade isso foi o máximo que eu consegui fazer
naquele momento. E segundos antes de eu fechar os olhos por completo, consigo ver aqueles
lindos, mas ao mesmo tempo, agora tristes, olhos pretos me olhando.
O seu choro se intensifica.
- Meu Deus eu não acredito.
Sinto o seu corpo de leve sobre o meu. E a minha vontade era de retribui-lo o abraço, mas eu
ainda estava um pouco sonolenta e aquele tubo na minha boca me incomodava.
– Você acordou, Letícia, você acordou... Você voltou pra mim, eu sabia que você ia voltar...
eu sabia, eu sabia.
Ele dizia aos prantos, distribuía beijos e mais beijos pelo meu rosto.
Consigo finalmente deixar os meus olhos abertos, a claridade já não me incomodava tanto.
Incomodava um pouco, mas eu conseguia mantê-los abertos.
- Meu Deus, eu não estou acreditando, você não sabe quanto tempo eu sonhei e esperei por
esse momento.
Ele passava as mãos freneticamente pelo meu rosto e cabelo, parecia não acreditar em me
ver acordada, imagino. Os seus olhos que há minutos estavam tristes. Agora transbordam
felicidades. Pouquíssimo tempo depois, chegam três homens todos de branco e um deles
pede para o Fernando se retirar. Presumo que seja o médico. Vejo o Fernando o olhando como
quem dissesse que não sairia de perto de mim, mas o médico o convenceu de que logo ele poderia me ver novamente. Mas eu não queria que ele fosse, eu queria que ele ficasse aqui
comigo, ao meu lado, como sempre esteve todo esse tempo.
[...]
Quinze dias depois...
Depois que eu acordei do coma... Nossa!... Coma.
Eu nunca me imaginei um dia ficar assim. Mas depois que eu consegui acordar, não foi fácil. A
primeira vista eu me vi desesperada por não consegui formar uma frase sequer e nem ficar
em pé direito. E isso foi um martírio pra mim, eu tinha tantas perguntas a fazer, tantas. A
única coisa que eu sei é que eu levei um tiro e devido a minha queda eu bati forte com a
cabeça, o que me levou a ter um traumatismo craniano. E dessa parte eu me lembro, me
lembro perfeitamente desse dia. Me lembro do medo que eu tive na hora, medo do Fernando
morrer. E eu simplesmente não pensei em nada, eu apenas agi. E posso dizer que eu faria
tudo novamente, por ele.
Essa foi a única coisa que o medico me falou, e eu ficava agoniada por não consegui falar
direito, então eu acabava desistindo de perguntar as coisas. Eu fiquei muito triste quando eu
ouvi do médico que eu havia ficado sete meses em coma, triste por saber que se eu fiquei
sete meses deitada nessa cama dormindo e eu estou exatamente do jeito que eu sempre fui,
na verdade até um pouquinho mais magra, isso significava que eu tinha perdido o meu bebê.
Que eu tinha perdido o filho tão desejado do Fernando. Ele foi totalmente inesperado pra
mim, mas eu em momento nenhum o amei menos por conta disso, e eu no meu intimo já
estava fazendo planos para quando ele estivesse maior, já podia ver a felicidade do Fernando
quando eu contasse pra ele que estava esperando o filho dele. Já podia ver a felicidade do
Gustavo em ter um irmãozinho, ou até mesmo os ciúmes dele. Mas tudo isso foi por agua
abaixo quando a minha ficha caiu e eu percebi que foi impossível ele ter sobrevivido àquele
tiro.
Com muita dificuldade eu consegui perguntar, em pouquíssimas palavras, ao médico sobre o
bebê, apenas para eu ter certeza. Mesmo com minha dificuldade na fala ele conseguiu
entender e me disse que não pôde fazer nada para segurá-lo. E aquilo foi horrível pra mim,
por mais que eu na época tivesse ficado sabendo á muito pouco tempo sobre a gravidez, eu
já o amava, eu já havia criado um vinculo muito forte com ele. E a única coisa que eu
consegui fazer, foi chorar. Chorar pela dor de ter pedido um filho que eu não tive nem a
chance a conhecer direito. E o Fernando em meio a sua inútil tentativa de me consolar,
também se entregou ao choro. E eu me sentia culpada, muito culpada por isso, eu com o
pensamento de proteger o Fernando, não pensei em nosso filho na minha barriga, não pensei
em momento nenhum que estava colando a vida do meu filho em risco. Eu apenas agi sem
pensar e com medo de perdê-lo que acabei perdendo uma outra pessoinha também muito
importante pra mim. Depois desse momento eu resolvi que iria lutar pra melhorar e sair de vez do hospital, eu
tinha que ficar totalmente boa para o Gustavo e para o Fernando. Eu me dedicava todos os
dias com as sessões com a fonoaudióloga e com a fisioterapeuta, eu queria ver resultados
rápido, eu queria seguir minha vida e sair dali.
O Fernando estava á todo momento ao meu lado, era notório a felicidade dele em me ver
acordada. O Gus também, na primeira semana ele achou um pouco estranho, pois as palavras
saiam super desconexas de minha boca.
Eu queria também saber o que houve com o Aldo. A Isabela vem me visitar sempre que pode,
nem ela e nem ninguém me falaram nada a respeito dele. Mas eu percebia que o Fernando
ficava incomodado todas as vezes que a Isabela ia me visitar, e eu a via olhando para ele de
um jeito estranho, jeito de quem sabe de algo. E eu estou muito curiosa e apreensiva em
saber o que tinha acontecido com ele, se ele estava preso ou não. Eu resolvi não perguntar
nada sobre ele, não enquanto eu não estiver totalmente boa.
Em uma semana fazendo a fisioterapia eu já conseguia ficar em pé sozinha. A médica me
disse que eu sou um verdadeiro milagre, pois não é muito normal para uma pessoa que
passou sete meses desacordada não ficar com nenhum tipo de sequela grave, como perda de
memoria e os movimentos das pernas. Até porque eu bati com a cabeça e isso é coisa séria,
tão séria que por conta dessa batida na cabeça eu fiquei sete meses em coma. No meu caso a
perda do movimento e da fala, foi temporária, tanto que em duas semanas eu já estava
conseguindo falar e andar pelos corredores do hospital. O que impressionou mais ainda os
médicos.
- Você realmente é uma guerreira, menina. – diz a Mônica a minha fonoaudióloga. – Eu nunca
vi alguém se recuperar tão rápido que nem você.
- É a vontade de sair daqui e ir pra casa logo, de volta pra minha família.
Eu sorrio pra ela e a abraço.
- Muito obrigada... por me ajudar.
- Não precisa agradecer. Só de ver esse sorriso lindo e esse brilho de felicidade nos seus olhos
eu me sinto com a sensação de dever cumprido.
Nos separamos, ela deixa um beijo em minha testa e se despede de mim, alegando que tinha
outros pacientes para cuidar. Me ajeito na cama e não demorou muito o Fernando entrou no
quarto com o Gustavo nos braços.
- Oi mamãe, olha quem voltou pra te visitar!– diz o Fernando fazendo uma voz engraçada.
Abro um sorriso enorme e estico os meus braços
- Oi meu amor.
- Consegue falar, mamãe? – o Gus pergunta entusiasmado Sim meu amor, mas eu estou vendo que você está falando melhor do que eu, em.
Meu Deus, quanto tempo eu perdi longe do meu filho, ele está tão crescido, agora consigo
entender praticamente tudinho que ele fala. Não parece nem que foram sete meses que eu
dormi, mas sim um ano. Eu devo ter perdido tanta coisa. Eu fico imaginando o quanto ele
deve ter sofrido me vendo desse estado.
- Senti sua falta, mamãe. – ele diz acariciando os meus cabelos como sempre fazia.
- Eu também senti, meu amor. – o abraço forte, e ele me retribui.
Não consigo evitar as lágrimas que já começaram a descer. Sinto os braços do Fernando em
volta da gente e sinto o seu beijo em meu rosto e logo em seguida ele faz o mesmo com o
Gus.
- Minha família... Eu esperei tanto por isso. – diz o Fernando bem baixo.
- Obrigada. – direciono o meu olhar para ele que tinha os seus olhos vermelhos. – Muito
obrigada por ter cuidado tão bem do meu fil..
- Nosso filho. – ele me corrige me fazendo abrir um sorriso.
- Muito obrigada por ter cuidado do nosso filho esse tempo todo. Muito obrigada por não ter
desistido de mim... de nós, em nenhum momento. – sinto as mãos do Gus no meu rosto
limpando as lágrimas que escorriam.
- Não chora mamãe. Tá tudo bem, tá tudo bem. – ele dizia carinhoso com suas mãozinhas
ainda em meu rosto e logo em seguida me abraça forte.
Não consegui segurar a risada e o choro também.
- Onde ele aprendeu isso?
- Deve ser porque eu sempre fazia a mesma coisa com ele todas as vezes que ele chorava
chamando por você.
- Fernando... – choro mais, parecia que agora eu só sabia fazer isso nos últimos dias. Mas é
que eu não conseguia segurar a emoção de ouvir essas palavrinhas, esses simples gestos de
carinho vindo deles. Coisas tão simples, mas que significam tanto pra mim... Tanto.
O Fernando me envolve novamente em seus braços e me dá um beijo calmo e apaixonante que
eu tanto amo.
[...]
O medico já tinha passado e assinado a minha alta, eu não estava nem acreditando que
depois de tanto tempo aqui em coma, e mais alguns longos dias em tratamento, eu
finalmente vou poder voltar pra casa. Eu finalmente estou bem, já consigo andar
perfeitamente bem e falar também. Eu agradeço a Deus todos os dias por não ter me deixado com nenhuma sequela.
Eu estava bem feliz, o Fernando já estava me esperando para me levar pra casa, ele disse que a
minha mãe ficou em casa com o Gus, que estava com um pouquinho de febre, eu já logo me
preocupei, mas o Fernando me garantiu que ele já estava melhorando, só que a minha mãe
achou melhor ficar com ele em casa.
Já tinha pegado a minha bolsa e me despedido dos meus anjos, os meus médicos. Se não
fossem por eles eu nem sei o que seria de mim. Depois de tudo isso que eu passei, depois de
ver a dedicação da fisioterapeuta e dos outros médicos comigo, eu tive ainda mais certeza de
que é isso que eu quero pra minha vida. É essa profissão que eu quero seguir.
O meu sonho sempre foi trabalhar na área da saúde, mais especificamente com as crianças.
Mas depois de tudo o que eu passei, depois dos dias que eu fiquei aqui. E depois de ver a
dedicação em cada um deles para ver a minha melhora. Eu tive a total certeza de que eu
seguiria a carreira de fisioterapeuta. Eu senti na pele a sensação de ficar sem andar, foi por
pouco tempo, graças a Deus, a doutora Simone que me ajudou muito e ao meu esforço
também. E eu sei o quanto é bom você aos poucos recuperar aquilo que perdeu, eu sei o
quão mágico é cada novo passo que você dá parecendo ser o primeiro de sua vida, o que pra
muita gente de fato é o primeiro. E eu via a dedicação e a alegria no semblante da Simone
todas as vezes que eu conseguia, todas as vezes em que eu pensava em parar e ela me
reanimava.
E é isso que eu quero pra mim.
Deve ser a melhor sensação do mundo, você olhar para a pessoa e ver que você foi uma das
responsáveis pela recuperação dela. E eu quero isso, quero sentir isso.
Depois de muita emoção eu saí do hospital e fomos em direção ao apartamento. Não
demorou muito e chegamos, o hospital não era tão longe assim, então foi bem rápido.
Apesar de não precisar, pois eu já estava andando muito bem, o Fernando abriu a porta do
carro pra mim e me ajudou a descer, pegamos o elevador e em alguns minutos estávamos na
cobertura.
Está do mesmo jeitinho que eu me lembrava, não mudou nada.
O Fernando coloca a chave na porta e a abre, assim que eu entro, não consigo impedir as
lágrimas novamente.
Estavam todos ali reunidos na sala em pé a minha espera e tinha até um cartaz enorme
escrito “Seja bem vinda novamente Letícia!!!“
Não me dão tempo de entrar direito em casa e a Márcia logo vem e me abraça forte.
- Ai amiga, você não tem noção de como eu estou feliz em ter você de volta. – ela me
apertava forte em seus braços e chorava, assim como eu, e por um momento ela se desfaz do
abraço e me olha sério. – Nunca mais faz isso com a gente, por favor. Apenas aceno com a cabeça e ela volta a me abraçar. Mas foi obrigada a me soltar, pois os
outros também queriam me cumprimentar. Estavam todos ali, até o pai da Ma, o Douglas
que o Fernando me disse estar namorando com a Ma e o Ariel também.
- Eeh morena, que susto você deu na gente, em... Eu senti muito a sua falta. – diz ele me
abraçando.
Ouço o Fernando coçando a garganta o que faz com que o Ariel me solte do seu abraço um
pouco sem graça e isso tira gargalhadas de todos.
- Para de ser ciumento, meu filho. – diz a Julia do seu lado.
- Só estou cuidando do que é meu. – ouço ele dizer, mas não dou ideia e continuo
cumprimentando a todos.
- Ai minha filha, eu estou tão feliz que você está bem, que voltou pra casa, eu orei tanto pra
você sair bem dessa. – minha mãe me tinha forte em seus braços e chorava copiosamente,
isso me fez chorar mais ainda.
- Oooh mãe!
- Eu te amo tanto, minha filha. Eu fiquei com tanto medo de te perder.
- Eu também te amo mãe.
Nós nos soltamos e ela limpa de leve o meu rosto. Depois que passou essa parte dos choros e
abraços, nós fomos comer, porque sim, tem comida. Afinal é uma festa de recepção, não
pode faltar comida.
Estava sentada no sofá e o Rodrigo como sempre ao meu lado me enchendo de caricias. Eu
estou amando essa versão dele. Não que ele não fosse carinhoso comigo, pois ele era,
sempre foi. Mas ele não mostrava muito esse carinho todo em publico.
- O que aconteceu com você, em?
- Por que, amor?
- Sei lá, você está diferente, mais carinhoso... Não que eu esteja reclamando, mas é que você
não costumava mostrar esse carinho todo em publico.
- Depois do que eu passei com você naquele hospital, Letícia, eu não tenho mais vergonha de
mostrar esse lado meu mais carinhoso quando estou com você por perto. A sensação que eu
tive de quase te perder me enlouqueceu. – ele desvia o seu olhar do meu e eu acho isso
estranho, pois ele sempre gostava de falar olhando nos meus olhos. Sempre!
- Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava em coma, que eu precise saber, Fernando?
- Não amor... Não aconteceu nada... – ele está estranho – Só que eu fiquei com medo de te
perder e não quero passar por isso nunca mais. E quero deixar bem claro pra você e pra
todos o quanto eu te amo. Sério amiga?
- Uhuum, minha mãe odiou a minha decisão, mas eu não queria continuar morando debaixo
do mesmo teto do cara que, ao invés de me apoiar na minha escolha, queria me obrigar a
fazer algo que eu não queria. Minha mãe com o tempo também acabou entendendo o meu
lado de sair de casa. Mas ela estava sempre comigo, cada etapa que eu passava, ela estava
sempre lá comigo... Depois de um tempo o meu pai veio me pedir desculpas e ficou tudo
certo e eu voltei para casa. Mas a vontade de morar sozinha permanece, mas dessa vez eu
vou planejar melhor tudo direitinho.
- Ainda bem que ele caiu na real e viu que você é feliz fazendo o que faz, né!
- Ainda bem mesmo.
Ficamos mais um tempinho ali conversando e quando foi anoitecendo eles foram indo
embora. Menos o Fernando, esse iria dormir aqui comigo. Depois de tanto tempo vamos
finalmente ficar juntos e sozinhos.




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