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História Meu querido chefe (Jikook) - Capítulo 17


Escrita por: e Anne_EJ


Notas do Autor


Boa leitura : )
Sei que demorei T_T

Capítulo 17 - Voltando a realidade


Fanfic / Fanfiction Meu querido chefe (Jikook) - Capítulo 17 - Voltando a realidade

PARK JIMIN

Eu já estava louco para voltar, aqueles três dias foram tão solitários. Embarquei no avião pela manhã, durante a viagem eu acabei dormindo o que eu adorava fazer sempre. Só que desta vez acabei sonhando com ele. O Jungkook é dono dos meus pensamentos, do meu coração e agora até dos meus sonhos. Estávamos numa praia sem mais ninguém além de nós dois, pareceu tão real que no momento em que abri meus olhos tinha um sorriso bobo em meu rosto. Meu coração estava batendo forte de ansiedade, queria vê-lo o mais rápido possível. Não tinha como negar o quanto eu estava perdidamente apaixonado pelo Jeon.

Assim que cheguei no aeroporto de Seul peguei meu celular para chamar um táxi, mas alguém que eu não esperava estava ali e não era quem eu queria.

Se: Jimin!— minha esposa veio até mim e me abraçou.— Eu estava morrendo de saudades. Ficamos duas semanas sem nos vermos.

Jm: Seulgi... O que faz aqui?

Se: Como assim? Não queria que eu viesse?

JM: Não é isso... Só fiquei surpreso.

Se: Não deveria, eu sou sua esposa. Isso é normal.— assenti.— Vem, vamos para casa. O nosso motorista está nos esperando.— ela segura minha mão e seguimos.

Ah, eu queria ir no apartamento do Jungkook.

 

 

[...]

 

 

 

Assim que chegamos em casa tiro minha jaqueta e sento no sofá.

Se: Então, como foi suas pequenas férias?

JM: Bem, eu pude descansar bastante nesses dias.

Se: Deveria fazer isso mais vezes e parar de se matar naquela empresa, Jimin. — a mesma senta no meu colo e começa a beijar meu pescoço.

Aquilo me deixou tão incomodado, sentia que estava traindo o Jeon quando era o contrário. A única que eu traía era a Seulgi.

JM: Eu vou tomar um banho.— levantei quebrando aquele momento.

Se: Quer que eu vá com você?

JM: Não precisa.

Então vou em direção ao banheiro me sentindo péssimo. Faz alguns anos que me casei com a Seulgi por causa dos negócios de nossos pais, nunca cheguei a amar ela não como eu amo o Jungkook, mas também nunca fui um péssimo marido. Não sei como vou continuar mantendo as aparências, talvez fosse melhor ser sincero e explicar a ela sobre minha sexualidade, mas eu teria que jogar tudo pro alto se fizesse isso.

Terminaria meu casamento de anos com uma mulher que sempre esteve comigo nos bons e maus momentos, perderia vários contratos e sócios por causa do divórcio. Me assumir gay seria ainda pior quando a maioria dos investidores são velhos com mente fechada, a mídia cairia em cima de mim. Teria que colocar tudo a perder por ele, mas quais são minhas garantias? O Jeon me ama o suficiente ou eu sou apenas mais um? Nunca fui tão inseguro a respeito de algo e isso me deixa louco.

Se: Não me diga que vai trabalhar?— ela pergunta ao entrar no quarto e ver que estou arrumando minha gravata.— Acabou de chegar, Jimin.

JM: Fiquei muito tempo longe. Com certeza aquilo deve estar um caos.

Se: O que eu faço com você, hein?— ela me deu um selinho.— Bom trabalho, querido.

Saí de casa me sentindo mal. Sabia que cedo ou tarde teria de acabar com essa situação. Não daria para continuar com o Jeon e a Seulgi a vida toda, por mais que eu e Jungkook tivéssemos concordado em sermos amantes, ora ou outra terei que escolher um dos dois.

[...]

Assim que cheguei na entrada da minha empresa, meus funcionários começaram a me cumprimentar e fazer referência. Passei pela recepção pegando o elevador executivo indo para o andar onde ficava minha sala. Pelos corredores alguns estavam assustados em me ver de volta, sempre mantendo a educação. Tenho que dizer que sou um pouco autoritário, mas ser CEO estressa qualquer um e assumi a empresa muito novo então tive que me impor desde cedo. Talvez eu tenha exagerado um pouco.

JH: Senhor Park, que prazer revê-lo.— o Jung diz com um tom de nervosismo.

JM: Tem feito seu trabalho corretamente?— ele assentiu.— Onde está o seu amigo?

SG: Cara, achei que tinha escutado a voz do endiabrado, já estava...— ele vinha de uma sala ao lado e paralisou ao me ver.— Senhor Park...?

JM: Endiabrado? Quem seria?— me fiz de sonso, afinal sabia que ele falava de mim.

SG: O Choi San, ele disse que vinha consertar meu computador e até agora... Os caras da informática são completos demônios.

JH: Nem me fala. O CPU até hoje dá problema.

JM: Certo, então vou demitir todos os técnicos de informática. Continuem o trabalho de vocês.— os dois gelaram.— Sabem onde está o Jeon?

SG: Revisando alguns contratos na sua sala.— segui em frente querendo rir daqueles dois, mas a cada passo sentia meu corpo tremer.Como alguém pode me deixar assim? 

Abri a porta vagarosamente, ele estava tão concentrado que nem ao menos notou.

JM: Jeon!— o chamei como costumava. Ele deixa sua atenção dos papéis para me olhar e sorri.

JK: Jimin-ssi...— ele vem até mim e me puxa para um abraço.— Você disse que chegaria a noite.

JM: Resolvi vir antes. Não gostou?

JK: Se eu soubesse teria te esperando no aeroporto.— agora imaginei ele e a Seulgi ali me esperando...

JM: Queria ver sua cara de surpresa.— entrelacei seu pescoço com meus braços trazendo seu rosto para perto do meu.— Senti sua falta...

JK: Não mais que eu.— ele puxa minha cintura unindo mais nossos corpos.— Amor, não fica tanto tempo longe de mim...

O mesmo estava prestes a me beijar quando ouvi a porta bater o que fez ambos se afastarem, me recompus imaginado quem foi a pessoa que interrompeu nosso momento.

JM: Pode entrar.— a porta se abriu mostrando o Jung.

JH: Senhor, os assessores da Chinese S.A estão aqui.

JM: Agora? Eu mal cheguei.

JK: Eles vieram conversar comigo sobre esses contratos que eu estava revisando. Não sabem que está aqui.

JH: Correção, não sabiam... Eles já ouviram os boatos que está de volta.

JM: Peça para eles entrarem.— o ruivo assentiu e saiu da sala.

JK: Acho que vamos ter que matar a saudade depois.— fiz um biquinho, ele sorriu e me deu um selinho rápido.— Não seja fofo assim se não eu não resisto, Jimin-ssi.

JM: Se controla, estamos na empresa.

JK: Tudo bem, eu vou tentar.

Os dois senhores entraram na sala. Foi uma reunião de duas horas revisando atas, acordos e lucros. Tão insuportável, já disse que odeio o mundo dos negócios? Provavelmente sim.

— Park, que tal jantarmos no restaurante chinês aqui em Seul para comemorarmos a alta das nossas vendas?— Não!!! Vocês não entendem que eu quero ficar com o Jungkook.

JM: Eu adoraria, mas a Seulgi não vai gostar de eu ficar a noite fora.

— Traga sua esposa também. Vamos levar a nossas.

— Sim, o seu assistente também pode vir e levar uma namorada.

JK: Eu não tenho namorada.

— Com essa carinha? Deve ter alguma garota.

JK: Talvez seja melhor eu não ir.

— Claro que deve ir. Você foi uma peça chave para as vendas dos últimos dias. Park tem muita sorte de ter um funcionário como você, Jeon.

Aqueles dois insistiram tanto que eu e Jungkook cedemos. Além disso queriam a presença da Seulgi. Quando saíram da minha sala senti um alívio extremo.

JM: Tinha esquecido como essa merda é estressante.

JK: Acho que vou ter que levar uma namorada nesse jantar.

JM: Está brincando, né?— o encarei.

JK: Claro, amor.— o mesmo ri.— Eu não tenho namorada, só o meu Jimin-ssi. Aqueles caras não notaram que eu sou gay?

JM: Eles são bem conservadores... Muita gente é.

JK: Jimin... Eu nunca perguntei porque acho bem ridículo isso... Você não me deve nada...

JM: Quer saber minha sexualidade?— ele ficou sem jeito.— Eu sempre achei que era hétero, mesmo tendo ficado só com a Seulgi desde sempre.

JK: E agora?— ele engoliu em seco.

JM: Vou ser sincero, Jungkook. Eu nunca senti atração por homens antes, mas também nunca me empolguei com minha mulher.

JK: Acho que estou mais confuso...— suspirei.

JM: O que eu quero dizer... Eu nunca senti interesse por ninguém muito pelo fato da minha vida toda ter sido decidida pelo meu pai. A escola, meus amigos, meu trabalho, minha esposa.... Tudo foi ele quem escolheu. Eu só seguia as ordens, tipo um fantoche sem desejos...

JK: Eu também sou apenas mais uma das suas obrigações?

JM: Você é a único que eu quis de verdade. Descobri que posso sentir prazer com alguém e sem dúvidas eu sou gay. O sexo com a Seulgi era automático, mas agora eu não consigo nem beijá-la. Já tem sua resposta.

JK: Desculpa ter perguntado.— ele ficou cabisbaixo.

JM: Amor, pode me perguntar tudo. Não tenho em problema em dizer que sou gay pra você.

JK: O que você disse?— ele me olhou sorridente puxando minha cintura para si.

JM: Eu sou gay, Jungkook.

JK: Antes disso... Você me chamou de "amor". Você disse mesmo.— fiquei vermelho ao me dar conta que fiz isso tão naturalmente.— Fala outra vez.

JM: Jungkook...— fiquei ainda mais corado, mas ele parecia realmente feliz e não pude negar seu pedido.— Amor...

Seus olhos brilhavam, seu rosto também estava vermelho. Então o mesmo me beija, se inicia com um selinho, mas logo deixo minha boca entreaberta para que ele continuasse. Aos poucos sinto sua língua junto a minha, é uma sensação tão gostosa. Os movimentos que antes eram lentos se tornaram mais envolventes. Apoiei meu corpo contra a mesa, o beijo se tornava ainda mais intenso, a falta de ar que vinha, mas não nos impedia de continuar. Era tudo tão único.

Jeon colocou sua mão dentro da minha camisa subindo por minhas costas. Juro que meu corpo todo tremeu.

JM: Aqui não...— sussurrei entre seus lábios.

JK: Vou ficar louco se tiver que trabalhar com você e não te tocar.

JM: Como acha que eu estou? Só quero ficar a sós com você sem ninguém para nos atrapalhar.

JK: Então vamos fazer isso, Jimin.

JM: Não estamos mais em Busan. A realidade aqui é outra, Jeon. — falei sério e o mesmo se distancia.

JK: Eh, eu tenho que ficar com as migalhas da sua esposa.— antes que eu pudesse falar algo o mesmo sai da sala.

 

 

 

 

Fiquei o resto do dia ocupado com todo o trabalho atrasado que ficou, o Jungkook vinha na minha sala apenas algumas vezes quando necessário e só falávamos de trabalho. Sabia que era o certo, mesmo assim não gostava desse clima entre a gente. No fim do expediente, recebi a ligação dos chineses marcando tudo certinho e queriam tanto o Jungkook quanto a Seulgi nesse jantar.

JK: Senhor, já deu meu horário. Deseja mais alguma coisa ou posso ir embora?— ele entra na sala assim que encerro a ligação.

JM: Jungkook, não tem que ser assim.— me levanto e vou até o mesmo.

JK: Aqui somos só assistente e chefe, não?— puxo sua gravata e lhe dou um selinho.

JM: Somos mais do que isso, amor.— ele dá um sorriso involuntário.— Todos já foram. Só tem nós dois aqui...

JK: Jimin... Não me provoque se não vai ir até o fim.— aproveito a gravata que estou segurando e a retiro. Dou beijos molhados em seu pescoço abrindo os botões da sua camisa social.

JM: Somos apenas você e eu agora.


Notas Finais


Até a próxima, meus mochis.


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