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História Meu Querido Destino - Harry Styles Fanfic - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Meu Querido Destino - Harry Styles Fanfic - Capítulo 7 - Capítulo 7

Harry estava se sentindo um merda.

Havia sido uma pessoa incrívelmente dura com Zoe. Mas o que ninguém sabia era que quando Harry abriu os envolpes que constava o resultado do exame de Zoe, antes mesmo dela entrar na sala, ele tremeu por inteiro, não sabia com contar, nem fingir que estava tudo bem e isso era totalmente errado perante sua função dentro do hospital.

Não sabia raciocinar direito quando viu que a única mulher que ele estava pensando em conhecer direito, uma mulher tão incrível e nova, com tanta coisa para viver pela frente, ela estava com cancer. Definitivamente Harry não estava bem para aquilo, para dar aquela notícia e continuou mal pelo dia inteiro, até mesmo depois de Zoe ter ido embora.

O relógio marcava meia noite e meia, e Harry estava deitado na cama, encarando o teto de seu quarto enquanto a luz de algum poste entrava pela janela.

Não conseguia parar de pensar na Zoe e aquilo estava correndo seu cérebro. Queria tanto que ela fizesse o tramento, queria tanto que o tratamento funcionasse, queria tanto para ela, queria conhecer, queria que ela tivesse a oportunidade de viver a vida.

E em meio a tantos pensamentos preocupados e positivos com relação a Zoe, também não se esquecia o quanto babaca e duro ele foi com ela. Sabia que a ação de ser duro, de ser frio naquela hora foi com medo do que pode acontecer num futuro com a Zoe.

Harry sabia que tinha algo diferente rolando entre ele e Zoe, existia respeito, carinho, risadas e vê-la chorando quando recebeu o diagnóstico foi de quebrar seu coração. Queria tê-la abraçado, queria poder ter a chance de segurá-la em seus braços e quem sabe até de tentar acalmar, aconselhar, fazer um cafuné e deixá-la ciente dos tratamentos, de forma calma e que passasse segurança para Zoe. Queria poder ter dito que estaria ali com ela pro que desse e viesse, que ele iria se doar mil por cento para o tratamento dela dar certo, mas tudo o que ele fez foi ficar sentado, olhando o maldito papel em que dizia o diagnostico de cancer da Zoe.

Sabia que tinha sido um cara muito baixo, tendo em vista que não fez nada para acalmá-la. Ela não era uma paciente qualquer e só depois disso tudo ele teve a certeza. Eles eram conhecidos, eram amigos de amigos, já trocaram risadas, já se esbarraram na rua, e Harry tinha um sentimento enorme por ela, ou seja, não era apenas uma paciente. E por conta disso, Harry ficou remoendo tudo o que aconteceu na consulta durante o dia inteiro. Ele não respeitou o momento de dor de Zoe e simplesmente deu a ideia de um tratamento para ela não morrer, porque esse era o seu maior medo, perder a Zoe tão cedo.

Não a conhecia tão bem, mas queria mais chances de conhecer a Zoe que Louis e Ellis falam tão bem. Queria ajudar Zoe a se recuperar, queria estudar mais sobre os tratamentos com mais sucesso, queria que ela continuasse viva para continuar sua vida, ela só tinha vinte e três anos, não era certo. 

E talvez por ter remoído tanto suas ações e ter odiado tudo o que fez, antes de sair do plantão Harry foi na ficha de Zoe e pegou o número do telefone dela. Sabia que era errado, estava mexendo em documentos que não lhe pertenciam, mas ele precisava falar com ela.

Respirou fundo e pegou o telefone no criado mudo ao lado da cama, e mandou a seguinte mensagem para Zoe:

Harry: Oi, Zoe. Desculpa mandar mensagem essa hora, mas eu realmente não tenho dito tudo o que sinto que é pra dizer, então sendo muito sincero, peguei seu número na sua ficha do hospital e estou aqui te mandando essa mensagem. Eu definitivamente não sei  como falar com você depois de hoje, mas eu preciso muito te dizer algumas coisas e se você não quiser me responder, tudo bem, eu te compreendo perfeitamente. Eu não fui homem com você. Eu não consegui agir como um homem porque eu estava com medo, e talvez eu ainda esteja com medo. Medo de te ver triste, medo de não ver mais o seu sorriso, medo de não poder ter a chance de te conhecer melhor e medo de não poder ouvir a sua voz e seus olhos lindos. Eu não tinha que ter agido daquela forma, eu queria me levantar e te abraçar, te aconselhar, te ajudar, ser seu ombro amigo, mas quando eu li aquele diagnóstico eu fiquei estático, só queria saber da sua cura. E me desculpa, eu fui um cara merda, um medo frio que só te jogou a ideia de ter um tratamento para se curar porque eu não quero ter a chance de conhecer uma Zoe tão incrível como você e não te ver mais no mundo. Não sei por que eu estou pensando isso, nem sei o porquê de eu estar aqui te mandando essa mensagem porque no fim das contas, não temos tanto contato, conversamos poucas vezes e temos mais contato profissional do que pessoal, mas de verdade, eu não quero te perder Zoe. Nem eu, nem seus amigos e muito menos sua família! Me descupe por ter sido um otário e saiba que estou aqui pro você para qualquer coisa que você precisar. Se cuida.”

***

Zoe estava deitada no sofá tentando assistir qualquer coisa que estivesse passando na TV. Os amigos já haviam ido embora, mas antes de irem embora, ela teve que explicar a notícia devastadora. Todos ficaram com expressões extremamente tristes em seus rostos, mas apoiaram Zoe e prometeram sempre estar com ela.

O relógio marcava meia noite e meia, Zoe estava trocando de canais enquanto Sebastian se ajeitava entre as pernas dela, se deitando, fazendo com que Zoe o acariciasse.

No mesmo instante, o telefone de Zoe vibrou em cima da mesa de centro que tem na sala, a fazendo esticar um dos braços e pegá-lo para ver o que era. Tinha quase certeza que era mensagem de um dos amigos, a apoiando, afinal de contas, eles saíram da casa de Zoe como se estivessem saído de um velório. Mas para a surpresa de Zoe, era uma mensagem de um número desconhecido. Abriu a mensagem e antes mesmo de ler o que estava escrito, viu a foto de quem mandou, e havia sido Harry.

Zoe levou um susto por saber que ele tinha seu número, mas deu de ombros, provavelmente tivesse conseguido por meio de Louis e Ellis. Então respirou fundo e leu com calma a mensagem que Harry havia mandando. No final de tudo, Zoe estava com os olhos marejados e o coração mais confortado. Ela havia entendido o que Harry quis dizer na mensagem, mas de qualquer forma, não iria respondê-lo.

Foi bom saber o que ele estava pensando quando teve tal ações, foi bom saber que teria gente especializada nisso a apoiando, riu consigo mesma ao pensar que se fosse a Zoe de alguns meses atrás, responderia a mensagem de Harry com um pedido para ele ir no apartamento dela apenas a fazendo companhia, mas Zoe não podia que estava bem, que queria apenas uma companhia, Zoe queria saúde, queria a cura.

Estava com cancer e ainda não havia caido a ficha para aceitar aquilo e lutar contra. Estava desanimada, desgostosa da vida e angustiada. Queria só ficar quieta em seu apartamento, chorando e deixando toda a tristeza exalar para que depois ela se encha de boas energias.

Respirou fundo e colocou o celular na mesa de centro onde estava, voltando a prestar atenção na televisão. Seria uma longa noite de insônia.

*** 

Zoe levantou do sofá por ter sido acordada por uma festa de claridade que entrava pela cortina. Se aproximou da cortina e mesmo não quero assumir, o dia lá fora estava lindo. O céu estava azul, o sol brilhava, as pessoas andavam pela rua com sorrisos no rosto. Era um belo sábado pra todo mundo, menos para Zoe. Ela sentia como se dentro dela estivesse uma tempestade, com direitos a trovões, raios e cancer.

Voltou para o sofá e pegou o telefone, ouvindo uma mensagem de audio de sua mãe em que dizia que já sabia da notícia do cancer porque Ellis havia a contado, e o resultado disso foi que ela estava a caminho de Nova Orleans junto com o pai de Zoe para almoçarem e decidirem o que iriam resolver de todo aquele assunto.

Zoe bufou. Odiava ser o centro das atenções, odiava estar doente, odiava saber que teria que aguentar sua mãe chorando e seu pai não prestando atenção em nenhum ponto da conversa. Não estava com vontade nem no momento de aturar aquilo, sentia que se alguém jogasse qualquer tipo de fogo para cima de si, explodiria de tanta tristeza.

Depois de algum tempo, tomou um banho, colocou um vestido e um salto pequeno, e saiu de casa em direção ao Devon’s, um restaurante de classe media alta, onde havia recebido uma mensagem de sua mãe dizendo que estariam naquele restaurante.

Enquanto andava o trajeto do taxi até o restaurante, se pegou pensando que se fosse por ela, estariam em uma lanchonete qualquer onde ela pediria um milk shake e estaria satisfeita. Respirou fundo antes de entrar no restaurante e adentrou no mesmo, observando pela primeira vez os detalhes daquele restaurante. As mesas rústicas, os lustres enormes e lindos, tudo muito bem pintado e pisos de madeira original, muito bem encerados. Olhou pelo lugar por completo tentando achar os pais e conseguiu achá-los com facilidade ao fundo do restaurante, próximos à uma janela que dava vista para o lago Bourbon, um lago que Zoe achava incrível em Nova Orleans, onde volta e meia ocorriam festivais e piquiniques ao redor.

Zoe se aproximou dos pais e assim que eles a viram, se levantaram e a abraçaram, um de cada vez. O abraço do pai foi mais rapido e sem muito toque, parecia que era um abraço comum em meio a tantos abraços bons que Zoe já havia dado e recebido. Já o abraço da mãe era cercado de sentimento, lágrimas e tristeza. Zoe soube que a notícia a devastou por completo, sem contar que sua mãe sempre foi muito sentimental e ter a possibilidade de perder a filha para um cancer, era devastador.

- Oi, minha querida! – a mãe falou a abraçando – Eu vou vir morar com você, não posso te deixar aqui sozinha...

– Quê? Mãe, não precisa – Zoe disse de forma calma, se separando do abraço da mãe.

– Você vai tirar a privacidade da nossa filha, Bervely! – o pai disse enquanto se sentava.

– Não me interessa Brett, ela é minha filha e eu vou estar aqui pra ela, ela não vai estar aqui sozinha! Ela querendo ou não, eu irei ficar! – a mãe respondeu enquanto se sentava, fazendo Zoe sorrir de canto e confirmar com a cabeça.

Mesmo com a mãe sendo emocionada demais, carente demais, ela ainda era mãe. Sempre iria querer o melhor para a filha, e Zoe sabia disso.

Ambos se sentaram a mesa e Brett, pai de Zoe, pediu uma carta de vinhos para o garçom que ali passava.

– Por favor, me traz um vinho leve, de preferência um pouco antigo, por favor – Brett falou, enquanto o garçom confirmava com a cabeça.

Zoe riu de forma irônica.

– Por acao nós estamos comemorando alguma coisa a eu não estou sabendo? – Zoe perguntou erguendo uma sobrancelha.

– Não... Claro que não, minha filha – Bervely respondeu de forma calma.

– Desculpa, eu achei que estávamos comemorando alguma coisa – Zoe disse respirando fundo enquanto se ajeitava na cadeira – É que com vinho antigo, um toque leve, me pareceu uma comemoração – Zoe disse cruzando os braços, vendo seu pai negar com a cabeça.

– Como é que você está, Zoe? – o pai de Zoe perguntou.

– Tirando o fato de eu estar com cancer, estou bem! – Zoe respondeu de forma ironica –  Mas não tenho sentido dor ou nada do tipo.

– É... Eu vou fazer que você tenha o melhor tratamento possível, não importe o que custe.

– Obrigada! – Zoe sorriu de canto – Mas pode ser que seu dinheiro não me ajude a ficar boa...

– Vai comprar um novo intestino pra ela, Brett? – a mãe de Zoe perguntou, de forma irônica.

– Claro que não, eu só tentei ser prestativo para a minha filha! – o pai respondeu.

– Já parou pra pensar que as vezes amor, atenção, carinho e apoio sejam formas mais eficazes do que o seu dinheiro?

– Ai meu Deus... Esperem que eu vou vestir minhas luvas de box, depois vocês podem começar a luta – Zoe disse de canto, vendo os pais se estranharem.

– Não é isso, minha filha – Bervely respondeu Zoe – Acontece que seu pai acha que o dinheiro cobre tudo o que ele não dá. Ele não dá amor, não dá presença, não dá carinho, e em troca disso ele dá dinheiro.

– Pelo menos eu dou alguma coisa que ela possa usar, não acha? – ele respondeu e então Bervely respirou fundo, não respondendo o homem, deixando um clima silencioso, tenso e totalmente pesado no local.

– Olha – Zoe disse respirando fundo – Eu realmente estou muito feliz por estarmos juntos – disse sorrindo de canto, se encostando na cadeira enquanto pegava o celular na bolsa e mandando uma mensagem para Sarah:

Zoe: Amiga, está livre?

Sarah: Estou, o que houve?

Zoe: Estou no Devon’s com meus pais.

Sarah: Ai meu Deus. Aconteceu algo muito ruim?

Zoe: Não. Só eles sendo os mesmos pais de sempre...

Sarah: Me espera, tô chegando aí em cinco minutos!

– É por isso que eu nunca estive presente quando éramos casados, você sempre me julgou, julgou meu trabalho, reclamava de tudo o que eu fazia pro bem estar da nossa família...

– Eu nunca quis saber do seu dinheiro, Brett! – Bervely respondeu de forma séria, fazendo Zoe se sentir perdida de estar ali, não tinha que estar ali se prestando a aquele papel de ouvir seus pais discutindo mais do que conversando sobre a situação de Zoe.

– Olha... – Zoe disse respirando fundo, se levantando da cadeira – Eu juro que eu não queria vir. Não quero magoar vocês falando isso, mas eu juro que hoje poderia dar certo esse nosso almoço porque eu estou com cancer e achei que vocês se sensibilizariam com a minha situação. Achei que pelo menos hoje vocês não iriam estar brigando, discutindo, jogando farpa pro lado do outro, que me poupassem de passar por isso mais uma vez e pelo visto, nada mudou e eu estava enganada. Por conta disso, eu estou indo embora. Tenham uma boa tarde – Zoe disse por fim, dando meia volta e andando alguns passos em direção a saída, respirou fundo e se virou novamente, olhando para os pais que estavam surpresos com a atitude de Zoe – Sabe o que eu parei pra pensar? Que talvez hoje eu seja a filha fria com vocês porque em toda a minha vida eu sempre vi vocês brigando um com o outro. Quem sabe esse campo de guerra de vocês me tornaram uma pessoa que não consegue confiar em ninguém para arrumar um namoro? Vocês podem achar que não, mas essa briga de vocês me afetou muito negativamente  e eu tenho raiva de vocês por me fazerem de vítima nessa situação toda. Vocês me deram medo, me tiraram a chance de confiar em alguém e acreditar que eu posso ser feliz com outra pessoa, porque o meu exemplo é vocês dois brigando o tempo todo! – Zoe falou de forma desesperada, quase que suplicando – Seria muito bom vocês saberem disso antes de eu sair daqui e quem sabe eu morrer no meio da rua, ou semana que vem, ou mês que vem... Tanto faz – deu de ombros, dando meia volta novamente e seguindo em direção à saída do local.

Assim que saiu do local, sentiu o vento soprando seu rosto e balançando seu cabelo. Respirou fundo e fechou os olhos por poucos segundos, mas o suficiente para se sentir aliviada por ter contado tudo o que estava preso em sua vida desde pequena.

Assim que abriu os olhos, viu Sarah com o carro parado na porta do restaurante, sorriu de canto ao ver a amiga ali e andou até a direção do carro, entrando no lado do passageiro e logo Sarah deu partida com o carro.

– Obrigada, você me salvou! – Zoe disse se encontando no banco, fechando os olhos e respirando fundo.

– O que houve?

– Meus pais não sabem conviver bem nem por conta do maldito cancer que eu tenho, sempre a guerra é entre eles, e eu não quero participar disso, parece que não pensam em mim, sabe? – Zoe perguntou enquanto olhava a amiga, que confirmou com a cabeça.

– Complicado – Sarah disse – Mas saiba que eu penso em você, Peter pensa em você, James pensa em você, Louis e Ellis também pensam em você e eu soube que um tal de Harry também pensa em você! – disse implicando com Zoe, fazendo-a gargalhar.

– Idiota! – Zoe disse rindo.

– Te levo pra onde?

– Tenho uma consulta no hospital com o tal doutor Sanders.

– Amiga, tem certeza que você está bem?

– Dessa vez é sério! – Zoe disse rindo – Eu tenho essa consulta para saber mais sobre o tratamento, e marcar uma data pra começar. Relaxa, por favor.

– Menos mal – Sarah soriu de canto – E como você vai fazer com relação ao seu tratamento e o trabalho?

– Ainda não tive cabeça pra pensar nisso – Zoe respirou fundo – Quando eu tiver o rumo dos meus tratamentos em datas certinhas, vou mandar um email explicando, ou ir lá falar com ele. Mas não quero parar de trabalhar, quero continuar trabalhando, nem que seja de casa...

– Esforçada como sempre! – Sarah disse sorrindo de canto, olhando para a amiga.

– Se eu ficar parada, vou ficar pior do que já estou. Eu quero trabalhar, amo fazer o que faço – Zoe explicou, vendo Sarah confirmar com a cabeça – Outra coisa... Eu queria manter isso da doença entre a gente, só os amigos. Ellis contou para a minha mãe antes de mim... Não gosto da ideia dos outros sabendo, comentando, sabe?

– Ellis fez isso? – Sarah perguntou surpresa – Tem que conversar com ela.

– Ela não fez por mal, óbviamente.

– Mas ela nao pode sair espalhando pra ninguém que você está doente. Quem tem que contar, ainda mais por ser algo sério, é você! – Sarah disse pensativa – Mas de qualquer jeito, tudo bem. O traseiro é seu, o intestino é seu, a escolha é sua! – respondeu sorrindo, fazendo Zoe sorrir de canto – Como sua mãe está?

– Ah... Tão devastada que resolveu se mudar para cá! – Zoe disse abrindo o vidro da janela do carro, deixando a brisa do vento bater em seu rosto.

E imediatamente a música Like a Virgin da Madonna começou a tocar no rádio, fazendo com que Sarah aumentasse o som no último volume, fazendo Zoe rir.

– Então temos que avisar a população! – Sarah diz animada, colocando a cabeça para fora da janela do carro – A MÃE DA ZOE ESTÁ CHEGANDO, SE PREPAREM! – grita pela janela enquanto dirigia, fazendo Zoe rir.

Era aquilo que Zoe mais amava em Sarah, o poder de transformar a pior versão de si em uma das melhores versões. Ou a mágica de transformar dias ruins em dias incríveis com risadas e diversões. Talvez isso seja amizade, ter pessoas do seu lado que sempre estarão dispostos a nos apoiar, transformar nosso dia, nos deixar confortável, pensou Zoe enquanto cantava a música em um som alto junto com Sarah.

***

Pouco tempo depois estava já dentro do hospital. Não aceitou a companhia de Sarah porque naquele dia seria apenas uma conversa, então não precisaria de acompanhante. Conversou com o doutor Sanders e ele explicou tudo nos mínimos detalhes para Zoe. Ela faria cinco ciclos de quimioterapia, onde cada ciclo aconteceria a cada suas semanas, ou seja, seria cerca de dois meses e duas semanas para fazer um exame e verificar se as células cancerígenas diminuíram, e assim, continuar o tratamento até a cura definitiva.

Zoe ficou animada ao saber que naquele dia havia uma vaga para a quimioterapia, e era claro que topou sem pensar duas vezes. Queria ficar bem o quanto antes, então aceitou de cara esse primeiro ciclo de quimioterapia.

Enquanto o doutor Sanders arrumava a sala para Zoe, ela estava sentada na sala de espera, o aguardando. Olhou a sua volta e se sentiu perdida ali, era muita pressão que estava sentindo. A sala tão cheia mas ao mesmo tempo tão vazia, médicos e enfermeiros passavam para cima e para baixo, sempre atarefados.

Se virou um pouco de lado para se ajeitar na poltrona em que estava sentada, e quando voltou a olhar para onde estava olhando anteriormente, viu Harry andando pelo corredor. Não demorou muito para ele ver Zoe sentada na sala de espera, afinal de contas, ali só havia Zoe e mais uma senhora de idade. Assim que seus olhares se encontraram, Zoe deu um sorriso tímido, fazendo Harry sorrir de canto enquanto deixava de ir até a sala de procedimentos, e começasse a andar na direção de Zoe.

Assim que se aproximou da garota, se sentou ao lado dela.

– Boa tarde, Zoe – ele falou sorrindo.

– Boa tarde, Harry! – Zoe sorriu de canto – Veio ver seus pacientes da quimio?

– Não... Na verdade eu estava indo pegar uns exames – explicou, fazendo Zoe confirmar com a cabeça, entendendo – Está sozinha?

Zoe sorriu de forma desconfiada enquanto o estudava.

– Por que a pergunta? Vai me fazer companhia? – perguntou sorrindo, fazendo Harry sorrir de canto, passando rapidamente a língua pelos lábios, os umidecendo.

– É... Vou! – Harry disse sorrindo, se ajeitando na poltrona – Como você está? Quer dizer... Está se sentindo um pouco melhor?

– Eu estou bem, nenhum sintoma dando sinal de vida – Zoe respirou fundo – Tirando o fato de que eu fui para um péssimo almoço encontrar meus pais e eles começaram a brigar antes mesmo de pedirmos a comida... Sempre péssimo!

– Era mais fácil ter vindo almoçar comigo no refeitório – Harry disse sorrindo de canto, brincando.

– Ah, com certeza! Aproveitava e já ficava aguardado a sessão da quimioterapia – Zoe disse sorrindo de canto, pensativa.

– É hoje? Já? – Harry perguntou surpreso – Hoje não era só a sua conversa com o Sanders?

– Era, mas ele tinha uma vaga para a quimio hoje, então topei. O quão cedo eu acabar esses ciclos, melhor!

– Que bom, Zoe! – Harry disse sorrindo, confirmando com a cabeça – É normal ficar um pouco nervosa na primeira vez da quimioterapia...

– Eu não estou nervosa. Não muito! – Zoe disse pensativa.

– Quer que eu te faça companhia lá dentro na hora da quimio?

– Você é médico, não pode abandonar seu plantão pra ser meu acompanhante... Isso seria fora dos padrões de como médicos devem agir – Zoe disse sorrindo.

– Eu não tenho sido um bom médico com relação a algumas ações que eu tive – Harry disse sorrindo, revirando os olhos.

– Por falar nisso, o que significou aquela mensagem ontem? – Zoe perguntou de repente, o pegando de surpresa.

Harry sorriu de canto e confirmou com a cabeça, Zoe era diferente de tudo, sabia daquilo.

– Tudo o que eu escrevi é verdade! – Harry confirmou, de forma firme – Por mais que a gente não se conheça direito, eu não quero te perder, Zoe – Harry disse enquanto olhava fixamente nos olhos de Zoe, o que fez o coração de Zoe dar uma leve descompassada – Eu não quero que você se perca na tristeza, não quero que você perca a vontade de viver e eu quero muito te conhecer melhor.

Pela primeira vez em muito tempo, Zoe não conseguiu falar absolutamente nada. Sentia que também queria conhecer Harry, isso já era bem óbvio para ela, e pensou que talvez poderia estar num momento da vida em que teria uma última oportunidade a cada momento.

Zoe sorriu de canto e confirmou com a cabeça, não iria negar uma vontade que existia em ambos, porque no final de tudo, Harry queria a conhecer e Zoe também queria conhecê-lo.

– Harry, eu...

– Zoe Hastings? – a voz de uma mulher ecoou na sala de espera, chamando a atenção de Harry e Zoe – É você?

– Sim! – Zoe confirmou com a cabeça, a olhando.

– O doutor Sanders está te aguardando para poder começar... – a enfermeira falou com um sorriso calmo, fazendo Zoe confirmar com a cabeça e voltar a olhar para Harry.

– Depois a gente conversa, tá bom? – Zoe disse respirando fundo, enquanto se levantava – Torce por mim.

– Eu não preciso torcer, já deu tudo certo! – Harry respondeu sorrindo, fazendo Zoe sorrir enquanto seguia em direção à enfermeira.

Enquanto Zoe seguia pelo corredor que dava na ala de quimioterapia, mentalizou as palavras que Harry acabara de falar, foram palavras rapidas, mas foram palavras fortes.

Já deu tudo certo, pensou Zoe consigo enquanto abria a porta e encontrava o doutor Sanders, para começar a primeira sessão de quimioterapia. 


Notas Finais




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