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História Meu Querido Destino - Harry Styles Fanfic - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Meu Querido Destino - Harry Styles Fanfic - Capítulo 9 - Capítulo 9

Harry não havia entendido muito bem como aquela noite começou, mas sabia que estava se sentindo o homem mais sortudo do mundo. Sentia que a sorte foi grande, sem sombra de dúvidas.

Estava em casa tentando aproveitar um pouco da folga para fazer uma janta, tentar desempacotar alguma caixas, mas em uma hora qualquer da noite, a campainha tocou e ele se deparou com a única pessoa que ele sonhava em não ver por um longo tempo: Zoe Hastings.

Pensou que era Deus dando uma segunda chance para ele se redimir pelo erro grotesco que ele teve com Zoe há algumas semanas no hospital. Ele não havia a procurado muito, nem perturbado porque sabia que a reação das quimioterapias não eram nada boas, então não quis ser tão incoveniente.

Sorriu quando viu Zoe, e a achou linda, como sempre. Não era novidade para Harry e nem para ninguém que ele estava encantado por ela, e sempre pensava como um bobo quando estava na frente dela. Só que o mais bobo do que Harry quando via Zoe, era a história que Zoe havia contado.

Bendito seja Louis, que fez essa brincadeira de mal gosto, mas que sabia o que estava fazendo, pensou Harry asim que ouviu a história de Zoe.

Imaginou que Louis havia planejado juntar Harry e Zoe numa noite de sexta-feira, e Louis era o melhor amigo de Harry desde quando eram adolescentes, então sabia o que se passava na cabeça de Harry antes mesmo de Harry comentar algo.

E a noite de ambos seguiu de forma maravilhosa, conversaram, se conheceram por horas, beberam vinho, jantaram e por fim, foram dar uma volta em Nova Orleans durante a madrugada.

Enquanto andavam pelo parque, Harry notou que Zoe estava cabisbaixa, diferente da Zoe que estava em sua casa rindo e bebendo, mas Harry achava totalmente compreensível a mudança de humor dela porque ela não estava bem. Ela estava doente, a saúde não estava nada legal e bem ou mal teriam que encarar a realidade de que ela corre risco de vida.

E para a surpresa de Harry, em certo momento da conversa, Zoe contara sobre seus medos, deixando Harry extremamente surpreso e encantado ao ver que os principais medos dela não tinham nada a ver com ela, e sim com outras pessoas ou coisas. Ela era pura demais, Harry sentiu a vontade de agarrá-la e não soltar nunca mais.

Mas seu pensamento se fez realidade no momento em que Zoe contara sobre o terceiro medo, onde confessou que tem medo da noite acabar e de Harry não a beijar. Harry ficou algum tempo sem reação, e logo em seguida sentiu seu coração acelerando os batimentos, mostrando o quão ele feliz estava pelo que acabara de ouvir.

Tudo o que ele conseguiu fazer foi sorrir de modo carinhoso enquanto olhava nos olhos de Zoe, que em momento algum demonstravam algum tipo de arrependimento por ter falado o que falou. Não pensou muito depois que viu o sorriso de canto que Zoe deu, segurando-a pelo rosto com as duas mãos e aproximando seu rosto do dela. Era tudo tão intenso que até o olhar dela para os lábios de Harry o deixava com mais desejo nela, até que pela última vez Harry olhou para os lábios dela, que estavam se abrindo, e então colou seu lábio no lábio de Zoe.

Sentiram o mundo parar assim que se beijaram, era uma ilusão muito real na cabeça dos dois. Tudo parou. A música parou, a cidade parecia estar dormindo, nenhum dos dois estavam pensando em trabalho, casa ou doença. Tudo o que os cercava era apenas o sentimento que estavam envolvendo-os.

A língua de Harry adentrou na boca de Zoe, que aceitou e se colou ainda mais no corpo dele, enquanto Harry passava uma de suas mãos pelas costas dela, a segurando com um pouco mais de força. Era um beijo esperado pelos dois e estava sendo bom demais para ser verdade.

Zoe respirou fundo entre o beijo, parando-o naturalmente e desgrudando seus lábios dos de Harry com um selinho. Assim que abriu os olhos, viu Harry com os olhos fechados e deu um sorriso de canto por conta disso, sabia que tinha ganhado uma sorte muito grande com Harry. O olhar dos dois era completamente intenso, mas nenhum dos dois tinha se arrependido de algo, muito pelo contrário, estavam entregues demais àquilo.

- Obrigada... – foi a única coisa que Zoe conseguiu falar depois daquele beijo.

Harry sorriu de canto, levando uma de suas mãos no rosto dela, acariciando o local de forma calma. Zoe sorriu de canto ao lembrar do carinho que Harry fizera quando estavam no centro cirugico, no dia da bendita colonoscopia. Era o mesmo toque suave e respeitoso, e ela gostava de sentir aquilo vindo dele.

– Não seja por isso...

– O que vamos fazer agora? – Zoe perguntou, se recompondo, respirando fundo em seguida.

– Quê? – Harry perguntou sem entender – Está perguntando da gente com esse beijo ou da gente agora na rua?

Zoe deu uma gargalhada, negando com a cabeça.

– Nós dois agora, o que vamos fazer? Vamos pra onde? É um tchau que eu tenho que te dar?

– Claro que não – Harry respondeu sorrindo – Quer ir pra minha casa? A gente pode arrumar a louça da janta e ver um filme, sei lá...

– O que seria “sei lá”? – Zoe perguntou arqueando a sobrancelha, fazendo dar uma gargalhada.

Zoe conseguia surpreender Harry nos mínimos detalhes, ele adorava aquilo.

– Tudo bem, vamos – Zoe disse por fim, confirmando com a cabeça enquanto sorri de canto.

E como se não bastasse, num gesto involuntário, Zoe se aproximou de Harry, lhe dando um selinho. Foi um toque de lábios bem rapido e sutil, mas que afetaram Harry de uma forma sem igual.

***

Chegaram na casa de Harry cerca de vinte minutos depois, Zoe adentrou na casa e Harry entrou logo depois, trancando a porta. Assim que se voltou à garota, a viu sem saber o que fazer ou o que falar, e no fim de tudo achou aquilo engraçado porque geralmente é Zoe quem deixa Harry sem reação.

Harry gostou de ver Zoe sem jeito pelo menos uma vez na vida, já que Zoe sempre o deixa sem jeito.

Zoe, por sua vez, não estava sem jeito, Harry havia interpretado errado. Estava se sentindo tão bem com tudo o que estava acontecendo e isso estava deixando-a amedrontada, porque sempre que se conectava com alguém, tinha uma defesa de se afastar, não criar tanto contato, mas com Harry estava sendo tudo diferente desde o começo. Ela queria continuar conhecendo-o, estar por perto, não queria fugir dele. E isso era estranho.

Parecia que tinha ganhado mais estímulo para continuar lutando pela vida. Se sentiu mais empolgada, animada, com vontade de continuar sentindo muito mais daquilo. Havia pedido o beijo porque precisava tirar as dúvidas malucas que pairavam sua cabeça, a confusão de pensamentos sobre Harry estavam a confundindo na vida. Então precisou saber se aquilo era só coisa da cabeça dela ou se realmente estava acontecendo alguma coisa entre eles, e depois do beijo teve a certeza de que tinha alguma coisa acontecendo.

– O que acha de pegarmos uns edredons e forrar no chão da sala? – Harry peguntou de repente, tirando Zoe de seus pensamentos enquanto confirmava com a cabeça e sorria de canto.

Harry sorriu ao vê-la meio perdida em pensamentos e se aproximou, acariciando o rosto dela.

– Linda – o rapaz falou sorrindo, se afastando e indo em direção às escadas.

– Quer alguma ajuda? – Zoe disse seguindo o rapaz, mesmo sem ele ter pedido ajuda.

– Não precisava, mas já que está vindo, vamos ver no que você pode ajudar – Harry disse enquanto seguia em direção ao quarto.

Harry parou em uma das diversas portas que tinha em um corredor e a abriu, dando passagem para Zoe entrar primeiro, o que faz Zoe se sentir a vontade com o cavalheirismo do rapaz.

O ar condicionado do quarto estava ligado, deixando o local com uma temperatura gostosa.

– Não quero sair daqui – Zoe disse entrando no quarto, sentindo o frescor do ambiente.

– Não brinca assim – Zoe disse rindo, enquanto se aproximava do armário para pegar algumas coisas.

Enquanto isso, Zoe olhou rapidamente pelo local e gostou do que viu. O quarto de Harry era completamente arrumado, com exceção de uma cadeira em que tinha algumas roupas e jalecos jogados por cima. As paredes tinham um tom de cinza claro e haviam quadros de bandas de rock pendruados em uma delas. Mas o que chamou atenção de Zoe foi dois porta-retratos em cima de uma escrivaninha, então se aproximou e viu duas fotos. A primeira foto estava Harry entre duas mulheres, uma morena que parecia muito com ele e uma loira. A segunda foto era do Harry fazendo careta quando criança.

Zoe sorriu ao ver a foto.

– Gostou da foto? – a voz de Harry preencheu o quarto, fazendo Zoe se virar e o ver se aproximando dela.

– Aham – respondeu sorrindo de canto – Era mais bonito quando era criança – Zoe implicou, fazendo com que Harry desse uma risada.

– Implicante – Harry diz rindo, enquanto se aproximava do armário.

Conforme Harry se esticava para pegar os edredons na parte de cima do armário, Zoe viu rapidamente a parte de baixo do abdomen do paz, e respirou fundo. Sorriu consigo mesma ao ver o formato de V que ele tinha no final do abdonem.

Zoe estava lutando para não pensar besteira, mas pensou.

Sabia que estava doente e que não podia fazer nada, ou não queria fazer por estar doente, tinha botado na cabeça para fica de repouso, se cuidar, mas não conseguia parar de olhar para Harry e o corpo que o rapaz tinha.

Respirou fundo, tentando controlar seus pensamentos. Mas quando voltou a olhar para Harry, o viu olhando para ela e sorrindo de canto. Harry sabia que Zoe estava o secando, mas não ligou, continuou tirando alguns edredons de cima do armário e os colocando em cima de uma poltrona que tinha ali. Depois de tirar pelo menos cinco edredons, fechou o armário e se voltou para Zoe, com um sorriso nada ingênuo nos lábios.

Era explícito que o clima entre os dois havia mudado muito, tudo estava muito tenso. A respiração de ambos já não estava tão calma, o coração de Harry estava acelerado, e o sorriso dele já dizia isso.

Zoe sentiu uma necessidade de tocá-lo, queria tocar com vontade, se entregar a ele ali. Queria aquilo. E o que surpreendeu Zoe foi que não foi ela que tomou iniciativa nada, foi Harry. Em poucos segundos Harry estava se aproximando dela, segurando-a pela cintura e a impulsionando para cima, fazendo Zoe entrelaçar suas pernas no quadril de Harry. Ele impressionou as costas de Zoe contra uma parede, fazendo seus quadris se chorarem o máximo possível.

– Me diz que você também está sentindo que tem algo rolando entre a gente... – Harry disse com a voz mais rouca e baixa do que o normal, enquanto olhava nos olhos de Zoe.

O coração de Zoe nunca tinha se comportado daquele jeito, tão descompassado. Nunca havia sentido aquilo, nada comparado com o sentimento que estava sentindo, e para sua propria surpresa, gostou de sentir.

– Aham... – zoe disse com a voz baixa, enquanto confirmava com a cabeça de forma lenta.

– Puta que pariu, Zoe... – Harry sussurou baixinho, mas para si enquanto Zoe começava a esfregar seu quadril ao dele, sentindo que Harry já estava animado – Zoe, nós... – Harry começou a falar, mas Zoe apenas colocou o dedo indicador na frente de seus lábios, o impedindo de falar.

Harry a encarou por alguns segundos, tentando desvendar o que Zoe estava querendo com tudo aquilo. Sorriu de canto enquanto umidecia rapido os lábios com a língua, e Zoe não e conseguiu se conter. Desde a primeira vez que o viu fazendo tal ação, que para ele era algo normal, havia ficado fissurada. E por conta disso, grudou seus lábios nos de Harry.

O beijo definitivamente era diferente do primeiro em que haviam dado no parque, eram duas pessoas que se queriam muito e que estavam deixando isso ser exalado. O beijo era quente, molhado e tinha muito desejo de ambas as partes.

Harry parou o beijo enquanto segurava Zoe com mais firmeza, a carregando para a cama. Zoe olhou para os olhos do rapaz e os viu mais verde do que nunca, eles brilhavam e ela estava encantada por tudo nele.

– Não vou transar com você na parede porque é a nossa primeira transar – Harry disse de forma maliciosa, dando um selinho em Zoe, assim que a coloca na cama.

Mal sabia Harry, mas Zoe adorava aquele palavreado sujo entre quatro paredes. Havia gostado ainda mais assim que acabara de ouvir as palavras de Harry, ali já soube que ele era aquele tipo de homem que usava palavra suja, fazia as coisas selvagemente e não tinha controle da situação entre quatro paredes. Sorriu consigo mesma enquanto se ajeitava na cama, sabia que a noite seria boa.

Zoe respirou fundo enquanto via Harry se deitando por cima dela, apoiando seus dois braços um de cada lado do seu corpo no colchão. A troca de olhares entre os dois era extremamente grande, tinha desejo explícito em cada ação que faziam.

– Eu não quero te forçar a nada... – Harry disse baixo, vendo Zoe arquear uma sobrencelha.

– Cala a boca, Harry – Zoe disse sorrindo de canto, dando um selinho rapido nos lábios do rapaz – Eu quero.

Assim que escutou Zoe falando, Harry soriu de orelha a orelha, parecendo um garotinho que havia acabado de ganhar o presente que mais desejava em toda a vida. Zoe sorriu a ver reação do rapaz e só depois, Harry voltou a beijá-la, com mais vontade de intensidade que antes.

A noite entre os dois foi longa e incrível para ambos. Harry tinha ce

Mãos passeando pelo corpo, com proteção e vontade. Zoe é diferente de todas as mulheres com quem Harry já tivera encontros aleatórios, ele sabia que queria mais do que apenas uma noite de sexo. No fim estavam suados, cansados e felizes. Zoe nunca havia tido um sexo daqueles, ela sempre tinha relações baseadas no tesão, mas com Harry foi diferente, era muito mais do que um simples desejo, tinha muita coisa envolvida entre os dois. Harry só conseguia pensar que não iria conseguir mais se afastar de Zoe, depois que a teve por completo.

***

O dia havia amanhecido e a claridade incomodou Harry, o despertando. Se sentou na cama ainda sonolento, e notou que Zoe não estava ali na cama. Respirou fundo, mentalizando que ela tivesse apenas ido no banheiro e iria voltar logo, porque estava doido para vê-la e confirmar que tudo o que aconteceu durante a madrugada era realidade e o melhor, que ela não estava arrependida de nenhuma escolha preciptada.

Sorriu consigo mesmo ao lembrar que realmente havia transado com Zoe, que haviam feito algumas loucuras na cama e que havia sido incrível, e que Zoe era uma de suas pacientes. Definitivamente Harry Styles estava fodido. Mas não se arrependia de absolutamente nada, havia achado perfeito estar com ela e aquilo mudou muita coisa na cabeça do rapaz. 

Seu pensamento foi deixado de lado quando o celular tocou em cima do criado mudo, ao lado da cama. Pegou o telefone, vendo que era uma lição de Anne, sua mãe.

– Oi mãe! – atendeu o telefone com a voz rouca de sono.

– Oi meu filho! – Anne disse animada – Estava dormindo?

– Acabei de acordar – respondeu se ajeitando na cama.

– Ah, desculpa se eu te acordei...

– Tudo bem, mãe – Harry disse sorrindo.

– Liguei pra saber como você está, estamos com saudade!

– Estou bem – Harry respondeu sorrindo.

– Está sorrindo demais pra uma ligação, o que aconteceu? Teve uma promoção no trabalho? – Anne perguntou rindo, desconfiado.

Harry deu uma gargalhada, apesar de estar transmitindo como estava se sentindo bem, ele não precisava contar nada sobre Zoe. Ela era uma paciente, estava com cancer, seria uma história muito longa para contar, além de tudo ser muito novo.

– Não aconteceu nada... – Harry respondeu parando de rir.

– Mentindo pra mim, Harry? – Anne perguntou rindo – Que mentiroso, mentindo pra própria mãe. Fala, é alguma pessoa?

– Mãe, não tem pessoa – Harry respondeu rindo – Quando tiver algo certo, você vai ser a primeira a saber.

– Tudo bem, então. E quando é que você vai ter uma folga prolongada pra vir aqui nos visitar?

– Ainda não sei, os plantões estão muito corridos – Harry respondeu se levantando da cama, ouvindo a mãe respirar fundo. 

– O aniversário da Gemma é daqui a dois meses, vê se você consegue vir.

– Eu vou falar com meu superior, mas não posso confirmar nada ainda porque a rotina no hospital está bem apertada...

– Eu sei meu amor, não tem problema – Anne disse compreensiva, afinal de contas, seu marido, padrasto de Harry também trabalhava em um hospital em Londres.

– Mãe, vou precisar desligar. Tenho que me levantar, despertar... – Harry mentiu, ele queria mesmo saber onde estava Zoe.

– Ah, tudo bem! – Anne disse com um ar de sorriso – Depois te ligo para  conversarmos.

– Tá bom, mãe! Te amo.

– Te amo filho, se cuida! – Anne disse por fim, terminando a ligação.

Assim que terminou a ligação com sua mãe, Harry reparou na hora. Se assustou ao ver que já passava do meio dia. Não sabia ao certo que horas havia ido dormir, mas sabia que ficou agarrado com Zoe na cama até quase de manhã.

Se levantou e seguiu até o banheiro, onde fez sua higiene matinal, coloando em seguida uma calça de moletom e uma camisa preta. Enquanto jogava uma água no rosto, Harry reparou em seu reflexo no espelho, estava com uma marca bem pequena e quase imperceptível no pescoço. Zoe havia o marcado, e ele havia adorado aquilo.

Havia adorado tudo, até mesmo o sexo sujo, depravado, cheio de tesão e com muita vontade que fizeram durante a madrugada.

Saiu do banheiro indo em direção ao primeiro andar da casa, e enquanto descia as escadas, escutou um alguns barulhos que viam da cozinha. Assim que chegou no cômodo, se encantou com a cena que viu: Zoe estava cozinhando alguma coisa no fogão, Harry respirou fundo, aprovando o cheiro da comida que Zoe estava fazendo. Em cima da bancada estava o celular dela num volume alto, tocando a música Finesse do Bruno Mars.

Zoe ainda não havia visto Harry porque estava de costas para ele, o que fez com que Harry se encostasse no batente da porta, cruzando os braços e cruzando as pernas na altura dos tornozelos, apenas observando Zoe.

Sorriu de canto ao perceber que Zoe estava vestindo um de seus moletons, estava imensamente grande nela, mas ainda sim, ela ficava extremamente linda.

Harry se pegou pensando em que poderia ter aquela visão de Zoe todos os dias, se sentindo totalmente confortável em sua casa. Zoe cantarolava a música num tom de voz baixo enquanto verificava alguma coisa no forno, e assim que fecha o mesmo, se virou para trás, vendo Harry parado ali, a observando.

Zoe estava surpresa ao ver o rapaz ali, mas não ficou com vergonha. Não tinha vergonha de Harry depois da noite que passaram juntos. Harry, por sua vez, sorriu de canto enquanto a olhava. Não queria estragar a dancinha e nem a beleza de vê-la se sentindo confortável ali.

– Pelo menos alguém aqui acordou com energia...

– Eu sempre acordo com energia – Zoe respondeu sorrindo – Espero que não se importe de eu estar mexendo na sua cozinha, eu acordo com fome e...

– Fique a vontade! – Harry respondeu enquanto se aproximava da garota, parando a poucos centímetros de distância.

Assim que Harry se aproximou, Zoe já sentiu sua respiração ficar um pouco mais pesada. Não sabia o que Harry Styles tinha, mas ele mexia muito com ela.

– Está com fome?

– Muito! – Harry disse sorrindo de canto, vendo Zoe ficar desajeitada com sua aproximação.

– Harry, acho que a gente tem que conversar... – Zoe falou meio sem jeito, vendo Harry sorrir de canto, confirmando com a cabeça enquanto dava empulso para se sentar no balcão.

– Pode falar... – Harry disse se sentando no balcão.

– Eu não sei se o que fizemos ontem foi certo...

– Você se arrependeu? – Harry perguntou, vendo Zoe negar com a cabeça – Você tem namorado? – Zoe negou novamente – Então por que não foi certo?

– Eu acho que fomos rapidos demais...

– A transa foi rapida? – Harry perguntou prendendo um sorriso, vendo Zoe sorrir de canto, negando com a cabeça – Está arrependida de ter transado comigo na primeira vez que a gente ficou? – Harry perguntou arregalando os olhos, vendo Zoe se sentar ao lado dele no balcão.

– Eu não sou qualquer uma pra sair transando assim... – Zoe tentou se explicar – Eu nunca liguei pra isso, quando eu quero, eu faço. Mas eu não sei como você pode ter me visto e...

– Zoe – Harry a interrompeu – Eu nunca iria te julgar por isso.

Zoe sorriu de canto. Não se importava de transar no primeiro encontro, mas se importava de ser mais uma na cama de Harry e definitivamente ela não queria ser mais uma na cama dele.

– Eu posso te julgar por você ter feito sexo com o seu médico – Harry disse brincando e rindo, fazendo Zoe rir – Mas nunca vou te julgar por você ter transado comigo ou com alguém de primeira. Nós queríamos aquilo e fizemos, e foi muito bom, por sinal. Eu não sei o que vai ser da gente depois de hoje, mas eu quero continuar te conhecendo, te encontrar mais, sair mais com você, conversar mais com você – Harry disse a olhando, enquanto ela sorria de canto para o rapaz – Agora, se você não quiser, eu respeito sua decisão. Mas eu preciso dizer que eu quero, e quero muito continuar te conhecendo.

– E o fato de você ser meu médico?

– Eu não sou mais o seu médico integral, agora seu problema é com o Sanders e eu o ajudo de vez em quando – Harry explicou – E mesmo assim, se eu continuasse sendo seu médico, eu não me importaria nem um pouco.

– Passaria por cima das regras do seu trabalho? – Zoe perguntou surpresa, vendo Harry rir.

– Eles não precisariam saber da minha vida pessoal... – Harry deu de ombros, vendo Zoe sorrir e confirmar com a cabeça.

– A propósito, nossos amigos também não precisam saber da gente – Zoe disse, olhando para Harry de forma calma – Eu não quero sair espalhando o que está acontecendo pra todo mundo, sabe? Queria deixar mais em segredo tudo o que aconteceu.

– Por mim, tudo bem... – Harry confirmou com a cabeça, dando um sorriso de canto – Eu não iria contar, de qualquer forma.

– Obrigada por entender e não me levar a mal – Zoe disse sorrindo e Harry apenas a olhou.

Eu estou muito fodido, Harry pensou consigo enquanto olhava o sorriso de Zoe. Nunca havia visto nada tão perfeito e bonito quanto o sorriso dela. Sempre ouvira de outras pessoas elas dizendo que haviam se apaixonado pelo olhar de alguém, ou pelo jeito, ou até mesmo pelo sorriso, mas nunca tinha sentido amor por algo de alguém. E ali se viu apaixonado pelo sorriso de Zoe.

Harry ficou por alguns segundos apenas a olhando, e constatou que estava realmente fodido.

– Tudo bem? – Zoe perguntou, o despertando de seus pensamentos.

– Eu quero muito te beijar – Harry disse sorindo de canto, passando uma de suas mãos pela nuca de Zoe, aproximando seus rostos.

– Então beija – Zoe respondeu sorrindo, colando seus lábios nos de Harry.

Era só estar perto de Harry que Zoe ficava de coração mole, aquecido e envolto de muita vontade de estar com ele. Ela estava amando tudo o que estava acontecendo entre eles, inclusive a noite que tiveram juntos. Era tudo muito diferente com ele, tão diferente que ele lhe causava borboletas no estômago de tão nervosa que ela ficava quando estava com ele.

Por mais que achasse estranho, ela estava amando sentir aquelas merdas de borboletas no estômago.

Assim que pararam de beijar, Hary olhou para Zoe que estava o olhando de forma carinhosa.

– Você está bagunçando a minha vida... – Zoe disse sorrindo de forma calma, enquanto acariciava o cabelo do rapaz.

– As vezes uma baguncinha faz bem – Harry disse de forma sapeca, sorrindo e vendo Zoe confirmar com a cabeça enquanto se aproximava para beijá-lo novamente.

***

Zoe e Harry curtiram aquele dia como há tempos não curtiram nada parecido. Almoçaram juntos, conversaram, ficaram de aconchego na cama enquanto tentavam assistir um filme qualquer durante a tarde. Gostaram de estar juntos e queriam continuar gostando disso.

Era sete horas da noite quando Harry parou o carro na porta do prédio de Zoe, respirando fundo e olhando para a garota que estava no banco do passageiro. Zoe sorriu de canto, de forma triste. Tinha gostado tanto de ficar com Harry que não queria voltar pra casa, ele havia a feito esquecer até do cancer que ela tinha.

Zoe não havia pensado em nada, apenas em aproveitar o tempo que tinha com ele. Não pensou que poderia morrer, nem pensou em doença, nem nos problemas dos pais, não pensou em nada disso porque simplesmente achou incrivelmente leve a energia de Harry, ele tornou tudo mais fácil e gostoso.

– Chegamos... – Harry disse encostando a cabeça no encosto do banco, olhando para Zoe.

– É... – Zoe respirou fundo – Juro que eu não queria chegar – Zoe revirou os olhos, fazendo Harry rir.

– Quer voltar pra minha casa? Eu vou trabalhar cedo amanhã, mas você pode ficar dormindo... – perguntou enquanto se aproximava de Zoe, dando um selinho.

– Seria uma boa ideia – Zoe disse sorrindo, vendo Harry se afastar – Mas eu preciso dar atenção pra minha mãe e ao Sebastian. Fora que minha mãe deve estar desmaiada de preocupação... – Zoe disse sorrindo, fazendo Harry dar uma gargalhada.

– Na próxima vez leva o Sebastian lá pra casa... Lá é grande e tem um quintal enorme pra ele, ele vai gostar – Harry disse de modo normal, se ajeitando no banco enquanto Zoe sorria de canto, pensativa.

Ele quer ter uma próxima vez? Zoe se perguntou.

Não haviam combinado nada, apenas curtiram o momento mas não falaram nada sobre uma próxima vez. Mas só de ter ouvido Harry falar aquilo, Zoe ficou aliviada. Ele realmente queria algo, queria ver no que aquilo tudo ia dar. Mas por mais que estivesse gostando de sentir aqui, por dentro Zoe estava se sentindo confusa.

Sabia que estava doente, que poderia morrer a qualquer momento, que ela nem sempre tinha dias bons por conta da quimioterapia, e sabia que não era a mulher certa para Harry Styles.

Pensou na vida de Harry e viu que ele era uma pessoa incrível, dando um start em uma carreira maravilhosa no ramo hospitalar. Ele tinha uma casa linda para formar uma família e criar filhos que iriam correr de cima para baixo, deixar uma bagunça surreal na casa e enquanto a zona estivesse acontecendo na casa, Harry estaria no sofá vendo algum documentário ou lendo um livro com uma xícara de chá do lado.

Zoe achava essa cena linda em sua mente e soube que não poderia dar nada daquilo a ele. Não teriam um relacionamento estável, não teriam um futuro concreto em absolutamente nada por conta de sua doença. E ela, por sua vez, não queria prendê-lo em um relacionamento fadado ao fracasso.

– O que acha? – Harry perguntou de repente, dispersando os pensamentos de Zoe, que olhou para ele – De levar o Sebastian na próxima vez? Eu preciso conhecer o vira lata – Harry disse sorrindo, fazendo Zoe sorrir e confirmar com a cabeça enquanto levava uma de suas mãos para o rosto do rapaz, o acariciando.

– Você é uma pessoa incrível, Harry – Zoe falou de forma calma e terna, enquanto sorria de canto se aproximando dele e lhe dando um selinho – Eu preciso ir, depois a gente se fala, tá?  

– Tá bom! – Harry sorriu, confirmando com a cabeça – Se cuida, Zoe Hastings! – Harry disse enquanto Zoe abria a porta do carro e saía do mesmo.

– Se cuida, doutor Styles! – Zoe disse sorrindo, enquanto fechava a porta do carro.

Se afastou do carro e seguiu em direção à portaria do prédio. Enquanto Zoe andava sabia que Harry ainda estava parado com o carro, afinal de contas, não ouviu o carro dando partida. Então se virou e o viu dentro do carro, deu um aceno com as mãos e Harry sorriu, dando duas buzinadas e partindo com o carro.

Zoe respirou fundo assim que viu o carro de Harry se afastando, porque a partir dali, ela precisava ser forte com relação ao cancer e com relação ao seu proprio coração.

Assim que entrou no seu apartamento, Sebastian começou a pular em cima de Zoe, festejando a chegada da dona. E por conta dos latidos de Sebatian, Bervely apareceu na cozinha, vendo a filha brincando com o cachorro.

– Zoe! – disse surpresa – Como você sai um dia e volta no outro? E nem ao menos me dá uma explicação de onde está ou se vai dormir em casa?.

– Mãe, me desculpa – Zoe disse se aproximando da mãe, a abraçando – É que eu não estou acostumada a dar satisfação pra ninguém... Não leva a mal, é porque até pouco tempo eu morava totalmente sozinha.

– Você quase me matou do coração, filha! – Bervely disse se afastando da filha, vendo Zoe se sentar no sofá – Que roupa é essa? Você não saiu com esse casaco ontem...

Zoe olhou para si e percebeu que ainda estava com o moletom de Harry, havia apenas colocado a calça jeans.

– Eu peguei emprestado... – Zoe deu de ombros.

– Emprestado do rapaz que te trouxe? – a mãe perguntou sorrindo de canto, se sentando no sofá ao lado da filha.

– Como você sabe que era um rapaz? – Zoe perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas.

– Não me parecia um carro de mulher...

– Você ficou me bisbilhotando? – Zoe perguntou rindo, vendo a mãe rir.

– Zoe, minha filha, eu bisbilhotei cada carro que parava na porta do prédio! – Bervely respondeu, fazendo Zoe rir – Isso é ser mãe!  

– Obrigada pela preocupação – Zoe disse rindo.

– Quem era o rapaz?

– Ninguém tão importante – Zoe deu de ombros, não sentia a necessidade de falar sobre Harry naquele momento.

Doía falar de Harry por ela saber que o caso entre eles era algo rapido por conta de sua doença.

– Claro que é importante, olha como você chegou feliz em casa... – a mãe de Zoe disse sorrindo.

– Ele se chama Harry – Zoe respirou fundo – É um conhecido da faculdade, que por acaso é amigo do Louis e da Ellis, e por um azar enorme, era meu médico – disse de forma séria, olhando para a mãe.

– Seu médico? – perguntou supresa, vendo Zoe confirmar com a cabeça, pensativa – Isso não é errado por ele ser seu médico?

– É – Zoe respondeu sorrindo de canto, vendo a mãe rir – Mas a gente se conheceu antes dele ser meu médico.

– Por que você está tão pensativa então?

– Eu gosto dele, mãe. Gosto de verdade! – Zoe disse de forma cabisbaixa – Ele me respeita, cuida de mim, se importa comigo e ele me deu talvez a melhor noite da minha vida, entende? – Zoe perguntou, vendo a mãe confirmar com a cabeça, prestando atenção.

– Mas...?

– Eu estou com medo – Zoe disse pensativa, olhando para algum ponto na sala – Pela primeira vez na minha vida eu senti vontade de ter algo com alguém, de conhecer e sentir algo diferente, mas olha pra minha vida... Eu tenho um câncer me matando a cada segundo que passa, eu tenho que fazer quimioterapia as quais nem sei se vai dar certo, então e não posso dar corda nesse caso da gente, entende? – Zoe perguntou, vendo a mãe respirar fundo – Eu sou uma bomba relógio, mãe. Quem estiver perto de mim quando eu explodir vai se machucar...

– Zoe, minha filha... – Bervely disse se aproximando ainda mais da filha, enquanto Zoe deitava a cabeça nos ombros da mãe – Nada nessa vida acontece como planejamos e é aí que está a graça da vida! E eu tenho certeza de que esse garoto pensa igual a mim... Ele não deve estar ligando se você está com cancer, ou se você pode morrer amanhã, eu acho que ele pode só querer estar com você. Por mais que você queira que as pessoas se afastem de você, ninguém vai se afastar porque você é uma incrível, filha.  

– Eu estou ferrada...

– Que isso, claro que não. Você está sofrendo antecipadamente... Isso é coisa de quem está apaixonada.

– Não, não estou apaixonada – Zoe disse sorrindo de canto.

– Tem certeza? – Bervely perguntou, fazendo a filha sorrir de canto – Você quer poupar o sofrimento dele, nem que pra isso você sofra, não tem demonstração mais linda do que essa – disse enquanto Zoe respirava fundo – De qualquer forma, um relacionamento com outra pessoa nunca é fácil. Mas tem lados lindos, lados incríveis e acho que te ver chegar hoje com essa energia tão boa, me mostrou que você realmente estava bem com esse rapaz.

– Acha mesmo isso?

– Claro! – Bervely disse olhando para a filha – Só quero sua felicidade, filha. E acho que esse rapaz será muito sortudo se tiver você do lado dele, porque você é uma pessoa maravilhosa.

Zoe sorriu de canto, abraçando a mãe.

– Obrigada mãe – disse sorrindo, saindo do abraço e se levantando da cama – Eu vou pro quarto, tomar um banho e descansar um pouco.

– Boa noite, filha.

E foi assim que Zoe terminou a noite de sábado, deitava na cama em pensamentos sobre o que iria fazer de sua vida. Nunca havia imaginado que uma pessoa que ela passou a conhecer a cerca de um mês iria mexer tanto com seus pensamentos, por conta de um sentimento, uma admiração e com grandes possibilidades de ser uma paixão depois da noite que passaram juntos.

Não podia mentir para si mesmo, sabia que estava apaixonada pelo sorriso dele, pelas covinhas nas bochechas, pelos olhos, pelas diversas tatuagens que ele tinha espalhadas pelo corpo, pela forma que ele falava, pelo sotaque, pelas borboletas no estômago que ele causava nela, pelas ruguinhas que apareciam no meio das sobrancelhas quando ele ficava pensativo ou sério.

Zoe não podia se enganar, ela havia se apaixonado por Harry.  

 



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