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História Meu querido leão. - Capítulo 11



Capítulo 11 - Capítulo XI.


Talvez a ansiedade me fizesse acordar nesses momentos exatos. No nascer e pôr do sol, algo me alertava. E nesses momentos eu me lançava o feitiço. Me sentei e peguei a varinha.

- Amato Animo Animato Animagus.

Eu estava confusa, admito. Foi aos poucos que fui lembrando. Cada palavra escrita naquela letra bonita e caprichada. Eu ms joguei para trás, deitando bruscamente. Meus cabelos estavam bagunçados, e isso era compreensível.

Eu conseguia imaginar a cena. Minha mãe chorando, meu pai implorando que parassem. Imagino as palavras "acabe com isso" saindo da boca da minha mãe. Imagino o rosto do meu pai, o trauma.

A cada pensamento, uma amargura. Eu queria chorar, mas não podia. Olhei ao redor, e encontrei Draco em uma cama ao meu lado. Levantei e deitei com o menino, que abriu os olhos lentamente, me fazendo observar as orbes cinzentas. Ou azuladas. Nunca tinha certeza.

- Estou aqui, com você. Eu prometi. - Ele disse.

- Eu sei, obrigada. - Abracei o menino, e senti um peso ser retirado do meu peito. Voltei a dormir, com o rosto escondido no corpo do loiro, que me abraçava de volta.

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Acordei novamente com o movimento. Eu saquei a varinha rapidamente, com medo. Meu coração acelerou, e eu sentia dois corações batendo rápido, isso me assustou mais que o movimento em si.

- Ei, calma. - Draco disse levando suas mãos ao ar.

- Desculpe, eu... - Não consegui terminar, estava com medo.

- Eu ia te acordar, mas você já levantou. Vamos voltar. - Ele estendeu a mão, e eu aceitei. Nós andamos até os dormitórios. - Caso queira, pode passar a noite no meu quarto.

- Obrigada, eu vou aceitar.

Dito isso, nós fomos para o quarto do garoto. Eu já havia feito isso outras vezes. Andei até o armário do garoto e puxei uma blusa de manga. Sentei na cama, esperando o garoto sair do banheiro. Ele não dividia o dormitório, mas o quarto era do mesmo tamanho. Ao sair, eu entrei e tomei um banho. Vesti a blusa e saí do banheiro, pegando um short que o garoto havia separado para mim. Vesti ali mesmo, pois minha intimidade com Draco era absurda.

- Já percebeu como os professores de DCAT sempre tem um problema? Eles mudam todo ano. - Ele disse, deitado na cama.

- Sim, é um problema bem sério a ser resolvido. - Disse enquanto deitava ao seu lado.

- Claryssa, se nada der certo nessa vida, a gente casa. Se juntar as riquezas, as próximas cinco gerações vão viver sem problemas. A partir da sexta elas vão ter que trabalhar.

- Parece um bom plano. - Eu disse considerando a proposta.

- Feito. - Ele disse virando para mim, me olhando nos olhos. - Eu não sei como agir, Clary. Eu deveria dizer coisas, eu acho. Mas não sei o quê. Isso me preocupa.

- Não precisa dizer nada, Draco. Sua companhia é suficiente.

- Por favor, se permita sofrer abertamente. Eu sei, Claryssa, que você é forte, mas eu preciso de você também. Se você suprimir, uma hora vai explodir. - Ele disse, e as palavras me acertaram em cheio. Um soluço saiu da minha boca.

- Eu não quero, Draco. - Comecei a chorar. - Eu tenho que ser forte. Eu não quero morrer desse jeito, não por tortura ou pelas minhas próprias mãos. Eu não quero ficar internada. Eu não quero! Eles vão fazer comigo, Draco. Eu sou igual aos meus pais!

O menino ficou quieto enquanto eu falava esse tipo de coisa, e em algum momento ele me abraçou, e eu continuei falando e falando, até que me acalmei, então ele entrelaçou nossos dedos e me abraçou.

- Se você morrer, eu vou contigo. Se viver, eu estarei lá. Se fugir, vou com você. Se ficar, eu me mantenho. Você é minha irmã, minha outra metade. Minha família. Eu faço tudo pela família, e vou te proteger com tudo que tenho. - Foram as últimas palavras que ouvi antes de adormecer.

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Acordei, como esperado, no amanhecer, então recitei o feitiço. Levantei e coloquei minha capa por cima da roupa. Acordei Draco para avisar que estava saindo, então fui para o meu quarto.

Tomei banho e me arrumei, fiquei sentada na cama, pensando. Tudo estava tão ao contrário, eu nem sabia o que pensar. Passei no banheiro para usar meu perfume, então me encarei e sorri falsamente. Eu tinha um dom excelente, o de mentir.

Usei o perfume e saí, subindo para o salão principal. Sentei e esperei o café da manhã. Bebi um café com muito açúcar e comi um croissant de queijo.

Fui uma das primeiras a tomar o café, e logo Hermione e seus amigos entraram no salão. Potter e ela sentaram na minha frente, atraindo os olhares imediatamente.

- Claryssa, tudo bem? - Hermione perguntou.

- Claro, querida. E vocês, tudo bem? Falando nisso, como vai a pista do torneio Tribruxo, Harry? - Pergunto bebendo café.

- Está tudo bem até agora, obrigado.

- Clary, eu estive distante esses dias, desculpe. - Hemione disse me fitando.

- Tudo bem, princesa.

Eles saíram, e Hermione ficou me fitando de longe. Draco e seus amigos chegaram, então nós comemos em silêncio.

O dia foi pacífico, mas aos poucos os alunos começaram a me apontar e encarar. Estava começando a estranhar, até ouvir: "Ela é filha dos Hydra. Aposto que ela é uma comensal, assim como seus pais, por isso eles morreram."

Eu parei imediatamente. Não sabia como aquilo chegou na escola, mas voltei a caminhar calmamente, como se estivesse tudo bem. Desci correndo as escadas, para o meu quarto. Era como se todos soubessem e me apontassem.

Deitei na cama, olhando para o teto. Quis chorar, mas não o fiz. Eu era forte. Fechei os olhos e me concentrei nos meus batimentos cardíacos. Contei-os, até baterem na porta. Não disse nada.

- Vou entrar. - Ouvi a voz masculina do outro lado, e quem entrou foi Nott, seguido de Pansy.

- Soubemos o que aconteceu. Meus pêsames, Hydra. Bom, não somos os únicos, o profeta diário escreveu uma página inteira sobre o assunto. - Pansy disse, sentando na ponta da minha cama. Eu permaneci com os olhos fechados.

- Uau. - Foi tudo o que disse.

- Draco ficou muito irritado, e ele ameaçou várias pessoas. Sua amiguinha Granger e o testa rachada também, caso isso a faça mais feliz.

- Eu soube que vários pais enviaram cartas questionando a segurança de seus filhos. Eles são engraçados, não? - Pansy disse irritada.

- Enfim, que fazem aqui? - Pergunto finalmente olhando para Pansy.

- Draco está na diretoria, com Dumbledore. Eles solicitam sua presença imediatamente. - Nott disse.

- Obrigada. - Eu disse, saindo do quarto. Subi para a diretoria, esperando que alguém descesse, e logo Dumbledore aparece, e sem dizer nada, nós subimos.

Me surpreendo com a surpresa. Os Malfoy estavam na sala. Lucius com sua postura perfeita e bengala, Narcisa sentada com elegância e Draco a sua direita, também sentado elegantemente.

- Querida, que tristeza sinto ao vê-la. - Narcisa disse, levantando. Eu caminhei ao seu encontro, recebendo um abraço apertado, do qual retribuí. - Sinto muitíssimo pelo que aconteceu, você não faz idéia.

- Não é como se tivesse algo que pudesse fazer, tia. Fico imensamente feliz por vê-los hoje. - Eu digo, e nós nos soltamos. Meu tio não me abraçou, mas eu não esperava diferente. Ele me olhou, e seu olhar transmitiu tudo que devia ser dito.

- Soube que tem sido incoveniente como os alunos têm te visto. Isso será resolvido. - Lucius disse, com sua arrogância costumeira.

- Agradeço.

Lucius e Dumbledore ficaram na sala, enquanto eu, Draco e Narcisa descemos.

- Assim que o recesso começar, posso te levar ao cemitério onde sua mãe foi enterrada. É um lugar muito bonito. - Narcisa disse.

- Tia, eu tenho planos para este recesso. Apenas por um mês eu vou ficar com minha irmã, depois vou para sua casa. Menos de um mês, na verdade, duas semanas. Eu preciso passar um tempo com ela. - Disse, e isso fez Draco resmungar.

- Claro que sim. Tudo para você, querida. Combinaremos tudo em breve. - Narcisa disse.

Draco iniciou uma conversa com a mãe, e eu me afastei. Logo eles foram embora, e Draco me guiou para a sala precisa, onde passaríamos o resto do tempo. Mais tarde naquele dia, teríamos uma das aulas de poção.

Nós ficamos quietos, "brincando" de fazer poções. Era muito mais fácil na sala precisa, onde tudo simplesmente aparecia. Eu ficava brincando de jogar ingredientes aleatórios no caldeirão, e em seguida, tentar amenizar uma possível explosão. Era muito calmante. A poção adquiria várias cores, e às vezes eu jurava que até criava um rosto. A porta se abriu, então eu fiz a poção sumir. Quando virei para cumprimentar Hermione e Harry, fui surpreendida com um abraço.

- Oh. - Eu disse. Retribuí o abraço. A menina era mais alta que eu, e eu me sentia confortável. Quis morder a garota, mas prefiri não arriscar um tapa.

- Você mentiu, disse que estava tudo bem. - Ela disse, com uma voz chorosa.

- Desculpe. Enfim, vamos dar início a essa aula? - Perguntei me separando do abraço.

- Clary, vamos conversar. - A menina me puxou, então nós sentamos em um sofá. Draco e Harry haviam começado, e eu não conseguia escutar direito. - Desculpa.

- Desculpada, agora vamos voltar à aula? - Pergunto, olhando para a mesa.

- Não, não vamos. Estou preocupada! - Ela disse, então eu a fitei, observando seus detalhes faciais.

- Você é muito bonita, Granger. - Eu disse, tocando em sua bochecha, fazendo carinho no local.

- Por favor, vamos conversar sobre isso, Hydra. Eu não sei se você está bem, e isso me preocupa. - Ela disse, com o rosto corado.

- Eu estou bem, mas agora que você mencionou... Eu ficaria muito melhor se uma coisa acontecesse. - Eu disse, pensativa. Fiz uma cara triste, e essa era real.

- O quê? - Ela pergunta, então eu sorrio maliciosa. Deslizo minha mão para seu queixo, o puxando para baixo. Me aproximo devagar, e selo nossos sábios calmamente. Foi um beijo rápido, mas eu fiquei feliz.

- Agora me sinto tão bem que posso voar. - Eu disse, saindo de perto.

- Você não existe, Claryssa. - Hermione disse com um sorriso.

- Não mesmo. - Eu disse, deitando com a cabeça nas coxas da menina.

Fiquei observando a garota, enquanto ela prestava atenção na aula de Draco. E exatamente no momento em que eu deviei o olhar, vi os meninos se beijarem. Sorri com a cena, pois foi apenas um selinho, que Draco deu. Harry ficou parado e corado.

- Sua poção vai passar do ponto. - Foi tudo o que Draco disse observando divertido o Potter.

- Se você errar essa poção, vai dever três desejos a Draco, não esqueça. - Eu disse, sorrindo para o moreno.

Ele errou a poção, como foi esperado. O menino estava com muita vergonha, e foi embora ainda corado.

Eu e Draco fomos para a comunal, e lá ele sorriu abertamente.

- Eu beijei ele, Claryssa!

- Eu vi, eu vi. E agora você tem mais três desejos, eles podem ou não ser beijos. - Eu disse, brincando.

- Você acha que ele gostou?

- Bom, ele não te bateu, não te azarou... Nem sequer brigou contigo. Deu bom, Draquinho.

- Vou esfriar a cabeça, não acredito que beijei o Potter. - Ele disse, indo embora.

Eu fui para o meu quarto, e adormeci depois de um tempo olhando o teto.


Notas Finais


foda-se, eu (a escritora) shippo o Draco com a Clary
FODA-SE, ME JULGUE 👍🏻
e eu vou começar a investir em Drarry, talvez


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