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História Meu querido leão. - Capítulo 13



Notas do Autor


eu queria dizer
a) que eu ignorei 110% a cronológica
b) que eu to MUITO incomodada com o fato de não ter ninguém namorando
c) que eu to ficando sem criatividade
e d) boa leitura

Capítulo 13 - Capítulo XIII


Em pouquíssimo tempo o Natal chegou, e isso significa apenas uma coisa: Baile de inverno.

Eu definitivamente não tinha um par, e queria convidar Hermione, mas bem... Viktor Krum convidou Hermione.

"- O que acha disso, Claryssa?

- Acho que você devia aceitar.

- Certeza?

- Claro, claro. Não esqueça de se divertir."

Foi assim que eu perdi minha companhia para o baile, mas de qualquer forma, seria estranho que eu fosse com a garota, pois bem... Já é evidente o porquê.

Sendo assim, eu desejei ficar no quarto durante o baile, primeiro por não ter meus pais na noite de Natal, e segundo por não ter um par. Meu desejo obviamente não foi atendido.

- Claryssa Hydra, levante imediatamente e tome um banho. - Pansy disse adentrando o quarto. A menina estava deslumbrante, e eu não deixei de comentar sobre.

- Pansy Parkinson, mais um pouco e você rouba meu coração. Está belíssima.

- Eu sei, agora vá já para o banheiro. - Ela literalmente me jogou no banheiro, então sem opções, tomei um banho. Vesti um roupão e passei meu perfume.

- O que você vai vestir? - Pansy pergunta abrindo meu armário.

- Meu pijama?

- Vou lhe azarar. - Ela diz irritada.

- Eu acho que está aí dentro. - Enquanto a menina procurava pelo meu vestido, eu sequei o máximo do meu cabelo com a toalha, e penteei os fios.

- Espero que seja esse. - Ela disse tirando um vestido preto do armário. Eu assenti e me vesti no banheiro. - Vamos maquiar você.

- Não, muito obrigada. Meu estilo tem mais haver com a naturalidade. - Eu disse e recebi um olhar feio da menina.

- E o que vai calçar? - Ela pergunta.

- O calçado que for mais confortável.

- Vou te torturar de tantas formas, Claryssa. - Ela ameaçou, puxando do meu armário um salto, do qual eu olhei torto.

- Eu odeio essas coisas, sabe? - Pergunto, levantando e colocando os sapatos desconfortáveis.

- O problema é estritamente seu. Vamos, sente. - Ela disse, e assim eu fiz. A garota fez duas tranças — muito apertadas, se quer saber — e um coque, deixando dois pedaços de cabelo para frente.

- Obrigada, agora sinto que meu rosto vai ser aberto. Brincadeira, eu só faço piada. - Disse após levar um tapa. Ela me arrastou para cima, e nós ficamos junto a maioria, esperando a entrada dos campeões.

- Boa noite, senhoritas. - Draco anunciou sua chegada, e eu tenho que deixar bem claro, ele estava lindo e elegante, como sempre na verdade.

- Noite. - Eu disse junto à Pansy.

Antes da próxima fala, os campeões entraram, e eu obviamente fiquei na Granger. Ela é linda naturalmente, mas hoje... Ela estava tão linda que arqueei as sombrancelhas, observando a menina dançar, e pensei "poderia ser eu". Mas não era.

As pessoas começaram a dançar, mas eu me afastei, pois não tinha um par. Fiquei na mesa de aperitivos comendo, enquanto observava os passos da cacheada. Eles estavam entretidos e sorriam. Continuei comendo e bebendo, apenas observando. As pessoas iam de um lado para o outro, dançando e rindo.

Eu ia sentar, mas Draco chegou com um sorriso e me puxou para uma dança. Quando mais novos, nós dançávamos muito desengonçadamente', e era uma cena fofa. Evidentemente mais tarde nós aprendemos.

- Lucius dizia que com danças, grandes acordos eram selados. Contratos importantes, et cetera. - Eu disse rodando com Draco.

- Eu lembro. Infelizmente, hoje não temos nenhum contrato para selar.

- Isso torna tudo tão comum, não? Trivial.

- Nem tudo tem que ter um significado, Claryssa. - Ele disse rindo.

- Claro que tem. Algumas coisas não tem significado por não entendermos, ou simplesmente por não descobrimos, o que significa que tudo tem sim um significado. - Eu disse.

- É sempre difícil protestar contra você.

- Isso me torna atraente para pessoas específicas. - Eu disse sorrindo, então nós terminamos a dança com uma referência.

- Sempre muito atraente, Hydra.

- Caso não saiba, atraente e Claryssa são sinônimos. - Eu ri, e sentei em seguida.

Fiquei observando as pessoas. Harry e seu amigo idiota estavam sentados sozinhos, com suas acompanhantes emburradas. Draco dançava com uma menina, Pansy conversava com Nott, pessoas dancavam e riam, e Hermione... Ela estava lá com Krum. Eu suspirei e observei a garota. Ela estava tão bonita que fiquei observando-a, até que ela me olhou, e senti meu rosto esquentar. Não tardou até a garota vir a minha direção.

- Oi, Claryssa. - Ela disse me cumprimentando.

- Oi, Granger. - Eu disse com um sorriso, e ela se sentou na cadeira ao meu lado.

- Hoje você ficou mais bonita que o habitual, Granger. Quase babei em cima de você. - Eu disse olhando para um casal dançando.

- Obrigada. Você também está deslumbrante, Clary. - Ela disse.

- A diferença é o vestido. - Eu disse sorrindo fraco.

- Isso significa que você sempre está deslumbrante. - Eu sorri abertamente e olhei para a garota.

- Agradeço, senhorita. - Brinquei a fitando, e a garota corou.

- Você sempre me deixa com vergonha, então por favor, pare de me olhar assim. - Ela disse desviando o olhar.

- Ah, por favor, me deixe te olhar mais um pouco... O Krum já te olhou tanto, sabe? Ele provavelmente absorveu cada parte do seu rosto! - Eu disse sem pensar, e a menina deu um sorriso presunçoso.

- Você está com ciúmes do Krum? Somos só amigos! - Ela riu, e eu revirei os olhos.

- Não, não estou.

- Eu tenho que ir, então até amanhã. - Ela disse levantando, e eu a observei andar até Krum. Revirei os olhos e avisei a Draco que estava com sono e ia dormir. E eu realmente o fiz.

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Nada de legal ou importante ocorreu durante esse tempo, exceto pelos beijos aqui e ali com Hemione. Draco e Harry empacaram', eu acho.

Durante uma aula de transfiguração, eu simplesmente deitei e dormi. Sem motivo, sem sono. Só aconteceu. E eu por acaso não acordei na sala. Estava anoitecendo, e como de costume, eu recitei o encanto de animagia.

- Senhorita, como se sente? - Madame Pomfrey perguntou pouco tempo depois de eu acordar.

- Bem. - Eu respondi confusa.

- Bom, você não estava acordando por nada nesse mundo. Tem descansado corretamente? - Ela pergunta, e eu apenas assenti. - Qualquer coisa volte imediatamente para cá, pois não é a primeira vez.

- Tudo bem. - Eu disse e saí do cômodo, indo para minha comunal. Eu estava confusa, mas nem dei bola.

A semana foi tão chata que quase morri. Tudo que salvava eram as aulas do Draco, e logo estávamos lá.

- Draco, sinto que vou morrer de tanto tédio.

- Você é muito exagerada.

Eu ia responder, mas Harry e Hermione chegaram. Me sentei e esperei Hermione, enquanto observava Harry e Draco.

- Oi, Clary. - Hermione disse.

- Oi, princesa. Como foi seu dia?

- Foi mediano. E o seu?

- Acabou de melhorar. - Puxei a mão da menina e depositei um beijo.

A garota riu, e eu a olhei carinhosa.

- Você sempre faz essas coisas e me deixa envergonhada...

- Você nunca me pediu para parar.

- Tem razão.

- Eu acho que os dias tem sido muito monótonos. Tenho uma idéia, vamos jogar um jogo trouxa. - Eu disse levantando e anunciando a idéia em voz alta.

- Que jogo? - Harry pergunta.

- É assim, você roda uma garrafa e pergunta ao desafiado se ele escolhe responder uma verdade, ou arcar com um desafio. Envolve bebida alcoólica, e é isso que vai dar graça na brincadeira. - Eu disse.

- Isso dá expulsão se formos pegos. - Draco disse e Hermione parecia concordar.

- O que torna o jogo muito mais emocionante. - Eu disse sorrindo.

- A brincadeira chama "Verdade ou consequência". E não é uma regra ter bebidas com teor alcoólico. - Hermione disse.

- Mas torna mais legal. - Eu disse. - Estão com medo?

- Eu aceito. - Draco disse. Harry pareceu pensar, mas concordou, e só sobrou Hermione.

- Vou jogar. - Hermione disse derrotada.

- Quais as regras? - Eu pergunto.

- Você propôs o jogo! - Draco disse indignado.

- É simples, a cada turno um de nós gira a garrafa, e ela vai apontar para duas pessoas, obviamente, e a boca da garrafa indica quem vai ser desafiado. Se a pessoa escolher verdade, ela tem que beber. Se ela pular a pergunta ou desafio, bebe também. - Hermione explicou.

- Fácil. - Eu disse.

Todos sentamos num chão macio que Hermione havia pedido a sala, uma garrafa vazia apareceu, e junto dela, uma garrafa de Hidromel.

- Eu começo. - Disse girando a garrafa vazia, e está parou em Harry e Draco.

- Verdade ou consequência? - Draco pergunta sorrindo malicioso, e Harry não responde, apenas bebe meio copo de Hidromel, e eu rio.

- Medo, Potter? - Pergunto, mas o garoto não me responde. Eu giro a garrafa, e para a minha diversão, caí novamente em Draco e Harry.

- Verdade ou consequência? - Harry pergunta.

- Verdade. - Draco responde bebendo o Hidromel.

- Você gosta de alguém?

- Sim, evidentemente. - Ele diz.

Hermione gira a garrafa, e caí ela e Draco.

- Verdade ou consequência? - Draco pergunta.

- ... Verdade. - Ela reponde após um tempo pensando, e bebe um copo de Hidromel.

- Desde quando você gosta da Hydra? - Ele pergunta e a garota cora, coisa que me faz sorrir.

- Não tenho certeza. - Ela disse virando o rosto.

Eu giro a garrafa, e cai eu e Harry.

- Verdade. - Eu digo bebebdo o Hidromel, me sentindo bem por sentir o gosto doce.

- O que te atraiu na Hemione?

- O jeito sabe-tudo dela. E também o fato de beijar uma pessoa da qual ela não gostava dentro de um armário de vassouras, evitando uma detenção. - Eu sorrio maliciosa, e a garota me da um tapa no braço, me fazendo rir.

Muitas rodadas passaram, e nenhum de nós pediu por um desafio, nós só bebiamos e fazíamos perguntas bobas.

- Desafio. - Eu disse, e Draco quem estava perguntando.

- Te desafio a se declarar para a pessoa que você gosta. - Ele disse já corado pela bebida.

- Hermione... - Eu virei para a garota. - Você é o sol do meu sistema solar, o núcleo mágico da minha alma, a dona do meu coração inteirinho. Gosto de tantas coisas em você, que se fosse listar, acabariam-se os pergaminhos. Meu passatempo é te envergonhar, minha ocupação é te irritar, e meu motivo de sorrir é a tua felicidade. Você é tão inteligente que eu fico abestada, tão bonita que eu fico babando, tão atraente que eu uma vez confundi com uma sereia. Você me faz pensar em coisas das quais não devia, e me faz sonhar com coisas tão intensas que não posso descrever. Teus beijos são a bateria da minha magia, enquanto teus sorrisos são os da minha alma. Não sou boa com declarações, mas nessa eu tentei caprichar. Gosto muito de você, Hermione.

A menina estava parada, com as mãos na boca, e do nada ela me abraçou.

- Foi incrível tudo o que você disse, Clary. Obrigada.

- Uau. - Harry disse.

- Muito fofo, concordo. Vamos voltar ao jogo antes que a Hydra proponha um casamento. - Draco disse girando a garrafa, que caiu nele e eu.

- Desafio. - Ele disse.

- Beija a pessoa que você gosta. Um beijo de verdade. - Eu disse, e sem enrolação Draco levantou e caminhou até Harry, sentando ao seu lado e o puxando para um beijo, que foi retribuído. Eu estava prestes a explodir fogos coloridos, e o beijo não terminava. Eu fiquei envergonhada, então virei para o Hidromel e bebi um copo.

- Eu... - Hemione começou, mas parou. Os meninos continuavam. Eu pedi uma parede, que foi feita. Havia uma porta que não foi aberta.

- Desafios de qualidade. - Eu disse enchendo outro copo, oferecendo a Hermione que negou. Ela era a mais sóbria de nós. - Sabe, Mione... Amanhã não tem aula e et cetera, então não se preocupe...

- Tudo bem, eu só não sou chegada a bebidas com teor alcoólico.

- Tudo bem. - Eu disse virando o copo.

- Acho que nós somos muito novos para bebidas... - Ela disse.

- Verdade.

- Você me faz quebrar as regras, Clary.

- Mas você gosta. - Eu sorri engatinhando até a garota, colocando uma das mãos no seu rosto.

- Ei... - Ela começou, mas parou.

- Eu posso te beijar? - Pergunto fitando seus olhos.

- Po-pode. - Ela respondeu, então eu a vi fechar os olhos, e por pura palhaçada, eu soprei seu rosto, ato que fez a morena corar. Eu ri suavemente.

- Desculpa. - Eu disse, então a garota abraçou minha cintura e se colocou por cima de mim, o que me fez corar.

- Você gosta de brincar comigo, Hydra. - Ela disse. - É legal estar desde lado.

- É por que você não aguenta ficar na provocação. - Eu disse rindo.

- Como assim? Você sempre me beija, não o contrário. - Ela disse aproximando seu rosto.

- Quer apostar? - Eu perguntei a empurrando de volta, para que saísse de cima de mim.

- Apostar?

- A primeira a beijar, perde.

- Você vai perder.

- Não duvide de mim, Granger.

- Pois bem, eu aposto que ganho.

Ela sentou encostada na parede. Eu sentei no colo da garota, a fazendo corar fortemente. Me aproximei do rosto dela, sorrindo presunçosa.

- Isso era permitido? - Ela pergunta.

- Nada contra as regras.

Não durou muito, pois nós nos aproximamos sozinhas, até que Hermione selou nossos lábios em um selinho. E depois um beijo. Antes que aquilo pudesse evoluir, Harry saiu do quarto hiper vermelho, enquanto Draco ria atrás. Eu havia esquecido dele.

Levantei e puxei a garota.

- Muito boa essa parede, né? - Eu pergunto brincando, batendo na parede.

- Muito maciça. - Draco responde.

- Feita do melhor material do mundo bruxo, sabe? Muito boa. - Eu digo.

- A noite foi bem longa, melhor irmos. - Hermione disse, puxando Harry — que estava absurdamente envergonhado — e se enfiando debaixo da capa de invisibilidade, indo embora depois de um "boa noite".

- Beija bem? - Eu pergunto num susurro enquanto nós saímos da sala.

- Sim.

Eu sorrio, e depois de chegarmos a comunal eu o empurro para o sofá, sorrindo.

- E aí, como foi?

- A gente se beijou e depois ficamos meio que conversando, mas ele ficou gaguejando. Então o beijei para aprender a falar direito.

- Eu quase disse coitado. - Ri abertamente, talvez por conta do álcool.

- Nós interrompemos seu momento com a Granger, desculpe. Os grifinórios ficam muito envergonhados, né?

- Sim, isso é um incômodo eterno.

Eu fui para o quarto de Draco e dormi assim que deitei na cama.



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