História Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 22


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Bughead, Falice, Riverdale
Visualizações 588
Palavras 2.360
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia

Capítulo 22 - Capitulo Vinte


Fanfic / Fanfiction Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 22 - Capitulo Vinte

Ele voltou para mim?

 Minha mão cobriu meu peito como se pudesse impedir meu coração de saltar. Era metade da manhã, e a agitação da rotina diária podia ser ouvida da minha janela. O sol estava derramando dentro do meu apartamento. Eu já tinha ligado para o trabalho mais cedo informando que eu não iria hoje porque precisava terminar esse livro hoje.

 Hoje à noite seria aniversário de 30 anos de um colega de trabalho numa boate no centro, e eu nem sabia se conseguiria ir. Entrei na cozinha para tomar água e comer uma barrinha de granola. A energia seria necessária para a próxima parte. 

Ele voltou para mim? Enrolei-me no sofá, respirei fundo e virei a página. 

Você tem que tratar o vício por uma pessoa do mesmo jeito que trataria por droga. Se não pudesse ficar com Betty por inteiro, então não queria nenhum contato com ela porque isso causaria problemas. Mesmo ligar ou mandar mensagem não era possível. Parecia duro, mas não conseguiria lidar nem ao menos com ouvir a voz dela e não poder estar com ela. Isso não significava que não a desejasse.

O primeiro ano foi um inferno. Mami não estava melhor que antes de eu ir para Boston. Ela continuava a me pedir informações sobre Fp e Alice, stalkeando o facebook de Alice e me acusando de ser um traidor depois que admiti que minha madrasta não era tão ruim depois que você a conhecia.

Não podia citar o nome de Betty porque não queria que minha mãe suspeitasse de algo ou procurasse por ela. Mami estava tomando pílulas para dormir, e eu tinha que vigiá-la como um gavião. Eu estava certo na minha suposição de que ela nunca aceitaria o fato de eu estar com Greta naquela época.

Era uma ironia triste: Mami estava obcecada com Alice, e eu estava obcecado com a filha de Alice. Éramos dois problemáticos. Não se passava um dia sem que eu pensasse em Betty com outro cara. Isso me deixava louco. Ela estava tão longe e eu não podia fazer nada. Ironicamente, existia um lado meu que queria que ao menos pudesse protegê-la como irmã, mesmo que não pudéssemos ficar juntos. Doentio, né? Mas e se alguém a magoasse? Eu nem ficaria sabendo e não poderia bater no cara.

E esqueça sobre ela transar com mais alguém. Uma vez tinha socado a parede do meu quarto só de pensar nisso. Então, uma noite, perdi o controle e mandei uma mensagem dizendo que sentia sua falta. Pedi que não respondesse. Ela não respondeu, e me fez sentir pior. Jurei nunca repetir aquele erro. Minha vida voltou ao que era antes de mudar para Boston: fumar, beber e foder com garotas com as quais eu não me importava. Era vazio. A única diferença era que por baixo de tudo aquilo eu deseja mais… Desejava ela.

Ela me deu o gosto do tipo de conexão que eu sentia falta na minha vida. Esperava que aquele sentimento no meu peito passasse com o tempo, mas nunca passou, apenas se intensificou. Achava que porque, lá no fundo, também sentia que onde quer que ela estivesse, Betty pensava em mim, se sentia do mesmo jeito. Eu sentia, e isso me torturou por anos.

Dois anos depois, o estado mental de Mami finalmente melhorou quando ela conheceu um cara. Era seu primeiro namorado desde Fp. George era libanês e era dono do mercado no fim da rua. Ele sempre estava em nossa casa e sempre trazia comida. Pela primeira vez, ela parecia ter esquecido sua obsessão por Fp. George era um ótimo cara, mas quanto mais ela ficava feliz, mais eu ficava amargo.

Abri mão da única garota que gostei porque achei que a devastaria. Agora, ela estava feliz, e eu ainda estava miserável. E Betty estava longe. Sentia que cometi o maior erro da minha vida. Precisava falar com alguém sobre isso porque minha raiva estava me consumindo.

Nunca contei sobre Betty a ninguém. A única pessoa em quem eu poderia confiar era o amigo do Fp, Greg, que era como um segundo pai. Ele me deu algumas informações aquele dia no telefone; Betty tinha se mudado recentemente para Nova Iorque. Ele tinha seu endereço. Greg tentou me convencer a voar até lá e contar a ela como eu me sentia. Não achei que ela iria querer me ver mesmo que ainda se importasse.

Eu a machuquei tanto que não entendia como ela poderia me perdoar. Greg achava que ir lá pessoalmente causaria uma boa impressão. Apesar de meus medos, reservei um voo para o dia seguinte, o que seria véspera de Ano Novo. 

Disse a Mami que iria visitar um amigo que conheci alguns anos atrás e festejar o feriado na cidade. Não poderia contar sobre Betty. A viagem de seis horas foi a experiência mais enervante da minha vida. Queria chegar logo. Só queria abraçá-la de novo. Não sabia o que diria ou o que faria quando a visse. Nem sabia se estava com alguém. Estava indo no escuro. Era a primeira vez que pensava em mim primeiro e seguia meu coração. Esperava que não fosse muito tarde porque realmente queria ter a oportunidade de dizer as coisas que deveria ter dito três anos atrás. Ela nem sabia que eu a amava.

 Se a viagem de avião levou uma eternidade, a viagem de metrõ até seu apartamento foi ainda mais frustrante. Enquanto o trem balançava, toda memória que tinha dela passou pela minha cabeça como um filme. Não pude evitar sorrir enquanto pensava sobre as coisas que fiz com ela e como ela levava tudo na boa. Ela me fazia feliz. Na maior parte, minha mente voltava para aquela última noite quando ela me ofereceu sua virgindade.

O trem parou; estava um pouco atrasado. Chegar logo parecia urgente. Eu precisava dela. Quando finalmente cheguei ao prédio, chequei o endereço duas vezes. Seu ultimo nome, Hansen, estava escrito a caneta próximo a campainha do apartamento 7b. Não houve resposta.

Não tinha ligado ou mandado mensagem, pois fiquei com medo de que ela não quisesse me encontrar. Mas eu vim até aqui. Tinha que ao menos vê-la. O pub ali perto era o lugar perfeito para esperar antes de tentar de novo. Bati em sua porta de hora em hora desde as quatro da tarde até às nove da noite. A cada vez não houve resposta, e eu voltava para o Pub do Charlie e esperava.

 Eram 21h15min. Nunca esqueci o horário em que meu desejo se realizou. Eu a vi. Mas não do jeito que eu desejei que acontecesse. Bettty. Estava usando uma parka branca enquanto entrava no Charlie. Não estava sozinha. Um cara – que parecia bem mais centrado que eu – tinha o braço envolto em sua cintura. A comida gordurosa no meu estômago começou a voltar. Ela estava rindo enquanto se sentavam no meio do restaurante. Ela parecia feliz. Ela não me viu porque estava de costas. Seu cabelo estava preso numa trança.

Assisti enquanto ela tirava ocachecol lavanda que estava usando, revelando sua nuca, a nuca que eu deveria estar beijando essa noite depois que contasse o quanto a amava. O cara se inclinou e gentilmente a beijou no rosto. A voz dentro de mim gritava. “Não toque nela”. Os lábios dele falaram. “Eu te amo”. 

O que eu deveria fazer? Ir até lá e dizer “Ah, olá, eu sou o meioirmão de Betty. Nós fodemos loucamente uma vez e a deixei no dia seguinte. Ela parece feliz com você, e você provavelmente a merece, mas queria que você se afastasse e me deixasse levá-la”. Meia hora se passou. Vi a garçonete trazer a comida deles. Os vi comer. Vi o cara se inclinar e beijá-la mais uma dúzia de vezes. Fechei os olhos e ouvi sua risada. Não sabia por que tinha ficado. Só não conseguia deixá-la. Sabia que seria a última vez que a veria.

 22h15min. Betty se levantou e deixou que ele colocasse o casaco sobre seus ombros. Nem uma vez olhou em minha direção. Não sabia o que faria se ela me notasse. Estava muito anestesiado para me mexer ou pensar. Observei-a cada segundo até que a porta se fechou atrás deles. 

Naquela noite vaguei pela cidade e eventualmente terminei junto com a multidão na Times Square vendo a bola cair. Apesar dos confetes, do barulho e da alegria, me perguntei como cheguei ali porque ainda estava tonto desde que deixei o restaurante. Uma senhora qualquer me pegou e me abraçou quando o relógio marcou meia noite. Ela nem sabia, mas eu precisava daquele abraço mais que tudo. 

Marquei um voo de volta para a Califórnia na manhã seguinte. Alguns meses depois, Fp ligou para casa pela primeira vez em quase um ano. Casualmente perguntei por Betty, e ele me disse que ela estava noiva. Foi a última vez que mencionei seu nome. Demorou quase três anos antes que pudesse realmente seguir em frente. 

Eu tinha que parar. Joguei meu kindle para o outro lado. Meus olhos estavam tão cheios de lágrimas que as palavras estavam embaçadas. Fechei os olhos para ver se conseguiria me lembrar de algo que me desse alguma pista para o fato de que Jughead esteve lá. Ele esteve lá. Como não soube que ele estava atrás de mim? 

Ele veio por mim. Ainda não conseguia acreditar. Eu me lembrava daquela noite. Lembrava que eu e Tim ainda estávamos na fase de lua de mel do relacionamento. As coisas estavam bem. Lembro que apesar de ser véspera de Ano Novo, ficamos o dia todo procurando um novo computador para mim. Lembro que paramos em meu apartamento para deixar o computador e fomos jantar no Charlie antes de ir para a Times Square ver a bola cair. Lembro que quando deu meia noite, Tim me aqueceu com um beijo. Lembro de me perguntar porque na bruma da noite mágica com um homem que parecia perfeito e que realmente se importava comigo, tudo que eu queria era Jughead. Tudo em que eu pensava era Jughead: onde ele estava naquele momento, se ele estava assistindo TV , se ele também pensava em mim. E todo o tempo, Jughead estava lá. 

O destino tinha brincado conosco. Nos próximos capítulos, ele escreveu sobre achar uma carreira que gostava, e como ele estava estável nisso. Sentia uma necessidade de ajudar outros, particularmente crianças que vinham de lares quebrados como ele.

Eu me apressei nos capítulos que descreviam como ele conheceu Chelsea. Foi a única parte do livro na qual não consegui me demorar. Ele a conheceu no centro juvenil, eles ficavam juntos depois do trabalho como amigos. Ele estava apreensivo de se envolver porque sabia que ela era o tipo de garota que queria algo sério. Não sabia se estava pronto para isso. Com o tempo, ela o fez esquecer sobre mim, o fez rir, e ele aprendeu a amar e se importar com ela.

Era seu primeiro relacionamento sério, e ele planejava pedi-la em casamento… Até… Senti meu mundo desabar aquele dia. As coisas finalmente estavam indo bem na minha vida. Meu emprego era estável. Chelsea e eu morávamos juntos, e eu estava planejando pedi-la em casamento no casamento de sua irmã que aconteceria em alguns dias. Um solitário estava escondido há semanas. Mami estava bem melhor. Estava com novos projetos de arte. Quando rompeu com George um ano atrás tinha caído em depressão, mas agora estava namorando um cara chamado Steve que de novo tirou seu foco de Fp. Então, a vida estava tão boa quanto ficaria, até que um telefonema de Clara mudou tudo. 

— Sinto te dizer isso, Juggy. Fp teve um ataque do coração e morreu. — Foram as primeiras palavras que saíram da sua boca.

Inicialmente, minha reação foi a mesma que teria se ela tivesse ligado para informar que dia da semana era. Fp estava morto. Não importava quantas vezes repetisse isso em minha cabeça, não conseguia processar. Chelsea me convenceu a ir ao enterro apesar da minha opinião. Fp não iria me querer ali. Ainda estava em choque e sem forças para lutar contra ela. Ela não sabia como era meu relacionamento com Fp. De sua perspectiva, não existia desculpas pra minha recusa. Para mim era mais fácil ceder do que lhe contar toda a história. Também sabia que Mami não aguentaria ir. Ela queria que eu fosse representando nós dois. 

Então, antes que eu me desse conta, estava em um avião com Chelsea indo para Boston. O ar do avião era sufocante. Chelsea ficava pegando minha mão enquanto eu aumentava o volume da música. Quase consegui me acalmar quando um flash do rosto de Betty se esgueirou sobre o pânico. Não teria apenas que lidar com a morte de Fp, mas ela provavelmente estaria lá com seu marido. Merda. Sabia que seriam os piores dias da minha vida.

 Quando chegamos a casa de Greg e Clara, eu estava à flor da pele. Chelsea e eu tomamos banho juntos no banheiro do quarto de hóspedes, mas não ajudou a acalmar meus nervos.

Antes que saíssemos da Califórnia, comprei uma caixa dos cigarros importados que eu costumava fumar. Peguei um e acendi enquanto sentava à mesa esperando Chelsea, que estava se arrumando no banheiro. Estava desapontado comigo mesmo por voltar a fumar, mas parecia a única coisa me manteria de pé a essa altura dos acontecimentos. Não tinha motivação para me vestir e descer. Acendi outro cigarro, traguei fundo e fui até as portas francesas que davam para a sacada.

O céu estava limpo. Olhar para baixo foi um erro. Meus punhos se apertaram prontos para lutar em resposta ao fato de meu coração estar batendo tão rápido. Não deveria tê-la visto de novo dessa forma. Uma parte de mim queria reviver sem ser convidada. Não sabia como lidar com isso. Betty estava de costas. Ela estava olhando para o jardim e devia ter acabado de descobrir que eu estava aqui. Provavelmente estava planejando como escapar para que não precisasse me ver, ou talvez estivesse com raiva disso como eu estava. O fato de ela estar ali sozinha me dizia que o fato de eu estar lá a afetava. 

— Betty. — Sussurrei. 


Notas Finais


Volto amanha


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