História Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 23


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Bughead, Falice, Riverdale
Visualizações 837
Palavras 3.852
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Agora vocês sabem que Jug ser um idiota e um meio de proteção do mesmo

Capítulo 23 - Capitulo Vinte e Um


Fanfic / Fanfiction Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 23 - Capitulo Vinte e Um

....

Foi como se ela tivesse me ouvido, porque ela se virou. De repente, uma onda de emoção que eu tentei enterrar desde aquela noite em Nova York me inundou. Eu não estava preparado para vê-la me olhando. Traguei fundo. 

Também não estava preparado para como ficaria zangado nesse momento. Olhando para ela apenas uma vez, voltei a sentir tudo: a realização da morte de Fp, o lembrete doloroso dos meus sentimentos não resolvidos por ela, o ciúmes e a tristeza daquela noite em Nova York, o pulsar do meu pau. O nível de raiva crescendo em mim foi uma surpresa desagradável. Eu estava confuso. Nunca quis vê-la de novo, Betty. É malditamente bom vê-la de novo, Betty. Senti como se ela conseguisse me decifrar naquele momento, e não gostei disso. Ficamos ali nos encarando por um minuto inteiro.

Sua expressão de surpresa escureceu assim que senti as mãos de Chelsea me envolverem. Instintivamente me virei e entrei, tirando Chelsea de sua visão. Acho que estava tentando proteger Betty, mas não sei porque me incomodei. Mas que merda ela esperava que eu fizesse, sentasse e a desejasse enquanto ela estava casada com o Sr. Perfeito? Ainda assim, sei que ver Chelsea aparecer do nada deveria ter sido um choque. 

— Está tudo bem? — Chelsea perguntou. Ela não tinha visto Betty. 

— Sim. — Disse ausentemente.

Precisando ficar sozinho, andei até o banheiro e fechei a porta para me preparar antes que tivesse que enfrentar tudo. Ela estava sentada na parte mais distante da mesa de jantar quando descemos. Não me olhou. Odeio quando você faz isso, Betty. 

Alice se levantou e me abraçou. Cumprimentei-a brevemente, falei que sentia muito pela morte de Fp, mas o tempo todo estava  pensando em que merda diria para Betty. Olhei para ela e agora ela também me olhava. Eu me afastei enquanto Chelsea abraçava Alice e dava seus pêsames. Precisava encarar a situação. Andei até ela e mal consegui dizer seu nome.

 — Betty. 

Ela pulou nervosamente como se eu falar seu nome tivesse acendido um fogo em seu traseiro. Ela se encolheu um pouco. 

— Si-Sinto muito... Sobre Fp. 

Seus lábios tremeram. Ela estava descomposta – uma bagunça, eu disse a mim mesmo. Não queria admitir que ela estava ainda mais bonita do que eu me lembrava, as novas luzes em seu cabelo destacavam o tom azul de seus olhos, senti falta das três pequenas sardas em seu nariz, o jeito que o vestido preto agarrava seus seios me lembrou de coisas que deveria esquecer.

Não pude me mover, só fiquei ali lhe encarando. O cheiro familiar do seu cabelo era intoxicante. 

Meu corpo se encolheu quando ela me abraçou. Realmente tentei não sentir nada, mas em seus braços eu estava no epicentro de tudo. Seu coração batia contra meu peito, e o meu imediatamente acompanhou o ritmo. Nossos corações estavam se comunicando de um jeito que nossos egos não nos permitiam dizer com palavras.

A batida do coração era a forma mais pura de honestidade. Pus minhas mãos em suas costas e pude sentir seu sutiã. Antes que pudesse processar o que isso fez comigo, a voz de Chelsea me devolveu à realidade enquanto Betty se afastava.

O espaço entre nós pareceu imenso. Não acreditava que isso estava realmente acontecendo: meu passado colidindo com meu presente. A que escapou estava cara a cara com a que me fez superar tudo. As mãos de Greta estavam vazias; sem anéis. Onde estava seu noivo ou marido? Onde ele estava? Perdido em meus pensamentos, nem ouvi o que estava sendo dito. Clara salvou o dia quando chegou com a comida e Betty foi ajudála.

Betty voltou e começou a colocar a mesa. Estava tão tensa que os talheres ficavam escorregando e batendo na mesa enquanto ela lutava com eles. Queria brincar e perguntar quando ela tinha começado a tocar bateria com colheres.Eu não consegui. Quando ela finalmente se sentou, Greg perguntou. 

— Então, como vocês se conheceram?

 Betty olhou para cima pela primeira vez enquanto Chelsea contava como nos conhecemos. Quando Chelsea se inclinou para me beijar, senti Betty nos observando e o clima ficou muito desconfortável. O assunto mudou para minha mãe, e Betty voltou a fingir prestar atenção na comida. Meu corpo congelou quando Chelsea perguntou.

 — Onde você vive, Betty?

 — Vivo em Nova York. Cheguei aqui há alguns dias. 

“Eu” cheguei, não “nós”. Queria ter uma câmera para pegar o olhar no rosto de Betty quando Chelsea sugeriu que nós fossemos visitá-la em Nova York. O clima ficou calmo de novo, e a olhei algumas vezes quando ela não estava prestando atenção. Quando ela me viu, voltei a atenção ao prato.

 — Juggy nunca me contou que tinha uma meia-irmã. — Chelsea disse. Não sabia a quem ela dirigiu essa frase, mas não queria tocar nesse assunto. Betty ainda se recusava a me olhar. Alice falou.

 — Jughead viveu conosco por um tempo curto quando eram adolescentes. — Ela olhou para Betty. — Eles não se davam bem naquela época. 

Por alguma razão, o olhar desconfortável de Betty me atingiu. Ela ainda olhava para baixo, sem prestar atenção ao que a mãe tinha dito, ou a mim. Uma necessidade inexplicável de fazê-la me notar, notar o que tivemos, tomou conta de mim. Voltei a meu jeito antigo por um momento e falei para chamar sua atenção. 

— É verdade, Betty?

 Ela parecia esgotada.

 — O que é verdade?

 Levantei minha sobrancelha. 

— Que não nos dávamos bem. 

Sua mandíbula se apertou e seus olhos nunca deixaram os meus enquanto me avisavam pra não pressionar. Finalmente, ela disse.

 — Tivemos nossos momentos. 

Minha voz baixou até ficar gentil. 

— Sim, nós tivemos. 

Seu rosto estava vermelho. Eu pressionei. Tentei controlar o dano aliviando o clima.

 — Do que você costumava me chamar?

 — O que você quer dizer?

 — “Meio-irmão mais querido”, era isso? Por causa da minha personalidade brilhante? — Me virei para Chelsea. — Eu era um fodido miserável naquela época. Fui assim por um tempo…

Até que Betty me fez querer ser uma pessoa melhor. 

— Como você sabe sobre esse apelido? — Betty perguntou. Ri pra mim mesmo, lembrando como costumava ouvir suas conversas com sua amiga. Era bom vê-la finalmente sorrir. — Oh, é mesmo. Você costumava ouvir minhas conversas. 

Chelsea olhava para nós. 

— Parece que aqueles eram momentos divertidos. 

Não tirei meus olhos de Betty. Queria que ela soubesse que foram os melhores da minha vida. 

— Eles eram. — Eu disse.

 {...}

A única coisa boa em focar em meus sentimentos não resolvidos por Betty era que tirava meus pensamentos de Fp. Quando escapei para ficar sozinho no quintal depois do jantar, o fato que ele estava morto voltou a me atingir. Ele e eu nunca tivemos a chance de nos entender. Era interessante como fazer as coisas darem certo nunca importou enquanto ele estava vivo, mas com ele morto, isso me assombrava. Eu, no mínimo, queria provar que ele estava errado, fazendo algo de mim. Agora, ele estava em algum outro lugar provavelmente encarando Patrick.

 Pensar nisso constantemente me deixava louco. Peguei um cigarro e tentei meditar. Não funcionou porque minhas emoções foram de triste para zangado. Ouvi a porta se abrindo e passos atrás de mim. Não me pergunte como, mas sabia que era ela. 

— O que está fazendo aqui, Betty? 

— Chelsea me pediu pra vir conversar com você. 

Sobre o que elas falaram? Chelsea não podia descobrir o que aconteceu entre Betty e eu. Ri sarcasticamente. 

— Oh, sério?

 — Sim.

 — Estavam comparando notas? 

— Isso não é engraçado. 

Não era, mas meu mecanismo de proteção de agir como um idiota em horas de estresse saiu com força total. Era tarde demais. E merda, eu queria que ela nos reconhecesse. Apaguei o cigarro.

— Você acha que ela teria te enviado para conversar comigo se ela soubesse que a última vez que nós estivemos juntos estávamos

transando como coelhos? 

A cor fugiu de seu rosto.

 — Você tem que falar desse jeito? 

— É verdade, não é? Ela ia pirar se soubesse. 

— Bem, não vou contar a ela, então não precisa se preocupar. Eu nunca faria isso.

 Os olhos de Betty começaram a se mexer, o que significava que eu estava a afetando. Antigos hábitos eram difíceis de matar. Eu estava viciado agora.

 — Porque você está piscando para mim?

 — Eu não estou... Meus olhos estão mexendo porque... 

— Porque você está nervosa. Eu sei. Você fazia isso quando te conheci. Bom saber que completamos o ciclo.

 — Acho que algumas coisas nunca mudam, não é? Faz sete anos, mas parece que... 

— Foi ontem. — Interrompi. — Parece que foi ontem, e isso é fodido. Essa situação toda é. 

— Isso não deveria ter acontecido. 

Meus olhos pararam em seu pescoço, e não consegui afastá-los. Sabia que ela notaria. Eu me senti possessivo de repente, algo que sabia que não tinha direito de ser. Mas ainda precisava saber que merda estava acontecendo.

 — Onde ele está? 

— Quem? 

— Seu noivo.

— Não estou noiva. Eu estava... Mas não mais. Como você sabia que eu estava noiva? 

Tive que olhar pra baixo. Não podia deixá-la ver como essas notícias me afetavam.

 — O que aconteceu? 

— É uma longa história, mas fui eu quem terminou. Ele se mudou pra Europa a trabalho. Não era pra ser. 

— Você está com alguém agora? 

— Não. 

Merda. Ela continuou.

 — Chelsea é muito legal. 

— Ela é maravilhosa; uma das melhores coisas que já me aconteceu, na verdade. 

Ela era. Eu amava Chelsea; eu amava. Eu nunca poderia feri-la. Precisava convencer a Betty e a mim que Chelsea era a pessoa certa. Era errado o fato que ouvir que Betty estava solteira me deixava tão animado.

 Betty rapidamente mudou de assunto para Fp e minha mãe. Estava começando a chover, então usei isso como desculpa para entrar. Ela não foi.

Então, seus olhos começaram a se encher de lágrimas. De repente, meu coração parecia que estava se partindo. Precisei lutar contra essas emoções, e eu só sabia uma forma de fazer isso com Greta: sendo um idiota. Explodi com ela.

 — O que você está fazendo? 

— Chelsea não é a única que está preocupada com você. 

— Ela é a única que tem o direito de estar. Não precisa se preocupar comigo. Eu não sou da sua conta. 

Meu coração estava batendo rápido em protesto ao que tinha acabado de sair da minha boca porque lá no fundo, queria que ela se importasse. Ela estava ferida. Eu a magoei de novo, e mesmo assim precisava lutar contra esses sentimentos. 

— Quer saber? Se eu não me sentisse tão triste pelo que você está passando agora, mandaria você beijar minha bunda. — ela disse. Suas palavras vibraram diretamente no meu pau. Senti a urgência de agarrá-la e beijá-la. Eu precisava esquecer isso. 

— E se eu quisesse ser um idiota, eu diria que você está louca para que eu beije sua bunda porque você se lembrou do quanto ama quando eu faço isso. 

Que merda foi essa que eu disse? Eu precisava sair antes que fizesse algo ainda mais estúpido, se bem que seria difícil superar isso. Enquanto passava por ela, eu disse. 

— Cuide de sua mãe hoje à noite. 

Então a deixei ali no jardim. Quando abri a porta, dei um beijo forte em Chelsea para me obrigar a parar de pensar em Betty. 

{...}

O velório foi mais difícil do que eu esperava, de várias formas. Me recusei a olhar o caixão. Não conhecia ninguém. Não me encaixava aqui. As vozes se fundiram. Não ouvia nada. Não via nada. Contava os minutos para poder voltar ao avião. Chelsea me mantinha em pé. 

A única vez que senti dor foi quando olhei para Betty. Fui para um lugar para fugir de tudo, e acabei me encontrando com ela. Ela tentou fingir que não me viu quando saiu do banheiro, mas sabia que era a oportunidade de me desculpar pelo meu comportamento anterior. 

Não esperava que ela usasse aquele momento para dizer que ainda sentia algo por mim. Quebrou toda minha resolução. Tudo nesse dia tinha me enfraquecido. Seu cabelo estava preso, e em algum ponto, envolvi a mão em seu pescoço. O trauma de toda essa experiência tinha embaçado meu julgamento. Era irreal, como se estivesse sonhando. Mas não tinha nada que eu precisasse mais nesse momento. 

Os passos de Chelsea interromperam meu transe. Ela tinha vindo me ver, mas não viu nada. Me senti culpado quando olhei em seus olhos amorosos. Ela estava preocupada comigo e eu, enquanto isso, estava no meio de algum tipo de sonho. Eu me odiava.

 Logo depois de subirmos, insisti que saíssemos mais cedo e achássemos uma carona para a casa de Greg e Clara. Estava desesperado para lavar toda a marca de Betty de minhas mãos e mente, então praticamente ataquei Chelsea quando chegamos no quarto. Disse que precisava de sexo ali, naquele momento. Ela não questionou, apenas começou a se despir. Ela era esse tipo de namorada. Ela me amava incondicionalmente mesmo no meu estado maníaco. O problema era que… O que o meu corpo realmente queria não estava no quarto.

 Enquanto me movia dentro e fora de Chelsea, fechei meus olhos e só vi Betty: o rosto de Betty, o pescoço de Betty, a bunda de Betty. Foi a coisa mais baixa que já fiz. Culpa me consumiu, e parei imediatamente.

Sem explicação, corri ao banheiro e liguei o chuveiro. A necessidade de alívio era imensa. Comecei a me masturbar ante uma imagem de Betty de joelhos me olhando enquanto cobria seu pescoço com meu gozo. Isso me fez gozar em um minuto.

Eu era doente. Depois que me recuperei do orgasmo, me senti pior que antes. Aquela noite, meus pensamentos se revezavam entre Betty e Fp. Não dormi. Fp ganhou na maioria das vezes enquanto imagens dele me atormentavam. Chelsea iria embora para California antes por causa do casamento de sua irmã. Não conseguia imaginar como suportaria o enterro sem Chelsea para me apoiar… Ou me manter afastado de Betty. 

{...}

Não olhe para cima. Era o que eu me dizia no funeral . Não olhe para o caixão. Não olhe para Betty. Apenas continue encarando o relógio, e cada minuto passado será um passo mais perto de acabar. Essa regra funcionou até que fomos para o cemitério, nesse ponto eu pirei e acabei no Honda de Betty indo Deus sabe para onde. 

Precisava fumar, mas a necessidade não era grande o suficiente para parar o carro. Tudo estava borrado: o funeral, meu ataque de pânico e agora, até as árvores que se alinhavam ao longo da estrada enquanto Greta dirigia tão rápido que elas se fundiram em uma linha verde. Tudo estava embaçado. Continuei olhando pela janela pelo que pareceram horas até que ela falou. 

— Mais uns 20 minutos e então pararemos em um lugar, ok? 

Olhei para ela. Ela estava cantarolando. Doce Betty. Merda. Meu peito estava apertado. Fui tão idiota com ela e agora eu estava praticamente de carona. Ela me salvou de mim mesmo essa tarde, e não fiz nada para merecer isso. Não tinha energia de lhe dizer o quanto isso significava pra mim, então apenas disse: 

— Obrigado.

 Um fio de seu cabelo loiro estava na minha calça preta. O enrolei na mão e finalmente relaxei o suficiente para dormir. Era a primeira vez que dormia em dias. Acordei delirando. Quando me dei conta de onde ela tinha me levado, senti vontade de rir. Um cassino. Era brilhante. 

Quando entramos no prédio, Betty começou a tossir incessantemente e reclamar da fumaça. Era estranho, mas meu desejo de fumar tinha passado. A adrenalina de estar naquele ambiente tinha tirado meu foco dos problemas. Eu estava pulsando.

— Tente se divertir, irmãzinha. — A provoquei sacudindo seus ombros e me arrependi imediatamente de por as mãos nela porque, aparentemente, meu corpo não era confiável. 

— Por favor, não me chame assim. 

— Como prefere que te chame? Ninguém nos conhece aqui. Podemos inventar nomes. Estamos ambos de preto. Parecemos membros da máfia.

 — Qualquer coisa menos irmãzinha. O que você quer jogar?

 — Quero ir a uma das mesas. E você? 

— Aos caça-níqueis. Caça-níqueis.

Deus, ela era fofa. 

— Caça-níqueis? Você está selvagem hoje, hein? 

— Não ria.

 — Não se vai a um cassino como esse para jogar nas máquinas, especialmente nos caça-níqueis. 

— Não sei como jogar nas mesas. 

— Posso te ensinar, mas precisamos de bebidas antes. — Pisquei para ela. — Álcool antes do pôquer, sempre.

 Seu rosto ficou rosa. Quase tinha me esquecido de como adorava deixá-la envergonhada. Ela revirou os olhos. 

— Bom, algumas coisas nunca mudam. Pelo menos você voltou a fazer piadas sujas. Isso quer dizer que fiz algo certo hoje. 

— Sério, essa ideia... — Olhei para o caos ao nosso redor e depois para ela. — Vir aqui... Foi perfeito. 

O que desejava lhe dizer era que passar um tempo com ela de forma tão inesperada era a melhor parte. 

Compramos algumas fichas, e fui comprar algumas bebidas. Estava me sentindo bem até voltar para onde Betty estava esperando. Um gordo com chapéu de vaqueiro tinha batido em seu traseiro enquanto ela estava ao seu lado. Sem pensar, meu corpo entrou no modo de combate. 

— Me diga que eu não vi esse idiota te bater na bunda. — Dei a ela as bebidas. — Segure isso.

 O segurei pelo pescoço. Precisei das duas mãos para passar em volta de seu pescoço gordo.

 — Quem você acha que é para por as mãos nela desse jeito? 

Ele levantou as mãos.

 — Não sabia que ela estava acompanhada. Ela estava me ajudando.

 — Parecia que você estava ajudando a si mesmo. — Acidentalmente cuspi nele enquanto falava então o arrastei até Betty.

— Se desculpe. 

— Olhe cara... 

— Se desculpe. — Eu gritei enquanto apertava seu pescoço. 

— Sinto muito.

Minhas orelhas pulsavam. Ainda queria matá-lo. Betty implorava. 

— Vamos, Jug. Por favor, vamos. 

Seu rosto assustado me fez perceber que bater no cara não valeria a pena. Peguei minha bebida e comecei a me afastar. Então, o ouvi dizer. 

— Tem sorte de chegar agora. Ia pedir a ela para soprar meus dados.

 Eu perdi o controle, indo em sua direção e quase ferindo Betty que tentou usar seu pequeno corpo como escudo. Acabou molhada com as bebidas que caíram nela.

 — Jug, não! Podemos ser expulsos. Por favor. Eu estou te implorando. 

Me dei conta naquele momento que se tocasse nele ou o mataria ou o feriria gravemente. Precisava me afastar.

 — Agradeça a ela por ainda ter um rosto. — Ainda fervia quando saímos da sala. A única vez que tinha feito aquilo também foi em defesa de Betty. Agora eu a protegia como um irmão ou ex-amante? Essa era a questão. Seu cabelo estava bagunçado, e seu vestido molhado.

 — Merda, Betty. Você está uma bagunça.

 Na verdade, nunca esteve mais bonita. Ela riu. 

— Uma bagunça gostosa.

 — Vamos. Vou te comprar uma roupa nova.

 — Tudo bem. Só estou um pouco molhada. 

Um pouco molhada. Merda. Não pense nisso, Jughead. 

— Não, não está bem. É minha culpa.

 — Vai secar. Vamos fazer assim, se ganhar algo hoje à noite, pode gastar tudo numa nova roupa para mim numa dessas lojas caras. É a única forma que eu o deixarei gastar dinheiro comigo.

 Me senti um idiota, e sabia que não sairia até que pudesse comprar o melhor vestido para compensar o que eu fiz. Depois que fui pegar mais bebidas, disse a ela que era melhor ficarmos separados enquanto jogava. Existiam muito idiotas jogando pôquer, e não queria bater em ninguém.

Betty não sabia como era atraente. Surpreendeu-me que ela apenas tivesse ouvido e concordado em esperar. Quando me sentei à mesa, meu telefone vibrou.

 Betty: Porque se importa se outros caras derem em cima de mim? Você não deveria se importar. 

Merda. Não deveria ser uma surpresa ela me chamar atenção. Ela estava certa. Eu estava sendo egoísta. Eu não estava com medo de algum cara dar em cima dela. O que me dava medo era a possibilidade de ter que ver enquanto ela devolvia o interesse. Ela era solteira, e eu não. O que a pararia? Eu era ciumento como sempre, e não tinha o direito de ser. Era irracional e errado.

Então não a respondi, porque não havia uma boa resposta. Não conseguia me concentrar e ficava perdendo. Minha mente estava focada na mensagem e no meu comportamento inaceitável. Peguei meu telefone e olhei fotos de Chelsea numa tentativa de me lembrar a quem eu pertencia. Passei pelas fotos: nossa viagem a San Diego, ela e minha mãe cozinhando, nós nos beijando, nosso gato Dublin… O anel que ela ainda não tinha visto. Tentei voltar a atenção ao jogo, mas a pergunta de Betty continuava me consumindo. Então, respondi com o que parecia ser verdade. 

Jughead: Sei que não deveria me importar. Mas quando é você, o que deveria estar sentindo nunca é o que eu sinto.

 Uns vinte minutos depois, eu já tinha perdido 200 dólares quando ela me encontrou e esfregou mil dólares em meu rosto. Não acreditava que ela tinha ganhado isso tudo em caça níqueis. 

— Merda, Betty! Parabéns!

 Quando lhe dei um abraço, pude sentir como seu coração batia rápido. Disse a mim mesmo que era porque ela tinha ganhado e não pelo mesmo motivo que o meu coração estava explodindo.

 Decidimos procurar um lugar para comer e optamos por uma churrascaria. Durante a refeição, estava pensando sobre uma mensagem que recebi mais cedo de um número desconhecido. Nela só havia o número 22 e tinha chegado exatamente às 22h22min. 22 de fevereiro era o aniversário de Fp. Eu tinha certeza que a mensagem era dele, que era sua forma de mexer comigo do além. Então, não estava tocando na comida. Betty, ao contrário, não teve problemas em terminar meu bife e o dela. Mergulhou a carne no molho. Eu lhe provoquei.

 — Que tal um pouco de carne nesse molho?

 — Eu adoraria. Isso me lembra do meu pai. Ele costumava colocar molho em tudo. 

Vê-la comer me tinha feito sorrir. Ela não tinha como saber o quanto significava para mim que ela estivesse ali. Eu tinha pirado de mil formas diferentes e ainda assim ela estava ali… Com molho em todo rosto. Ela me viu sorrir.

 — O quê? — Perguntou com a boca cheia. Peguei meu guardanapo e limpei sua boca.

 — Nada, desastrada.

 De repende me dei conta: amanhã poderia ser a última vez que averia. Meu corpo inteiro se tencionou. Esse dia me fez sentir de tudo. Outra coisa me atingiu: a pergunta para sua mensagem mais cedo, a razão porque me incomodava se outro cara aparecesse. Consegui deixála ir uma vez porque achei que ela estava feliz e com alguém que a amava.

Tudo que acreditei para superá-la era uma mentira. Perceber isso agora me fez sentir tudo de novo, mesmo que eu não pudesse lidar com isso. 

Encostei minha cabeça no sofá e suspirei. Ler o que ele pensava estava me matando. Precisava parar um pouco de ler porque estava me sentindo ansiosa sobre para onde o livro estava indo. Eu já estava atrasada para o aniversário da minha amiga. Não poderia faltar porque fui uma das organizadoras. Decidi que tomaria um banho, me vestiria e levaria o kindle comigo para ler sempre que pudesse.

O aparelho mostrou que só faltava 15% do livro para terminar. Achei que não teria problemas em terminálo em público.

Você sabe o que dizem sobre achar coisas. 


Notas Finais


Se preparem para os próximos capítulos


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