História Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 25


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hal Cooper, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Adaptação, Bughead, Falice, Riverdale
Visualizações 814
Palavras 1.373
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Preparados ?

Capítulo 25 - Capitulo Vinte e Três


Fanfic / Fanfiction Meu querido Meio-Irmão - Bughead - Capítulo 25 - Capitulo Vinte e Três

Ainda considero um milagre ter sobrevivido àquela noite sem fazer nada.Betty acabou me mandando uma mensagem dizendo que estava com insônia. Imediatamente liguei para ela e conversamos até que ela adormecesse, algo em torno de 4h da manhã. Fiquei no telefone ouvindo sua respiração. 

A viagem de volta pra casa na manhã seguinte foi dolorosa. Uma serra elétrica não seria suficiente para cortar a tensão no ar. 

Betty me levaria ao aeroporto. Acabamos parando na casa de sua mãe primeiro. Voltar àquele lugar onde tudo começou foi mais difícil do que eu achei. Betty me serviu um pouco de seu sorvete caseiro. Foi nostálgico dividir a mesma vasilha com ela. Por alguma razão, apesar de tudo que vivemos em nossa pequena aventura, aquele momento foi o mais significativo e a melhor forma de me despedir.

 Tive que largar meu Kindle quando Hetty entrou no banheiro. Ela devia achar que eu era patética. 

— Aqui está você. Estávamos te procurando. 

— Oh, perdi a noção do tempo. Você ainda não tinha chegado, então vim aqui relaxar um pouco antes da festa começar. — A abracei. — Feliz aniversário, querida.

 — Obrigada. Você estava lendo? 

— Sim. — eu ri e acenei como se não fosse nada. — Sabe como é quando você começa um livro e não consegue largá-lo.

— É obsceno? 

Tive que pensar sobre isso. 

— Na verdade não. 

— Ok. Bem, vamos lá! Quase todo mundo já chegou. 

A segui e imediatamente corri até o bar para pedir outra soda com vodka. Jurando não pegar o livro pelo menos pela próxima hora, andei pelo salão e me vi olhando as pessoas conversando, mas sem saber o que elas estavam dizendo. Suas bocas se mexiam, mas meu cérebro não processava as palavras; minha mente ainda estava em Jughead.

 Assim que a hora passou, voltei ao banheiro. Meus amigos provavelmente pensariam que eu estava cheirando cocaína, mas precisava terminar o livro, já que estava tão perto do fim. Dessa forma, eu poderia terminar a noite sem preocupações. Respirei fundo. 

Betty não me olhou na viagem até o aeroporto. Todos os momentos que compartilhamos, e ela nem ao menos me olhava. Tudo se resumia a isso, e eu não poderia culpá-la. Eu estava partindo e não sabia o que dizer a ela. Praticamente passamos pelo céu e o inferno nas últimas 24h e agora eu estava simplesmente partindo… De novo.

Quando saímos do carro no aeroporto, ventava forte. Era quase como uma cena de filme. Essa era a cena triste onde você ouvia uma música dramática. O som dos aviões partindo fazia ainda mais difícil pensar em algo para dizer. O que dizer a alguém que você estava abandonando pela segunda vez? Ela se abraçou e estava olhando para todos os lugares, menos para mim. Finalmente, eu disse.

 — Olhe para mim. 

Betty balançou a cabeça repetidamente, e uma lágrima escorreu por sua bochecha. Era oficial, eu era a pior pessoa da Terra.

Meus olhos começaram a se encher de lágrimas porque não podia tirar a dor que ela estava sentindo, porque não podia fazer a única coisa que ela queria: ficar. Ela estava me distraindo. 

— Está tudo bem. Vá. Por favor. Me mande uma mensagem se quiser. É só que... Não posso prolongar essa despedida... Não com você.

 Ela estava certa. Não terminaria bem, então pra que prolongar? 

— Ok. 

Ela tremeu quando se inclinou e me deu um rápido beijo na bochecha. Correu de volta ao carro e bateu a porta antes que eu pudesse reagir. Ainda sentia o calor de seus lábios no meu rosto enquanto caminhava para o aeroporto. 

Queria olhá-la uma última vez, então me virei. Grande erro. Através do vidro, vi que sua cabeça e stava no volante. Imediatamente corri para o carro e bati na janela. Ela se recusou a levantar a cabeça e ligou o carro, então eu bati mais forte. Ela finalmente se virou e saiu do carro, limpando as lágrimas.

 — Você esqueceu algo?

 Antes que me desse conta, estava beijando-a. Meu coração tinha tomado conta nesse ponto. Não abriria os lábios porque tinha me convencido que isso era inocente desde que não sentisse seu gosto. Era um beijo firme, desesperado, e nem sabia o que significava. Eu me sentia vazio e confuso.

 Ela interrompeu o beijo.

 — Saia daqui. Você perderá seu voo. 

Minhas mãos ainda estavam em seu rosto. 

— Nunca superei ter te ferido a primeira vez, mas te ferir duas vezes... Acredite quando digo que essa era a última coisa que eu queria na vida.

 — Porque você voltou?

 — Me virei e te vi chorando. Que idiota sem coração te deixaria dessa forma?

— Bem, você não deveria ter visto isso. Deveria ter continuado andando porque agora está piorando tudo. 

— Não queria que fosse a última coisa que eu visse.

 — Se você realmente a ama, não deveria ter me beijado. — ela gritou. 

— Eu a amo. — disse de forma defensiva. Olhei para o céu porque precisava de um minuto para pensar. Como explicar o que tinha pensado na pista de dança à noite passada? — Quer saber a verdade? Eu também te amo. Não sabia o quanto até te ver de novo.

 — Você ama as duas? Isso é errado, Jughead. 

— Você sempre me disse que queria a verdade. Acabei de dar a você. Sinto muito se a verdade é uma bagunça.

 — Bem, ela tem a vantagem. Você logo se esquecerá de mim. Isso simplificará as coisas. 

Ela estava voltando para o carro.

 — Betty... Não vá embora assim.

 — Não sou eu quem está indo embora. 

Ai. 

Ela foi embora e me deixou ali, o que fazia sentido, pois eu já tinha feito isso com ela… Duas vezes. 

Estava tentado a tomar um taxi e segui-la. Mas voltei para a Califórnia porque pela primeira vez na vida eu precisava fazer a coisa certa. 

Continuei tentando passar para a próxima página esperando que existisse mais da história. Ele não me faria passar por tudo isso só para terminar aí. Quando me mandou o manuscrito me disse que não estava pronto. Provavelmente ele achava que eu não precisava saber mais nada. Desde que o resto da sua vida envolveria ela, não tinha necessidade de me torturar. Entendi isso, e agradecia.

Ele queria que eu entendesse o que ele estava sentindo durante todo aquele tempo para que pudesse encerrar isso e seguir em frente. Bem, bom pra ele. Peguei meu telefone e mandei uma mensagem para ele que pareceria cordial apesar de minha raiva. 

Betty: Terminei. Obrigada. Foi uma leitura maravilhosa. Estou honrada que tenha pedido a mim para ler. A história de sua família me impressionou e explicou muita coisa. Sinto muito que você teve que passar por tudo isso. Eu te entendo bem mais agora e também porque você terminou as coisas desse jeito. 

Merda.

Estava chorando e precisava voltar para os meus amigos. Devastada, estava determinada a usar o resto da noite para esquecê-lo de vez. “Me ajude a afogar minhas mágoas.” — Lembro dele ter dito isso no cassino. Bem, era o que eu precisava agora. 

Meus amigos estavam na pista de dança e me cumprimentaram quando me viram. Eles me puxaram e dançamos juntos por uma hora pelo menos. Quanto mais pensava em Jughead, mais forte e mais rápido balançava os quadris e a cabeça ao ponto que meu cabelo ficou todo bagunçado. Me perdi na música, não queria parar para não sentir a dor que suas palavras tinham causado. Não queria aceitar que a personagem de Elizabeth Cooper não faria mais parte de sua vida.

 Meia hora depois, meu telefone vibrou. 

Jughead: Qual sua teoria do porque eu terminei a história aí? 

Sua pergunta me surpreendeu. Cuidando para não desabar na pista de dança, continuei dançando como se nada tivesse acontecido. Não queria que meus amigos pensassem que havia algo errado. Balancei os quadris e digitei. 

Betty: Porque você não queria me ferir. O resto não tem nada a ver comigo.

 Jughead: Tem certeza disso?

 Betty: O que você quer dizer?

Jughead: Pare de dançar por cinco segundos e talvez eu te conte.

 O quê?

 Antes que pudesse me virar, senti mãos fortes do lado do meu vestido, por trás, me fazendo parar. Elas lentamente me envolveram a cintura e apertaram minha bunda com segurança. Aquela pegada. Aquele cheiro. O jeito que meu corpo respondeu imediatamente.

Não.

Não podia ser. 


Notas Finais


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