História Meu Querido Meio-Irmão - Fillie - Capítulo 23


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Categorias Stranger Things
Tags Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 481
Palavras 845
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Adaptação do livro "Meu Querido Meio-Irmão".

Eu tive alguns problemas essa semana que me atrapalharam a postar (além dos outros, como perder mais capítulos já feitos de Behind The Scene) e que me deixaram um tanto desmotivada, então peço mil perdões por fazer vocês esperarem e eu agradeço de coração quem o fez e não leu o final/todo o livro só para me acompanhar aqui. Saiba que isso foi muito significante pra mim, de verdade.
Última partezinha de MQMI :( Eu amo esse epílogo com a narrativa e momentos do Finn, espero que gostem também e boa leitura!

Capítulo 23 - Epílogo


— Você é o pai do bebê Wolfhard? — Uma coceira estranha tomou conta do meu coração quando a enfermeira falou aquilo.

— Sim. Sou eu. Eu sou o pai.

O pai.

Minha vida toda parecia ter sido definida para ser a antítese de pai. Eu era o filho: o filho bastardo, o filho ruim, o filho estranho. Mas
agora, eu era o pai. Era minha vez de ser... O pai.

— Posso ver sua identificação? — Levantei o braço e lhe mostrei o bracelete de plástico no meu pulso. Queria usá-lo para sempre. Gangrena não seria razão o suficiente para cortá-lo.

— Siga-me. — Ela disse.

Perdi o nascimento. Estava no Canadá visitando minha mãe quando Millie ligou para dizer que a bolsa tinha estourado. Ela estava com
apenas trinta e quatro semanas, então achei que estaria tudo bem se fizesse uma viagem rápida antes do parto. Imediatamente arrumei as malas e voltei quando soube que ela estava em trabalho de parto. Quando me dei conta, Sully ligou para dizer que Millie fez uma cesária de emergência. Entrei em pânico porque nem estava no avião ainda. Sabia que não chegaria a tempo. Impotência tomou conta de mim. Orei provavelmente pela primeira vez. É engraçado como você pode passar a vida inteira se perguntando se Deus existe e de repente, num momento de crise, está implorando para Ele como se nunca tivesse duvidado de Sua existência.

Sully me mandou uma mensagem logo depois que embarquei. Era um foto do meu filho.

Meu filho.

Lembro que estava saindo do banheiro e congelei, encarando o celular. Olhei em volta como se todo mundo soubesse que esse era um
momento monumental na história do universo. A mensagem dizia que o bebê tinha sido levado para a UTI neonatal, mas estava bem. Millie
estava bem. Estava tudo bem. Obrigado, Deus. Juro que nunca mais duvidarei de Você novo.

Lágrimas encheram meus olhos enquanto olhava para a foto. Acho que a encarei durante todo o tempo da viagem. Quando finalmente cheguei ao hospital, Millie estava dormindo e não quis acordá-la, mas não poderia mais esperar para conhecer meu filho. A enfermeira me levou até onde ele estava dormindo, na incubadora. Se eu achei que a foto tinha me deixado sentimental, nada se comparava a vê-lo pessoalmente, ver seu peito subir e descer.

— Ele está respirando por conta própria, e seus sinais vitais estão estáveis. Só precisará ficar aqui cinco ou seis dias.

— Posso segurá-lo?

— Claro. Só precisa lavar suas mãos com sabão antibactericida e colocar essa máscara.

Eu imediatamente fui para pia e coloquei a mascara de papel. Ela o pegou e entregou para mim. Seu corpo estava envolto em uma
manta e era leve como uma pena. De repente, fiquei aterrorizado, não apenas preocupado em mantê-lo seguro pelo resto da vida, mas
preocupado até com a viagem para casa. Era tão frágil, e mesmo assim aquele ser pequeno representava tudo que importava no mundo para
mim. Era como segurar o mundo nas mãos. Queria levá-lo para casa em algo indestrutível. Queria protegê-lo de tudo. Olhar para seu rosto me fez perceber que tudo que passei na vida deveria acontecer exatamente como aconteceu. Não aceitaria de outra forma se significasse não ter essa pessoa em minha vida. Tinha o nariz de Eric, que também era de Patrick. Que irônico que apesar de todo o ódio, o amor era espalhado nas semelhanças.

Arrepios correram por mim quando me dei conta que hoje, seu nascimento, era dia 11, mas não deixei que isso me afetasse.

— Ei, carinha. É o papai. Eu sou seu papai. — Seus olhos piscaram e ele começou a se contorcer nos meus braços.

— Não precisa acordar. Estarei aqui. Você não conseguirá se livrar de mim por muito tempo.

Ele abriu a mãozinha e observei seus dedos agarrarem meu dedo. Eu me questionei como tinha inspiração para escrever antes dele. Sabia que de agora em diante, tudo viria do meu filho.

Deixar para trás toda a raiva do passado seria mais necessário que nunca. Não existiria mais espaço para isso no meu coração. Precisava de todo espaço para ele. Foi naquele momento, segurando meu filho, que eu soube que realmente tinha perdoado Patrick e Eric. Eles tinham me ensinado como não ser pai. Compensaria seus erros dando a meu filho mais amor do que ele precisaria. Poderia parecer estranho, mas agradeci a Eric pelo que ele tinha me dado. Em vida, me levou ao meu verdadeiro amor. Em morte, tornou possível encontrá-la de novo. Através da morte, existia a vida. Através do ódio existia o amor. Olhei meu filho.

— No fim, existe você, e isso faz tudo ter valido a pena.

Do mesmo jeito que você poderia embaralhar as letras de uma palavra e formar outra, assim era a vida. Pode ser definida pelas
provações ou pelas bênçãos. Dependia de como você olhava. Então uma vez esse livro foi feito para ser uma história trágica, então virou uma
história de amor, um romance imperfeito, mas épico. Reorganize as letras de romance e você tem Cameron. 

Millie pensou nisso sozinha. Foi seu primeiro anagrama.

Amo você, Cameron.

 

 

 

Fim!


Notas Finais


Gente. Uau. Acabou.
Eu só queria, mais uma vez, agradecer a quem acompanhou a adaptação dessa obra linda, que ganhou meu coração e que não aguentei, tive que compartilhar para mais pessoas conhecerem. Eu fico extremamente feliz por cada um de vocês que acompanharam as postagens - que foram MUITO difíceis -, eu demoro horas, literalmente, pra conseguir publicar cada capítulo e o reconhecimento de vocês foi fundamental e, apesar das demoras habituais - hahahaha - me fizeram não desistir. Agradeço claro, a Penelope Ward, que se não fosse por ela, nada disso aqui seria possível e eu desejo à essa mulher todo sucesso do mundo. Eu quero me desculpar por ultimamente não estar respondendo todos os comentários, mas é que realmente gente, eu não consigo, por conta do tempo. No entanto, eu leio e releio MIL vezes, e é cada sorriso que se espalha no meu rosto, que vocês não tem ideia. Me inspira e me motiva, é um retorno ao que dou a vocês que faz com que eu me sinta honrada. Somos uma família e friso, mais uma vez, que estou aqui mais que como escritora, mas como amiga de vocês, quaisquer coisas, - sério -, podem me chamar.

E agora, vou ao assunto que muita gente tava querendo que chegasse, que infelizmente vou ter que adiar pra hoje às 3 da tarde. (horário de Brasília). Eu vou fazer o sorteio do livro MQMI com os nomes que estão na lista lá no Strangers Club. Se você ainda não colocou o seu, corre lá que dá tempo. (Ou não se você estiver lendo isso depois das 3 kkkk) O link do grupo se encontra um ou dois capítulos atrás. O resultado vou mandar no privado pra pessoa e também postarei aqui, porque sim, só pra encerrar o ciclo. Então é isso, ficou maior que o epílogo, meu Deus.
Obrigada mais uma vez, encham isso aqui de comentários hein?! BORAAAAA SERÁ QUE CHEGA NOS 100? KJSIDJSI A LOCA.


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