História Meu querido meio-irmão - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Irmão, Naruto Uzumaki, Sakura, Sakura Haruno, Sasuke, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Stepbrother
Visualizações 1.726
Palavras 2.543
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá babes, minhas aulas voltaram e como não falta muito pra fic acabar a frequência de postagem vai ser um pouco menor.

Espero que gostem, bem vindos a nova fase da fic.

Boa leitura!

Capítulo 12 - Parte II - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Meu querido meio-irmão - Capítulo 12 - Parte II - Capítulo 12

— O Fugaku está morto.

Em um primeiro momento, pareceu ser um sonho. Foi no meio da noite, e eu tinha bebido muito em uma saída com meus amigos, em Greenwich Village, na noite anterior. Quando o telefone tocou, às três da manhã, meu coração começou a bater mais forte, e só ouvir aquelas palavras, logo de cara, o fez parar de uma só vez.

— Mãe?

Ela perdeu o fôlego com tantos soluços.

— Fugaku morreu, Sakura. Teve um ataque cardíaco. Estou no Konoha Memorial. Não conseguiram salvá-lo.

— Mamãe, respire. Por favor.

Minha mãe estava chorando incontrolavelmente, me fazendo me sentir impotente, porque não havia nada que eu pudesse fazer do meu apartamento em Suna.

O casamento dela com Fugaku permaneceu intacto por anos, embora, nos últimos meses, estivessem passando por tempos difíceis. Fugaku nunca demonstrou, com minha mãe, o mesmo desrespeito que tinha para com Sasuke, mas sempre tivera um temperamento cheio de altos e baixos, com o qual era difícil conviver.

A verdade era que minha mãe tinha perdido sua alma gêmea quando meu pai morrera, muitos anos atrás. Seu casamento com Fugaku tinha muito mais a ver com conveniência e estabilidade.

Mesmo com seu salário modesto de vendedor de carros, ele provinha nosso sustento muito bem.

Minha mãe nunca trabalhou, e não era do tipo que se virava bem sozinha. Fugaku foi a primeira pessoa com quem ela se envolveu após a morte de papai. Eu sempre tive a impressão de que Fugaku era muito mais apaixonado por ela do que ela por ele. Mesmo assim, perdê-lo iria colocar seu mundo de cabeça para baixo. Comigo vivendo longe dela, ele se tornou seu mundo inteiro, sem mencionar que era o segundo marido que perdia prematuramente. Eu não sabia como ela iria lidar com isso.

Comecei a tremer.

— Ah, meu Deus! — Respirei fundo na tentativa de me recompor. — Sinto muito. Sinto muito, mãe.

— Ele morreu antes que eu conseguisse chegar ao hospital.

Levantei-me e, imediatamente, tirei uma mala pequena do armário.

— Olha, eu vou ver onde consigo alugar um carro a essa hora. Vou tentar chegar aí pela manhã. Fique em contato comigo por telefone e me avise quando chegar em casa. Tem alguém com você?

Ela fungou.

— Minato e Kushina.

Isso me fez me sentir melhor. Minato era um dos amigos mais antigos de Fugaku, que se mudou com sua esposa para Konoha alguns anos depois de conseguir uma transferência do emprego.

Quando eu, finalmente, consegui encontrar uma locadora de carros aberta, peguei a estrada, e já era por volta das cinco da manhã.

Durante as quatro horas de viagem até Konoha, minha mente encheu-se de pensamentos sobre o que significaria a morte de Fugaku. Será que eu teria de deixar meu emprego na cidade e voltar para Konoha por causa da minha mãe? Será que ela teria que trabalhar pela primeira vez na vida para se sustentar? Quanto tempo eu demoraria para encontrar um trabalho? E foi então que me lembrei.

Sasuke.

Sasuke.

Ah, meu Deus, Sasuke.

Será que ele sabia sobre Fugaku? Será que ele viria para cidade, para o enterro?

Será que eu teria que encará-lo?

Minha mão agarrava o volante ansiosamente, enquanto a outra trocava a música no rádio, sem conseguir encontrar nada que pudesse abafar o barulho na minha cabeça.

Mesmo depois de sete anos, e de um noivado frustrado com outro homem, minha única desilusão amorosa continuava nas mãos de meu meio-irmão. Agora, meu coração se partia por causa dele de uma forma diferente; não só porque minha mãe estava perdendo seu marido, mas porque Sasuke tinha acabado de perder o pai.

Fugaku era muito jovem para morrer. Além disso, por mais que sua relação com Sasuke fosse horrível, o fato de eles nunca terem feito as pazes me entristecia. Nada mexia tanto com minhas emoções quanto pensar no meu meio-irmão. Mesmo me separando de mamãe e Fugaku, nada nunca mudou.

Dois anos depois de me formar na faculdade de Konoha, me transferi para uma universidade em Suna, onde me especializei em Artes. Assim que saí da escola, consegui um emprego administrativo na cidade. Já estava vivendo em Suna há três anos, quando conheci Lee.

Ficamos juntos por dois anos. Lee trabalhava com venda de softwares e viajava muito. Moramos juntos por um ano, até que seu chefe solicitou que fosse transferido para um cargo na Europa. Ele o aceitou sem nem discutir comigo, e, quando me recusei a me mudar com ele, acabamos terminando. Sua mudança me obrigou a tomar uma decisão que acabaria tomando mais cedo ou mais tarde. Ele era um homem bom, mas não tínhamos a paixão que eu tanto desejava. Mesmo no início do nosso relacionamento, nunca houve a adrenalina ou o frio na barriga que experimentei durante o breve tempo que passei com Sasuke. Quando aceitei o pedido de Lee, esperava que as coisas mudassem e que eu passasse a amá-lo como ele merecia. Isso nunca aconteceu.

Eu tive dois namorados antes de Lee, e aconteceu a mesma coisa. Sempre comparava meus sentimentos por ele à minha louca atração por Sasuke. Por mais que eu soubesse que Sasuke já tinha saído da minha vida, eu não podia evitar comparações com ele, tanto sexual quanto intelectualmente. Por mais que não demonstrasse na superfície, Sasuke era profundo. Possuía muitas camadas, e sua escrita mostrava isso. E devia haver muito mais que eu nunca chegara a conhecer ou desvendar. Eu queria encontrar alguém com as mesmas qualidades que ele. Uma coisa que meu tempo com Sasuke demonstrou foi que, desejo sexual e um sentimento pleno, eram tão importantes para mim quanto conexão emocional.

Meus outros namorados eram caras legais, mas simples demais. Era triste, mas eu preferia ficar sozinha do que me entregar a alguém que não me provocava nenhuma faísca. Eu esperava que, algum dia, ainda chegasse a sentir uma química real com alguém.

Ver a placa Bem-vindo a Konoha me deixou ansiosa. Havia muitas coisas que eu ainda não sabia a respeito do que iria acontecer nos próximos dias. Eu tinha de ajudar minha mãe com o funeral, e isso com certeza iria acionar flashbacks daquele período horrível, quando tivemos que fazer a mesma coisa pelo meu pai.

Quando estacionei na frente da casa, o carro de Fugaku estava parado à esquerda, e eu me encolhi só de vê-lo. Usei minha chave para entrar e encontrei minha mãe olhando fixamente para uma xícara de chá, na cozinha, com as luzes apagadas. Ela nem percebeu, quando entrei no cômodo.

— Mãe?

Minha mãe olhou para mim, com olhos vermelhos e inchados. Corri na direção dela e a abracei.

As louças sujas do jantar de mamãe e Fugaku da noite passada ainda estavam na pia, me fazendo pensar em como a vida podia mudar em um instante.

— Estou aqui, agora. Estou aqui. Só precisa me dizer o que tenho de fazer. Vai ficar tudo bem.

Vou te ajudar a passar por isso. Você vai ficar bem.

Ela falou, ainda olhando para a xícara:

— Ele acordou no meio da noite reclamando de dores e desmaiou antes que os paramédicos chegassem aqui.

Acariciei suas costas.

— Sinto muito.

— Obrigada por estar aqui, Sakura.

— Onde… Você sabe… Onde ele está agora?

— Eles o levaram para a casa onde vai acontecer o velório. Kushina está arranjando tudo para mim. Ela e Minato têm sido maravilhosos. Eu não iria suportar fazer isso… outra vez.

Abracei-a com mais força.

— Eu sei.

Naquela noite, dormi perto da minha mãe para não deixá-la sozinha. Parecia surreal dormir onde Fugaku tinha dormido há apenas uma noite, mas, agora, ele tinha partido.

[…]

O dia seguinte foi como um borrão na minha mente: as pessoas começavam a deixar tortas e flores na nossa casa, enquanto minha mãe ficava dentro do quarto, só chorando. Ino passou para demonstrar seu respeito. Acabamos nos separando desde que me mudei, mas sempre marcávamos de nos encontrar, quando eu vinha para casa, mesmo que fosse só para tomarmos um café juntas.

Então, quando minha mãe tirou uma soneca, naquela tarde, eu e Ino fomos até uma cafeteria da esquina. Era só um pequeno pedaço de normalidade, naquela época surreal.

— Quanto tempo de folga do trabalho você pode tirar? — Ela perguntou.

— Eu só liguei para eles nesta manhã. Eles me deram um dia, e eu tirei o resto da semana de férias. Posso levar minha mãe comigo para a cidade, até decidir como as coisas vão ficar.

— Alguém já falou com Sasuke?

Só a menção de seu nome me fez sentir um nó no estômago.

— Minato e Kushina estão entrando em contato com as pessoas. Tenho certeza de que já ligaram para ele. Mas ele e Fugaku já não estavam se dando bem há algum tempo, então não tenho certeza se ele virá.

— E o que você vai fazer, se ele vier?

Dei uma mordida nervosa no meu bolo de baunilha.

— O que eu posso fazer?

Ino sabia sobre minha noite com Sasuke. Contei para ela por alto, mas mantive alguns detalhes em segredo. Alguns eram íntimos demais para serem compartilhados, e eu não queria demonstrar o quanto a experiência tinha significado para mim. Por mais que tivesse durado apenas uma noite, mexera comigo de várias formas, e acabou com futuras expectativas.

Ela deu um gole no café.

— Então, eu acho que você só tem de esperar para ver…

— Minha mãe é minha prioridade. Não posso perder o sono pensando se Sasuke vem ou não.

Mas só conseguia pensar nisso.

Naquela noite, Minato e Kushina levaram minha mãe e eu para jantar. Eles insistiram em tirá-la de casa quando lhes contei que ela passou a maior parte do dia chorando em seu quarto, enquanto pessoas aleatórias passavam para deixar comida.

Durante o jantar, minha mãe ficou quieta e mal tocou em seu frango, ou nos bolinhos. Mas bebeu muito vinho. O funeral estava marcado para depois do dia seguinte. O aperto em meu estômago crescia a cada segundo.

Eu só precisava saber.

Eu finalmente perguntei.

— Entrou em contato com Sasuke? — Engoli em seco por antecipação pela resposta de Kushina.

— Sim, falei com ele hoje. Ele ficou triste quando lhe contei, mas não sei se vem.

Só saber que ela tinha falado com ele fez com que meu coração batesse mais rápido.

— Onde ele está?

— Ainda está morando na Tokyo, com Mikoto.

— Você tem o telefone dele?

Ela olhou para o marido e respondeu, hesitante:

— Humm… Minato manteve contato com ele. Sabemos que ele e Fugaku tinham um péssimo relacionamento. Minato tentou interferir, anos atrás. Ele e Sasuke meio que ficaram próximos, depois disso. Fugaku nunca soube.

Olhei para Minato, como se ele estivesse guardando para si as informações que mais me importavam no mundo.

— O que ele tem feito? — Minha voz soou insegura.

— Ele se formou na faculdade, conseguiu sua licença para trabalhar. Está trabalhando com crianças carentes. Faz seis meses que falei com ele pela última vez.

— Sério?

Uau.

Aquilo era mais informação do que eu tinha recebido em anos. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, por saber que ele estava indo bem, mas que não o conhecia mais, nem o homem que tinha se tornado.

Pigarreei.

— Então você não sabe se ele vem?

— Não. Ele não disse — falou Kushina. — Acho que ele estava em choque. Passei para ele todos os detalhes.

Meu coração se apertou em agonia ao pensar o que poderia estar acontecendo na mente de Sasuke, onde quer que ele estivesse, naquele momento.

[…]

O cheiro dos lírios me deixava enjoada. Todo mundo parecia estar enviando aquele tipo de flor, que era a que mais exalava cheiro. Ofereci-me para levar um punhado delas para o Cemitério Central.

O funeral estava previsto para começar às quatro, mas, antes disso, precisaríamos passar na casa de Minato e Kushina para um lanchinho rápido.

Minha mãe me acompanhou enquanto colocávamos flores nos cantos dos cômodos, envolvendo o ponto onde o caixão ficaria. Também colocamos fotografias de Fugaku conosco durante os anos.

Entristeceu-me o fato de não haver nenhuma foto de Fugaku com Sasuke.

A casa cheirava a um misto de madeira mofada e purificadores de ar. Eu não estava ansiosa para ver o corpo de Fugaku, muito menos a reação da minha mãe.

Na volta da casa de Minato e Kushina, fiquei segurando a mão da minha mãe. Ela estava melhor do que eu esperava, embora eu estivesse quase certa de que tinha tomado um Xanax para suportar tudo.

Quando chegamos à casa, fiquei aliviada de ver que não havia carros que eu não reconhecesse. Isso significava que seríamos apenas nós quatro.

Meu alívio imediatamente tornou-se pânico quando entrei na capela e vi uma mala preta do lado de fora, no hall de entrada.

Kushina abraçava minha mãe enquanto eu observava, ansiosa.

Nervosa demais para fazer as perguntas que eu queria fazer, fiquei em silêncio enquanto meu peito se apertava. Então, finalmente, respirei fundo e perguntei:

— De quem é essa mala?

— Sasuke está aqui, Sakura. Está lá em cima.

Meu coração começou a bater furiosamente, e eu senti como se não conseguisse respirar. De repente, senti necessidade de mais ar.

— Com licença. — Eu disse, saindo pela porta dos fundos, direto para o quintal.

Eu não estava preparada para vê-lo, por isso comecei a olhar para as tulipas vermelhas do jardim. Parte de mim pensava que ele não viria, por causa de sua instável relação com Fugaku. Mas o medo que vinha carregando nos últimos dois dias era a prova de que outra parte de mim estava se preparando para isso.

Não sabia o que deveria dizer a ele.

A brisa fria da primavera bagunçou meu cabelo, e eu olhei para o céu, como que para me esquivar de uma bomba que ele estava enviando para mim. Talvez eu estivesse recebendo uma resposta, já que um trovão ressoou, à distância.

Chame de intuição ou instinto, mas algo me fez virar e olhar para as portas francesas da sacada do segundo andar, que dava para o jardim, onde eu estava.

Por trás do vidro, eu o vi.

Sasuke.

Ele estava olhando para mim, com uma toalha enrolada na cintura. Sempre imaginei como estaria sua aparência depois daqueles sete anos, mas nem mesmo em meus sonhos mais selvagens eu poderia imaginar como seria, quando o encontrasse.

Seu cabelo negro bagunçado agora estava na altura das orelhas. E ele usava óculos.

Parecia ainda mais sexy com eles.

Mesmo de onde eu estava, conseguia ver o penetrante ônix de seus olhos por detrás das lentes. Seu corpo tatuado estava maior, ainda mais definido do que antes.

Ele levou um cigarro à boca e, mesmo chocada por vê-lo, senti-me desapontada por perceber que tinha voltado a fumar.

Sasuke soltou a fumaça com os olhos fixos nos meus. Não sorria. Apenas olhava para mim com intensidade. Somente seu olhar poderoso já seria capaz de colocar meus sentidos em alerta, de deixar meu corpo fora de sintonia.

Minha cabeça estava doendo, meu olhos estavam molhados de lágrimas, meus ouvidos zumbiam e minha boca estava cheia de água. Meus mamilos estavam rígidos, minhas mãos tremiam, meus joelhos bambeavam e meu coração… eu nem conseguia descrever o que acontecia dentro do meu peito.

Antes que eu pudesse processar tudo isso, uma mulher de cabelos negros, quase azulados, chegou por trás dele e colocou seus braços ao redor de sua cintura.


Notas Finais


Até a próxima, beijos!


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