História Meu querido meio-irmão - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Ino Yamanaka, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Irmão, Naruto Uzumaki, Sakura, Sakura Haruno, Sasuke, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Stepbrother
Visualizações 1.870
Palavras 3.888
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá mores!

Eu não ia postar mais um capítulo esse fim de semana, mas vocês ficaram tão revoltadas com o Sasuke q eu tive que vir.
Sei que vocês estão com ódio por ele ser esse otário kk eu tb tô, mas nao vai ficar assim, eu prometo!

Espero que esse capítulo diminua a raiva de vcs, ou aumente kk eu quero ver o circo pegar fogo!

Bri ama vcs.

PERGUNTA IMPORTANTE NAS NOTAS FINAIS!!!!!!

Boa leitura

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Meu querido meio-irmão - Capítulo 14 - Capítulo 14

Estava um lindo dia, apesar dos humores sombrios. Os pássaros estavam chilreando, o sol brilhava e eu finalmente tinha conseguido dormir. Mas isso não tinha nada a ver com uma típica manhã de primavera em Konoha. Naquele dia, minha mãe teria de enterrar um marido pela segunda vez em sua vida, e Sasuke teria de enterrar o pai.

Eu não tinha reparado, até Hinata me dizer que estava partindo, na noite passada, o quanto de ansiedade sua presença estava me causando. Por mais que eu tivesse de encarar Sasuke outra vez, já não me sentia tão horrível quanto antes.

Quando entrei no quarto da minha mãe, ela estava sentada na cama, segurando uma foto dela com Fugaku no dia do casamento deles. Ela usara um vestido simples para a cerimônia. Eles pareciam muito felizes.

— Ele podia carregar seus demônios, mas me amava — ela disse. — Acho que era a única certeza que eu tinha, com relação a ele.

Segurei seu braço e peguei o porta-retratos da mão dela.

— Lembro desse dia como se fosse ontem.

— Nosso casamento… foi como um recomeço, para Fugaku, mas ele nunca conseguiu dar um jeito no passado ou em sua raiva, com relação a isso. Ele nunca se abriu para mim, e eu nunca pressionei.

Parecia familiar. Ela continuou:

— Eu não queria saber de nada, na verdade. Depois da dor de perder seu pai, eu só queria algo fácil. Foi um pouco egoísta, da minha parte — ela começou a chorar. — Eu andava bisbilhotando muito, nos últimos dias, e isso nos causou muita tensão. Me senti envergonhada por nunca ter me envolvido na situação dele com Sasuke. Eu vivia em uma bolha.

— Bem, nenhum dos dois se deixava ser ajudado. — Eu disse.

Ela secou as lágrimas e olhou para mim.

— Sinto muito que você tenha tido de passar por isso.

— Eu? Passar pelo quê?

— Ter de ver Sasuke com ela… com Hinata.

— O que quer dizer com isso?

— Eu sei, Sakura.

— O que você acha que sabe?

— Sei o que aconteceu, entre vocês dois, antes de ele voltar para a Tokyo.

Coloquei a foto que estava segurando sobre a cama para não acabar deixando-a cair no chão, de tão chocada que eu estava.

— O quê?

— Acordei cedo, naquele dia. Sasuke não sabe que eu o vi saindo do seu quarto e voltando para o dele. Então, naquela mesma tarde, quando eu cheguei em casa, fui dar uma olhada em você, mas você tinha saído. Achei uma embalagem de camisinha no seu quarto e havia um pouquinho de sangue, no seu lençol. Uma semana depois de ele ir embora você estava tão deprimida… Queria poder ter dito que sabia de tudo. Queria te apoiar, mas fiquei com medo de te deixar constrangida ou de causar algum problema com Fugaku. Ele teria ficado furioso. Disse a mim mesma que você já tinha dezoito anos e, se quisesse que eu soubesse, teria me contado.

— Uau! Não acredito que você sabia, esse tempo todo.

— Ele foi o seu primeiro…

— Sim.

Ela segurou minha mão.

— Me desculpe por não ter te dado apoio.

— Tudo bem. Como você disse, foi melhor ter mantido em segredo.

— Foi só… sexo… ou algo mais?

— Foi muito mais, para mim. Acho que ele se sentiu da mesma forma na época. Mas não importa mais, agora.

— O namoro com aquela garota parece firme.

— Sim. Eles moram juntos.

— Mas ele ainda não está casado.

Apertei os olhos.

— O que isso quer dizer?

— Só que, se tem alguma coisa inacabada entre vocês, esta pode ser a última oportunidade para ser resolvida. Já que Fugaku se foi, podemos nunca mais ver Sasuke, depois de hoje.

Por mais que eu já soubesse disso, me senti magoada ao ouvi-la dizer em voz alta.

— Obrigada pelo aviso, mas tenho certeza de que esse navio já zarpou.

Uma lágrima caiu pelo meu rosto, apesar da minha tentativa de parecer indiferente.

— Está bem claro que, para você, não é bem assim.

[…]

Eu podia sentir seu cheiro e logo soube que ele estava atrás de mim. Mesmo antes disso, meu corpo o sentira ali. As janelas da igreja estavam abertas, e um vento soprou na minha direção o cheiro de colônia e cigarro. Era estranhamente confortador. O único outro aroma que eu sentia era o de velas queimando em volta do altar e a ocasional baforada de lírios que tinham sido levados para lá.

Minha mãe e eu estávamos sentadas na fileira da frente. Virei-me para ver Sasuke, sentado ao lado de Minato e Kushina. Eles tinham chegado alguns minutos depois de nós. Vestindo uma camisa de botão de cetim, preta, sem gravata, ele olhava para o chão. Ou ele nem chegou a me ver olhando para ele, naqueles breves segundos, ou fingiu não reparar.

Não havia nem metade das pessoas que haviam estado no funeral, ali. Estava silencioso, com exceção de alguns sons do trânsito à distância e o eco dos sapatos enquanto as pessoas caminhavam em direção a seus lugares.

Um órgão começou a entoar a música On Eagle’s Wings, e a música fez com que as lágrimas da minha mãe caíssem de forma mais pesada.

O padre começou o louvor, um pouco genérico e impessoal. Quando ele se referiu a Fugaku como um “pai amoroso”, cada músculo do meu corpo se enrijeceu. Tecnicamente, se Fugaku e Sasuke tivessem um relacionamento normal, seu filho teria se levantado para falar. Eu não podia imaginar o que Sasuke diria, se tivesse a oportunidade. Ao invés disso, ele se manteve quieto durante toda a cerimônia. Não estava chorando. Não estava olhando para cima. Estava apenas… ali, o que eu acho que era melhor do que não estar. Eu tinha de lhe dar crédito por isso.

A cerimônia foi breve, e, ao final, o padre nos deu o endereço do cemitério e anunciou que a família gostaria de convidar a todos para uma refeição em um restaurante local, logo após o enterro.

Observei enquanto Sasuke, Minato e alguns outros homens, que eram amigos de Fugaku, faziam seu papel e carregavam o caixão para fora da igreja. Sasuke continuou a não demonstrar nenhuma emoção.

Minha mãe optara por não usar uma limusine, então fomos até lá em meu carro alugado, seguindo o carro fúnebre. Minato, Kushina e Sasuke estavam no carro logo atrás.

Quando chegamos ao cemitério, nos reunimos ao redor da cova que tinha sido cavada no chão bem em frente a uma lápide com a inscrição Uchiha gravada. A pergunta sobre onde minha mãe seria enterrada – se ao lado dele ou ao lado do meu pai – passou pela minha cabeça.

Sasuke saiu do carro e caminhou até onde eu estava, olhando em direção ao buraco, da mesma forma como eu estava fazendo. Quando ele se virou em minha direção, seus olhos sustentavam um olhar apavorado.

É engraçado o quão rápido você pode colocar seu orgulho de lado quando percebe que alguém de quem gosta precisa de ajuda. Estendi a mão na direção dele, que não resistiu.

— Não posso fazer isso. — Ele disse.

— O quê?

— E se eles me pedirem para ajudar a descer o caixão até o chão? Não posso fazer isso.

— Tudo bem, Sasuke. Você não precisa fazer nada que não queira. Não pense que eles esperam que você faça, de qualquer forma.

Ele estava apenas assentindo e piscando, mas sem dizer nada. Ele engoliu em seco, cheio de ansiedade. Então, soltou a minha mão, virou-se e passou por entre as pessoas que começavam a chegar. Ele continuou a caminhar para mais e mais longe do local onde Fugaku seria enterrado.

Sem pensar no que fazia, me apressei para alcançá-lo.

— Sasuke… espere!

Quando ele parou, sua respiração estava mais pesada do que a minha, por mais que eu tivesse corrido. Se eu achava que ele tinha desmoronado na noite passada, eu estava errada. Eu tinha certeza de que aquele era o momento no qual ele estava, literalmente, se desfazendo.

— Tem alguma coisa nisso tudo que parece definitivo demais, para mim. Não posso assisti-los baixando o caixão para o chão, muito menos participar disso.

— Tudo bem. Você não precisa fazer isso.

— Eu acho que ele nem ia me querer aqui, Sakura. Mesmo assim, não posso testemunhar isso.

— Sasuke, é uma reação perfeitamente normal. Não precisamos voltar para lá. Vou ficar aqui, com você.

Ele continuou balançando a cabeça, olhando para mim. Parecia ter pensamentos profundos. Um corvo negro pousou perto de nós, e eu comecei a me perguntar o que aquilo poderia significar.

Depois de muitos segundos de silêncio, começamos a falar:

— Foi em uma de nossas piores brigas, provavelmente um ano antes de eu te conhecer. Fugaku disse que preferia estar morto e enterrado do que ter que viver para ver o fodido que eu me tornaria — ele olhou para os próprios sapatos e balançou a cabeça repetidamente. — Eu disse algo em resposta, algo como: “Bem, então, eu vou estar sorrindo o tempo todo, enquanto eles estiverem baixando seu caixão até o chão”. – Sasuke deixou escapar um suspiro, como se o tivesse segurado durante todo o tempo em que estivéramos conversando.

Eu estava começando a chorar.

— Sasuke…

Ele falou em um sussurro, olhando para o céu:

— Não era isso que eu queria dizer. — Era difícil ouvi-lo, e eu compreendi que ele estava falando com Fugaku, naquele momento.

Sasuke olhou para mim com sua mão no peito.

— Preciso sair daqui. Não posso ficar. Estou desmoronando. Não consigo respirar.

Começou, então, a caminhar rápido, e eu o segui.

— Ok. Para onde? Para onde você quer ir? Para o aeroporto?

— Não… não. Você está de carro, não está?

— Sim.

— Só me tire daqui.

Assenti com a cabeça, enquanto ele me seguia em direção à área de estacionamento. Uma multidão estava reunida ao redor da sepultura de Fugaku a alguns metros de distância. Atrapalhei-me com minhas chaves, destranquei o carro e Sasuke entrou, fechando a porta.

Imediatamente dei a partida e saí do terreno, seguindo em direção à saída.

— Para onde você quer ir?

— Para qualquer lugar longe desse pesadelo. Só dirija por um tempo.

Sasuke inclinou a cabeça para trás, encostando-a no banco com os olhos fechados. Seu peito estava subindo e descendo enquanto ele abria os três primeiros botões de sua camisa. Quando chegamos a um sinal vermelho, mandei uma mensagem de texto para minha mãe:

Sakura: Está tudo bem. Sasuke teve algo parecido com um ataque de pânico, e estamos dando uma volta. Certifique-se de que Minato vai te dar uma carona até o restaurante e avise a ele que Sasuke está comigo. Não tenho certeza se iremos comer com vocês.

Eu não esperava que ela fosse responder, uma vez que o enterro ainda estava acontecendo, mas esperava que ela checasse seu telefone assim que percebesse termos saído dali.

Ele grunhiu.

— Merda!

— O que foi?

— Meus cigarros ficaram no carro de Minato. Eu preciso muito de um.

— Podemos parar para comprar alguns.

Ele estendeu a mão.

— Não. Não pare. Só dirija.

Então foi isso que eu fiz. Por duas horas, eu dirigi na estrada. Estávamos no meio do dia, então o trânsito estava tranquilo. Sasuke ficou quieto quase o tempo todo, só olhando pela janela.

Eu tive que parar em um dado momento, ou acabaríamos saindo do estado. Tinha quase certeza de que, quinze minutos antes, tínhamos passado pela placa de Bem-vindo a Kusagakure. Ele me pedira para ir para bem longe do cemitério, para fazê-lo esquecer. De repente, tive uma ideia brilhante, e sabia exatamente aonde deveríamos ir.

— Daqui a vinte minutos teremos de parar em algum lugar, ok?

Ele se virou para mim e falou, pela primeira vez em horas:

— Obrigado.

Eu queria pegar sua mão, mas resisti. Alguns minutos depois, ele pareceu ter caído no sono.

Lembrei-me de Hinata dizendo que ele não tinha conseguido dormir desde que descobriu sobre a morte de Fugaku.

Meu telefone tocou, e eu o atendi.

— Oi, mãe.

— Sakura, estamos preocupados. O almoço já terminou. Está tudo bem?

— Tudo bem. Ainda estamos dirigindo. Vamos parar em breve. Não se preocupe, ok? Me desculpe por te deixar sozinha.

— Estou bem. O pior já passou. Estou com Minato e Kushina. Cuide de Sasuke. Ele não pode ficar sozinho.

— Ok. Obrigada por entender, mãe. Eu te amo.

— Também te amo.

Estávamos nos aproximando de nosso destino, então eu cutuquei Sasuke.

— Acorde. Já chegamos.

Ele esfregou os olhos e olhou por cima de mim, enquanto continuávamos seguindo pela estrada.

— Você vai me levar para visitar o Mágico de Oz?

Ele estava certo. O prédio meio que me lembrava a estrada de tijolos amarelos com o enorme castelo no final.

— Não, seu bobo. É um cassino.

— Escapamos de um funeral para que você me trouxesse para jogar? Mas que merda foi essa?

Quando me virei para olhar para ele, esperava encontrar uma expressão confusa, mas, ao invés disso, ele sorria de forma genuína. Era o mesmo sorriso que eu tinha visto algumas poucas vezes, aquele que dizia que ele estava zombando de mim. Era o mesmo olhar que sempre fizera meu coração se agitar.

Então ele começou a rir histericamente, escondendo o rosto com as mãos. Talvez ele estivesse delirando.

— Acha que foi de mau gosto?

Ele secou os olhos.

— Não, acho que foi brilhante!

Quando parei no estacionamento, ele ainda estava rindo.

— Bem, você me pediu para te levar a algum lugar diferente de um cemitério, Sasuke.

— Sim, eu estava pensando em um restaurante japonês zen ou… sei lá… uma praia?

— Você quer ir embora?

— Porra, não! Eu nunca teria pensado nisso, mas, que merda! Se tem um lugar onde você pode afogar suas mágoas, é aqui — ele olhou pela janela e, então, virou-se para mim, com um olhar que me provocou calafrios. — Me ajude a afogar minhas mágoas, Sakura.

[…]

Uma névoa de fumaça de cigarro quase me sufocou quando entramos no prédio.

— Você não vai ter nenhum problema para encontrar barrinhas cancerígenas neste lugar. Na verdade, todo mundo parece estar fumando, aqui. Mesmo os mais fracos são perigosos, nessa quantidade.

— Tente se divertir, irmãzinha. — Ele me sacudiu de brincadeira. A reação do meu corpo a suas mãos fortes em meus ombros não me surpreendeu. Se ele continuasse a me tocar, seria um dia muito longo.

— Por favor, não me chame assim.

— Como prefere que eu te chame? Ninguém nos conhece. Podemos inventar nomes para nós. Estamos ambos vestidos de preto. Parecemos altos apostadores da máfia.

— Qualquer coisa, menos irmãzinha. — Gritei, para sobressair aos sons tilintantes de centenas de máquinas caça-níqueis enquanto entrávamos em um dos cassinos. — O que quer jogar? — Perguntei.

— Quero ir para uma das mesas — ele disse. — E você?

— Eu só vou nas máquinas.

— Nas máquinas? Vai aloprar hoje, hein?

— Não ria.

— Não se vai a um cassino como este para brincar nas máquinas caça-níqueis, especialmente nas de moedas baixas.

— Não sei jogar mais nada.

— Posso te ensinar, mas primeiro precisamos de umas bebidas —ele piscou. — Sempre dê aquela lubrificada, antes de jogar o jogo.

Levei um segundo para entender o duplo sentido.

Revirei os olhos.

— Meu Deus, algumas coisas nunca mudam. Pelo menos você voltou a fazer piadinhas sujas. Isso significa que eu fiz alguma coisa certa, hoje.

— É sério, essa ideia, — ele olhou ao redor — de vir para cá… foi perfeita.

Depois de comprarmos algumas fichas, segui Sasuke até uma sala de luzes baixas, onde as pessoas estavam jogando nas mesas. Havia um bar, no canto.

— O que eles estão jogando? — Perguntei.

— Craps. É um jogo de dados. O que você quer beber?

— Uma cuba-libre.

— Ok. Já volto. Não comece a ganhar sem mim. — Ele disse, se afastando de mim com um sorriso.

O sorriso em seu rosto me deixou verdadeiramente feliz, por mais que eu soubesse que era apenas uma distração temporária da dor que ele experimentara mais cedo.

Enquanto eu esperava que Sasuke voltasse com nossas bebidas, adiantei-me até uma das mesas e fiquei bem atrás dos jogadores que estavam ali em pé. Um homem de rosto vermelho, com um sotaque estranho, usando um chapéu de cowboy, sorriu para mim, voltando seus olhos para o jogo. Eu não estava entendendo as regras. Fiquei divagando e olhando para a mesa, até que todo mundo começou a bater palmas. Quando o cara bêbado percebeu que tinha ganhado, virou-se e me agarrou pela cintura.

— Você, moça bonita, é meu amuleto de sorte. Ainda não tinha ganhado até você aparecer aqui, do nada. Não vou mais te perder de vista.

Seu hálito cheirava a cerveja, e seu suor ensopara sua camisa. Sorri para ele, porque tudo parecia muito inocente. Isso, é claro, até que ele apertasse minha bunda… Bem forte.

Quando me virei para sair dali, Sasuke estava se aproximando com dois drinques nas mãos. Não estava mais sorrindo.

— Me diz se eu vi direito e aquele babaca de merda estava apertando sua bunda? — ele nem esperou pela resposta. — Segure as bebidas. — Disse.

Ele agarrou o cara pelo colarinho.

— Quem você pensa que é para colocar as mãos nela assim?

O homem estendeu as mãos.

— Eu não sabia que ela estava com alguém. Ela só estava me ajudando.

— Parece que você estava ajudando a si mesmo — Sasuke o arrastou pela gola da camisa até mim. — Peça desculpas agora mesmo.

— Olha, cara…

Sasuke o segurou com mais força.

— Peça desculpas.

— Me desculpe. — O homem estava quase sufocando.

Sasuke ainda estava irado e não conseguia tirar os olhos do homem.

Gesticulei, ainda segurando as bebidas nas minhas mãos.

— Vamos, Sasuke. Deixe isso para lá.

Emiti um suspiro de alívio quando ele pegou os drinques das minhas mãos e começou a se afastar. O homem falou atrás de nós:

— Você tem sorte de ter chegado a tempo. Eu estava prestes a pedir que ela soprasse o dado.

Sasuke virou-se e caminhou na direção do homem, mas corri até ele, bloqueando-o. No processo, esbarramos um no outro e ambos os drinques espirraram no meu vestido inteiro.

— Não, Sasuke! Não quero que expulsem a gente daqui. Por favor. Estou te implorando.

Apesar do olhar maníaco em seus olhos, por algum milagre Sasuke recuou. Acho que ele sabia que, se desse mais um passo a frente, significaria o fim da noite. E eu fiquei agradecida por ver que ele percebeu que o cara não valia a pena.

— Agradeça a ela por ainda ter um rosto. — Sasuke disse, antes de me seguir pelo salão.

Caminhamos, em silêncio, em direção à saída, até que ele deu uma olhada no meu vestido, quando nos aproximamos das luzes mais fortes.

— Que merda, Sakura. Você está toda bagunçada.

— Uma bagunçada sexy. – Ri.

— Vamos. Vou te comprar uma roupa nova.

— Não precisa. Só estou um pouco molhada.

Meu bom Deus, Sakura. Sábia escolha de palavras.

— Não, é claro que precisa. Foi minha culpa.

— Vai secar. Mas te digo uma coisa, se você ganhar alguma coisa hoje à noite, pode gastar tudo em uma roupa nova para mim em uma dessas lojas caras. Só assim vou te deixar gastar dinheiro comigo.

— Então, acho melhor começar a trabalhar, porque você está cheirando que nem lata de lixo de bar.

— Ah, muito obrigada.

— Primeiro vou pegar outra bebida de adulto para você. Venha.

Fiquei com Sasuke enquanto ele pedia nossos drinques em um bar diferente.

— Você pode vir me ver jogar pôquer, ou prefere brincar nas máquinas de velho?

— Adoraria te ver jogar.

Ele olhou para as mesas de pôquer para analisar a cena.

— Pensando bem, eu não vou conseguir me concentrar. Só tem homens por aqui, agora. Esses caras vão ficar em cima de você, e eu não estou no clima para entrar em outra briga hoje à noite. Por que não nos separamos um pouco? Você pode jogar nas suas máquinas, e eu vou te encontrar assim que você jogar duas vezes.

Apontei para as máquinas, na diagonal do salão.

— Estarei bem ali, então.

Enquanto me afastava dele, pensei que deveria ter perguntado por que se importaria tanto, se os caras dessem em cima de mim. Eu estava solteira, afinal de contas. Não tinha sido ele mesmo a dizer que não era minha função me preocupar? Então, por que ele se importaria, já que estava com Hinata? Eu tinha de suportar vê-lo com a namorada bem na minha frente, então, por que ele não podia aguentar ver alguns caras flertando comigo?

Pensei em mandar uma mensagem sobre isso, mas não sabia se ele ainda estava com o mesmo número de telefone de sete anos atrás. Decidi tentar o número antigo, só para tirar a dúvida. Se aquele não fosse mais o seu número, então, que fosse assim.

Sakura: Por que você se importa se algum dos outros caras der em cima de mim? Você não deveria se importar.

Depois de alguns minutos, não recebi resposta. Aquele não era mais o seu número. Bem, de qualquer forma foi bom digitar aquelas palavras.

Escolhi uma máquina Lucky Sevens e me coloquei ao lado de uma senhora idosa, cujo cabelo parecia azul. Ela sorriu para mim. Seu batom era de um tom de rosa fluorescente, e tinha uma mancha dele em seu dente da frente.

Puxei a alavanca repetidas vezes, sem nem prestar atenção se estava ganhando alguma coisa. Sua voz me surpreendeu:

— Parece que você tem alguma coisa em mente.

— Parece?

— Quem é ele, e o que ele fez?

Nunca mais veria aquela mulher, depois daquele dia. Talvez eu devesse colocar para fora.

— Você quer a versão longa ou a versão curta dos fatos?

— Tenho noventa anos, e o jantar começa em cinco minutos. Me dê a versão curta.

— Ok. Estou aqui com meu meio-irmão. Sete anos atrás dormimos juntos, antes de ele se mudar para outro estado.

— Tabu… gosto disso. Continue.

Eu ri.

— Ok… Bem, ele foi o primeiro e último homem de quem eu realmente gostei. Achei que nunca mais o veria de novo. O pai dele morreu esta semana, e ele veio para o funeral. E não veio sozinho. Trouxe uma garota que ele supostamente parece amar. Sei que ela o ama. E é uma boa pessoa. Ela teve de voltar para a Tokyo mais cedo. De alguma forma, entramos nesse cassino. Mas ele vai embora amanhã.

Uma lágrima caiu do meu olho.

— Parece que você ainda gosta dele.

— Gosto.

— Bem, então, você tem vinte e quatro horas.

— Não. Não estou planejando causar problemas para ele.

— Ele está casado?

— Não.

— Então, você tem vinte e quatro horas. — Ela olhou para o relógio e se apoiou na bengala para se levantar. Estendeu a mão para mim.

— Meu nome é Evelyn.

— Oi, Evelyn! O meu é Sakura.

— Sakura, o destino te deu uma oportunidade. Não desperdice. — Ela disse, antes de se afastar com sua bengala.

Durante os minutos seguintes, fiquei pensando no que ela tinha dito, enquanto puxava a alavanca da máquina caça-níqueis despretensiosamente. Mesmo que Sasuke não estivesse com Hinata, nós nunca poderíamos ficar juntos, por causa de Mikoto. Não sei se as coisas tinham mudado em relação àquilo.

Meu telefone vibrou. Era Sasuke.

Sasuke: Eu sei que eu não deveria me importar. Mas quando se trata de você, o que eu deveria estar sentindo, nunca é o que eu sinto.

Naquele momento, tomei uma decisão. Não iria ser eu a dar o primeiro passo com Sasuke, mas me manteria de mente aberta. Não imporia regras. Teria esperança. Porque, antes que eu percebesse, já teria noventa anos e estaria esperando o jantar em um lugar como aquele. Quando chegasse esse dia, não queria ter nenhum arrependimento.

 

LEIA AS NOTAS FINAIS


Notas Finais


E então? Estão um pouco melhores?

SEGUINTE: Estou querendo postar uma one-shot Sasusaku no universo ABO (Alfa, beta, omega), e queria saber se vcs querem ou se leriam caso eu postasse.

Talvez muitos de vcs não saibam o que seja ABO, mas prometo que se caso vc quiserem mesmo, e eu poste, explico direitinho do que se trata.

E então, vc querem? Por favor me respondam!

Beijos, até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...