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História Meu querido meio irmão - Capítulo 9


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Notas do Autor


É só pra sair da minha cabeça

Capítulo 9 - Capítulo nove


Zayn (dois meses atrás..)

Amanheceu nublado em Bradford, o que me fazia ter preguiça de levantar ir para a escola. Mas, eu havia prometido a minha mãe, que iria me comportar e frequentaria todas as aulas. 

Não sou o tipo de garoto que toma as atitudes certas, na realidade eu sou muito impulsivo. O que me faz pensar que 90% das coisas que eu faço, é sem pensar. Eu apenas vou e faço. Quando eu tinha 4 anos, meu pai e minha mãe se divorciaram, e minha mãe não soube lidar com isso muito bem. Depois de 14 anos, minha mãe sempre arrumou uns namorados babacas pra ela. Eu tive que aprender a me virar. Ou se não, alguns desses idiotas iria matar a mulher que me criou. Minha mãe acabou virando uma alcoólatra por causa de seu novo namorado, Calum. E isso me deixava irritado, muito irritado. Eu não sabia lidar com isso, e acabei jogando toda a culpa no James, meu pai.

Eu fui até a cozinha da minha casa, e encontrei minha mãe dormindo sentada, segurando uma garrafa e um cigarro. Ela estava deitada em cima das contas de casa, eu bufei.

- Mãe! - A chamei, ela ergueu a cabeça assustada. - Você não vai trabalhar? - 

- Calma, bobinho.. você não manda em mim. - Disse com uma voz grogue e riu. Ótimo, minha mãe além de bêbada virou drogada.

- O que você fumou? - Eu estava puto. Nesse momento Calum chegou na cozinha, ele estava rindo. Aquele velho babaca iria me pagar. - O que você deu a ela? - Gritei.

- Ei, calma aí garotão. Eu não dei nada que ela não quisesse, não é vadia? - Minha mãe mantia a cabeça baixa, eu o encarei com sangue nos olhos.

- Do que você a chamou? -

- É um apelido carinhoso. Agora saia da minha frente. Ângela, cadê minha cerveja? - Perguntou grosso. Eu o empurrei, ele deu três passos pra trás.

- Sai de perto dela. - Disse entredentes. 

- Ou se não o quê? - Veio mais pra perto de mim, ficamos nos encarando por alguns segundos.

- Zayn, meu filho, pare com isso. - Minha mãe veio até mim cambaleando. 

- Deixe ele Ângela. Esse menino insolente merece umas boas lições. E serei eu que irá te ensinar. - Ele era um psicopata do caralho.

Eu o empurrei novamente, e quando ele veio em minha direção, eu o soquei. Ele deu mais alguns passos para trás. Ele avançou novamente e me socou de volta.

- Não! - Minha mãe gritou e veio na minha direção para me proteger. 

- Sai da frente, vagabunda! - Ele deu um tapa na cara da minha mãe. 

E então eu fiquei cego. Meus olhos só viam sangue. A única coisa que eu lembrava era, eu em cima daquele velho babaca, socando sua cara. Eu via sange em seu rosto, mas não queria parar de jeito nenhum. Sabia que precisava, aliás, o homem embaixo de mim estava desacordado. Mas eu não queria parar. 

Eu só parei, quando senti alguém me agarrando por trás e me puxando pra longe dali. Conhecia aquelas tatuagens

- Me deixa socar a cara daquele filho da puta Luke! - Eu estava irritado.

- Sai daqui! - Minha mãe gritou pra mim. - Você não tinha o direito de fazer isso! Seu merdinha! - Ela gritava comigo com tanto ódio. Eu me soltei de Luke e a encarava.

- Você prefere um homem que te bate se você não traz cerveja do que seu filho? - Perguntei indignado.

- Esse homem não me faz ir na delegacia toda vez que tem um ataque de raiva! - Disse irritada, eu a encarei e ri debochado. - Você vai morar com o seu pai! Já chega dessa palhaçada. - 

- Foda-se! - Gritei. Peguei meu casaco e fui até o carro de Luke. - Quem te chamou aqui? - Perguntei a ele.

- Sua mãe me ligou, Zayn! Você quase o matou ali. - Eu assenti.

- Deveria ter matado. - Luke me analisou e suspirou. 

- Você precisa espairecer. - E seguiu caminho indo até a cabana abandonada que tem no lago de Bradford

(...)

Um mês se passou desde a minha briga com o Calum. E, minha mãe continuava sem falar comigo. Ela só falou comigo no outro dia depois da briga pra avisar que era pra eu arrumar minhas coisas, pois eu iria morar realmente com meu pai. Talvez não seja uma má ideia, eu ir embora de Bradford. Aqui todos me conheciam como o garoto que se metia em confusão. E, eu não sabia muito bem o porquê, isso me fazia popular entre as pessoas da minha idade. Odiava o fato que ninguém me conhecia de verdade, e isso automaticamente me fazia uma pessoa um pouco vazia por dentro.

Eu soube que James se casou com uma mulher há dez anos, e que essa mulher possuia uma filha. Era só isso que eu sabia. A menina deve ter uns 10 anos, aparentemente. Ótimo, uma irmã mais nova pra encher a porra do meu saco. 

Eu estava indo para o aeroporto, e mesmo assim minha mãe continuava sem falar comigo. Eu teria que ceder. Peguei minha mala e fui até a sala, a encontrei sentada no colo de Calum. Ambos estavam quase se comendo no sofá, eu revirei os olhos. Tossi falsamente, atraindo a atenção da mulher.

- Eu estou indo embora. Se cuida mãe. - Ela levantou e abriu a porta pra mim.

- Não volte mais. - Disse fria, eu suspirei. 

- Eu também a amo. - E saí dali. Peguei um táxi no meio do caminho e fui até o aeroporto. Meu pai pagou a passagem, o que me tranquilizava. 

Algumas horas mais tarde..

Cheguei em Nova Iorque e uma leve brisa bateu em meu rosto. Desci do avião e sentei no trenzinho que nos levaria para dentro.

Eu atraia algumas atenções, talvez pelas minhas roupas, eu não sei. Eu vestia uma calça jeans preta rasgada nos joelhos, um casaco de couro preto e uma blusa branca lisa por baixo. E nos meus pés meu all star. Eu estava usando óculos e fone de ouvido como acessório, já que eu não estava escutando nada.

Estava descendo a escada rolante, e lá embaixo avisei um homem alto, meio parecido comigo. Ele sorriu abertamente quando me viu. Eu revirei os olhos embaixo dos óculos. 

- Zayn! - Exclamou feliz. - Nossa! Você cresceu! Está até maior que eu. - Ele estava realmente muito feliz, o quê me causou uma grande confusão. Por que ele estava tão feliz sendo quem me rejeitou foi ele? 

- E aí, James. - O cumprimentei sem empolgação. 

- Como foi a viagem meu filho? - Perguntou.

- Tranquila. Dormi o tempo todo. - Eu fazia questão de não prolongar o assunto. Eu sabia que isso deixava as pessoas sem jeito.

- Que ótimo! Vamos! O almoço já está pronto. Mary está louca para conhecê-lo! - Tudo o que ele falava era com muita empolgação, eu assenti.

Fomos o caminho todo em silêncio, eu havia guardado meu óculos dentro da mochila, mas não tirava os fones, apesar de não estar escutando nenhuma música. Assim que chegamos, percebi uma típica casa de americanos bem de vida, dois pisos, uma garagem grande, uma bicicleta na garagem. James levava uma vida muito boa aqui, deve ser por isso que não quis o filho rebelde por perto. 

Descemos do carro e fomos até a porta de entrada, James a abriu e exclamou um "Chegamos!". Assim que eu entrei, a casa era mais chique por dentro do que por fora. Eles não eram bem de vida, eles eram ricos. Dei de cara com duas mulheres, analisei a primeira, ela estava com um vestido vermelho. Bom, essa é a Mary. 

E então, parei na garota ao lado, ela parecia tão confusa quanto eu. Quem é ela? Cadê a filhinha de dez anos deles? Porquê minhas mãos estão suando. E porque eu não consigo tirar minha atenção dela? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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