História Meu Refúgio - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Acaso ou Destino?


Fanfic / Fanfiction Meu Refúgio - Capítulo 3 - Acaso ou Destino?

O som estridente de meu despertador é o primeiro som que ouço nessa trágica manhã.

Sons de despertadores precisam mesmo serem tão altos assim? Puta que pariu! Só o som desse alarme acorda o bairro todo.

Bufo irritada e me sento na cama, desligando o despertador na cabeceira ao meu lado esquerdo. Bocejo e estico os braços. Respiro fundo e levanto, indo em direção ao guarda-roupa. Pego meu uniforme e vou para o banheiro fazer minhas higiene básicas e trocar o pijama que tenho desde antes de Jesus nascer pelo uniforme.

Chegando no banheiro, tiro a roupa e olho para os machucados em minhas costas e abdômen. Não deveriam passar algum medicamento para a recuperação? Ou elas esperam que eu adivinhe sozinha que remédio eu devo tomar? Tsc, não me falaram e nem lembrei de perguntar! Ótimo.

Após pronta, desço para a cozinha para preparar um lanche para mim. Infelizmente, terei que ver a cara de meus pais todas manhãs agora que voltei para a escola.

Enquanto estou preparando algum tipo de sanduíche, vejo eles falando sobre coisas da empresa. Sim, são empresários. Meu pai é o presidente da empresa e minha mãe é a diretora executiva. Nada que me interesse, pois o que realmente quero ser é uma pintora e desenhista.

Termino de fazer meu sanduíche e o guardo em uma Tupperware. Saio da cozinha, pego minha mochila que estava no sofá e saio de casa em direção a escola.

Por que tenho que estudar tão longe? Tsc, agora com meu corpo machucado, vou demorar a mais ainda para chegar! Já tenho dezoito anos, será que eu deveria tirar minha habilitação logo?

Depois de tantos pensamentos e uma boa caminhada, chego ao inferno, também conhecido como escola. Muitas pessoas tem boas lembranças nesse lugar, mas eu não. A escola é o maior motivo de minhas inseguranças, dos meus traumas e tristezas. Muitas pessoas fazem amigos nesse lugar, eu não. Ninguém quer fazer amizade comigo. Isso é um fato.

Respiro bem fundo e finalmente entro na escola. Pisar nesse lugar novamente me faz se sentir sufocada. Ignoro os olhares em mim e sigo para o Pátio Rosa. Nojo é a principal emoção distinguível em seus rostos. Se sair uma lista de alunos mais odiado por todos, eu fico em primeiro. Depois do que pareciam horas, chego ao pátio. Esse pátio era nada mais e nada menos do que um Pátio cheio de árvores cerejeiras e bancos. Ele parou de ser usado faz tempo, pois agora todos os alunos ficam no pátio principal. Conheço esse lugar desde que comecei a estudar aqui, ou seja, minha vida toda.

Escolho um banco aleatório e sento com cuidado. Abro minha mochila, pego meu caderno de desenho e um lápis. Começo a fazer rascunhos aleatórios, apenas seguindo o fluxo. 

Observo o que o desenho se tornou. Uma figura de branco, em meio uma multidão. Essa figura, estava chorando, e o resto estava com o rosto distorcido, parecendo erguer um sorriso macabro.

Tiro a atenção do desenho assim que escuto o sino bater. Guardo as coisas na minha mochila e sigo em direção ao 3° A. Adentro na sala e sento em algum canto isolado. Apesar de já ter batido o sino, poucos alunos chegaram.

Sempre atrasados.

Os alunos chegaram pouco a pouco e o professor que falou ser de biologia começou com os blablabla de primeiro dia, aquelas mesmas coisas de sempre. Enquanto ele falava, alguém bateu na porta e perguntou se podia entrar. Essa voz....

— Licença professor, desculpa o atraso. Prometo não me atrasar mais. — Era a Nathaly, a menina que me ajudou ontem. Arregalei os olhos surpresa. Ela estava na mesma sala que eu?

— Primeiro dia de aula e já está atrasada? Vou perdoar dessa vez, mas, na próxima, não entra na minha aula. Entre e faça silêncio. — Nathaly concorda. Ela olhou na minha direção e sorriu animada, vindo até mim.

— Alice! Que surpresa você por aqui. Que bom que você está na mesma sala que eu, não gosto de ficar sozinha. — Falou fazendo o bico muito fofo. 

Ela é tão adorável! 

Nathaly se senta ao meu lado e pega seus materiais, e fica em silêncio. De vez outra, eu pegava ela me olhando, mas desviava o olhar assim que nossos olhares se encontravam, e sorria depois.

Eu estava concentrada, agora era aula de filosofia, e, como gosto dessa matéria, estava prestando o máximo de atenção. Nathaly começou a fazer uns barulhos irritantes com sua caneta, e a olhei irritada. 

— Não fique brava, só queria chamar sua atenção para saber se você está melhor. — Fala em um tom baixo, para não chamar atenção da Professora. Viro a página do meu caderno, e escrevo a resposta no papel e a entrego.

"Tem como ficar bem estando toda machucada?"

Ela lê, escreve a resposta e me entrega.

"Nossa, para quê responder assim? :(

Magoou" 

"Estou bem, na medida do possível. Ficaria melhor se você tivesse feito a gentileza de listar remédios para ajudar na melhora…"

"Putz, eu esqueci de te passar o nome dos remédios! Vou trazer a lista amanhã, prometo!"

"Ok. Agora preste atenção na aula."

— Alice, você é tão cruel! Só quero conversar! 

— Agora não. — Respondo e volto a prestar atenção na aula.


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O sino bateu e eu peguei meu caderno de desenho e fui para "meu" Canto. 

Quando cheguei no local pude ver Nathaly correndo na minha direção. Ela é grudenta, hein?

— ALICE, FINALMENTE TE ALCANCEI. — Falou se sentando do meu lado. Nós estávamos sentada debaixo de uma das cerejeiras mais ao fundo.

— Não grite, por favor, vai me deixar surda. E outra, não consigo me concentrar e conseguir inspiração com pessoas gritando. — Abri meu caderno e peguei o lápis e fiquei buscando uma inspiração para desenhar. Notei que Nathaly trazia uma câmera com ela. Quem é que traz câmera para a escola? Arqueei a sobrancelha e olhei para a câmera. Ela olhou para mim pareceu entender o que quis dizer.

— Eu amo fotografar, tenho vários álbuns com fotos que tirei e, não quero se exibir nem coisa do tipo, mas sou uma ótima fotógrafa. — Falou com orgulho enquanto jogava o cabelo para trás, igual aqueles comercial de produtos de cabelo.

— Então, "Senhora Não querendo se exibir", saiba que se exibiu sim. — Falei com sarcasmo. Mesmo não querendo, eu estava começando a me sentir confortável na presença dela, e estava começando a confiar nela, mesmo nós se conhecendo ontem. Meu coração me diz que ela é confiável, mas minha cabeça diz para não confiar nela...

 Ela me olhou indignada quando falei isso e fez uma careta. Completamente fofa. Sorri olhando para ela e vejo ela com a câmera na mão. Ah não.

— Olha como ficou fofa sua cara, ruivinha! — Falou me mostrando a foto que ela tirou. Essa menina é muito atrevida!

— Primeiro: Quem te deu autorização para tirar fotos minhas? Eu posso pedir direitos autorais sabia? Segundo: Ruivinha? — Ela fez uma cara pensativa enquanto eu ainda a olhava indignada.

— Vamos responder por partes. Primeiro: Eu não preciso de autorização para nada. Segundo: Você não é ruiva? Ou será que sou daltônico e não sabia? ou você que é daltônico? — Olhou para mim surpresa. Agora estou ofendida.

— Idiota. — Falo baixinho e tento pensar em algo para desenhar. 

— Sem inspiração? Eu posso ajudar, sabia? — A encaro confusa. — Como, você se pergunta. A solução é simples. Eu vou ser sua Musa inspiradora! — Ela se levanta e se afasta um pouco. — Essa pose tá boa? Ou essa? JÁ SEI! Essa aqui é perfeita. — Não consegui evitar e comecei a gargalhar.

— Você é hilária. — Falei ainda rindo da sua atitude. Ela parou o que estava fazendo e me encarou.

— Sua risada é maravilhosa. — Deu um sorriso e me encarou. Ignoro seu comentário e pego meu lápis.

— Sabe, até que sua loucura me deu uma ideia. — Falei começando a fazer a silhueta do desenho.

— Tá vendo? Ninguém melhor que eu para ser uma Musa! — Ela voltou a sentar do meu lado e uma vez ou outra tirava fotos de alguma coisa. E foi assim que ficamos o intervalo inteiro.


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Notas Finais


Oi, oi!
Tudo bem com vocês? Espero que sim!
Confesso, eu não gosto muito da minha escrita, mas, dei meu melhor para escrever as cenas da melhor forma possível e tentei agregar o máximo de detalhes possíveis.
Me desculpem se houver quaisquer erros! Como sou eu que faço tudo, as vezes acaba sendo meio difícil revisar várias vezes. E, esse capítulo, eu reescrevi inteiro! Ele é bem curto, porque removi algumas partes, mas, acrescentei mais coisas.
Eu estava pensando na estória, e, decidi estender ela. Essa estória tinha muito corte, e por isso acontecia rápido demais a estória. Isso me incomoda. Então, estou acrescentando coisas. Não vou mudar muita coisa, então, para aqueles que gostam da estória original, espero que não se incomodem...
Enfim, me desculpem mesmo pelo capítulo pequeno! Os próximos capítulos são maiores, espero compensar isso.
Quanto ao ritmo de atualização, prometo tentar postar toda semana!

~ Lly ♡


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