1. Spirit Fanfics >
  2. Meu Rei, Steve Rogers >
  3. Revelações Do Passado

História Meu Rei, Steve Rogers - Capítulo 33


Escrita por:


Capítulo 33 - Revelações Do Passado


{Priscila ON}



-Podemos ter a sós?—James pediu meio desesperado

Eu o ignorei e continuei andando, ele porém veio atrás de mim, me chamando.

-Não tenho nada para conversar com você, Barnes.—Eu afirmei vendo que ele não pararia de me seguir

-Mas eu preciso falar contigo!—Ele disse parando na minha frente, fazendo eu parar de andar

Levantei o olhar do peito dele e encarei seu rosto.

-Não quero ouvir sua voz Buchanan.—Eu falei firme

Ele segurou minhas mãos e as levou aos lábios; puxei elas se livrando das mãos dele.

-Me desculpe, Boneca. Eu... Não tem desculpa pelo o que eu fiz, eu fui um idiota... Perdoe-me, por favor lady...—Bucky pediu com tristeza na voz

Desviei o olhar de seus olhos. Eu sabia que se eu o encarasse, eu não iria conseguir resistir a ele, porém eu tinha que ser firme... Ele tem que saber que eu não sou uma bonequinha, que ele brinca e descarta a hora que quiser.

Respirei fundo tentando procurar as palavras.

-Olha James... Eu... Eu te perdôo... Não deveria, mas eu te perdôo.—Eu afirmei levantando o olhar para vê-lo

Ele sorriu minimamente e se aproximou de mim para me beijar, porém eu coloquei a mão em seu peito e o afastei, fazendo ele me olhar confuso.

-Mas...—Eu continuei—Apesar de te perdoar... Não vou dar uma segunda chance para gente... Já falei que não vou casar com você, e nem quero mais ter algo contigo, Buchanan.

Seu sorriso desmanchou, dando lugar a uma expressão triste.

-Prii, eu...

-Não Barnes.—Eu o interrompi seriamente e abaixei o olhar olhando pro chão—Se eu digo não é não! Sabe... Aproveite o seu "romance" com Sharon... Vocês dois se merecem, já que são dois desgraçados!

Não esperei uma resposta, passei reto por ele, andando apressadamente.

Passei a mão pelo rosto, secando algumas lágrimas que escorrera e acabei não prestando atenção por onde ia, apenas fui notar quando bati contra um poste.

Levantei o olhar e vi que não era um poste, mas sim o Marquês Nick Fury.

-Oh, desculpe... Eu não te vi.—Eu me desculpei

O mesmo fez um gesto, como se dissesse que tudo estava bem.

-Viste o rei Rogers?—Eu indaguei curiosa

-Na sala de reuniões... Estou indo lá agora lady.—Fury respondeu com sua expressão séria como sempre e se pôs a andar

Eu fui junto com ele e começamos a conversar sobre coisas do reinos.

Fury é extremamente sério, porém isso não é algo ruim, pelo contrário, é até algo bom.

Chegamos na sala de reuniões e Rogers já estava lá, juntamente com o Lorde Falcão.

Acenei com a cabeça para os dois e me sentei. Fury começou a falar sobre as novidades e notícias do reino, o que eu, sinceramente, não estava prestando muita atenção.

Porém algo me chamou a atenção, um nome citado, para ser exato.

-Desculpe Fury... O que disseste sobre Zemo?—Eu questionei curiosa

-Céus Prii! Não estás prestando atenção ao que está sendo dito aqui?—Sam interrogou incrédulo

Ignorei esse comentário e mw virei para Fury.

-Disse que Schmidt está propondo uma aliança entre este reino novamente...

Troquei um olhar rápido com Wilson.

-E como seria está aliança?—Steve interrogou interessado

-Através de casamentos, é claro. Porém, ele não me deu detalhes, mas pede uma reunião amanhã contigo aqui.—Fury respondeu calmamente

-Certo, diga a ele que eu estarei o esperando aqui amanhã. Considero está reunião como encerrada.—Rogers declarou

Fury falou mais alguma coisa e se despediu de nós, saindo da sala. Eu e Wilson continuamos ali sentados.

Steve ergue uma sombrancelha.

-Porque ainda estão aqui?

-Queremos saber, o que tu iras fazer em respeito a Sharon.

-Eu sugiro joga-la num rio.—Eu afirmei

Eles me olharam e franziram o cenho.

-Porque num rio?

-Porque piranha vem do rio.

Sam começou a rir, porém disfarçou com uma crise de tosses. Já Rogers não pareceu ter achado graça.

-Mas falando sério agora... Ela está mesmo expulsa da competição não é?

-Que competição.

-Para seres tua esposa Ste! Bem sabias eu, que eras meio desprovido de inteligência, porém não sabias que era tão lerdo!—O Lorde Falcão exclamou fazendo o rei o fuzilar com o olhar

-Já disse eu, Sharon está fora da competição... Não quero alguém, que não sabes ser fiel a mim, como minha esposa.

-Porque tu não cancela esse baile e escolhe logo uma esposa? Para de enrolação.—Eu pedi sem paciência

-É Majestade, porque tu não casas logo com Laura? Bem sei que gostas dela!—Samuel afirmou

Steve quase se engasgou.

-D-desde quando?—Rogers perguntou levemente vermelho

-Bem... Se tu não gostasse dela, não teria quase a beijado no jardim...—Sam comentou sorrindo com deboche

-EPA! Perai! Que história é essa?! Meu Staura! É sério que vocês se beijaram e não me contaram?!—Eu indaguei indignada

-Nós não se beijamos!—Steve se defendeu vermelho

-Mas iriam! Eu que cheguei bem na hora.—Wilson afirmou

-Own! Eu Shippo Staura!—Eu disse sorrindo

-Staura?

-Steve mais Laura! Staura!

Rogers afundou a cabeça na mesa, vermelho de vergonha enquanto eu e Sam zoavamos ele.

-Sinceramente Majestade. Cancele o baile de escolha e peça Laura em casamento. Você é lerdo!

-Não tão lerdo quanto tu e Stephen.—Samuel comentou em tom divertido

-Sam, eu estou procurando quem pediu a sua opinião. Quando eu encontrar eu te aviso.—Eu retruquei e ele colocou a mão no peito, fingindo estar ofendido

-Eu apenas estou aconselhando vocês amorosamente!—Wilson falou convicto

Rogers começou a rir e Sam fechou a cara

-Tu queres nos aconselhar no amor, Samuel? Logo tu, que a última vez que eu te vi conversar com uma mulher, eu tinha doze anos de idade!—Steve exclamou rindo

-Passando pra minha língua do século vinte e um... Você tá mais encalhado do que o Titanic no Iceberg!—Eu afirmei rindo muito

Wilson revirou os olhos, nos chamando de idiotas, enquanto eu e o rei riamos, feito hienas com convulsão.

Horas mais tarde, quando estava quase anoitecendo, eu saí do palácio.

Fui andando pela floresta calmamente, depois de um tempo, avistei a pequena casa perto do lago.

Fui até ela e entrei na casa olhando ao redor.

A casa era feita de madeira e tinha um clima aconchegante nela, havia uma estante de livros, próxima a parede. Em geral, a cada era bem bonita.

-Achei que não irias vir.—Stephen comentou sentado no sofá, com um livro em mãos

-E perder a chance de ver a bruxinha entrando em ação?—Eu retruquei com deboche

-Eu não sou uma bruxa.—Ele afirmou revirando os olhos e se levantou indo guardar o livro na estante

-Tanto faz Harry Potter.—Eu falei dando de ombros e me sentei no sofá—Sabe, eu sempre achei que o futuro funcionasse diferente do que é.

-Diferente como?

-Tipo em "De Volta Para O Futuro" onde o que você fizer no passado altera o futuro. Mas pensando bem, não faria muito sentido, já pensou se você viajasse ao passado e matasse o seu avô? Dessa forma, seguindo o antigo raciocínio, você não existiria... Mas se você não existisse, quem foi que matou o seu avô?

Eu estou parecendo aquelas pessoas que faz teorias loucas na internet.

-Faz o tempo não funciona assim... Se tu mudas o passado, cria uma nova realidade, diferente da original.

-Como eu estou fazendo agora. Impedindo Sharon de se casar com o Rogers, desse modo, impedindo que ele conte a ela as táticas sobre a guerra e que ela conte aos nossos inimigos...

-Exato. Mas está não é a única mudança que tu fizeste aqui.

-Não?

-Não. Tu alteraste acontecimentos bem importantes nesta realidade... O simples fato de tu estar conversando comigo agora... Já altera bastante o futuro.—Stephen disse vindo até mim e se abaixando na minha frente para me olhar

-Consegue prever o futuro, tipo agora?—Eu questionei curiosa

-Não muito... O futuro está sempre mudando. Cada atitude, cada decisão que tu e Laura tomas... Altera rapidamente o futuro.

-Altera para melhor, ou para pior?

-Depende da decisão que tomares.

Assenti.

Ele se afastou de mim e mudou de assunto falando sobre as artes místicas, que eu chamo de "budega de faíscas amarelas" e sinceramente, não estava prestando muita atenção ao que ele dizia, pois estava pensando apenas no quão lindo ele ficava tentando me ensinar algo.

Se eu fosse policial, o prendia por excesso de beleza.

-Prii? Tu estás me ouvindo, por acaso?—Stephen interrogou cruzando

-An? Ah... Eu estou ouvindo sim...

-Mesmo?—Ele cruzou os braços e me olhou com deboche—O foi que eu disse então?

Eu respirei fundo.

-Eu sei lá. Porque a gente não pula todo esse monólogo e pula pra parte do beijo logo!

Isso era pra ser um pensamento, porém eu falei em voz alta.

Só depois me dei conta disso, quando vi a cara levemente vermelha de Stephen

-Eu estou brincando.—Eu afirmei rindo de nervoso e ele se aproximou de mim

-Mesmo? Porque se for um convite...—Stephen falou se aproximando de mim e se inclinou aproximando nossos rostos—Não hesitarei em aceita-lo.

Me levantei vermelha e fui até a estante, fingindo procurar algum livro.

-Sabe... Eu me pergunto o porque, do filho primogênito do rei Joseph, não se tornou rei, ao invés do próprio irmão.—Eu comentei sentindo ele se aproximar por trás de mim

-Digamos que... Apesar de eu ser o primogênito... Eu não era o preferido de meu pai.—Stephen disse calmamente

Me lembrei imediatamente das "lendas" que Laura me contou; as histórias sobre Joseph ter matado a esposa dele e o fato de o próprio pai o odiar e tê-lo torturado.

Eu espero mesmo que sejam apenas lendas. Não gosto nem de pensar no que ele sofreu se for verdade.

Talvez, sejam apenas lendas mesmo, mas isso não explicaria o porque dele viver de luvas.

Me virei dando de cara com Stephen e o mesmo me olhava curioso.

-Pergunte.—Ele ordenou calmamente

-O que?—Eu questionei confusa

-Pergunte logo, o que tu queres saber.

-Como sabe que eu quero perguntar algo?

-Porque tu estás me olhando, da mesma forma que me olhas antes de perguntar algo.

-Não estou não.

-Está sim.

-Não. Não estou.

-Está.

-Stephen, você não pode falar se estou ou não. Você nem me conhece.

-Não te conheço pois tu não me dizes nada sobre ti, eu que tenho que descobrir.

-Engraçado... Digo exatamente a mesma coisa de você. Eu não sei muito sobre você.

-Não sabes porque não pergunta.

-E se eu te perguntar algo agora? Você me responde com a verdade?

-Claro, eu nunca minto.

-Que modesto você é...

Ele sorriu e eu revirei os olhos.

-Certo... Pergunte então, minha querida.—Stephen mandou

Revirei os olhos por ele me chamar de "minha querida".

-Certo... Me responda algo então... Porque você nunca tira as luvas?

Ele desviou o olhar e não respondeu; então se virou para se afastar de mim

Agarrei o pulso dele, impedindo-o de sair.

-Me mostra.

-Não.

-Por favor...—Eu pedi fazendo uma carinha de cãozinho abandonado

Ele me encarou em silêncio, então suspirou frustado. Ele tirou a luva da mão direita e estendeu a mão para mim, enquanto virava o rosto para não olhar.

Segurei na mão dele chocada. Era era coberta por cicatrizes horríveis, como se alguém tivesse feito inúmeros cortes nela. Senti meus olhos se encherem de lágrimas ao imaginar o quanto aquilo deveria ter doído e, talvez ainda doer.

-Desde que eu nasci, meu pai nunca gostou muito de mim e eu não faço idéia do motivo. Mas ele sempre me tratou mal desde pequeno... Ele era rude, cruel e ganancioso... Ele matava pessoas, porque achava divertido ou apenas por que não cumpriram uma ordem corretamente... Ele apenas implicava muito comigo, porém quando eu me casei com a princesa Clea...—Stephen falou sem me encarar e fez uma pequena pausa antes de continuar a contar—Teve uma dia, que foi cerca de dezoito anos atrás, que Joseph torturou e matou uma feiticeira muito poderosa e importante, conhecida como Anciã... Antes de morrer, ela lançou uma maldição sobre ele... Joseph ficou com medo disso e mandou matar, todos os praticantes de magia do reino... Ele sabia que Clea era uma feiticeira e mesmo ela sendo minha esposa... Um tempo depois... Ele descobriu que eu era um praticante de magia... Ele não quis me matar, pois não seria bom pra "reputação" dele assassinar o próprio filho, por mais que ele me tratasse pior do que tratam os prisioneiros das masmorras... Ele não me matou, mas ele me...

Stephen parou de falar de repente, notei que ele chorava e até estava escorrendo lágrimas dos meus olhos. Fiz a única coisa que eu podia fazer, que foi o abraçar.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...