História Meu Rei, Steve Rogers - Capítulo 34


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Notas do Autor


Boa Leitura.

Capítulo 34 - Esse Vai Ser O Nosso Segredo


{Priscila ON}




Stephen se afastou lentamente de mim, depois de um longuíssimo tempo abraçados um ao outro e me encarou nos olhos, enquanto colocava uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

-Obrigado.—Ele agradeceu com a voz um pouco falha

Levei uma mão até o seu rosto (enquanto a minha outra mão, segurava a mão dele) e passei o polegar debaixo de seus olhos, secando qualquer rastro de lágrimas.

-Denada.—Eu sussurrei abaixando minha mão

Stephen sorriu minimamente e ficou me encarando, enquanto acariciava minha bochecha. Seu olhar estava fixo em mim e alternou entre olhar minha boca e meus olhos. Fiquei o encarando, era estranho como agora, eu não estava mais o vendo como o príncipe arrogante e sarcástico de sempre, mas sim como alguém que foi muito injustiçado e precisava de compreensão.

Acabei me perdendo no azul esverdeado de seus olhos. Estava tanto silêncio que era possível ouvir ambas respirações baixas. Sua mão que estava em minha bochecha, deslizou até minha nuca e meu coração começou a bater rapidamente ao ver ele se inclinando em minha direção.

Antes mesmo que eu entendesse o que estava acontecendo, ele selou seus lábios no meus.

Achei que meu coração fosse sair da caixa toráxica.

Senti minhas pernas amolecerem e ele desceu sua mão até minha cintura e me puxou contra si aprofundando o beijo. Senti sua língua invadir minha boca e arrepiei levemente com o toque um tanto quanto ousado; correspondi o beijo na mesma intensidade que estava sendo: voraz e ousado, e até um pouco desesperado.

Nos separamos somente quando os pulmões gritaram: "Chega pessoal! Eu preciso respirar sabia?".

Nos separamos somente quando o ar faltou, Stephen estava com uma mão ao redor de minha cintura, enquanto a outra estava entrelaçada em minha mão. Nossas respirações estavam um pouco ofegantes.

Ele se aproximou para me beijar novamente, porém ouvimos um barulho. Não alto o suficiente para nos assustar, porém desconfiamos e fomos ver o que era.

Encontramos a garrafa de vinho quebrada no chão da cozinha e o coelhinho Funny, que tinha o pelo branco antes, com o pelo todo rosa, sujo de vinho.

Eu comecei a rir, enquanto Stephen pegava o coelho nos braços. Peguei um pano e comecei a limpar o vinho que estava no chão e recolhi os pedaços da garrafa quebrada, enquanto o príncipe lutava para tentar limpar o coelho que se debatia em seus braços.

-Céus, eu mato Rogers por deixar este animal solto!—Stephen reclamou soltando que começou a pular pela casa

-Queria que ele ficasse onde? Dentro do quarto dele?—Eu perguntei sarcásticamente

-Até que não seria uma idéia tão má assim...—Ele afirmou e eu revirei os olhos

Olhei pela janela e vi que já estava tudo muito escuro, acho que deveria ser quase onze da noite já.

Stephen se aproximou de mim e me puxou pela cintura, selando nossos lábios e me beijando com vontade.

Nos separamos somente quando os pulmões pediram.

Stephen me olhou e inclinou a cabeça para o lado, pensativo.

-Porque eu demorei tanto tempo para beijar-te?

-Porque é um idiota.—Eu afirmei e ele colocou a mão no peito fazendo cara de ofendido

Eu ri e ele fez bico, não aguentei e dei um selinho nele; ele porém me beijou novamente.

-Que tipo de feitiço tu fizeste para me deixar assim?—Stephen questionou curioso

Eu franzi o cenho.

-Assim como?—Eu interroguei sem entender

Ele segurou minha mão e levou até o peito, fazendo eu sentir seu coração batendo rapidamente. Sorri sabendo o que aquilo significava.

-Sabe...—Ele começou a dizer enquanto depositava vários beijos pelo meu rosto—Acho melhor deixarmos isto em segredo.

-Porque? Está com medo de que digam que eu sou tua amante?

-Você não uma amante minha!—Ele afirmou convicto

-Não sou?

-Não. Geralmente, minhas "amantes" apenas me satisfaziam fisicamente e, sem querer parecer rude, não me importava com elas... Mas você... Eu acho que daria tudo por você, minha querida.—Stephen confessou com um sorriso um pouco besta no rosto

-Então somos ficantes?—Eu indaguei erguendo uma sobrancelha

-Ficantes?

Eu revirei os olhos.

Eu esqueço que esse povo não entende a linguagem do século vinte e um.

Expliquei a ele mais ou menos o que era um ficante. Ele assentiu.

Ótimo, somos ficantes!

-Mas espera aí... Porque você disse que é melhor deixarmos isto em segredo?—Eu questionei sem entender

-Tu não terminaste com Barnes nem a três dias... E seria meio estranho, se aparecermos dizendo que estamos juntos... Tu sabes bem como é o povo deste reino...

-Tem a língua maior do que uma cobra... Entendi... Esse vai ser o nosso segredo então.—Eu afirmei e ele assentiu me roubando outro beijo—Acho que deveríamos voltar pro palácio... Já está tarde.

-Claro... É só tomarmos cuidado com as cobras e lobos desta floresta.—Stephen disse recolocando a luva

-Mas a Sharon está no palácio.—Eu informei rindo, porém fiquei séria quando algo se estalou na nossa mente—Espera aí... Lobos?!

Ele assentiu.

-Está floresta liga os reinos do Norte, Hydra e Parkes... Parecem que existem lobos por aqui, que são de habitantes de outros reinos...—Stephen falou calmamente

-Eu não tenho medo de lobos...—Eu admiti convicta

-Todos dizem isto... Até encontrarem com Fenris.

-Fenris?

-Dizem que é um lobo, de cerca de três metros de altura, altamente perigoso, que vive na parte da floresta que pertence ao reino dos Hydras... Muitos afirmam que já o viram e quase morreram por ele... Mas ninguém sabe se ele existe realmente.—Stephen falou em um tom como se estivesse contando alguma história de terror

-São apenas lendas.—Eu afirmei determinada e olhei pela janela, vendo a escuridão daquela floresta inteira—Mas... Acho melhor dormimos aqui...

-Porque? Estás com medo de encontrar com Fenris?—Stephen provocou

-Claro que não!

-Não é o que parece.

Revirei os olhos e fui para o quarto que havia lá, deitei na cama e respirei fundo.

Não era possível existir um lobo de três metros de altura, não é?

Não é?

Stephen entrou depois e se deitou ao meu lado. Antes que eu falasse algo, ele selou nossos lábios me beijando com vontade.

Ficamos trocando vários beijos até adormecermos.




No dia seguinte voltamos ao palácio logo cedo e fingimos que nada aconteceu perto dos outros.

Porém, notei que Laura e Sam ficaram me olhando o café inteiro como se quisesse perguntar algo.

Por isso, assim que terminei o café, saí correndo para longe deles, mas os dois literalmente me arrastaram para o quarto de Samuel.

-Ei rapa, mas o que é isso? Vocês tão me estranhando?—Eu debochei

Eles reviraram os olhos.

-Então... Onde foi que você passou a noite, amiga?—Laura perguntou como quem não quer nada

-Na casa do lago.—Eu respondi se fazendo de sonsa

-Fazendo o que lá?—Wilson se fingiu de besta

-Aprendendo artes místicas com o Stephen.—Eu fingi inocência

Vi os dois trocarem um olhar e sorrirem.

Revirei os olhos.

-Tá bom! Perguntem logo!—Eu ordenei sem paciência

-Rolou beijo?—Sam parecia uma criança curiosa

-Sim...

Laura deu um grito e começou a pular, eu me assustei com a tamanha infantilidade dela.

-Eu Shippo.—Wilson afirmou sorrindo—Embora eu ache que, você tá ficando com ele, apenas para esquecer o Bucky.

Abri a boca para responder, porém alguém bateu na porta. Era uma criada, avisando que o rei chamava eu e Samuel para uma reunião.

Fomos quase que imediatamente e, ao chegar lá, noto que também estavam o marquês Fury, o rei Schmidt e o príncipe Zemo, do reino dos Hydras.

Zemo sorriu ao me ver e eu ergui uma sombrancelha desconfiada.

Me sentei ao lado de Sam e Fury começou a falar um monte de coisas.

Schmidt queria fazer uma aliança de paz com Rogers.

-Certo, mas como faríamos está aliança, cavalheiros?—Steve perguntou levemente interessado

Troquei um olhar discreto com Wilson, isso não era coisa boa.

Notei que Zemo me encarava demasiadamente, o que começava a ficar irritante.

-Uma aliança de sangue... Um casamento entre os nossos reinos, Rogers.— Schmidt disse calmamente—Nós tínhamos uma aliança, quando o senhor se casou com minha irmã Peggy, porém está aliança morreu com ela... Então, sugiro que renovemos está aliança.

-O senhor não tem mais irmãs solteiras para casar comigo, Vossa Majestade.—Steve falou calmamente

-Sei que não... Porém tenho meu filho Zemo.

-Olha, eu não sou deste lado...

Schmidt começou a rir meio que forçadamente.

-Não Majestade. Não quero que Zemo case com o senhor... Porém, acho bom que meu filho tenha uma esposa e seria melhor ainda se for alguém deste reino... Assim, renovaremos nossa aliança de paz, Rogers.—Schmidt afirmou calmamente

-Certo, promovarei um baile de escolha para ti, Zemo.—O rei Steve declarou

-Não será necessário, Majestade... Já sei com qual mulher deste reino, quero ter por esposa.—Zemo respondeu calmamente enquanto se virou para encarar Rogers

-E quem seria?—Steve interrogou erguendo uma sombrancelha

Zemo sorriu e se ajeitou na cadeira antes de afirmar:

-Priscila... Eu quero a lady Prii, para ser minha esposa.



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