História Meu romeu ----- Bughead - Capítulo 15


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Categorias Riverdale
Personagens Alice Cooper, Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Ginger Lopez, Hal Cooper, Hermione Lodge, Hiram Lodge, Joaquin, Josephine "Josie" McCoy, Kevin Keller, Marmaduke "Moose" Mason, Personagens Originais, Polly Cooper, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Bughead
Visualizações 133
Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey pessoas

Me desculpem por não ter postado esses dias, e pela a maratona que não aconteceu. Como minhas aulas voltaram e eu também tenho algumas aulas extras curriculares fica difícil postar, também tive alguns probleminhas pessoais. Talvez eu demore um tempo para postar.

Mas não desistam de mim.

E obrigado pelos 110 favoritos :)

Vocês são demais ❤❤



Boa leitura :)

Capítulo 15 - Não sei


Hoje 

Nova York 


Jughead e eu estamos seguindo para um bar de vinhos, não muito longe do teatro, para termos nossa “conversa”.

Caminhar ao lado dele é ao mesmo tempo estranho e familiar, tem um quê de desgraça iminente — muito como todo nosso tempo juntos.

Meu lado cauteloso está murmurando que estar com ele é como usar o par de sapatos mais confortável do mundo, que às vezes te arremessa de cabeça num muro. É como ter uma alergia a frutos do mar e se negar a desistir de lagosta. Como saber que você está prestes a cair de cara num canteiro de urtiga, mas se recusar a aceitar a torturante coceira.

Seu braço roça no meu conforme andamos.

Deus, como meu corpo vibra perto dele.

Quando chegamos ao bar, ele abre a porta para mim e pede uma mesa nos fundos.

A hostess come ele com os olhos em um segundo antes de nos levar à mesa.

Ele nem nota. Como sempre.

Queria poder fazer o mesmo. Não tenho por que ficar com ciúme. Tenho certeza de que, nos anos em que ficamos afastados um do outro, ele perdeu a conta de suas conquistas. As mulheres sempre se jogaram aos pés dele, mas sua popularidade explodiu quando ele fez turnê na Europa. Seu personagem passava a maior parte da peça sem camisa, e quando as fotos promocionais sensuais chegaram à internet, mulheres começaram a segui-lo de cidade a cidade para vê-lo atuar.

Não as culpo.

Eu me lembro de como foi quando vi fotos dele na rede. Tentei afastar o olhar, mas era impossível.

Só de pensar nisso meu rosto queima.

Pego o cardápio de petiscos e me abano. Jughead  olha para mim e franze a testa.

— Tudo bem com você?

— Sim.

— Você parece vermelha.

— Menopausa. Ondas de calor.

— Você não é meio nova para isso?

— Você acha, é? Ser mulher é um saco.

— Exceto pelo troço de ter orgasmos múltiplos. — Ele levanta uma sobrancelha. — Alguém me contou que é bem incrível.

— É, sim. — Se você quer levar a conversa para esse lado. — Tem isso.

“Múltiplo Jughead”, esse deveria ser seu apelido. Naquela noite em que ele descobriu que podia me fazer ter um, juro, vi o paraíso.

Eu me abano novamente.

Droga, ele não pode falar desse assunto. Pelo menos não quando estou tentando ignorar a tentação.

Todos os assuntos relacionados a sexo estão fora.

Como ele pode não saber das regras que acabei de criar?

— Por que você está olhando feio para mim? — ele pergunta franzindo a testa.

— Por que não estamos bebendo ainda? Viemos aqui beber.

— E conversar.

— E beber.

— A menopausa também te tornou alcoólatra?

— Sim. E psicótica. Tome cuidado.

— Estou tentando. Não é fácil com uma psicótica de cara feia na menopausa.

Eu faço uma cara feia de verdade.

Ele ri.

Acrescente risos à lista de coisas que ele não pode fazer quando estou tentando ignorar o quão atraente ele é.

Ele nota que não estou rindo e olha para mim com preocupação.

Preocupação? Anoto na lista.

— Betty? — Dizer meu nome também.

— Estou bem. Preciso de álcool.

— Tá. Claro.

Ele me encara por mais alguns segundos e com certeza encarar entra na lista. Eu desisto e aceito que a lista será atualizada o tempo todo. Tento afastar isso da minha mente.

Por fim, uma garçonete chega. Ela se apresenta como Sheree e não tira os olhos de Jughead  enquanto ele escolhe o vinho. Quero socar sua boca cheia de gloss.

Enquanto Sheree tagarela suas recomendações, Jughead levanta o olhar para mim. Ele não está prestando atenção na moça. Está tentando descobrir o que eu quero beber.

Era uma brincadeira nossa, e ele nunca perdia. Ele sabia o que eu queria mesmo quando eu não sabia. Quando pedir o doce, ou seco, ou picante.

Quando a garçonete termina, ele olha de volta para a lista.

— A pergunta é, Sheree... minha amiga quer tinto ou branco?

A garçonete franze a testa.

— Hum, você não deveria perguntar isso a ela?

— Não tem graça perguntar. Preciso adivinhar. Como uma espécie de Sherlock sommelier. Se eu errar, vou perder meu recorde perfeito.

— E se acertar? — Sheree pergunta levantando a sobrancelha.

Balanço a cabeça. Quando ele acertava, eu o recompensava com a boca.

Sem chance de isso acontecer essa noite.

— Se eu acertar — Jughead diz —, talvez ela entenda que, apesar de todas as merdas que eu fiz, eu ainda a conheço melhor do que qualquer um.

Ele olha para mim e, quando o calor se espalha pela mesa, tenho de afastar o olhar.

Sheree oscila com o peso do corpo. Eu puxo o canto da toalha.

Se você procurasse a palavra “desconfortável” no dicionário, haveria uma foto desse momento.

Sem deixar que a cena se prolongue, Jughead pigarreia e pede o Merlot Duckhorn com total certeza.

É a escolha perfeita. Não sei por que estou surpresa.

Quando a garçonete sai, ele se inclina de volta na cadeira e enlaça os dedos, apoiando os braços na mesa diante de si.

— Na mosca, hein?

Dou de ombros.

— Talvez.

Ele parece feliz.

— Não tinha certeza se eu ainda conseguia fazer isso. Já faz tempo.

— É.

Ele me encara por alguns segundos antes de dizer.

— Tempo demais, Betty.

Um silêncio pesado cai entre nós.

Nós sabemos que esta é a nossa última chance. Nossa oportunidade final de salvar algo de bom do desencontro que tem sido nosso relacionamento.

A pressão é sufocante. Pigarreio. Minha boca está mais seca do que o Saara.

Quanto tempo se leva para pegar uma garrafa de vinho e duas taças? Sheree está esmagando a porcaria das uvas ela mesma?

Minha barriga se contorce com o nervosismo. Preciso de um cigarro, mas não tem como fumar aqui.

Jughead estala os dedos e posso vê-lo passando frases em seu cérebro. 

Olho para seus dedos. Os polegares estão se esfregando lentamente um contra o outro, as mãos estão tensas e são incansáveis. Quero me esticar e pará- las, assegurá-lo que... o quê? Que não vou ser uma vaca? Que vou escutar calma e cuidadosamente e considerar todas as suas justificativas com a cabeça no lugar?

Não posso dizer isso a ele. Não seria verdade.

Há uma chance muito grande de que esta noite termine mal. Que, levantando essa poeira, todas as minhas boas intenções de sermos amigos desapareçam. Ele sabe tão bem quanto eu.

Depois do que parece ter sido várias vidas, Sheree traz nosso vinho. Enquanto ela nos serve, a observamos com uma gratidão exagerada. Depois de servidos, tomamos longos goles e deixamos as taças de lado.

Ele suspira, frustrado, e esfrega uma mão no rosto.

— Não deveria ser tão difícil assim.

— Não conhece a gente? Nós não somos fáceis.

— Verdade.

Sinto um arrepio no estômago e tomo mais um gole do vinho para relaxar.

Jughead franze a testa.

— Tudo bem com você?

Tomo outro gole e faço que sim.

— Sim, claro. Belo vinho.

Não estou mentindo sobre o vinho. Está delicioso. Estou mentindo sobre estar bem. Bebi demais, muito rápido, e por mais que achasse que estava pronta para enfrentar o Jughead,  meu estômago está dizendo que não estou.

Outro arrepio e faço uma careta.

— Betty?

Começo a suar porque sei o que está vindo. A saliva toma minha boca enquanto corro para o banheiro. Cheguei bem a tempo.


Estou bochechando quando ouço uma batida na porta.

— Betty? Tudo bem?

Pausa.

— Mais ou menos.

— Posso entrar?

— Se quiser.

Esse banheiro até que é bem chique. Bem limpo. Acabamento de primeira. Flores frescas. Ele entra e fecha a porta quando termino de lavar as mãos.

— Era eu que costumava vomitar de nervoso — ele comenta enquanto enxugo as mãos. Jogo as toalhas de papel no lixo.

— Agora sou eu.

— Está se sentindo melhor?

— Um pouco.

Ele se estica para tocar meu ombro, mas eu me afasto instintivamente. Ser confortada por ele não é uma opção agora.

Ele baixa a cabeça e suspira.

— Quando eu ensaiei esta noite na minha mente, e preciso dizer que ensaiei bastante, foi bem mais suave. Houve muito pouco vômito envolvido. Agora, não apenas te fiz passar mal, como não consigo me lembrar de nenhuma das coisas que eu precisava te dizer.

Eu me viro para o espelho. Pareço um demônio. Não, nem tão bem assim.

Pareço um demônio saído de um inverno atômico e depois de ter sido atacado por zumbis.

Penso em corrigir o estrago com maquiagem quando Jughead dá um passo à frente e tira o cabelo do meu ombro. Isso me dá arrepios.

— Jesus, Betty  — ele sussurra. — Mesmo vomitando você ainda é a mulher mais linda que já vi na vida.

Eu gelo enquanto ele encara nossa imagem no espelho.

— Jughead, você não pode dizer coisas assim.

— Por que não? Olha para nós. Somos perfeitos juntos.

Ele esfrega os dedos nos meus. Fecho os olhos e inspiro.

— Sempre fomos. Não importa quão fodidas as coisas eram nos bastidores, nós sempre parecemos feitos um para o outro. E somos.

— Jughead...

Eu me viro para encará-lo. Ele se inclina à frente, mas eu coloco minha mão em seu peito para detê-lo.

Ele suspira e trava o queixo.

— Tocar em mim neste momento não é exatamente uma boa ideia. A não ser que você queira destruir minha postura fria e calma.

Tiro a mão do seu peito e me inclino contra a bancada. Não ajuda em nada a diminuir o desejo que estou sentindo. Está preenchendo cada canto deste banheiro.

— Como depois de todo esse tempo você ainda me afeta assim? — ele pergunta se inclinando à frente.

— Assim como? — Sei exatamente como, mas quero ouvi-lo dizer.

— Nervoso e calmo ao mesmo tempo. Louco e sereno. Selvagem e civilizado. Só ter você por perto me faz esquecer toda a merda que passamos e apenas...

— O quê?

Sua expressão se torna ávida.

— Apenas querer me enterrar em você e esquecer de tudo. Fazer nosso passado ir embora.

Se fosse tão fácil assim.

— Senti saudade de você pra caralho, Betty. Você não faz ideia. Não faz mesmo, mesmo.

Eu vacilo. Meu lado cauteloso sussurra que estou prestes a dar com a cara no poste. Me avisa que não posso comer lagosta. Grita que estou em vias de cair num canteiro gigante de urtiga.

Avalio o perigo por cerca de três segundos antes de colocar meus braços ao redor do pescoço dele e abraçá-lo. Ele passa os braços ao meu redor enquanto encaixa a cabeça no meu pescoço e solta um suspiro estremecido.

Como em todas as vezes, me arrepio inteira.


Notas Finais


Talvez de noite eu volto.

Byee


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