História Meu Romeu - Capítulo 24


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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Ana, Jim, Karol Sevilla, Luna Valente, Matteo, Nico, Nina, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Lutteo, Ruggarol, Sou Luna
Visualizações 292
Palavras 1.251
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi meus queridos, como vocês estão? Prontos para mais um capítulo? Aqui estão para vocês ❤

Capítulo 24 - Minha Julieta - Capítulo 2


Seis anos antes

Westchester, Nova York

Grove

Acordo, me espreguiço e levo um tempo para entender por que estou dolorida. Então me lembro.

Eu transei. Um sexo incrivelmente apaixonado, de fazer tremer todos os músculos do corpo. Com o Matteo.

Sorrio.

Matteo Balsano tirou minha virgindade.

Ó, Senhor, como foi bom senti-lo. À minha volta e dentro de mim.

Cenas da noite anterior voltam, elas me tomam e transformam a dor em arrepios.

Certamente devo estar com outra aparência agora. Eu me sinto diferente.

Maravilhosa. Como se todo um novo mundo de experiências tivesse se aberto para mim e eu não pudesse esperar para explorá-lo. Com ele.

Enquanto suspiro satisfeita, estendo o braço para o outro lado da cama, e o encontro vazio.

Abro os olhos.

— Matteo?

Me levanto e vou checar o resto do apartamento. Vazio.

Volto e me sento na cama. Os lençóis estão amarrotados e ainda têm o cheiro dele.

Confiro o telefone. Nenhuma mensagem. Olho embaixo da cama para ver se algum tocante bilhete apaixonado ou de desculpas não caiu por ali.

Nada.

Que ótimo.

Estou segura de que, quando um homem sai da sua cama e some no meio da noite, isso não é um bom sinal.

Mais tarde naquela manhã, meus joelhos tremem enquanto espero nossa aula de atuação avançada começar.

Matteo está atrasado. Ele nunca se atrasa.

Ainda não consigo acreditar que ele simplesmente foi embora. Quer dizer, se você dorme com uma garota pela primeira vez, pelo menos lhe manda uma mensagem, certo? Ou dá um telefonema de verdade para dizer: “Ei, obrigado por me deixar deflorá-la. Foi incrível”.

Sei que se abrir não é nada fácil para o Matteo, mas será que ele não percebe que não é o único que precisa de segurança?

Juliana entra na sala, e eu tento tirá-lo da cabeça.

— Senhoras e senhores, bem-vindos de volta. Espero que o feriado de Ação de Graças tenha sido bastante agradável. — Todos murmuram algo vagamente positivo, e ela sorri. — Que bom, porque pelas próximas semanas vou pressioná-los mais do que nunca. Neste semestre trabalharemos com máscaras, uma das mais desafiadoras e antigas formas da arte do teatro.

A porta se abre e Julianna franze a testa enquanto Matteo entra e se senta. Ele parece cansado.

— Obrigada por se juntar a nós, sr. Balsano.

Ele assente.

— Imagine, não tem de quê.

— Posso arrumar alguma coisa para o senhor? Um relógio, talvez?

Matteo olha para as mãos.

— Desculpe pelo atraso.

Juliana lhe lança um olhar cortante.

— Como estava dizendo, o trabalho com máscaras é difícil e requer completa honestidade e abertura do ator. Não é uma forma de arte que perdoa bloqueios emocionais ou inseguranças. Preparem-se para autoexames brutais.

Matteo me olha de relance e me dá um sorrisinho tenso antes de se virar para o outro lado.

Juliana vai até sua mesa e pega uma caixa grande, cheia de máscaras. Ela as espalha no chão.

— Essas máscaras expressam traços emocionais específicos. Eu gostaria que todos vocês dedicassem alguns minutos para escolher uma que lhes diga alguma coisa.

Todos vão até as máscaras. Enquanto falam e riem uns com os outros, Matteo fica para trás, esperando o grupo recuar. Vou até ele e fico ao seu lado.

— Oi.

— Oi. — Ele mal olha para mim.

— Você fugiu de mim hoje de manhã. — Ele enfia as mãos nos bolsos e os músculos de sua mandíbula ficam tensos. — Você está... chateado comigo? Com o que aconteceu? Quer dizer, sei que você disse que nós devíamos esperar, e eu te pressionei para avançarmos, mas...

— Não. — Ele dá de ombros. — Não estou chateado com você. Eu só estava... eu tinha umas coisas para fazer e não queria acordá-la. Está tudo bem.

As palavras dele são tranquilizadoras, mas não fazem com que eu me sinta nem um pouco melhor.

— Então, você... gostou? De mim? Do que fizemos? Matteo fica de cabeça baixa, e vejo uma insinuação de um sorriso enquanto ele se inclina para sussurrar em meu ouvido.

— Luna, só você mesmo para querer discutir sexo no meio da aula.

Podemos, por favor, falar disso mais tarde, quando não estivermos em uma sala cheia de gente?

— Oh, sim. Claro. Mais tarde. — Sei que ele tem razão, mas meu ego continua murchando a cada segundo. — Mais tarde quando?

Ele suspira e se inclina novamente, fica tão perto que seus lábios roçam minha orelha.

— Sim, eu gostei. Muito. Você foi, sem dúvida, a melhor. Mas pensar nisso agora não vai ser uma boa para mim. Então, por favor, pelo amor de todas as ereções fora de hora, deixe isso para lá.

Sua confissão me deixa radiante. Não o desculpa de ter ido embora, mas pelo menos sei que ele curtiu.

Juliana acena para nós.

— Sr. Balsano, srta. Valente... menos conversa, mais escolha de máscaras, por favor. Eu gostaria de começar.

Quando chegamos mais perto, só restaram duas máscaras: uma com um nariz grande e sobrancelhas pesadas e franzidas, e outra que parece uma criança, com olhos redondos e bochechas macias.

— Agressividade e vulnerabilidade — diz Juliana, se reclinando contra a mesa.

Quando eu pego a criança e Matteo estende a mão para a outra, ela estala a língua e troca as duas. 

— Esta é uma escolha bem menos óbvia para os dois, vocês não acham?

Matteo fica tenso, e por um segundo acho que ele vai discordar, mas Juliana o olha fixamente até que ele se vira e volta para seu lugar.

Ela então chama os alunos em pares para o espaço de atuação. Dá deixas para cenas improvisadas que usam apenas linguagem corporal. É difícil, e todo mundo se esforça, mas Juliana pressiona para que rendam mais. Ela está assustadora hoje, e quando chama a mim e a Matteo para o palco, minhas mãos gelam.

— Srta. Valente, a senhorita está representando força, mas em um contexto negativo. Obstinada, dominadora, intransigente. Sr. Balsano, o senhor é o oposto.

Sensível, aberto, confiante. Assim que estiverem prontos.

Visto minha máscara. Ela é apertada e fica difícil respirar. Minha visão está limitada aos pequenos buracos para os olhos, e eu preciso virar a cabeça para ver Matteo.

Ele me olha por alguns instantes antes de colocar sua máscara.

Levo algum tempo para me concentrar, e então vou em sua direção, tão assertiva quanto consigo ser. Não é fácil, já que ele é bem mais alto que eu.

Ainda assim, tento ser agressiva e intimidadora.

— Sinta o que está fazendo, srta. Valente. Habite a emoção da máscara.

Agarro a camisa de Matteo e, em silêncio, ordeno que ele se sente no chão. Ele recua, fingindo medo, mas seu movimento é desajeitado.

— Sr. Balsano, sua máscara representa submissão e vulnerabilidade. Você deve encarnar essas características. Abra-se.

Matteo tenta fazer o que ela pede, mas seus gestos são tão clichês que ele parece mais zangado que vulnerável.

Posso ver que Juliana está desapontada com nossas tentativas. Poucos minutos depois, quando ela interrompe o exercício, Matteo praticamente arranca a máscara e volta à sua cadeira pisando duro.

Juliana recolhe as máscaras e as coloca de volta na caixa.

— Eu sei que hoje foi difícil, mas deve melhorar. A avaliação final nesta matéria representará cinquenta por cento de suas notas, então espero que todos vocês façam o seu melhor.

Matteo ergue a mão.

— Sr. Balsano?

— Podemos trocar as máscaras da próxima vez?

— Não. As máscaras com que trabalharam hoje permanecerão com vocês pelo restante do semestre. Acho melhor que o senhor se acostume a explorar seu lado vulnerável, sr. Balsano.

A expressão no rosto de Matteo é tão desdenhosa que chega a ser engraçada.


Notas Finais


Para quem queria saber o que aconteceu depois da primeira vez deles, aqui está para vocês, mas antes de tudo, se lembram de quem estamos lidando, e é isso.
Até amanhã meus amorecos, beijos ❤


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