História Meu secreto amor ( Michaeng) - Capítulo 25


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Categorias TWICE
Personagens Personagens Originais
Visualizações 222
Palavras 5.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom sábado pra vocês meus amores... Saindo mais um capítulo... Espero que gostem e boa leitura ❤️❤️❤️ desculpem qlq erro 😘🤫 PS: MTO OBRIGADA PELAS FELICITAÇÕES... ME SENTI MUITO AMADA, DE CORAÇÃO OBRIGADA MESMO TÁ... POR FAVOR SE CUIDEM NESSE FDS

Capítulo 25 - Aos teus cuidados (parte 2 )


Fanfic / Fanfiction Meu secreto amor ( Michaeng) - Capítulo 25 - Aos teus cuidados (parte 2 )

             Son Chaeyoung

Mina ainda chorava nos meus braços. Ela tentou parar, mas toda vez que tentava não conseguia. Meu coração estava completamente partido por vê-la dessa forma.  Sana havia me ligado, não contou tudo, mas o suficiente pra eu poder perder o chão e ficar totalmente preocupada com ela. Liguei várias e várias vezes mas ela não atendia, não mandava mensagens nem nada, comecei a pensar se ela estava onde meu coração queria que ela não estivesse. Eu fiquei parada na janela da minha casa com a esperança de vê-la e foi oque aconteceu. Mina apareceu em frente minha casa, demorou a sair do carro e então eu entendi o porquê. Ao vê-la correr e se chocar contra os meus braços, a minha única vontade era de mantê-la colada em mim, segura, sem deixar que nada e ninguém a machucasse novamente.

Entramos em casa e eu deixei ela chorar novamente. Ela sentou no sofá e levantou as pernas abraçando os joelhos, estava com uma almofada apertando contra seu peito. A deixei aliviar sua dor assim, eu estava destruída e escondia o choro dela, eu não queria que ela também me visse chorando e ficasse preocupada ou se sentisse pior do que já estava. Aos poucos ela foi cessando o choro. Me aproximei do seu corpo e abracei de lado. Ela ainda permaneceu agarrada aos joelhos, coloquei minhas pernas em volta dela e beijei seu ombro. Não disse palavra alguma, só queria demostrar que ela não estava sozinha. Mina soluçava baixinho, deixei minha cabeça testa encostada em seu ombro e fiquei acariciando suas costas até vê-la parar o choro.

— me descu.... Ela tentou falar e sentou  de frente para mim, uma perna estava no chão e a outra dobrada em forma de índio.

— não, não contínua essa frase. A Interrompi já sabendo oque viria, coloquei minha mão tapando sua boca. Seus olhos inchados e vermelhos revelavam o tamanho de sua dor. Encostei minha testa na sua e fechei meus olhos acariciando seu rosto. Sua respiração quente batia contra meus lábios.

— você quer comer alguma coisa?. Perguntei com  a voz baixa e mansa, mas ela só balançou a cabeça em negação.

— só quero que fique aqui comigo.

— eu tô aqui meu amor, não vou sair do seu lado, nunca, nunca. Beijei seus lábios com um beijo casto. Mina deitou no sofá com sua cabeça em minhas pernas, na tv passava um filme que eu nem conseguia prestar atenção. Eu passava minha mão sobre seus cabelos e senti uma gota cair na minha pele. Olhei e ela novamente estava chorando. Dessa vez estava silenciosa, seus olhos estavam fechados mas na ponta do seu nariz estava caindo mais uma lágrima. Me curvei para alcançar seu rosto e depositei um beijo em sua bochecha.

— vamos pro quarto amor, você precisa dormir. 

— tenho que avisar a Sana, cadê meu telefone?. Ela levantou e procurou o aparelho, me juntei a ela pra procurar, mas lembrei que ela não estava com o telefone quando entrou em casa.

— você deve ter deixado no carro.

— eu vou pegar.

— não, deixa que eu pego, enquanto isso você pode tomar um banho se quiser, tem toalha no meu guarda roupa, você pode pegar. Ela assentiu e eu peguei suas chaves. Sai de casa e fui até o seu carro onde estava estacionado do outro lado da calçada. Distravei o carro e peguei sua bolsa, abri e vi que o celular estava dentro, antes de fechar o carro eu olhei para o banco do passageiro e vi algumas coisas que eu nunca tinha visto, mas sabia muito bem oque era. Sentei no banco do motorista e fiquei olhando para as coisas que estavam em minhas mãos. Não era apenas uma, eram várias, e bem diferentes uma da outra. Respirei fundo e voltei pra casa. Antes de ir pro quarto dei uma última olhada em Luhan  e ele dormia profundamente. Peguei um suco de laranja e levei em uma bandeja pra ela.

— você demorou. Ela disse já sentada na cama, estava vestida apenas com uma camisa larga e com um short curto.

— bebe esse suco. Estendi a mão com k copo em mãos.

— Chae, não precisava, eu não tô com fome, mas tô com muita dor de cabeça. Deixei a bandeja em cima da escrivaninha e voltei até a cozinha pra pegar um remédio.

— aqui, bebe o suco com esse remédio, você vai se sentir melhor. Ela pegou o comprimido e tomou sem fazer alarde algum. Sentei na cama e coloquei o que tinha achado na sua frente. Eu sei que não é o momento certo pra perguntar mas eu tinha que fazer isso, afinal oque ela dissesse eu iria saber até que ponto Mina estava viciada. Ela olhou para as substâncias que coloquei na cama e não disse nada.

— qual deles e quantas vezes você usou hoje?. Perguntei séria, Mina levantou o olhar pra mim no mesmo momento.

— eu não usei.

— Mina não mente pra mim, você não prec...

— eu não usei Chaeyoung. Ela disse séria me interrompendo antes de eu terminar.

— eu comprei tudo isso hoje, eu ia usar sim, eu quis e ainda quero usar, mas não consegui, eu não... Eu não consegui usar Chae, acredita em mim. Seus olhos já estavam ficando marejados novamente e pareciam sinceros.

— eu acredito, e eu tô muito orgulhosa de você. Levantei da cama com as drogas em mãos e fui até o banheiro e joguei todas no vaso sanitário dando descarga logo em seguida. Voltei para a cama e sentei novamente ao lado da mais velha, ela estava com a cabeça baixa e suas mãos massageavam as têmporas. 

— tá doendo muito?. Ela balançou a cabeça em confirmação e deitou. Passei minhas pernas sobre seu corpo me sentando na sua barriga e levei minhas mãos até sua cabeça e comecei a massagear. Suas mãos que estavam na cama logo foram parar nas minhas pernas. Eu massageava suas têmporas e suas mãos acariciavam minhas coxas. 

Enquanto eu a ajudava a aliviar sua dor de cabeça. Mina fechou os olhos e suas mãos deslizaram e repousaram sobre a cama. Ela havia dormido e eu agradeci por isso. Eu não tive coragem de perguntar nada sobre oque aconteceu, eu sabia apenas de alguns detalhes e não tinha interesse algum em saber que a pessoa que deveria ser um exemplo de amor e compreensão, foi possivelmente a que causou dor a pessoa à minha frente. Mina está sofrendo e seu sofrimento me fazia ficar e me sentir inútil. Sai de cima e me deitei ao seu lado, ela se mexeu deitando de lado, suas mãos se juntaram como se estivesse fazendo uma prece, uma mecha de cabelo estava cobrindo seu rosto e eu a retirei com cuidado para não acorda-la.

Eu tinha perdido o sono, levantei da cama várias vezes essa noite, Mina ainda dormia mas se mexia a todo o momento, eu fiquei pensando se estava tendo um pesadelo ou só porque seu sono estava agitado ao ponto de deixá-la também assim, mesmo dormindo. Sentei na cama e comecei a lê um livro com a luz somente da lanterna do telefone, não liguei a luminária com medo que ela acordasse, consegui lê ainda 5 capítulos do meu livro e quando já senti o sono chegar, desliguei a lanterna e me deitei ao seu lado de frente pra ela. Já estava começando a fechar os olhos quando escutei Mina se agitar e gemer ao meu lado. Abri os olhos meio assustada, fiquei com medo dela estar sentindo dor novamente.

— Minari... Chamei baixinho para vê se ela acordava, Mina começou então a falar coisas sem sentindo e estava ficando mais agitada ainda na cama. Acendi a luminária e pude vê o quanto ela estava suada, Mina gemia e chamava por seus pais e por mim. Tentei novamente chama-la e mexia com cuidado, mas nada, seu pesadelo estava ficando maior já que agora ela estava quase se debatendo na cama.

— Mina, Mina acorda, amor.  Chamei mais alto e mexi nela mais forte, Ela abriu os olhos e eles estavam arregalados, sua respiração estava ofegante, seu peito arfava rápido.

— Chaeyoung... Ela disse meu nome arrastado e sentou na cama e pôs as mãos na cabeça. Mina começou a chorar novamente. 

— amor, Mina oque houve?. Perguntei preocupada e tirei suas mãos de sua cabeça levantando seu rosto para que eu pudesse olhar em seus olhos.

— eu vou morrer Chaeyoung. 

— oque? Não!  Mina, não fala isso.

— Chae não me deixa, se alguma coisa acontecer por favor não me deixa. Ela falava e de seus olhos caíam lágrimas de tristeza e sofrimento.

— Mina para com isso.

— Chae, algo ruim vai acontecer, eu vou morrer Chaeyoung, eu vou morrer.

— Mina para, não diz isso por favor,eu não quero pensar isso, então para por favor. Minha voz saiu embargada e uma dor forte me atingiu. Só em pensar na possibilidade de perde-la eu estava morrendo por dentro.

— amor só foi um pesadelo, tá tudo bem, não vai acontecer nada. Eu a abracei e ela estava tremendo e muito quente. Me soltei do seu abraço e encostei a palma da minha mão na sua testa para verificar a temperatura.

— meu Deus Mina, você tá ardendo em febre, eu vou pegar um remédio pra você.

— não, não vai, fica aqui comigo, não vai. Ela segurava forte em minha mão não me permitindo sair do seu lado.

— eu preciso ir, você não tá bem, eu volto logo, amor fica calma.

— não, não quero que saía de perto de mim Chaeyoung, não me deixa. Ela se lançou nos meus braços e me apertava forte, seu corpo tremia e sua respiração ainda estava descontrolada, Mina estava tendo um ataque de pânico e eu não sabia oque fazer. Era algo novo pra mim, eu já esperava que isso poderia acontecer em breve, já que ultimamente ela tem tido muita raiva e preocupação.

— amor, Mina, olha pra mim. Disse com a voz o mais calma possível para tentar acalma-la, ela levantou o olhar e eu estremecia por vê aqueles olhos tão perfeitos em uma agonia visível.

— tá tudo bem, só foi um pesadelo, eu tô aqui, nada vai te acontecer, você confia em mim?. Ela engoliu seco e confirmou que sim apenas balançando a cabeça. Segurei em seu rosto e com meus dedos polegares, limpei as lágrimas que ainda caíam.  Como ela havia pedido, eu fiquei mais um pouco com ela, Mina deitou na cama novamente e eu fiquei do seu lado a abraçando forte por trás, já que ela havia deitado de lado de costas para mim.

Estava com minha testa encostada em suas costas e nossas mãos estavam enlaçadas. Mina ainda estava ardendo em febre, mas ela não queria ficar sozinha.

— Mina, eu preciso pegar o remédio, amor você não tá bem.

— eu tô bem Chaeyoung, só estou com frio. Sua voz estava trêmula e ela falava soletrando cada palavra, me ergui para pegar em sua testa novamente e estava pior que antes, seus lábios se batiam de frio, seus olhos estavam fechados e seus lábios já quase ficando de outra cor, eu estava começando a me desesperar. Sai da cama e correndo fui até a cozinha e peguei um remédio antitérmico e o termômetro. Assim que voltei para o quarto ela havia se encolhido toda na cama. Dei a volta e pus o termômetro embaixo de seu braço. Esperei alguns minutos e quando tirei a temperatura estava a 40° de febre. Imediatamente peguei o remédio e eu mesma pus em sua boca já que ela estava fraca e sem forças.

Fui até o meu guarda roupa e tirei uma camiseta e um shortinho mais leve.

— amor você precisa me ajudar tá, temos que tirar essa roupa de você.

— não, tá doendo Chae. Ela falou em um gemido baixo e sem abrir os olhos. Fiquei preocupada mais do que já estava, onde poderia estar doendo? Eu não tinha idéia do que fazer.

— onde dói?. Perguntei puxando de leve sua calça moletom que ela havia colocado.

— meu corpo, ele tá doendo muito. Continuei a tirar a calça e com um movimento rápido eu puxei e coloquei o short sem nem perceber, agora o trabalho ia ficar mais difícil já que pra puxar sua camisa teria que mexer com sua cabeça que provavelmente era onde mais doía. 

— eu sei que dói, mas vai ser rápido, eu prometo, você não pode ficar com essa roupa Mina. Consegui que ela ficasse sentada por uns segundos até eu conseguir tirar a camisa e assim o fiz rápido pra poder trocar sua peça de roupa e deixa-la na cama. Peguei o copo com água e a fiz beber mais um pouco. Ela deitou novamente e eu a cobri toda com o cobertor, a noite estava fria e a chuva já tinha começado lá fora.

— Chae. Ela gemeu baixinho meu nome.

— tô aqui. Falei ao seu ouvido, ela me olhou por cima do ombro, já que novamente tinha deitado de lado e de costas para mim. 

— durma meu amor, eu tô aqui, eu tô aqui. A agarrei por trás e novamente enlacei minhas mãos as dela. Como a febre estava forte e o medicamento ia começar a fazer efeito, eu deveria ficar um pouco mais afastada dela, mas ao vê-la assim, tão debilitada eu sentia e queria que ela notasse que eu estava ali, e que não ia deixar que nada a acontecesse.  Os minutos foram passando e eu fui sentindo sua mão afrouxar um pouco das minhas, percebi então que ela havia dormido novamente, seu suor estava aumentando um pouco mais, era o efeito do medicamento, me afastei um pouco mais do seu corpo e tirei o cobertor grosso deixando somente o fino a cobrindo.

Olhei no relógio que estava na escrivaninha e já passava das 3h da manhã, e eu ainda não conhecia oque era  dormir naquela noite. Fiquei com medo de Mina acorda novamente, ou de talvez sua febre ficar pior. Fechei meus olhos mesmo lutando para mantê-los abertos e quando abri novamente, já foi por conta do barulho do despertador.  Olhei logo para a pessoa que estava ao meu lado, Mina tinha mudado de posição várias vezes na noite, se ela não tivesse no lado da cama que fica na parede, com certeza ela teria caído. Me ergui e coloquei a mão novamente em sua testa, ela ainda estava quente mas não tão quanto antes. Olhei pro lado quando vi a porta do quarto se abrir, achei até que fosse Jihyo mas não, era Luhan, estava parado na porta olhando pra mim com uma carinha de sono, seu dedo polegar ainda estava na sua boca e ele segurava seu ursinho.

— bom dia meu amor. Disse baixinho me levantando da cama sem fazer muito movimentado para não acorda-la, me aproximei do pequeno e o coloquei nos meus braços dando um beijinho em sua bochecha. Ele tirou o dedinho da boca e com o indicador, apontou para a Mina.

— você tá reconhecendo? É a Mina, ela tá dodói. 

— dodói neném. Ele repetiu e eu me emocionei, ele não era de falar muito, principalmente depois que perdemos nossos pais. Mina não tem noção do que ela tá fazendo com minha família, ela precisa saber disso, ela tem que saber que é muito, muito amada pelos Sons.

— vamos tomar um banho enquanto a neném tá dormindo, e depois vamos comer alguma coisa e trazer pra ela, oque acha?.  Falava com luhan e ele ainda olhava pra Mina, nossas bochechas estavam coladas uma a outra, meu pequeno menino tinha um cheiro maravilhoso, e eu sentia que ele estava diferente, ele olhava pra Mina, não tirava os olhos dela e pra uma criança que sofre com autismo ter essas atitudes, é porque ele viu nela alguém especial, ele confia e a ama, e isso me dava a maior alegria, mesmo que meu coração esteja triste por vê uma das pessoas que mais amo sofrendo.

Levei Luhan ainda no meu colo para o seu quarto, e o despi para um banho. Pela primeira vez ele não deu trabalho alguma. Enquanto passava sabonete no seu corpo ele brincava e apontava para porta, olhei pra vê se tinha alguém mas não, não havia ninguém.

— Mina. Ele falou e eu arregalei meus olhos, olhei novamento pra vê se era ela que estava atrás de mim, e novamente não vi ninguém.

— Mina, Mina, Mina. Luhan começou a pular e falar o nome dela com mais frequência. Ele estava agitado, porém era diferente sua agitação, não era raiva, era alegria, ele estava alegre e bem eufórico. 

— calma meu amor, você já vai vê-la. Disse logo tirando todo o sabonete de seu corpo, após isso o enrolei com seu roupão e o levei até sua cama já o enxugando e colocando seu fardamento, assim que o deixei pronto, fui segurando sua mão até a cozinha e o coloquei na sua cadeira, ele brincava com os carrinhos enquanto eu preparava o café da manhã.

— cheguei... Ouvi Jihyo anunciar sua chegada assim que passou pela porta. Ela entrou na cozinha com algumas sacolas de supermercado nas mãos.

— unnie, você chegou, por quê?. Me surpreendi e ao mesmo tempo fiquei nervosa, Mina estava dormindo no meu quarto, eu não sei oque Jihyo iria falar.

— como assim?. Ela pôs as sacolas na bancada da cozinha, beijou a cabeça de Luhan e depois o meu rosto. — nas quartas meu plantão é só a noite Tigrinha.

— ow é verdade, tinha esquecido.

— tô morrendo de fome. Ela lavou as mãos e começou a me ajudar a preparar o café da manhã.

— unnie.

— hm?. Chamei sua atenção enquanto colocava algumas frutas em uma bandeja e ela preparava os ovos. — Mina tá aqui. Falei rápido, sem dar voltas ou fazer alguma mistura de tudo até chegar ao ponto. Ela colocava uma uva na boca e parou me olhando.

— aqui? Onde?. Ela procurou ao redor e eu a acompanhava. 

— no meu quarto, dormindo. 

— por quê? Chaeyoung não vai me dizer que... 

— não unnie, não é oque você tá pensando. A cortei rápido sentindo minhas bochechas queimarem.

— aconteceu alguma coisa Tigrinha?.

— sim, mas eu não sei bem oque houve, foi um desentendimento com sua mãe, ela não tá bem unnie, ela passou a noite com muita febre.

— febre? Mas você deu algum medicamento pra ela?, Quanto ela tava de febre?.

— 40°...

—  meu Deus Chaeyoung, isso é muito alta, você verificou hoje pela manhã?.

— não, eu vou fazer isso agora, mas tive que preparar o café e o Luhan..

— então vai lá, eu termino aqui, qualquer coisa você me chama. Ela disse com toda a simplicidade e preocupação que sempre demostrava conosco. 

— Jihyo, obrigada, muito obrigada...

— pelo que Chaeng?.

— por me apoiar... Ela se aproximou de mim passando a mão sobre meu rosto, eu estava triste pelo que estava acontecendo com minha namorada, mas não quis demostrar, e suas atitudes só provam o quanto eu sou sortuda.

— te apóio em tudo que seja pra sua felicidade.  A abracei forte, ouvir isso foi fortificante pra mim, mesmo sabendo que de sua parte eu sempre terei  seu apoio, eu ainda sentia uma insegurança e um medo.

— cadê o Luhan?. Ela falou ao se separar do meu abraço. Olhei para o lugar onde o havia deixado mas o pequeno sumiu.

— vou buscá-lo. Fui direto para onde eu sabia que ele estaria, já que não parou um minuto de falar da mais velha. Assim que entrei no quarto eu parei com a cena. Luhan estava deitado de lado na direção de Mina, ele passava o carinho na cama e ela brincava com o outro carinho junto a ele.

— ele acordou você?. Ela levantou o rosto para mim e sentou na cama. 

— sim, mas eu amei, eu queria ser acordada assim.  Ela sorriu de lado, mas seus olhos ainda diziam seu estado.

— como ésta se sentindo?. Encostei a palma de minha mão na sua testa e Mina novamente estava queimando de febre.

— Mina você tá muito quente, eu vou te levar ao hospital. Me levantei depressa mas ela me segurou me impedindo de continuar.

— não é nada Chae, deve ser só uma gripe.

— e se não for?. Lembrei do que ela havia me dito a noite e o medo me assolou rápido, eu não sei oque faria se algo acontecesse a ela, perder alguém que você conhece é bem difícil, perder alguém que você ama é quase impossível ter que continuar a viver em um mundo sem aquele alguém. Foi oque senti quando perdi meus pais, metade de mim morreu com eles, e o buraco que ficou, está sendo preenchido pela garota a minha frente.

— não se preocupe, não é nada.

— neném dodói. Luhan falou novamente, ele passou a mão acariciando de leve os braços de Mina, ela o olhava surpresa.

— amor ele, ele me chamou de...

— de neném, e ele não parou de chamar seu nome Minari. Ela pôs as duas mãos na boca em surpresa e eu sorri ao vê-la tão abobada. 

— bom diaa, olá Mina. Jihyo entrou no quarto e Mina mudou de cor, ela paralisou olhando pra minha irmã que estava parada na porta.

— bo-bom dia Jihyo. 

— está se sentindo bem?. Ela se aproximou e fez o mesmo que fiz, pôs a palma da mão na testa de Mina. — você não tá bem. Ela saiu do quarto com urgência do mesmo jeito que entrou.

— porque você não me falou que ela estava aqui Chaeyoung?. Ela disse assustada e sussurando.

— ela chegou a alguns minutos, mas não tem problema amor.

— claro que tem, e se ela não tiver gostado de me vê aqui?  e se brigar com você? Comigo? Eu não vou ter coragem de enfrentar ela.  Ela se calou assim que Jihyo entrou novamento com o termômetro nas mãos. Ela sem dizer nada se aproximou e pôs o aparelho embaixo do braço de Mina para medir a temperatura, se afastou e ficou encarando o relógio, enquanto isso Mina estava envergonhada sem saber oque dizer ou onde olhar, Luhan deitou com a cabeça no colo de Mina e brincava ainda com seu carrinho.

— porque tá me olhando desconfiada Mina?. Jihyo falou sem tirar os olhos do relógio.

— eu, é, eu... Ela gaguejou e eu sorri, mas logo desfiz meu sorriso quando recebi um olhar de reprovação dela.

— eu sei que vocês namoram, e é normal namorados dormiremos juntos. Ela se aproximou e tirou o termômetro. — aqui é sua casa também, então não se preocupe e nem tenha medo de nada. Ela arregalou os olhos quando viu a temperatura. 

— você vai tomar esse remédio, Jihyo tirou do bolso um comprimido e pegou a água que estava na escrivaninha, e entregou a ela, Mina pegou de suas mãos e logo pôs em sua boca. — e vai tomar um banho bem frio agora, e se essa febre continuar vamos ao hospital.

— obrigada Jihyo, mas não precisa se preocupar.

— ei, não fale nada, já pro banho, e você seu sapequinha, vamos pra escola. Ela pegou Luhan no colo e saiu do quarto.  Mina me olhou com a boca  aberta, levantei da cama e peguei uma toalha a entregando em seguida.

— eu vou te matar Son Chaeyoung.

— do quê? De amor? Porque se for isso, você já está me matando. Me aproximei e segurei em seu rosto e a beijei com um selinho demorado. Ela se afastou e me reprovou novamente.

— você vai ficar doente também.

— não me importo, eu quero te beijar.

— não...

— por favor. Pedi quase chorando, ela segurou em meu queixo e eu fechei os olhos já fazendo um biquinho pra receber o beijo.

— MINARI!!! Cruzei os braços com ar de raiva ao perceber que fui enganada. Ela correu para o banheiro sorrindo e trancou a porta assim que percebi e fui atrás dela, bate na porta mas ouvi apenas sua gargalhada que eu amo e sentia tanta falta.

— você não vai fugir pra sempre Myoui Mina....

— pra sempre não, mas vou fugir até ficar boa. Ela gritou do outro lado da porta e eu bufei de raiva, decepção e alegria por vê-la sorrir.... Enquanto Mina tomava banho eu fui novamente até a cozinha, Jihyo estava a mesa e Luhan no seu colo,ela estava tentando fazer com que ele comesse alguma coisa mas não estava tendo sucesso.

— vamos luhan, abre a boquinha. Ela falava com calma e fazia aviãozinho, mas como ele sempre deu trabalho pra comer, nada o iria fazer mudar de idéia.

— hoje desisto tigrinha, tô sem paciência e com muito sono. Ela levantou com ele no colo e o pôs em sua cadeira.

— vai descansar unnie, eu cuido dele.

— e a Mina?.

— ela tá no banho. Falei e dessa vez foi eu quem fui tentar alimentar Luhan.

— ela não vai pra aula hoje não é? uma febre alta dessas é perigosa, não a deixe ir. 

— tudo bem, não vou deixar, vou ficar em casa com ela, hoje a matéria é simples e eu não tenho nenhuma falta. Enquanto falava tentava por na boca de Luhan um pedaço de mamão e ele recusou empurrando a colher para longe.

— então eu vou dormir um pouco, Daniel vem almoçar aqui, então não se preocupe que eu preparo o almoço, só leva Luhan até a van pra ele ir pra escola e diz a Mina que ela vai almoçar conosco.

— tudo bem unnie pode ir. Ela foi para o seu quarto e eu fiquei ainda na luta tentando colocar pelo menos um morango na boca do pequeno, olhei no relógio e faltava quase meia hora pra van vim buscá-lo, e eu precisava fazer com que ele comesse rápido.

— quer ajuda?. Me virei pra voz suave que veio aos meus ouvidos.

— oque tá fazendo aqui? Volta já pra cama Mina. 

— oque? Como assim? Nós vamos pra aula e você tá precisando de ajuda aí.

— não e  não, não vamos a aula hoje e tá tudo bem aqui, você vai voltar pra cama agora.

— Chaeyoung oque você tá falando?.

— Mina, volta pra cama, deixa de teimosia.

— não vou voltar. Ela cruzou os braços e deu alguns passos até ficar mais perto onde eu estava. Olhei pra ela com os olhos cerrados, eu estava falando sério e ela simplesmente não estava me ouvindo. Fiquei a encarando silenciosamente.

— você tá me assustando fazendo essa cara. Amor você tá falando sério?. Do jeito que estava continuei, e ela decidiu obedecer, levantou devagar, beijou a cabeça do Luhan e voltou para o quarto sem dizer mais nada. Após toda a batalha, consegui fazer ele comer, terminei de o preparar todo e o levei até a van que já buzinava em frente a minha casa. Voltei e preparei uma bandeja com suco, algumas frutas, ovos, torradas e levei tudo até o meu quarto onde Mina estava.  Ao entrar com a bandeja, ela voltou o olhar pra mim, ela estava sentada com as costas encostada na cabeceira da cama e coberta até a cintura com o cobertor.

— com quem você tá falando?. Perguntei ao vê-la concentrada no telefone.

— Sana, falei que estava bem e que não ia a aula hoje. Fui com a bandeja pra cama e me sentei na sua frente.

— Chae, não vou permitir que você falte aula por minha causa, e se sua irmã não gostar?.

— ela concordou comigo, aliás, disse pra eu não te deixar ir pra aula, uma febre alta é perigosa amor. Coloquei um pedaço de mamão em sua boca e entreguei o suco.

— não vou comer tudo isso.

— aishii, você é pior que o Luhan. Falei  chateada e a forcei a comer, algumas coisas ela exitava, como o morango por exemplo. Coloquei a bandeja de volta na escrivaninha após fazê-la comer quase tudo.

— quer me contar oque aconteceu ontem?. Ela baixou a cabeça e respirou fundo.

— não precisa falar se não quiser.

— não, tá tudo bem, é que... Ela fechou os olhos e novamente respirou fundo.

— amor não precis....

— minha mãe sabe sobre nós, aliás a família sabe.

— eles sabem?.

— sim e não foi nada amigável, minha mãe nunca aceitou essa minha opção Chae, então você deve imaginar oque houve.

— foi por conta disso que você foi comprar drogas? Porque vocês brigaram?. Coloquei uma mexa de seu cabelo atrás de sua orelha.

— não, não foi só isso Chaeyoung, eu não sou tão fraca assim. Sua fala saiu ríspida e um pouco alterada.

— eu sei que você não é amor, mas talvez sua mãe só esteja chateada por você...

— chateada Chaeyoung? Ela não tá chateada, ela tá com ódio. Sua voz saiu mais alterada ainda, ela se mexeu se afastando um pouco mais de mim.

— Mina, talvez não seja ódio, ela só está confusa...

— puta que pariu Chaeyoung, você não estava lá, você não ouviu oque ela me disse.

— Mina não xinga, e não precisa ficar com raiva, porque você tá falando desse jeito?.

— porque você tá defendendo ela? Chaeyoung minha mãe me odeia, ela tem nojo de mim.

— amor eu não tô defendendo ela.

— está sim, eu que ouvi Chaeyoung, ela olhou nos meus olhos e me disse tudo isso, ela disse que não sou sua filha, que tem nojo de mim, que sou uma decepção e que preferia me vê morta do que....

 Sua última palavra veio acompanhada da voz embargada, tudo que ouvi foi como um tiro no meu peito, eu não queria acreditar, eu não queria aceitar, eu nesse momento estava começando a sentir algo que nunca senti. Ódio;  ódio por ouvir isso, ódio por ter vindo da boca de alguém que era pra ser o colo, não uma doente que estava matando, psicologicamente e emocionalmente sua própria filha. Coloquei minhas duas mãos nas suas pernas, como estava sentada de frente pra ela, pude vê nitidamente seus olhos novamente ficarem marejados e cheios de dor.

—isso é tão injusto Chaeyoung, e dói tanto.  

— por favor não chora. Levei minhas duas mãos ao seu rosto e encostei nossas testas. — eu juro que não aguento mais te vê chorar. Falei com um nó forte na garganta.

— se você não chorar, eu também não vou. Ela disse e eu abri meus olhos para contemplar os seus negros em minha frente.

—  você não é nada disso Mina, ela não sabe oque tá falando e oque tá perdendo, eu amo muito você. Falei e encostei nossos lábios com um selinho rápido mas logo fui afastada por ela.

— Chae não, não quero que fique doente.

— eu não me importo Mina, se eu ficar você vai cuidar de mim.  Sorrimos juntas e ela finalmente me deixou encaixar com mais paixão nossas bocas uma na outra. Tudo estava começando a esquentar rápido, sem separar nossos lábios acabei indo direto para o seu colo envolvendo seu quadril com minhas pernas. Mina e eu só fizemos amor uma vez, e eu estava louca para repetir novamente. Meu corpo e minha alma pediam por ela instantemente. Estávamos em um beijo tão apaixonado e excitante que já estava começando a perder a linha, toda vez que ela apertava minha cintura e minha bunda, mordendo meu pescoço de leve, eu gemia baixo em seu ouvido.

A coisa tava começando a ficar mais forte e quente e se não fosse o telefone soando alto, íamos nos entregar novamente uma a outra, sem se importar se estávamos sozinhas ou não.

— quem é?.  Ela olhava fixamente para o aparelho que tocava insistentemente.

— minha mãe. 

— você não vai atender?.

— ela nunca me liga, deve estar querendo saber onde estou para poder continuar a briga, tenho que ir pra casa Chaeyoung. Ela se separou do meu corpo e foi fazendo movimento para se levantar, mas eu a impedi, eu não ia deixa-la ir, pelo menos não agora, não sozinha.

— você não vai Mina, você tá doente, não vou permitir que você vá, e você não vai enfrentar sua mãe sozinha, estamos juntas.

— Chaeyoung, eu sei que sim, mas esse não é o momento de te levar até ela amor, eu preciso primeiro tentar deixar claro, já que ontem não deu muito certo.

— mas Mina, pelo menos não vai agora, você ainda tá com febre e Jihyo pediu pra você almoçar conosco, amor fica, não vai agora. Pedi quase a suplicando, eu não queria deixar ir, estava com medo de sua mãe novamente a machucar, e eu não sei se ela ia conseguir ser forte novamente. 

— tudo bem eu fico. Assim que ela disse  que ficaria, me joguei nos seus braços a derrubando sobre o colchão e novamente colei meus lábios com os seus. Ficamos nos beijos e só na vontade de avançar, já que ela havia me chamado a atenção. Mina como sempre sendo meu anjo protetor, ela doente e preocupada com que eu também ficasse. Ela pôs um filme no seu telefone pra assistirmos juntas. Como eu não tinha dormido a noite, acabei que adormecendo em seu peito, ouvindo as batidas do seu coração e sentindo seu cheiro delicioso.

Eu a amo tanto.... é um amor inexplicável. Mina chegou na minha vida e virou tudo do avesso. Quando eu a conheci eu achava que ela iria me abandonar como muitos fizeram, mas não, ela ainda está aqui. Ela foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida, cada batida do meu coração, cada respirar, estava se tornando por ela, pela garota, pela minha garota de cabelos vermelhos....





Notas Finais


Annyeong... Gente quero só deixar claro uma coisa tá... Então, veio uma pessoa estranha no PV dizendo que a história tá chata, pq tá cheia de dramas ☹️e que não ia mais acompanhar☹️... Eu pedi desculpas e expliquei que eu tô contando uma realidade que hoje nós vivemos, drogas, discriminação, homofobia, ansiedade, depressão, tudo que está envolta de nós, então eu peço desculpas por isso,eu quero ser menos dramática o possível, mas é algo real que vivemos então novamente me desculpem... Eu só quero demostrar que por mais que isso tudo esteja acontecendo conosco, quero passar que podemos amar da maneira que queremos e que nunca vamos estar sozinhos ❤️❤️❤️❤️


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