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História Meu Sol - Capítulo 18


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Notas do Autor


Olá meus amores! Que saudadeeeeeeee
Eu sei... Eu sei...
Tô sumida kkkk
Mas não podia deixar de postar o penúltimo capitulo dessa história maravilhosa que eu amo demais.
Obrigada a todas que me mandaram mensagens me incitando a continuar, isso foi muito importante pra mim. Eu confesso que em certos momentos me deixei vencer pelo cansaço do dia a dia, mas o carinho de vocês me deram forças pra não desistir. Obrigada!

Capítulo 18 - Capítulo 17 - Será destino... Ou coincidência?


Fanfic / Fanfiction Meu Sol - Capítulo 18 - Capítulo 17 - Será destino... Ou coincidência?

O copo continuava cheio, a bebida forte chegava a incomodar seu olfato, mas isso não importava, ele só queria beber e esquecer sua briga com Hinata, só queria esquecer seus problemas...

Depois de vários minutos parado contemplando o copo com líquido âmbar em suas mãos, ele percebeu que não iria consegui ingerir uma única gota daquela bebida que prometia muitas coisas, uma delas era o estado de torpor que almejava para tentar sanar a dor na sua alma.

“Você sabe como eu estou me sentindo? Sabe o tanto que eu amava essa criança? Você mentiu pra mim! POR QUE HINATA? POR QUE DESSE JEITO?”

As lembranças de cada palavra dita, cada olhar espantado direcionado a ele vinham em sua mente.

Tentou beber o líquido do copo mais uma vez... “Não temos nada pra conversar, cansei de ser marionete nesse seu joguinho doentio.”

A visão dos olhos dela cheios de lágrimas, desesperados por um pouco de atenção. Uma chance de conversar... De explicar o que tudo aquilo significava. Chance essa, que ele não deu e deixou sua mulher grávida sozinha em casa, aos prantos e desestabilizada emocionalmente.

- DROGA!

- O que disse gatinho?- Uma mulher muito atraente o olhava atentamente, ele podia ver o desejo nos olhos dela.

Estava em um bar muito frequentado, pessoas bebendo, dançando e se conhecendo eram vistas por todos os lados.

- Meu nome é Konan, e o seu? - Ela se debruçou sobre o balcão evidenciando o decote no vestido justo.

Muitas coisas passaram pelos pensamentos de Naruto, desejo até, mas o pensamento mais forte que apertou seu coração e trouxe lágrimas aos olhos foi...

- Desculpe, se me der licença preciso ver como está minha esposa.

HINATA

Ele ainda estava magoado, um buraco parecia se tornar cada vez maior em seu coração, mas a Hinata que ele conhecia e amava merecia uma chance de se explicar.

Eles tinham de conversar. A ansiedade começava a tomar conta dele, olhando no relógio percebeu que já fazia uma hora desde que deixara Hinata em casa.

A noite já dominava tudo a sua volta. Ele passou a última hora olhando para um copo cheio de bebida e nem sequer conseguiu bebe-la.

Virando a esquina ele chegou em casa, estacionou o carro e saiu as pressas. Com a respiração irregular, os batimentos cardíacos acelerados não se conteve e chamou por Hinata logo que passou pelo portão, mas não obteve nenhuma resposta, a casa estava estranhamente silenciosa.

Foi em direção a porta que estava semiaberta, terminou de abri-la, dentro da casa estava escuro. Mesmo com o coração cada vez mais apertado, decidiu ignorar esses sentimentos, ela devia estar dormindo.

Mesmo assim, seus próximos passos foram apressados para poder encontrá-la. Antes que pudesse ter outro pensamento, se desequilibrou, a confusão em sua mente aumentou quando seus pés não tocavam mais o chão, e uma dor forte na cabeça turvou seus sentidos. “O que estava acontecendo?”

- De onde veio toda essa água? – A preocupação tomou conta do loiro o fazendo se levantar as pressas, escorregou mais uma vez, conseguindo se equilibrar e seguir pela casa.

- Hinata? Hinataaaa!– A chamava em cada cômodo que entrava

Depois de andar a casa toda a procura dela e não encontra-la, a preocupação já se transformava em desespero e culpa por tê-la deixado sozinha o consumia.

Pensou que ela deveria estar na casa do pai ou até de alguma das amigas, então resolver ligar, confirmando que Hinata não estava em parte alguma, mas aonde ela iria?

O pior foi ter que explicar para cada pessoa que ligava, que tinham brigado e que ele ficou fora por uma hora e quando voltou ela já não estava mais em casa, fazendo-o relembrar cada minuto desde que entrou por aquela porta e voltou sem encontrar Hinata em parte alguma.

Hiashi e Hanabi já estavam a caminho, tinham ficado muito preocupados com o sumiço de Hinata e enquanto ele olhava fixamente para a porta e a poça de água no chão da sala, rezava para que aquilo não significasse algo muito pior.

Sua esposa grávida sozinha prestes a dar à luz a uma criança que até hoje chamava de filho.

Precisava fazer alguma coisa! Ficar parado não iria trazer Hinata de volta.

Trazer Hinata de volta...

Esse pensamento destroçou Naruto, ela deveria estar lá com ele, tranquila e serena como todas as vezes em que ele voltava para casa.

Decidiu ligar para o médico dela, perguntou se ela havia entrado em contato com ele, mas a negativa só fez a angústia do loiro aumentar cada vez mais. Falou sobre o estresse que ela sofreu com a briga e a poça de água na sala.

A voz preocupa do médico soou um alerta na cabeça do dele.

- Precisamos encontra-la o quanto antes, vou ligar para os hospitais para ver se temos alguma notícia.

- Obrigado doutor Orochimaru, eu não havia pensado nisso.

Quinze minutos depois de entrar em casa, Naruto saiu novamente, dessa vez, decidiu andar pela vizinhança para perguntar se alguém a tinha visto.

Depois de andar pelo quarteirão e um pouco mais além, não obteve nenhuma notícia dela. Ao retornar para casa sem ela, não conseguiu sequer entrar, o desespero latente que ele tentava controlar com todas as forças ganhou essa batalha e enquanto as lágrimas invadiam seus olhos na noite escura, gotas grossas de chuva molhavam seu corpo.

A culpa era dele. Ela não estava segura. Ela poderia estar dando a luz em um beco ou no meio da rua.

- Meu Deus Naruto! – Ao olhar para cima viu sua cunhada se abaixando para falar com ele.

Estava tão absorto na própria angustia que não percebeu que estava sentado na beira da calça no meio de uma chuva de inverno.

Depois se se levantar e começarem a entrar na casa, ouviu uma voz familiar. Era sua vizinha Chyo, uma senhora idosa muito simpática que sempre conversava com eles.

- Meu querido, você está encharcado. – disse a senhora com doçura segurando um guarda-chuva.- E como está Hinata? Ela já voltou do hospital?

- A senhora viu a Hinata?- Perguntou Hiashi que havia saído do carro a pouco.

- Sim – A atenção se voltou imediatamente para ela.- Ela parecia estar com dor, foi quando me aproximei para perguntar se ela estava bem. Mas um homem muito branco e de cabelos platinados a levou dizendo que cuidaria dela.

- Ele disse o nome dele? – a voz em uníssono de Hanabi e Hiashi chamou atenção de Chyo e Naruto.

Será que ela fugiu com ele?

Esse pensamento causou um sensação de torpor, como se a alma de Naruto fosse retirada do corpo com tanta violência que só restava a escuridão.

-Não, mas escutei quando ela disse Toneri.

- Não! Temos que ligar para polícia papai, aquele desgraçado sequestrou minha irmã.

Ouvir aquelas palavras trouxe um pouco se lucidez para Naruto. Então eles conheciam o Toneri. É claro que conheciam. Mas sequestrou é uma palavra muito forte para se referir a um ex namorado querido.

- O que está acontecendo? Alguém pode me explicar? – a raiva se misturava com a dor e Naruto não pode mais se conter.

- Vamos avisar a polícia e alguns amigos investigadores para encontrarmos Hinata o quanto antes, depois explicaremos a ligação que nossa filha teve com aquele infeliz.- dito isso, Hiashi agradeceu a informação e encaminhou sua filha e seu genro para dentro da casa.

******

Muita coisa agora fazia sentido para Naruto. Depois da conversa com o sogro ele percebeu o quão idiota havia sido e se culpava por não ter agido diferente.

Hinata se entregou a ele por amor, confiança e paixão, ele entendia agora que ela quebrou primeiro várias barreiras dentro de si para assumir esse relacionamento e formarem uma família.

E agora... E agora ele havia perdido tudo.

Foi até o quarto de seu filho e olhou atentamente para cada cantinho, arrumado com tanto carinho pela mulher mais incrível que ele conhecia, só esperando o fruto do amor deles finalmente chegar.

Agora ele tinha certeza. O filho que Hinata esperava era deles. Não havia possibilidade de não ser. Ela era correta demais, inquestionavelmente fiel a família e amigos e ele se incluía nesse grupo. Infelizmente não foi sensato o suficiente para perceber isso logo. Deixou a raiva tomar conta e se arrependia profundamente por isso.

Sentou na poltrona perto do berço e viu algo não chão, o pegando logo em seguida.

- Kurama?

Com olhar atento e o coração palpitante, Naruto avaliou a raposa de pelúcia e instantaneamente, lembranças de uma menininha triste de cabelos escuros e olhos tão claros invadiram sua mente.

Não podia ser! Era coincidência demais... ou não era?

Imagens de sua mãe, com um sorriso acolhedor, dando a raposa de pelúcia pra ele retornaram como uma onda, invadindo tudo implacavelmente. Ele não se separara do brinquedo querido em nenhum momento sequer, quando sentia-se triste ou com medo, encontrava refúgio naquele ser inanimado.

Foi quando a viu. Tão linda e tão triste. Sentiu que ela precisava mais de Kurama do que ele, então a entregou a ela.

Ele apertou Kurama contra o peito enquanto lágrimas desciam sem controle por seu rosto. Lembrava de sua infância com seus pais, da vida sem eles e cada dia que passou com Hinata. Agora a dor que sentia sem ela em sua vida era muito pior do que qualquer coisa que já havia sentido antes, era pior que a morte, pensou ele com amargura.

“Akai Ito”

Como um sussurro, uma lembrança invadiu sua mente. Ele estava sentado no colo de sua mãe, seu pai estava ao lado e ela lhe contava uma história, na verdade, uma lenda antiga.

“ Akai Ito ou fio vermelho do destino, é uma lenda de origem chinesa, de acordo com este mito, os deuses amarravam uma corda vermelha invisível, no momento do nascimento, nos tornozelos ou dedos dos homens e mulheres que estão predestinados a ser almas gêmeas. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, essas duas pessoas que estiverem interligadas fatalmente irão se encontrar”

Fora isso que sua mãe dissera e ele acreditava. Nada era consciência, um encontro é um acaso, mas um reencontro é o destino!

Naruto agora tinha certeza que ele e Hinata estavam destinados a ficarem juntos e nada nem ninguém destruiria isso.

Cansado de ficar em casa sem fazer absolutamente nada, levantou e saiu do quarto, resolveu avisar ao sogro e a cunhada que iria sair e procurar sua esposa nem que isso durasse a noite toda. Estava farto de ficar se lamentando como um bebê chorão, iria encontrá-la, nem que aquilo fosse a última coisa que ele fizesse na vida.

Entrando na sala, viu que o seu sogro falava com alguém ao telefone, e ao se virar para Naruto disse com uma voz emocionada.

- Encontramos ela! Graças as câmeras de segurança das casas desse quarteirão conseguimos identificar o carro em que Hinata estava e graças as câmeras nos semáforos ao longo de todo o centro da cidade, puderam definir aonde ela está nesse momento.

Ouve uma pequena comoção e só agora que percebera que algumas amigas de Hinata estavam na casa e conversavam com Hanabi, tentando confortar umas as outras.

Ele só queria encontrar sua esposa e dizer que a amava mais do que a própria vida, ela e ao filho deles.

- Vamos buscá-la!- Naruto falou com uma confiança recém restaurada que deixou todos na sala exultantes.

- Vamos! Já tem uma equipe policial especialista em sequestro indo pra lá nesse exato momento, juntamente com mais alguns outros profissionais que darão o reforço necessário.

Dito isso, eles seguiram as pressas para recuperar o que havia de mais precioso na vida dele...

Sua mulher e seu filho.


Notas Finais


Vou escrever o próxima capitulo com muito amor e paixão. Aguardem


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