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História Meu universo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Esse foi um texto que eu escrevi para o garoto que eu gostava, por mais que ele me fez sofrer bastante me rendeu vários textos então...
Eu adpatei o texto para depois que eu contei pro garoto como ficou meus sentimentos :):

Capítulo 2 - Tuas partes


Fanfic / Fanfiction Meu universo - Capítulo 2 - Tuas partes

Observo teu corpo branco em contraste com a escuridão da tua mente, poderia acreditar que tu me ama mas isso seria ingenuidade minha. No momento em que essas palavras são escritas por mim, eu sinto um completo vazio... Talvez eu gostasse de estar apaixonada por você, porque agora que não estou mais não consigo sentir mais nada. Ou talvez o meu nada seja o meu normal, talvez a minha falta de sentimento seja o meu aprendizado. Eu poderia te denominar como James, Kevin, Henric, Dilan mas nenhum desses nomes é o seu, nenhum desses nomes lhe mostra, eu poderia me chamar Afrida, Edite, Maria, mas nenhum desses nomes é o meu, e nenhum deles estará em contato direto com o teu. Eu poderia lhe transformar na lua mas agora você é único, nesse texto você é inteiramente um humano. Talvez minhas palavras mudem com o choque de eu perceber que lhe transformei na lua... Mas talvez isso seja a fuga da minha mente para que eu não me force a pensar em você. 

Mas eu não conseguiria falar com você como humano, eu lhe transformei em tantas coisas que você não imagina, lhe transformei em borboletas, cobras, universos, árvores, folhas, laranjas e todos eles podem ser vistos tatuados no papel branco. As vezes eu me culpo por ter sido lenta demais, de não entender seu olhar mas tu não me ama. Eu não consigo escrever teu nome, eu não consigo pronunciar seu nome sem sorrir. Mas eu não te culpo, toda a minha expectativa foi criada na minha cabeça e em nenhum outro lugar, talvez eu transcreva essas palavras em papel tingido por café e a cole num lugar aparente, ou eu só posso escreve-las num aplicativo e apagá-las depois.

Os meus sentimentos por você são relativos, mas você me ensinou a ME amar, talvez o fato de eu me odiar ao máximo tenha se transformado em satisfação. Eu sei, eu fui um pouco além, eu vomitei para caber num maldito vestido que eu nem usei, mas hoje eu me peguei sorrindo para o reflexo nú do meu corpo mortal.  Eu sei que é estranho, a escritora dessas palavras é jovem, pelo menos meu corpo mortal é jovem. Mas eu não consigo descrever o que eu senti por você, eu senti uma paixão  algo que me consumia por inteiro, que me fazia olhar além e sorrir. Mas meu querido você foi necessário.

Eu não vou dizer nesse texto eu não sou ela, porque eu precisaria ser ela para te agradar? Eu não sei quem é o seu ela, eu não faço a mínima idéia, mas pelas tuas palavras com certeza o teu ela não sou eu. Certeza? Eu com certeza não deveria ter escrito essa palavra, nada aqui é da minha completa certeza meu caro, nesse texto você é apenas você, não lhe darei um nome para não apagá-lo de minha mente, se eu te transformar em um James vou acabar criando um personagem.

Esse na verdade pode ser um texto de agradecimento, eu agradeço por me libertar, você me deixou voar, e com a finalização desse texto eu também vou te libertar. As últimas palavras desse apelo serão palavras de adeus. As vezes eu fico imaginando o que aconteceria se minhas palavras chegassem em você, provavelmente eu me arrependeria amargamente, pois quando eu escrevo eu liberto minha mente e a libertação da minha mente significaria o aprisionamento do meu corpo.

As vezes eu sinto que não me encaixo, é esse texto nunca estará completo sem seu nome. As vezes eu sinto que não me encaixo, não porque eu quero ser diferente eu apenas sou, eu não quero me importar em quantas pessoas eu beijei ou em quantos seguidores eu tenho no instagram eu quero apenas que minhas palavras viagem o mundo.

Algum dia eu irei me entender por completo mas temo que esse dia seja o da minha morte. 

Mas como eu disse isso é um texto de despedida, obrigada por fazer parte da minha vida, eu vou libertar a suas borboletas.

Adeus meu caro, até setembro.


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