História Meu vício (Fillie) - Capítulo 17


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 77
Palavras 3.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Revelando-se


A chuva não dá trégua, e após minutos, acho melhor irmos embora.

— Você está sem blusa, vai adoecer... — sussurro entre beijos.

— Quando chegar à minha casa, tomo um "remédio" e ele resolve o problema — ele pisca, se levanta e me ajuda a levantar... — agora vai ter que passar comigo em casa para tomar banho, garota — Finn sorri e não protesto. Entramos no carro. Dizer que estamos encharcados é pouco, é mais que isso.

Ele liga o aquecedor do carro, para tentar me aquecer, e seguimos entre olhares apaixonados e sorrisos bobos.

Chegamos e não vejo Ayla, o que é um alívio para mim. Subimos a passos largos para seu quarto, quase caio quando me deparo com a porta, mas Finn me segura.

Entramos no banheiro e ele tira minha roupa; são mais amassos e beijos que banho. Quando saímos, ele me leva ao closet. Pergunto-me para que tantas roupas. Imagino uma disputa entre o pai e a mãe, seria a explicação mais óbvia, porém não levanto as questões.

Visto uma blusa dele. Fica enorme... Parece mais um minivestido, nada sexy, mas fazer o quê?

— Terá que me levar embora hoje. Não posso chegar amanhã assim. Seria o mico do ano.

— Relaxa... Não vai chegar, mas, por hora, pode ficar assim, não me importo... — ele sorri maliciosamente. Deitamos na cama, Finn volta a me beijar e retribuo cada beijo com desejo e excitação. A loucura toma o lugar da razão e rapidamente o sinto dentro de mim...

Depois de recuperarmos o fôlego, ele me abraça e sussurra.

— Millie, vamos esclarecer alguns pontos... Prometi que vou tentar por você, mas vai ser nas férias, agora, sem chance... Sabe como é... — diz olhando em meus olhos.

— Não tem medo de morrer, Finn?

— Tenho muita sorte e pouco juízo, acho que isso ajuda a não ter medo...

— Quando se deu conta que era viciado?

Ele para e fica em silêncio pensativo...

— Ah, acho que quando passei a usar todos os dias, mas tem muito rótulo em cima de um "viciado". Essa porra de sociedade com seus princípios moralistas e hipócritas colocam na cabeça das pessoas estereótipos de que, quem usa drogas, é algum tipo de marginal, sem estrutura familiar, bandido, que rouba e vende as coisas de casa para consumir. Ainda que essa possa ser a realidade de muitos, nem sempre é bem assim. Eu, por exemplo, nunca roubei ou vendi algo para comprar. Recebi uma excelente educação, falo três idiomas, além do nosso, e estudei em um dos melhores colégios. Você pode até achar que não, mas depois que entra nesse mundo, fica pasmo com a quantidade de pessoas que usam... Pessoas consideradas "de bem", "de princípios"... E isso é a grande piada da situação.

— Mas nunca passou mal?

— Uma vez, eu cheirei vinte gramas, comecei a suar demais, a pressão subiu rápido e minha temperatura também, meu corpo tremia todo e tive aquela vontade enorme de morrer, uma depressão sem explicação que veio do nada. Coração quase saindo pela boca, fui para o meu quarto e fiquei deitado. Achei que fosse morrer mesmo. Tinha dezesseis anos na época...

— O que fez?

— Esperei. Estava sozinho, fiquei uns trinta minutos. Depois, do mesmo jeito que veio, passou. Não sei como não morri. Nesse dia, eu tive medo. Mas não era pura, e esse é o lance ruim de usar, você nunca sabe o que está cheirando mesmo, eles misturam muita porcaria. Por isso meu nariz sangra sempre. Hoje, aprendi a usar, uso apenas socialmente — ele ri. Surpreendo-me com sua explicação.

— Existe isso? — pergunto, decepcionada.

— Lógico, uma grama do pó dá para fazer algumas "carreirinhas", dependendo do usuário. Se for um usuário iniciante, ele faz várias, se for um usuário mais qualificado, ele fará umas oito ou dez carreiras no máximo, e vai usar num período de quatro a seis horas mais ou menos. Agora, se for um usuário profissional como eu, ele faz quadro carreiras federais e usa em vinte minutos.

— O quê? Então, você é profissional?

Ele me olha sorrindo, aquele sorriso que me mata: — Quase doutorado, querida. Aprendi muito nesses anos, praticamente um especialista no ramo. Ayla veio com um lero-lero que conseguiu uma pura para mim. Realmente, é melhor do que a que eu compro, admito, mas pura, pura não era...

— Como sabe?

— A cocaína pura é linda; branca, brilhante, sem cheiro, parece uma espécie de flocos de neve. Você cheira uma carreira bem-feita e passa bem o dia... Vai cheirar de novo só no fim do dia... Essa sim tira o sono... Mas só pode usar de meia a uma grama e, ainda sim, pode dar uma overdose na hora. Só que essa é cara, cara mesmo, e rara, só na Bolívia e Colômbia para conseguir e olhe lá... E como a coca é um produto em falta no mercado, me contento com essas merdas que me vendem — olho para ele. Finn fala como se fosse algo tão normal... Corta-me o coração ver como ele é obcecado pela droga.

— Geralmente, eles pegam um quilo dela pura e fazem virar cinco misturando pó de giz, talco, bicarbonato e até pó de mármore... Aí fode tudo. Me fode mesmo, e minha mãe fica louca... Hoje aprendi que tudo depende da quantidade e tempo que leva para cheirar... Cheirar muito em tempo recorde, leva você para sete palmos debaixo da terra... Já usei da boa, mas a maioria é batizada.

— É estranho, você não parece querer sair dessa vida...

— Millie, é relativo, querer sair não é o mesmo que poder sair, acho que já me acostumei e aceitei minha situação. Já fui internado em reabilitações umas quatro vezes. Não funcionou. Odeio todo o processo; primeiro é a porra da abstinência no organismo, aquilo é tortura. Depois, vem a abstinência psicológica. Não sei se consigo sobreviver a isso. É como se tivesse um relógio em mim, se não uso, ele desperta e me deixa louco. Enquanto não cheiro, não me sinto bem.

— Já usou hoje? — olho em seus olhos.

— Relaxa, já tomei minha dose diária.

— Tem que ser todos os dias? — deixo as palavras saírem.

— Incluindo feriado e Semana Santa — diz irônico e ri.

Desvio o olhar e deixo transparecer minha frustração.

— Ei, mas eu vou tentar por você. Prometo...

— Aí está a diferença, tem que ser por você também.

Ambos ficamos em silêncio.

É estranho e medonho... Há pouco tempo eu não sabia nem como se usava cocaína. Agora, estou aprendendo até as diferenças, e o pior é que Finn fala como se fosse uma vitamina que ele necessita tomar todos os dias, como se fosse algo bom.

— Pela primeira vez, não desejarei que as férias cheguem, e a culpa é sua — ele sussurra e me dá um beijo no pescoço, continua, e isso é como um relaxante para mim — e essa pulseira? — pergunta e nem sei quando sua mão foi parar no meu pulso.

— Noah me deu.

Finn se afasta um pouco.

— Já está ficando bem chato isso com esse cara.

— Nada a ver, ele é só um amigo — retruco sem jeito.

— Por favor, para... Qualquer um percebe que vai muito além disso — ele volta para perto de mim e me vira, fazendo-me o encarar. Muda o tom de voz — ele tentou alguma coisa?

— Finn, por favor, para! — Desvio o olhar.

— Sabia... Até onde ele chegou, Millie?

— Ele me deu um beijo, mas me afastei e disse que ele estava entendendo errado. Noah aceitou e pediu desculpas depois.

— O quê? Espera aí, como assim ele te beijou?

— Na festa da minha mãe...

— E quando você ia me contar?! — Sua voz está bem alterada e me assusto com sua agressividade.

— Finn, calma, ele me deu um selinho e eu o afastei, você e Ayla fazem isso constantemente.

— Não vem não, eu parei e você sabe disso, não se finja de boba. Fora que se tiver que escolher entre me beijar e beijar você... Ela escolhe você.

— Não faz diferença para mim, por que está estressado por isso?

— Que porra, Millie! Que merda! Para mim faz diferença. Achava aquele cara idiota, mas o idiota sou eu, ele está jogando, e muito bem, por sinal. Se eu vê-lo com você de novo, eu o mato, entendeu? — ameaça.

— Finn, para. Está me assustando.

— Eu?! Você que está me assustando. O cara faz isso e você ainda sai com ele? Por acaso gostou do beijo e queria repetir, é isso?

— Não foi um beijo, eu o afastei, só encostou em mim.

— Cala a boca, sério, é melhor sair de perto para não escutar tanta merda — ele se levanta frustrado, veste a bermuda e sai do quarto.

Volta minutos depois e parece estar mais recomposto.

— Pode me levar embora?

— Não, vai dormir comigo a partir de hoje. Não vou aceitar você dormir no mesmo quarto que ele.

— Ele dorme em uma cama e eu em outra, e não tem como eu vir todos os dias.

— Foda-se, Millie! Se eu vou para a porra de uma clínica por você, por que não pode aceitar dormir aqui comigo? Agora, se me disser que prefere dormir com o cara, aí a conversa é outra.

Sento na cama, apoiando a cabeça em meus joelhos, evitando encará-lo no estado em que ele se encontra. Para minha segurança, é melhor evitar discussão. Quando o olho novamente, ele está escorado na parede, me encarando. Aproxima-se e senta à minha frente. Passa a mão em meu cabelo.

— Desculpa por gritar com você.

— Já me acostumei. Toda vez que se irrita, grita.

— Millie, você não entende, não é? Eu te amo... E não sinto segurança nenhuma nesse amor que você diz sentir por mim.

— Acho que já provei para você que te amo.

— Sério? Só porque dormiu comigo? Já dormi com muitas e hoje elas nem lembram meu nome...

— Não sou como elas!

— Por acaso, parou para pensar que quando eu for para a clínica, durante quinze dias, no mínimo, não vou poder sequer falar com você? Do jeito que minha mãe é louca, vai escolher uma tipo presídio mesmo... Já até imagino... Mas o pior para mim, será ficar sem você, essa vai ser a pior parte, a princípio. Mas parece que você nem sequer pensou nisso. E agora, eu estou achando que assim que eu for, esse cara vai te tirar de mim.

— Acha que vou te esquecer? Quando fico longe de você, a primeira coisa que me vem à mente é se está pensando em mim. E essa solidão de horas parece eterna. Então, Finn, pode ter certeza que ainda que você fique meses, eu vou continuar te amando e esperando por você.

— Fala isso agora... — ele olha para o vazio. Está magoado, é notório.

— Sempre vou esperar por você, o que sinto vai além do agora, é para sempre... Vou ser sempre sua e você sempre meu.

— Eu te amo...

Ele me beija e me entrego totalmente ao beijo...

— Você é possessivo e agressivo demais.

— Nunca tive que dividir nada e você não será exceção.

Ele me abraça. Escutamos passos e risadas loucas. É Ayla. Ela parece conversar com alguém ao telefone. Acho tão estranho eles não terem nada e morarem juntos.

— Ela tinha saído?

— Acho que sim, ultimamente temos tido nossos problemas...

— Por quê?

— Ayla está estranha, quando chego perto para conversar, ela desconversa e sai, me deixando sozinho.

— Mas quando está precisando, vocês se procuram — digo, me referindo às drogas.

— Antes ia bem, além disso. Ela está diferente da Ayla que conheci. Mas como eu não faço perguntas, não sei o que anda acontecendo.

— Tem certeza que ela não gosta de você?

— Ela gosta, mas não é isso. Acho que, no fundo, ela tem medo de que eu a troque por você. Entende? Acha que a qualquer momento posso mandar ela embora.

— E pode? — pergunto, com uma leve esperança.

— Não, jamais. Não abandono meus amigos.

— Você diz que não tem amigos...

— Ayla é a exceção disso. Quando todo mundo me crucificava e o céu fechava para mim, Ayla sempre me dava uma força. Sempre esteve aqui quando eu precisei...

Escutamos mais gargalhadas.

— Ela está no normal dela?

— Não... Mas não vou lá. O aniversário dela está chegando, hoje perguntei o que ela quer fazer, e ela respondeu que comigo nada...

Não consigo segurar o riso.

— Ela disse isso?

— Disse, e eu fiquei calado.

— Quantos anos ela vai fazer?

— Dezenove.

— Ela tem dezoito anos?

— Tem.

— Então, ela veio morar com você quando estava com quinze?

— Foi, ela quinze e eu dezessete, fazia apenas uns meses que morava sozinho, então, no fim, achei bom ter companhia.

— Mas uma hora vai acontecer dela ir embora, não acha?

— Não penso nisso, me apeguei a ela, me sinto bem com ela aqui...

Escutamos mais algumas risadas; depois, o barulho de porta se fechando.

— Por que ela sente tanta insegurança se já demostrou que gosta dela?

— Porque você está ocupando meus fins de semana e não estou tocando mais com ela... Só que, ainda assim, depois de tanta coisa que passamos, não acho que seja motivo para ela fazer isso. Ela arranja outro guitarrista rápido. Mas se quer fazer drama, azar é o dela. Sabe que eu não aturo. 

Ele volta a me beijar. Acabamos dormindo. De madrugada, acordo subitamente. Quando abro os olhos, vejo uma sombra passar por mim. Levo um susto, tento ver novamente, sei que há alguém. Sinto os braços de Finn, ele resmunga algo. Viro-me para olhá-lo. Quando volto a olhar, não vejo ninguém, mas a porta está aberta e tenho certeza que não estava...

Fico alguns minutos com medo, mas logo sou vencida pelo sono. Quando acordo, vejo ao lado da cama uma calça jeans e uma blusa Giorgio Armani, provavelmente custou uma fortuna. E como se não bastasse, tem um conjunto de lingerie Victoria Secrets vermelho, de renda, lindo e delicado. Levanto e me visto. Finn comprou até um tênis feminino Giorgio Armani e meias. Após me arrumar, desço sem fazer barulho. Os escuto na cozinha, me aproximo devagar, e apesar de saber que é errado, paro há alguns passos para escutar.

Os vejo, mas eles não me veem. Ayla está falando, parece alterada.

— Era só você e eu, Finn, todos os dias, só nós, e agora tem essa garota sem graça...

— Ayla, para com isso, você está levando para o outro lado. Eu amo a Mills e amo você, já deixei claro para as duas. Seu problema é que está exagerando na erva e fantasiando coisas. Fica o dia todo enfumaçando a casa! — Diz, alterado. 

Ela enxuga os olhos.

— Não dá para acreditar, ela está mudando você. Sinto que estou te perdendo, e parece que você está deixando isso acontecer... E se isso é o fim para nós, então não quero mais ficar no mundo real.

— Ayla, sabe que amo você, amo mesmo, mas é diferente; amo a Millie como mulher e você como uma irmã. Não me faz escolher entre vocês duas, por favor! — Ele tenta abraçá-la, mas ela não permite.

— Nós estamos morrendo, Finn, Millie está matando a gente e você não vê isso. Não precisa mudar por causa de mim, tem mil garotas que nunca tentariam mudar você, você é maravilhoso como é, e se essa imbecil não enxerga isso, há muitas que enxergam. Mas ela não, ela quer tirar seu melhor e o transformar no cachorrinho dela.

— Não é nada disso, Ayla. Você está ficando paranoica.

— Não, eu conheci um Finn que andava como se fosse digno, não abaixava a cabeça para ninguém, um Finn que deixava qualquer garota louca, e não um que se tranca no quarto e fica se achando um Zé Ninguém porque uma vadiazinha preferiu levar o amiguinho perfeito ao invés dele para a casa dos pais.

Finn desvia o olhar, depois coça a cabeça. É frustrante a situação.

— Você se lembra, Finn, quando costumávamos dividir nossos sentimentos? Nossos segredos? Lembra que ríamos de tudo, que viajávamos sem destino, apenas pegávamos a estrada e nunca chegávamos a lugar nenhum, mas estávamos juntos e isso valia a viagem. Era perfeito, apenas eu e você...

— Lógico que lembro, foi bom, foi intenso, e cada memória nossa está em minha mente. Mas passou, Ayla, ambos estamos vivendo outras aventuras, mas o bacana é que ainda estamos juntos. Sabe que amo a Millie e quero ficar com ela. Isso não significa que tem que ir embora, eu nunca quis e nunca vouquerer isso. Só que quero ficar com ela. E seria foda demais se você conseguisse me entender... O que está acontecendo com você, Ay, por que está assim?

— Vejo você se perdendo por ela, sorri quando está perto, mas se sente um fracassado quando ela está longe. De repente, o cara mais foda que conheço não se acha mais o cara. Está tentando ser o Noah por causa dela. E não posso ver você se arruinar sem fazer nada. Sem ao menos tentar te acordar desse sonho louco...

— Agora você viajou mesmo.

— Cortou o cabelo no estilo dele, está mudando até suas roupas, e como seus pensamentos gritam na sua cabeça, sei que não vê a hora de conhecer os pais dela. Mas deixa eu te falar uma verdade: não é o príncipe que ela quer e nunca vai ser. Quando a família dela souber que não passa de um viciado, eles não vão te aceitar, se é que ela vai te apresentar a eles, porque eu duvido que isso aconteça. Ainda sim, deixe que ela fique com o prêmio, viva sua aventura, estarei te esperando quando ela o largar... Porque, um dia, você vai voltar e me dar razão. Só espero que o Finn que eu conheço ainda esteja aí, mesmo que sejam apenas resíduos — Ayla está em lágrimas e Finn abatido.

— No fim, é isso que você pensa também, não é, Ayla? Que sou mais um viciadinho de merda. Mas foda-se cara, ainda sim quero que você fique, mas se quer ir, não vou insistir, a decisão é sua. Fim de papo, eu tenho que ir... Vê se para com a porra dessa erva e vai estudar.

Ela retruca, mas não fico para escutar. Volto alguns passos e subo a escada antes que ele me veja. E é a conta de chegar próximo à porta para Finn me alcançar...

— Tudo bem? — pergunto, fingindo não saber nada.

— Tudo. A roupa ficou ótima em você. Comprei há um tempo, achei que um dia iria precisar — fala meio sem jeito.

— Obrigada, foi gentil de sua parte — lhe dou um beijo e ele retribui.

Entra no quarto, pega suas coisas e seguimos para o carro. Não vejo Ayla.

Mas Finn está apreensivo, e um tanto ressentido, sinto isso. Porém, ele mantém silêncio. Próximo ao Campus, pergunto:

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, está tudo bem, você está comigo... — sorri.

Finn estaciona em frente à faculdade em sua vaga habitual. Saio e há poucos alunos. Ainda está cedo.

— Vou para a sala. Depois nos falamos — ele me dá um beijo.

— Eu te amo, Finn.

— Eu te amo também, garota... — dá um sorriso tímido e vai em direção à entrada.

Vou ao meu quarto, mal cumprimento o Noah, mas como ele está se arrumando, não dá atenção a isso. Pego minhas coisas, tomo um chocolate e sigo para minha aula.

As horas passam e no terceiro horário, meu celular vibra. É Finn:

Não me sinto muito bem, mas tenho um trabalho para apresentar no quinto horário, se importaria se deitasse um pouco na sua cama?

Respondo:

Jamais, já estou saindo para levar a chave... eu te amo.

Pego minhas coisas e saio. Quando chego à área dos dormitórios, vejo Finn em frente a minha porta.

Ele sorri quando me aproximo.

— O que está sentindo? — pergunto, abrindo a porta, mas, assim que entramos, ele a fecha e me agarra.

— Saudade...

Voltamos a nos beijar.

— Hoje fiquei tão desatento, fiquei olhando sua foto dormindo e não prestei atenção em nada — ele diz, olhando em meus olhos.

— Qual foto?

— Uma que eu tirei enquanto você dormia.

— Não acredito, deve ter ficado horrível. Vai apagar.

— Não mesmo, ficou linda. Qual cama é a sua?

— Engraçadinho, a que está com ursos, lógico.

Finn sorri, tira o tênis e se joga na minha cama. Como fico imóvel, ele dá leves tapas na cama, me chamando.

Não resisto muito e deito ao seu lado.

— Por que está fazendo isso? — o questiono.

— Marcando território. Macho alfa.

Ele dá um largo sorriso. Olha para o lado e vê uma foto minha com Noah.

— Acha que eu estou parecido com esse cara?

— Nada a ver, por quê?

Finjo-me de boba.

— Nada, Ayla é louca... Só isso.

Ele para seu olhar em mim e tira meu último fôlego, se aproxima e me beija, começa a passar sua mão possessiva pelo meu corpo...

— Você é louco, Noah pode entrar a qualquer momento.

— Relaxa! — Ele beija meu pescoço lentamente, levando minha razão.

— Finn, por favor... — digo, ofegante.

— Fica sem graça se Noah nos ver juntos?

— Não é isso...

— Sério, então me prova...

O olho sem jeito. Deito por cima dele e começo meu jogo, mas logo perco...

Mas confesso que amo perder para ele...





Notas Finais


Tarde mas postei


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