História Meu Vizinho É Um Vampiro! - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Hoseok!top, Yoongi!bottom, Yoonseok
Visualizações 324
Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 32 - 32


— Usa a porra da bomba, Hwasa, sua imbecil! Tá desde o começo do jogo com essa merda acumulando, vai tomar no seu cu!

— Imbecil é você que tentou derrubar o Zico e saiu da pista, Namjoon! Eu uso se eu quiser, seu babacão de bosta!

— O pior é que ele conseguiu, filho da puta sortudo. Aliás, parem de se esgoelar, vocês sabem que eu vou ganhar de novo porque sou o mestre e vocês são meus meros aprendizes falhos.

— Vai se foder.

— Vai se foder.

O trio de amigos jogava vídeo-game na sala totalmente concentrados, se havia uma coisa que desunia os três eram jogos no qual deveriam competir entre si: a amizade acabava e só voltavam ao normal quando um deles saía vitorioso — e na maioria das vezes o vitorioso era Zico, o campeão nos jogos de corrida. Bem, ele havia perdido para Seokjin, o mestre em Mario Kart, mas depois que Hyungwon chegou na casa dos Min os dois começaram a se beijar loucamente e o loiro desistiu de humilhar seus adversários.

Jackson cantava uma música infantil com Jungkook enquanto ajudava Taehyung a misturar a massa dos deliciosos cookies com gotas de chocolate que assariam, até que virou para trás e viu Jimin sentado no chão da cozinha todo triste, brincando com as mãozinhas e olhando fixamente para o nada.

— Ei, Jiminnie. — O loiro chamou o pequeno, que levantou os olhinhos cheios de água em sua direção. — Vem cá, garotão, o que houve, hm? Por que está chorando aí no cantinho todo murcho? Hoje é seu aniversário!

— Os appas estão desde ontem de tarde na festinha. E já tá quase na hora do almoço. — Jimin balbuciou com a voz embargada. — Hoje é o pior aniversário de todos!

— Eles estão salvando o mundo, hyung! — Taehyung parou de remexer a pasta uniforme, levantando os braços. — O appa Hobi falou pra mim quando ligou pra cá.

— Mas eu queria que ele estivesse aqui comemorando meu aniversário!

— Então por que não fazemos o seguinte? — Querendo evitar o drama o chinês pegou o aniversariante no colo e sorriu, acariciando com a mão limpa o cabelo escuro. — Por que não chamamos seus amigos pra fazer uma festinha? Hm? O que acha?

— Mas eu não tenho amigos.

— Não dificulta as coisas, por favor. — Wang bufou, largando o menino no chão e indo até o telefone fixo, discando um número. — Vou ligar pros Son-Shin trazerem as crianças e pro Mark trazer o sobrinho dele, nada de choro nessa casa!

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— It's my party and I'll cry if I want to, cry if I want, to, cry, cry, cry! — Jimin berrava a plenos pulmões em frente a mesa do bolo, comendo de sua fatia. Os convidados haviam chegado mas seus pais ainda não e isso havia deprimido demais o pequeno aniversariante, que estava em prantos com o coração partido. — I'll cry until the candles burn down this place, I'll cry until my pity party's in flame... IT'S MY PARTY AND I'LL CRY IF I W-

— Cala a boca, seu emo. — Namjoon socou uma garfada de bolo na boca do irmão, o impedindo de cantar e continuar seu draminha. Por mais que entendesse a dor do mais novo em não passar o aniversário com duas pessoas que amava muito, o loiro queria que ele esquecesse daquele detalhe e se distraísse pelo menos um pouco. — O Yugyeom quer brincar com você, vai lá.

— Não quero mais brincar de carrinho, hyung, eu quero o appa Yoon e o appa Hobi. — Choramingou o pequeno de boca cheia, as lágrimas voltando a inundar o belo e jovial rostinho como uma cachoeira salgada. Namjoon revirou os olhos e limpou a face do bochechudo com um paninho, em seguida retirando a cobertura que sujava os lábios cheinhos. — Quero morrer!

— Não quer nada, agora levanta essa bunda daí e vai brincar. — Enxotou o irmão da cadeira que estava e o obrigou a sair da mesa, em seguida se virando para Hwasa e Zico. — Esses jovens de hoje em dia...

— Nossa, olha quem fala, o velho, ancião, viu o nascimento de Jesus, assistiu de camarote os dinossauros serem exterminados pelos asteroides, tão velho que tinha um pterodáctilo de estimação...

— Ah, faça-me um favor. — Hwasa revirou os olhos. — Larga mão de ser criancinha, Zico oppa.

— Criancinha são vocês, que nunca deram beijo triplo. — Se gabou o mais velho. — Só podem me chamar de criancinha quando deixarem de ser um bando de virgens.

Namjoon parecia mais quieto depois da revelação e Zico até considerou a ideia do dongsaeng estar magoado e ia pedir desculpas quando o loiro pegou na mão dos dois amigos e foi andando em passos largos até o lado de fora, indo para a parte de trás da casa com os dois confusos amigos.

— Vou ser direto. — Ele parou, enfim, soltando os mais velhos. — Quero um beijo triplo.

— Min Namjoon, seu safado! — Hwasa deu um soquinho no ombro do melhor amigo, sorrindo sugestiva. — Vou te passar o número da Jessica, ela é amarradona em você, sabia?

— Não, noona, você não entendeu, quero dar um beijo triplo com vocês dois. — Zico e a garota arregalaram os olhos, surpresos, enquanto a expressão do Min era calma. — Qual é, somos melhores amigos, não totais desconhecidos! Além do mais, é só um beijo, sem sentimentos nem nada, certo?

— Certo.

— Certo.

Os três se aproximaram lentamente e de forma desajeitada iniciaram um beijo à três, era estranho e novo para os dois mais novos e confuso para o mais velho, porém, lá no fundo, admitiam que gostavam. Gostavam da sensação das línguas se tocando, dos lábios se roçando e dos dentes batendo, até mesmo da falta de ar.

Novas experiências eram coisas que se tornariam recorrentes naquela amizade.

— Jimin hyung, você tem que bater os carrinhos assim, ó. — Yugyeom repetiu os movimentos, cutucando o braço do amiguinho, este absorto e imerso em seus pensamentos. — Jimin hyung!

— Eu vou bater em você, seu...

— Jimin! O appa Hobi tá ligando!

Isso foi como dizer para Taehyung que ele podia comer o tanto de doces que quisesse pois Jimin saiu correndo como se não houvesse amanhã em direção à voz de seu hyung Jin, que estava na cozinha ao telefone com pai enquanto Hyungwon alimentava Changkyun com uma mamadeira. O baixinho tentou pegar o aparelho das mãos do irmão, que riu e entregou para o mais novo, levando seu namorado e seu cunhado consigo. Mesmo sendo pequeno Jimin merecia um pouco de privacidade.

— Alô, appa! — Jimin gritou animado assim que colocou o telefone em seu ouvido, quase explodindo de felicidade. — Vocês já estão voltando?!

— Não, meu docinho, não vamos voltar. Mas vocês vão vir pra cá! — O sorriso do Min murchou mas ele não queria deixar claro pro pai que estava muito, mas muito chateado. — Eu sei que deve estar triste comigo e com o appa Yoon porque queria passar seu aniversário com a gente mas estávamos fazendo uma coisa muito importante, sabe? Pro moço que machucou o Jin e o Jungkook nunca mais machucar ninguém. 

— Tá tudo bem, appa. — O baixinho fungou. — Não tem problema.

— Oh, anjinho, não chora senão o appa chora também! O tio Jack vai trazer vocês pra cá daqui a pouco, quando chegarem aqui prometo que vamos todos passear no shopping e comer um lanche, o que acha? — Hoseok sugeriu, ouvindo seu filho fungar. Yoongi, que estava ao seu lado, ao ouvir seu namorado pedir para Jimin não chorar, ficou eufórico e começou a tentar capturar o telefone. — Appa Yoongi quer falar com você, posso passar pra ele? Te amo, filhão, feliz aniversário!

— Pode sim. — Limpou as lágrimas com a manga da blusa. — Eu também te amo, appa, obrigada.

— Amor da minha vida, razão do meu viver, dono de Busan, bochechudinho baixinho, príncipe Min, dono do meu coração! — O Min mais velho berrou ao telefone, também chorando. — Eu estou sentindo tanta a sua falta... Mas nos veremos daqui a pouco, estou animado e doido pra te encher de beijinhos, até te comprei um presentinho! Parabéns, meu anjinho!

— Obrigada, appa! Mas por favor, não chore, o bebê vai ficar triste! — O mais novo brigou. — Quando eu chegar aí vou te encher de beijinhos, encher o appa Hobi de beijinhos e encher o bebê de beijinhos também!

— Omo, que gracinha! — Yoongi choramingou, com o coração derretendo. Alguns barulhos foram ouvidos no fundo e o Min mais velho soltou uma risadinha, vendo a cena que se desenrolava ao seu lado. — Meu anjo, o appa tem que ir mas eu te amo muito, tá bom?

— Tá bom, appa, também te amo!

Seu appa Hobi mandou um beijo! Tchauzinho, meu amor, até mais tarde!

— Manda um pra ele também, tchauzinho, appa!

A chamada encerrou e Jimin sorriu sem mostrar os dentes, indo até a gaveta da cozinha e pegando um esqueiro e um fósforo. Pegou um dos cupcakes — mesmo que, horas antes, Jin tenha o advertido dizendo que ele não deveria tocar no que seria destinado aos convidados — e espetou o palitinho na superfície macia do bolinho. 

— Parabéns pra mim. — Acendeu o fósforo e respirou fundo. — Feliz aniversário de 8 anos do Jimin.

E a vela foi apagada, assim como o sentimento ruim no pequeno coraçãozinho foi apagado pelo amor dos Min um pelo outro.



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