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História Meu vizinho infernal - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi! Oi! Oi!

Então, essa fanfic não conterá cenas +18 (mas dizia que YAOI precisava ser marcada com tal, então né). Os personagens serão adolescentes entre 16/17 anos e vai ter uso de drogas lícitas pq né, tem o Murdoc então é óbvio que vai dar merda.
Eu espero que gostem ;u;
Boa leitura :3

Capítulo 1 - Prólogo


Os poucos dias que se sucederam após a mudança que ocorrera foram atormentadoras, pelo menos para o garoto de cabelos azuis enrolado no edredom em cima de sua cama. Suas mãos cobriam os ouvidos e os olhos fortemente fechados demonstravam o incômodo que sentia, trincava os tortos dentes, cansado demais para proferir qualquer xingamento de baixo calão que já ouvira seu pai e seus colegas de aula pronunciarem.  

Sinceramente, ele só queria oito horas de sono para poder encarar o colégio no dia seguinte, mas tudo parecia impossível sendo vizinho dos Niccals.  

O som de AC/DC parecia aumentar a cada minuto, como se quisesse gravar alguma mensagem nos tímpanos do garoto e ele não duvidou disso um minuto sequer. Aquela situação infernal lhe causava descontentamento e fora apenas quatro dias, não ficaria surpreso se não enlouquecesse no sétimo.  

Saiu debaixo das espessas cobertas e calçou as fofas pantufas ao descer da cama. Puxou o casaco velho de seu pai da cadeira e saiu, sem fazer qualquer barulho, do quarto - não que houvesse necessidade – correu escadaria abaixo e suspirou aliviado ao ver que o pai deixara a chave na porta. Girou o pequeno objeto junto da maçaneta e saiu de casa, sentindo o vento frio arrepiar lhe a face e bagunçar ainda mais os fios azuis.  

Se arrastou pela calçada até a casa ao lado, piscando algumas vezes no processo e agradecendo por ter os óculos escuros guardado no bolso interno do grosso casaco que trajava.  

“Não preciso causar mais pânico ainda na vizinhança” - pensou colocando os óculos sobre seus olhos. 

Assim que estendeu a mão para apertar o pequeno botão da campainha, a porta se abriu e a surpresa tomou conta de si. 

—O que foi, porra? 

—O que...? 

A boca de Stuart estava levemente aberta em choque. Ali estava um garoto de pele oliva e cabelos escuros que pareciam engordurados ao toque, seus olhos escuros pareciam brilhar na escuridão da noite e por alguns instantes, o azulado pensou estar de frente a frente com um demônio. 

Vestia uma camiseta do Black Sabbath e uma calça moletom. Seus pés estavam descalços sobre o velho tapete de “seja bem-vindo”, que por algum motivo estava cheio de pentagramas invertidos.  

—Vai ficar com essa cara de sofrimento na minha porta, caralho?! - A voz era rouca e arranhada, como se estivesse falando com um vilão de desenho animado. Imaginou o garoto usando uma cartola e segurou o bobo sorriso que quis surgir em seus lábios, levemente arroxeados pelo frio.  

—Ahn... É que eu... - Passou a língua pelos lábios e tossiu, envergonhado. Parecia um idiota, não conseguia formular uma bendita frase para falar com o desconhecido adolescente a sua frente. Eles pareciam ter a mesma idade, então porque raios estava com tanta timidez?! - Você poderia baixar o volume de seu som? 

—Não sei se percebeu que está apagado desde que veio até aqui. - Sua voz soava cada mais irritada, felizmente ele não pareceu querer elevar a voz, não que aquele tom gélido não fosse assustador pra caralho. Stuart parecia estar de frente com um serial killer naquele momento, poderia muito bem fazer xixi nas calças. 

—Sim, é que eu queria que continuasse assim pelo resto da noite...! - Abafou o grito com ambas as mãos ao sentir a gola do pijama ser segurada com força e suas costas acertarem a batente da porta. Porra! Definitivamente não deixaria Rachel vê-lo pelos próximos dias, ela iria surtar se ficasse um hematoma. 

—Fica quieto, caralho.  

O garoto de cabelos escuros, mesmo sendo alguns centímetros mais baixo, parecia ter uma força digna de um atirador de peso, mas a explicação mais plausível era que o corpo de Stuart era leve como uma pluma. Óbvio que ele nem considerou essa opção, escolhendo a primeira citada. 

—Me desculpa, eu... 

O som de passos no andar de cima silenciou ambos os adolescentes. O brilho de medo no olhar escuro do menino que o segurava surgiu como um relâmpago, e puta que pariu, o que poderia assustar o caralho daquele demônio, se não coisa pior?!  

O Niccals mais novo, engoliu em seco. Seus ouvidos atentos aos sons no corredor do segundo andar, como se estivesse esperando alguma movimentação suspeita e Stuart preferiu ficar quieto, não queria nada pior do que um adolescente raivoso atrás de si naquela noite. 

—Escuta, seu desgraçado... - Os olhos arregalados por trás dos óculos se semicerram e sua cabeça se movimentou em uma velocidade quase anormal. - Eu vou deixar essa merda de rádio desligado se é o que quer, pelo resto dos dias, desde que não venha mais encher o saco aqui. Agora, se manda. - E atirou o menino na calçada como se não fosse nada e fechou a porta silenciosamente. 

O Pot permaneceu ali, incrédulo com toda a situação que se desenrolou.  

Ele definitivamente não esperava aquele tipo de atitude de seu novo vizinho.  



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