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História Meus 19 Loves - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 2 - ... Ou não.


Fanfic / Fanfiction Meus 19 Loves - Capítulo 2 - ... Ou não.

 

  Nat segurou melhor o bebê com uma mão e enquanto o carro parava em um semáforo, tentou resgatar o celular e o chip do bolso com a outra, contudo buzinas soaram altas e ele só ergueu os olhos quando ouviu o barulho de porta sendo batida com tudo. A porta do seu lado também se abriu e antes que gritasse ou algo assim, um cheiro doce explodiu pelo carro e a última coisa que viu foi Blue fechando os olhos e os saltos e pernas de uma mulher entrando no carro e mandando alguém correr.

 

♠♠♠

 

  Abriu os olhos confusos, se sentindo pesado e tonto e levou certo tempo para conseguir se situar. Ao enxergar direito, percebeu que estava em um sofá largo e tinha três pessoas conversando a sua frente e uma delas segurava o bebê que tinha encontrado nos braços, só que agora ele estava de banho tomado e roupas novas, tinha um cheirinho de banho de bebê no ar. E Blue... Blue estava ao seu lado o encarando de forma atenta e preguiçosa.

— Oh, você acordou.

  Uma voz meio rouca soou e ele piscou tentando focalizar o rosto. Então se deu conta de duas coisas. Eram três homens a sua frente, mas um deles estava vestido de top e saia curta e os saltos vermelhos que viu antes de desmaiar e a segunda coisa era que estavam em um lugar estranho cheio de espelhos, de parede escura e o sofá em que estava tinha... Correntes?

  O cara que usava brincos estranhos veio para ele e tocou seu rosto enquanto sorria de forma doce. Ele tentou se afastar, mas não conseguiu.

— Calma, calma, você está seguro e somos amigos ok? Você não vai se mexer direito por mais algum tempinho, é o efeito do gás que jogamos no carro, desculpe por isso, não sabíamos que você era você e enfim... – Ele ergueu o rosto e cutucou sua bochecha - Meu nome é Zitao, e sou um pet como você, então não tenha medo.

— QUÊ!?

  Nat arregalou os olhos embora quisesse tocar o pescoço e sua coleira que tinha disfarçado bem em um cachecol leve. Ele deu um risinho e voltou a cutucar sua bochecha:

— Para um pet recluso que viveu isolado e em uma área tão rural e extrema, você se saiu um agente muito do espertinho hein!? Quem diria que viria tão longe só por causa dos seus boys? Ah o amor juvenil!

— Pare de provocar a criança, Tao, deixe-o em paz.

  O mais alto deles e com cara de sério lhe olhou fixo e Nat ofegou. Ele estava bravo? Quem eram eles, e o que ele estava fazendo ali!?

— Mas ele é tão fofinho, é mais forte que eu - O que lhe cutucava se ergueu e suspirou – O dia estava tão chato, a gente está atrás desse bebê há quase um mês, pelo menos algo divertido aconteceu!

— Muito divertido, nossa! Ahhhh que divertido!

  O alto disse entre os dentes e o que usava saltos altos foi até ele e deu um tapa em seu braço:

— Seja bonzinho com o adolescente - Ele que segurava o bebê entregou para o alto e então mexeu em um celular no meio da única mesinha de centro ali e sorriu parecendo aliviado – Pronto, conectando.

  Nat olhou para o aparelho pensando se estava sonhando ou algo assim até que uma voz soou pelo celular que obviamente estava no viva voz:

— Bom dia, Angels!

— Bom dia, Can.

— Espero que estejam todos bem.

— Estamos ótimos, temos o bebê e junto dele veio de brinde um pet fugitivo e seu lobo, quer dizer, cachorro peludo.

  Nat abriu e fechou a boca com as palavras do mais alto dos três estranhos enquanto o baixinho que usava salto se voltou para o mais alto com olhar fulminante enquanto aquele que disse se chamar Zitao bateu na testa:

— Kris, por santa Mio! Cuide das palavras!

— Tudo bem, meninos. Lu, explique por favor.

  A voz que soava do celular era tranquila e calma. Nat gostou da voz.

— Chegamos ao aeroporto, mas o contato estava morrendo. Ele foi baleado e assim que viu um pet deixou o bebê com ele por segurança antes que fosse pego. Chegamos apenas a tempo de receber a informação. Achamos que era algum adulto, mas quando interceptamos o taxi era um garoto. Acessamos o celular dele e descobrimos que era escocês e que ele veio para Sidney escondido encontrar os namoradinhos secretos. Você sabia que hoje em dia pets e donos namoram a distância?

— Eles estão bem?

  A voz do telefone soou preocupada.

— Ele está bem sim, eu mandei mensagem a um dos boys dele e marquei encontro pelo celular, eles têm um grupo no line, são dezenove rapazes entre eles os filhos da Irene. Os donos não sabiam que o pet viria vê-los.

— Eles nunca se encontraram ao vivo, não é fofinho!?

  Zitao disse parecendo todo empolgado e Nat só queria desmaiar, eles sabiam de tudo, até o nome da mãe dos namorados coreanos.

— A criança está na linha?

— Desculpe chefe, mas ele já tomou uma dose grande de sonífero paralisante e estamos todos no mesmo cômodo por segurança - Quem disse era o tal de Kris que lhe olhou de canto e parecia pensativo. No braço ele matinha o bebê com habilidade – Mas eu posso desacordá-lo de novo, deixá-lo no ponto de encontro com os namoradinhos e deixar que ele pense que tudo isso foi um sonho. Posso usar o desestabilizador neural também, basta dar a ordem.

— Nome da criança.

— Nat Uare, filho de Elisabeth Uare, prima ilegítima da corte escocesa da linhagem dois. É protegido do programa pets filhos únicos e avó e única parente direta viva estava fora de casa esse fim de semana. Está sendo mantido na fazenda da família pela avó que está tentando emplacar uma união dele com a filha dos Voicovis há uns seis meses. Obviamente ela não sabe do namoro do neto e bem, ele também não está ciente das negociações da avó – Nisso o homem que usava saltos lhe olhou e suspirou - Ele ficou em choque com essa informação. Sinto muito, biscoitinho, sua avó tem direito sobre você nesse assunto. Sim, leis são complicadas.

— E-eu não vou me casar com... Com essa daí! – Rebateu nervoso – Eu tenho namorados!

— Viu, um pet de atitude, gosto assim! - O tal Zitao veio para ele e cutucou sua bochecha de novo – Eu um dia fui meio que igual a você, me sinto nostálgico.

— Foco, Tao.

  O alto disse sério.

— Vocês são as Angels originais, meninos. Os mais antigos, os mais experimentados. As Angels de Sidney não foram contatadas ainda, mas poderão ser conforme a situação. Primeira atitude é devolver o bebê ao pai e como ele já está a caminho, tem tempo de decidirem. O que escolhem?

— O pitico quer viver a vida dele, eu voto por ajudá-lo nisso depois da missão, podemos sempre comprar um indulto. O pet veio até aqui, chefe, com o dog e tudo, ele merece.

  Zitao disse lhe sorrindo e Nat suspirou pesado, mas o que tudo aquilo significava, quem eram eles? O que era um indulto?

— Elabore, Zitao.

— Aparentemente os namoradinhos dele estão tentando descobrir uma brecha nas leis sobre isso, eu entrei nos Ip de dois deles que invadiram o aparelho do pet assim que Lu marcou o encontro e encontrei arquivos e pesquisas nos pcs, eles estão empenhados nisso. Acho válido. Abaixei os últimos vídeos de chamada entre eles e de fato eles se gostam, o caso do bebê está finalizando, podemos dar uma mãozinha para as crianças.

— Os guardiões estão em cima de vocês, meninos.

— Não se preocupe, chefe, eu invadi todas as centrais, não há vídeos nem provas, nada. Está limpo – Zitao continuou lhe sorrindo – O pitico precisa de fadas madrinhas, nós somos as melhores fadas madrinhas do mercado!

  Um riso soou do celular e Nat suspirou, entendia metade da conversa, mas pelo menos se sentia aliviado. Eles pareciam pessoas boas. Loucas, mas boas.

— Todos estão de acordo, Angels?

  Nat se sentiu um pouco intimidado por ver três pares de olhos sobre si, mas o que usava salto veio mais perto e se agachou a sua frente erguendo seu queixo sério:

— Você quer de fato ficar com os seus namorados? Mal tem dezoito anos, Nat, eles são dezenove, você é um apenas. Sua avó está planejando te casar com uma dona tranquila. Sua vida lá na Escócia seria de longe mais pacífica do que aqui. E se te ajudarmos nisso você teria de manter segredo sobre nós para sempre. Pense sobre isso, é uma grande responsabilidade.

— Eu quero os meus donos!

  Respondeu firme, quer dizer tinha muitas dúvidas, mas não sobre aquilo. Nadinha sobre aquilo.

— Vai manter segredo sobre nós e tudo o que viu e ouviu aqui? Isso é muito importante.

— Eu não sou fofoqueiro! – Rebateu e então abaixou os olhos – Mas vocês são estranhos.

— Não fale assim das suas Angels madrinhas, pitico! -  Zitao disse se agachando a sua frente também ao lado do loiro bonito de saltos – É fácil, você vai ao ponto de encontro e fica com eles por hoje, eu vou mexer alguns contatos para agilizar seu lado, um guardião provavelmente vai te procurar e fazer algumas perguntas, vai pedir uma conversa em particular e vai te dizer que deve voltar para a casa, quando isso acontecer, entregue a ele esse cartão. Ele vai te deixar lá com os seus boys, depois disso é por conta de vocês, aparentemente três deles tem um plano de convencer o conselho sobre vocês. Só vamos limpar seu caminho e te emancipar. Lute pelos seus boys, combinado?

  Ele tirou do bolso do casaco um cartão branco com uma flor roxa e uma cruz no meio e lhe estendeu.

— Não perca, esse é seu passe livre. Só entregue ao guardião, entendeu?

  Nat assentiu e guardou o cartão no bolso seguro da camiseta.

— Bom, então vamos fazer isso.

  Os dois se ergueram e o alto que não se moveu em toda aquela conversa, acabou lhe sorrindo de canto:

— Você é o pet mais adorável que vejo em anos, seria um ótimo aprendiz.

  Nat não entendeu direito, mas suspirou quando a voz do telefone disse suave, mas firme:

— Muito bem, seja bem-vindo, Nat. Se for comprometido, um dia ganha suas asas. Até mais, Angels!

— Até mais, Can!

  Os três responderam juntos.

  O loiro de saltos desligou a ligação e Nat acabou sorriso sem querer.

  Eles eram legais, estranhos mais legais.

— Vamos lá, pitico, vamos te colocar na ativa.

 

 

♠♠♠

 

  Tao viu de longe, no alto de um telhado o momento em que o pitico foi para um grupo de adolescentes que zanzavam nervosos diante de um jardim em um centro comercial agitado e sorriu. Eles se abraçaram fervorosos e ele suspirou colocando o queixo entre as mãos.

— Você é completamente tendencioso.

  Kris reclamou ao seu lado se escorando ali e sorrindo irônico. Ele rolou os olhos:

— Sou mesmo e daí, quando vejo um pet decidido como aquele, eu vejo um bom potencial. O garoto cruzou o mundo para vir vê-los, é romântico.

— E irresponsável.

— Eles são adolescentes, uma irresponsabilidade aqui, outra ali, tanto faz – Zitao arrumou a postura e encarou seu amigo de trabalho há mais de doze anos – Eles têm a chance de viverem um grande amor, é justo conseguirem isso.

  Kris assentiu e deu um tapinha em seu ombro:

— Vamos, temos de levar o bebê e conseguir chegar no Vaticano a tempo de pegar a encomenda com a M5.

— Você acha que Gun ficará puto porque a gente nem convidou ele para um café antes de voltar correndo para a Europa?

— Não acho, ele vai entender.

— Vocês dois, vamos?

  Luhan surgiu no telhado já vestido como um garotinho skatista e todo camuflado como ele era especialista. Na verdade, os três eram fantasmas, como seu chefe dizia. Eles foram treinados para isso, para cuidarem de casos onde jamais deviam ser vistos.

  Tao deu uma última olhada para o pitico que corria com dois dos boys para um carro e teve a sensação que ia vê-lo de novo algum dia.

‘Se cuida, pitico, se cuida...’

   

 

Continua...

 

 

 


Notas Finais


Beijocas!


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