História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias RuPaul
Personagens Personagens Originais
Tags Brian Firkus, Brian Mccook, Katya, Katya Zamo, Katya Zamolodchikova, Rupaul's Drag Race, Tracy Martel, Trixie Mattel, Trixya
Visualizações 20
Palavras 3.242
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Capítulo 10


O dia foi escurecendo e Katya prometeu a Trixie que não a tocaria mais em sã consciência. - Ou apenas tentaria - apesar de aquela atitude pudesse gerar um clima estranho entre elas, acabou acontecendo ao contrário, Katya e Trixie sentiam-se mais próximas uma da outra já que realmente chegaram a quase um ponto de se verem nuas.

Agora estavam as duas na sala da casa enquanto Katya inventava alguns assuntos sem coerência e sempre sexuais para contar. As duas riam com algumas coisas que acabavam dizendo um para a outra, foi por fim quando os pais de Katya chegaram em casa. Trixie e Katya estavam agora brincando com celular de Katya enquanto Pat as observava entre o corredor que levava a sala.

- Querido, Katya está com visita...

- Quem? - o pai indagou.

- Eu acho que é a famosa Trixie!

O homem ficou boquiaberto.

- Vamos! Precisamos entrar, temos que guardar as comidas na cozinha.

- Oh, querido não! Venha cá! Nunca vi nossa criança tão feliz daquele jeito, olhe!

O pai se escondia brevemente atrás de uma parede mas podia ver nitidamente o sorriso de Katya.

- Há quanto tempo ela não sorria assim, querido?

- Eu não sei. Nem sabia que Katya tinha tantos dentes na boca.

- Querido! - Pat o estapeou pelos ombro. - Eu nunca a vi tão sorridente.... Estou começando a me convencer que não sei muito bem quem é o ser que criei.

O pai pode ouvir que Pat havia lhe dito, mas ignorou-a totalmente adentrando finalmente na sala. Trixie rapidamente se calou parando de rir, tirou os pés de cima do sofá e sentou-se comportadamente.

Enquanto Katya soltava um arroto alto e estrondoso. Trixie fez careta.

- Pai! - o abraçou de forma brusca e engraçada. - Ah, essa é a Tracy Barbara Susan Veronica Rita Mary Joana Mattel. Uma velha amiga da competição.

- Eu sei muito bem quem é ela, Katya. - dava pra se sentir no ar a ironia. - Prazer em conhecê-la pessoalmente, Trixie! - o homem estendeu sua mão a direção da loira que estava ruborizada no momento. Ela estendeu a mão e cumprimentou.

- O prazer é meu! - sorriu com todos os dentes. Sendo amigável.

- Katya sempre fala muito de você. Quando vem meus netos?

Katya gargalhou de nervoso enquanto Trixie estava realmente sem qualquer reação diante do pai de Katya.

- Então né, meu velho, cadê a vagabunda que você come? Mamãe sumiu o dia todo hoje! Onde vocês foram? - Katya disfarçou a conversa, tentando distorcer o que seu pai havia dito.

- Sua mãe está buscando as coisas no carro enquanto eu vou guardar essas sacolas...

- Ah, que bom, pois vá as guardar! - Katya ordenou com sarcasmo em sua voz.

E assim seu pai o fez, deixando novamente as duas sozinhas na sala.

- Trixie meu pai é meio chavecador e cupido, então realmente não se importe com as cosias que saem da boca dele.

Trixie deu uma risadinha sem graça, estava se recuperando.

- Ele é muito mais... Robusto do que eu pensei.

- Ah, ele só tem músculo mas não aguenta nem meia hora com a minha mãe.

Trixie deu risada dessa vez menos envergonhada.

- Vem cá, vou te apresentar a mulher da minha vida. - pegou Trixie pelas mãos e arrastou consigo até sua mãe que estava retirando as coisas do carro.

A primeira reação de Pat foi de surpresa. Estranhou o físico de Trixie, não era muito o gosto de Katya. Mas já se sabia o ditado: O amor é cego.

- Mãe... - Katya gritou um pouco distante do carro acenando para ela sorridente. Sua mão e de Trixie estavam perfeitamente enlaçadas uma a outra. Era uma cena tão doce de se ver. Pat amava ver Katya contente e feliz daquela maneira. Aquele sorriso de orelha a orelha.

- Mãe, essa é a Trixie! - sua voz emitia entusiasmo. - e Trixie... Essa é minha mãe!

Pat se aproximou de Trixie para um abraço.

- Muito prazer em conhecê-la pessoalmente, Trixie! Fique a vontade, sinta-se em casa...

-Ah, Katya já me obrigou a me sentir em casa, caso contrário ela...

- Caso contrário eu disse que comeria ela enquanto dormia. - concluiu.

Pat apenas deu uma breve risada e retirou o restante das sacolas do carro. Katya e Trixie a ajudaram com isso.

Katya realmente irradiava uma felicidade muito contagiante, estar com Trixie fazia-na voltar aos seus quinze anos e se afundar num sentimento puro e ingênuo. Apesar de Katya não conhecer bem o significado de tais palavras. Ela acreditava que não podias amar qualquer um, exceto seus pais e seus irmãos, mas um amor que a levasse a crer no "felizes para sempre e até que a morte vos separe." Para Katya o amor era algo passageiros, de Janeiro a Janeiro.

Acreditava que amores era rápidos, caso não fosse assim, não era amor, pois as vezes ela acreditava na teoria de que raramente as pessoas que realmente se amam nunca acabam juntas.

Ao chegar na cozinha, colocou todas as sacolas em cima do balcão. Ajudou sua mãe a guardar as coisas que comprara e Trixie também se mostrava prestativa, mas em seguida Katya saiu da cozinha sem dizer nada ou ao menos emitir qualquer som, apenas saiu, deixando Trixie e Pat sozinha.

Onde a mãe de Katya aproveitou a deixa para puxar uma conversa com a mais nova.

- Há quanto tempo conhece a Katya, Trixie?

- Desde dois mil e quinze. Março de dois mil e quinze.

- Então você conhece bem as máscaras da Katya, não é?!

- Eu presenciei quase todas as noites as máscaras dela. Ela deu o nome de Brenda!

- Sim, Brenda... - houve uma longa pausa. - fico feliz que Katya tenha amigos fiéis a ela Katya sempre teve muitos amigos, mas todos costumava leva-la para o fundo do poço.

- Ela nunca me falou de nenhum dos amigos dela. Devo me preocupar?

- Por mais que a Katya seja apegada ao passado. Não creio que deva. Ela não fala com qualquer um deles mais. Ela mudou muito desde que parou de beber e usar drogas.

- Eu me preocupo muito com a Katya, senhora McCook.

- Pode me chamar de Pat! - disse enquanto guardava os legumes na geladeira.

- Eu sinto um carinho grandioso pela vida da Katya, e ela é a minha pessoa. As vezes me incomoda algumas coisas nela. Mas é a Katya, não tem como a gente dizer: Pare com isso. Ela continua fazendo ou até pior.

- Pois é exatamente isso! Me lembro de quando Katya me contou que não era mais virgem. - a mãe deu uma leve risada com a lembrança. - ela me disse: mãe, hoje eu conheci o caminho do inferno e do céu ao mesmo tempo. E eu me lembro de que depois de alguns dias ela resmungava de dor, e eu dizia para ela comprar uma pomada, alguma coisa para aliviar e ela batia os pés dizendo que ela tinha que se acostumar com a dor porque ia passar a vida toda dando aquela bunda branca dela.

Trixie acabou dando risada, um pouco sem graça.

- Katya é muito teimosa e se as coisas não forem do jeito dela... Melhor nem tocar no assunto.

- Fico feliz que a conheça tão bem, Trixie. - Pat se aproximava da mais nova porém bem mais alta.

- Katya é muito sozinha, ela gosta de ser sozinha, mas tenho tanto medo de que ela acabe sozinha, ou num casa com mais de oitenta cópias de Contact.

- Katya não estará sozinha, eu vou sempre cui...

Katya adentrou na cozinha com cigarro pendurado nos lábios, sua feição parecia estar emburrada ou havia comido algo com gosto ruim. Trixie e Pat se calaram.

- Vocês calaram a boca. Deviam estar falando de mim. - ela foi a geladeira e tomou um gole de água direto da garrafa. - Tracey, que horas são?

- Hã... - olhou o visor do celular em cima do balcão. - são dez horas e vinte minutos.

- Vamos sair? Não quero ficar em casa.

- Ok... - ela desconfiou. - Tudo bem. Onde vamos?

- Vou te levar na casa noturna que eu comecei a me apresentar.

Pegou Trixie pela mão e foram para o quarto de Katya. Trancou a porta e começou a se despir ali mesmo na frente de Trixie, não se importando com que a outra veria e diria. Estava fazendo tudo rápido e parecia estar irritada. Seu rosto estava vermelho.

- Por que está assim?

- Assim como? - Katya caminhava até seu armário. Tirando um vestido preto curto até suas coxas e o vestiu.

- Você está agitada. Parece estar irritada, incomodada com algo.

- Está tudo bem. Só quero sair e rápido, senão acabaremos chegando depois da casa abrir. Somente os donos ainda me conhecem e vão deixar a gente entrar sem pagar.

- Não acredito que quer entrar de graça! Você é muito mão-de-vaca.

Katya ignorou Trixie começando a se maquiar. Logo Trixie começou a se vestir também. Katya estava calada e não dizia nada. Estava focada em passar sua sombra preta nos olhos. Trixie sabia que ela não estava bem, mas não tocou no assunto novamente. Esperaria Katya se acalmar para tentar conversar com ela outra vez. Trixie colocou um vestido rosa vem clarinho junto com duas luvas delicadas nas mãos. Sentou-se ao lado de Katya e pões a se maquiar também.

(...)

Quando finalmente chegaram a casa noturna, estava começando a se abrir. Katya foi recebida por um homem negro, alto e musculoso que a abraçou tão forte que seus pés perderam o contato com o show.

- Yekaterina Petrovna Zamolodchikova! Quanto tempo que eu não a vejo. Senti sua falta, nossa, você está tão linda desde a última vez que a vi. Por que eu casei com a Stacy e não com você hein?

- Por que eu não fui feita pra andar com aliança no dedo mostrando uma fidelidade que provavelmente não duraria muito tempo.

Trixie se sentiu incomodada com isso. Sentiu um leve aperto no peito.

- Ah, Charlie! Essa é a Trixie...

- Trixie Mattel! Eu a conheço do programa. Prazer, Trixie. Me conte seu segredo de como conseguiu fazer a Katya namorar com você? Preciso urgente!

Katya escandalizou com uma risada alta. Trixie ainda sentia-se incomodada. Mas o respondeu:

- Nós duas não namoramos. Somos apenas amigas.

- Todas as amigas da Katya acabaram na cama com ela.

- Oh, Charlie! Cala sua boca! - ela o socou no braço. - quero entrar aí, será que é pra hoje?

- A rainha da casa nunca perde seu palácio. Bem vinda de volta!

- Valeu aí, minha passivinha. - agarrou Trixie pelos braços e entrou com ela na casa. Ainda estava vazia com poucas pessoas. Mas dessa vez quem estava incomodada com algo era Trixie e ela nem sabia exatamente o que era.

- Eu preciso beber alguma coisa.

- Ah, ótimo. Pede lá uma água na minha conta pra mim, e pegue o que quiser. A conta está no meu nome como Yekaterina não Katya, okay?

- Tudo bem. - respondeu se afastando de Katya. Que logo começou a agarrar outras pessoas na boate. Parecia estar em casa. Ela ria com uma multidão em cima dela.

Centenas de pessoas se aglomerando em cima dela. Trixie apenas a observava de longe, encarando-a da cabeça aos seus pés.

- Moça? Posso te ajudar?

- Ah... é... - ela se despertava do seu devaneio. - uma água... E quatro doses de tequila misturada com vodka, por favor. - Trixie fazia seu pedido sem tirar os olhos de Katya. Estava começando a sentir um leve ciúmes da quantidade de pessoas que estavam assediando Katya.

"Todas as amigas da Katya acabaram em sua cama".

A voz de Charlie ecoou dentro do seu ouvido. Com quantas daquelas pessoas que estavam em cima de Katya ela já tinha levado para cama? Por que Trixie não havia transado com ela ainda? Por que se negou? Ela não era amiga de Katya? Agora ela não sabia o que queria mais. Naquele momento parecia ser o certo, não podia transar com Katya, pela Fame.

Mas neste exato momento não havia Fame em sua cabeça. Apenas um incômodo gigantesco em ver Katya sendo tão bem recebida na casa.

- Aqui está sua água e as quatro doses.

- Obrigada! - ela agradeceu. Virou uma dose, duas, três, quatro e chupou o limão que sempre acompanhava a tequila, pegou a garrafa de água de Katya, e agora ela teria coragem suficiente de interromper aquele motim em cima de Katya.

- Dá licença! - empurrava um rapaz. - Katya, sua água. - entregou para ela, tentando adentrar no meio da multidão de pessoas que a cercavam. Rapidamente Trixie abraçou de forma dominante. Parecia estar querendo mostrar que "ela é minha".

Katya não notara esse pequeno gesto, apesar de todos terem notado. Para Katya o possível ciúmes nem passou em mente dela.

- Eu quero dançar, vamos sair daqui. - Trixie resmungou, cruzando seus braços ao redor do pescoço de Katya, logo colaram seus corpos.

- Você bebeu? - Katya se aproximava de Trixie sentindo seu hálito, que de longe exalava cheiro de álcool.

- Um pouco talvez... - Ela se deitou no peito de Katya, era engraçado a cena. Katya era muito mais baixa do que Trixie. Ela deve de agachar a altura de Katya para que pudesse chegar em seu peito.

- Por que você bebeu? Mal chegamos.

- Porque eu quis, merda!

Os olhos de Katya se arregalaram.

- Nossa, calma aí, Beyoncé!

- Desculpa. Eu não quis ser grossa. Eu só quero dançar, vamos?

- Beleza, divazinha. Vamos dançar.

E só foi Katya concordar que Trixie a puxou até o centro da boate. Estavam frente à frente ao DJ que fazia um remix sensacional de "This Is What You Came For."

Trixie imediatamente soltou a mão de Katya quando começou a ouvir a música entrar como uma droga em seus ouvidos. Ela começou a pular, a batida era contagiante. Fazendo Katya pensar: "Bebeu talvez? Sério?"

"Baby, this is what you came for, lightning strikes every time she moves and everybody's watching her but she's looking at you".

Katya estava a observar o comportamento de Trixie. Era engraçado a forma que ela dançava, movendo seus braços de um lado para o outro toda desengonçada. A música que tocava acabou fazendo sentido ao que acontecia no momento, todas a olhavam mais ela estava dançando para chamar a atenção de Katya.

O ambiente estava começando a encher o que fez Trixie e Katya ainda mais próximas pelo tumulto. Elas dançavam feito loucas. Trixie agarrou Katya pelo pescoço e as duas pulavam animadas e gargalhavam. Naquela escuridão mal conseguiam se ver, as luzes eram baixas e pessoas rodeadas sobre Katya e Trixie. Katya jogava seus cabelos, enquanto berrava numa gargalhada. Trixie pulava o quão mais a música se acelerava e quando chegou ao refrão as duas berraram:

"Lightning, this is what you came for, lightning strikes every time she moves and everybody's watching her but she's looking at you, oh, ooooooh, yoooooou, oooooh".

A bebida começou a bater ainda mais forte na cabeça de Trixie e quão mais bêbada ela se sentia mais se esconrava em Katya. Suas unhas estavam cravadas a cintura de Katya, que acabou parando de dançar quando notou Trixie abaixar sua cabeça. Será que ela vomitaria logo ali?

- Trix, você está bem? - ela perguntou gritando devido ao som da música. Trixie apenas assentiu não dizendo nada.

- Você tem certeza? - desta vez Trixie ergueu sua cabeça. Seus olhos umidecidos e sua maquiagem começava a se borrar. Katya a olhou incrédula.

- Por que você está chorando, sua louca?

- Katya... - ela olhou ao redor do lugar, não sabia bem o que estava fazendo, porém procurou alguém naquela boate que a conhecesse e claro, não havia nada e nem ninguém da sua vida pessoal ali.

- Podemos ir pra algum lugar fora daqui? Estou com falta de ar...

A outra loira a olhava perdidamente confusa. Os olhos de Trixie vermelhos daquele jeito e sem entender como de repente ela estava chorando.

Katya levou Trixie até a área de fumantes. Trixie nem questionou isso. Estava realmente bêbada para se importar.

Katya acendeu um cigarro encostando seu corpo numa parede. Trixie andava de um lado pro outro incomodada, pisava firme no chão.

- O que você tem? - Perguntou Katya mais uma vez.

- Eu estou começando a te odiar...

Katya prendeu toda a fumaça que estava presta a soltar de sua boca, que acabou escapando por suas narinas lentamente.

- Me...

- Katya, isso é... Ah, eu não sei. Quando você me beija, eu te odeio tanto. Mas eu não... - Trixie respirou fundo e sentou-se ao chão. Não ligando se estava enfestado de bigas de cigarros. - Nós não, nós não somos amigas, e nem nunca fomos... Nós apenas tentamos manter esses segredos em uma mentira.

Katya encarava Trixie sem reagir. Ela estava consciente do que ouvia e do falava naquela noite. Mas Trixie estava alcoolizada. Katya não sabia se podia acreditar nessa verdade e noutro dia apenas sentir-se inferior quando Trixie dissesse a ela que quem ela realmente ama é a Fame. Mas Trixie continuou a falar. Sua fala era embargada de uma tristeza infinda. Ela escondeu seu rosto sobre suas mãos.

- Eu poderia escolher o caminho mais fácil, mas seus olhos... - aqueles malditos olhos da Katya era um dos maiores deslizes de Trixie. - vão me levar de volta pra casa. Nossa casa. Você é a minha casa. - Trixie limpava seu rosto com as mãos, sujando ainda mais o que já estava totalmente assustador pelas lágrimas. - eu sei que estou bêbada... Nós poderíamos ser qualquer coisa, se nós tentarmos para manter esse segredo a salvo.

Katya já não aguentava ouvir Trixie se lamentando daquela maneira. Estava a deixando frustadamente irritada.

- Trixie, por favor. Pare com isso! Eu não preciso ouvir isso. Você vai dizer tudo ao contrário amanhã. Por favor.

- NÃO! NÃO! NÃO! - A loira se levantou apressadamente do chão e agarrou os braços de Katya com toda sua força. - Katya, não. Me faça ser sua!... Me faça ser sua! Em sã consciência eu reluto, mas não desista. Porque...

Os olhos de Katya estavam vidrados em o que Trixie a dizia, a maneira e toda a ênfase que as palavras saiam de sua boca. Ela podia sentir Trixie, ela sabia que era verdade, ela tinha que fazer Trixie ser dela.

Ela precisava lutar pela Trixie. Ela precisa, ela faria e aquilo foi o ápice de seu combustível. As duas se fitavam de forma calorosa, os olhos de Trixie pareciam suplicar por Katya amá-la e os olhos de Katya suplicavam por aquilo tudo ser verdade. Ela acreditou ser verdade, e quando notara seus lábios estavam unidos aos de Trixie. Esse beijo foi diferente. As duas podiam sentir-se uma a outra.

Era um beijo de ternura, afago, carinho... Amor. Trixie abraçou Katya enquanto a língua das duas dançavam dentro da boca da outra numa perfeita hamornia. Poderia ser tudo mentira, ou ilusão, mas Katya agiu de coração. Deixou que o medo da paixão fosse repelido pela emoção, sabia que Trixie não cederia a ela tão cedo, mas estava com seu combustível pronto para entrar em ação. Não sabia como seria ou como faria para tê-la em suas mãos. Mas durante aquele beijo em seu pensamento ela declarou: Eu a amo e desta vez não é mais um conto de fadas.



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