História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 15


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Categorias RuPaul
Personagens Personagens Originais
Tags Brian Firkus, Brian Mccook, Katya, Katya Zamo, Katya Zamolodchikova, Rupaul's Drag Race, Tracy Martel, Trixie Mattel, Trixya
Visualizações 30
Palavras 3.818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capítulo 15


Não sabia o que havia acontecido e não queria saber, pediu para Katya um voto de confiança o que ela lhe deu foi dormir com a Courtney? Não importava se o que houve durante a noite passada. Katya não provou a Trixie ser confiante. Trixie acreditou por um momento que Katya mostraria isso a ela.

Essa confiança. Mas ela se esquecia que a confiança de Katya era baseada em ser verdadeira. Katya não mentia sobre suas atitudes e nunca agia por trás disso. Essa era a confiança de Katya, ser verdadeira e justa, mas Trixie estava acostumada com outro tipo de confiança, a não ser a confiança que Fame deu a ela. Subordinação de sentimento.

Todas as vezes em que se via numa situação delicada, Fame sempre usava a delicadeza, bajulação para ganhar Trixie de volta rapidamente, ela não conhecia Katya tão bem quanto ela julgava conhecer. Ela conhecia o inferior da Katya, a máscara que a Katya usava pro mundo. Mesmo sabendo o quão Katya havia dezenas de sentimentos dentro de si, ela não conhecia nenhum deles como achava conhecer. Katya era muito diferente do que os olhos de Trixie podiam alcançar. Só ela não sabia ainda disso, não sabia que Katya poderia ser seu porto-seguro.

Depois de arrumar todas as suas malas, ela se sentou sobre a cama. Cogitou antes de ir embora, por um breve momento teve medo de perder Katya novamente. Ela se sentia estranhamente apaixonada por Katya, aquele sentimento que ela temia aflorar, estava a assustando pois não compreendia porque amava Katya, ainda não entendia como aquilo voltou a tona sendo que para ela, estava há mais de dez palmos da terra. Ela se lembrou de Fame, de como ela a trataria quando estivesse enciumada e paranóica daquele jeito. Ela sentiu falta do mimo excessivo. Queria que Katya fosse assim, mimosa. Mas sabia que isso era pedir demais, Katya era topetuda. Olhou paras as malas em cima da cama. O que aconteceria se ela fosse embora? Katya procuraria por ela novamente? Ela não estava agindo de forma imatura?

— Ora, Trixie... Você é mesmo muito estúpida

Disse consigo. Com medo de qualquer atitude que tivesse naquele momento. Sua cabeça pensava a cada detalhe que poderia acontecer, até seus pensamentos serem interrompidos por Katya entrando no quarto.

— E aí, bom dia, hein. — a voz era engraçada. — Dormiu be... Ué, pra que as malas?

Trixie não respondeu, parecia distante ou estava apenas ignorando Katya.

— Trish? — ela se aproximou.

— Saia de perto de mim, Katya!

— O que eu fiz agora? Tudo bem. — Katya se afastou, encostando seu corpo sobre a parede com seus braços cruzados.

— Você dormiu com a Courtney. Eu pedi pra você me passar confiança e você dormiu com ela? De novo?

— De novo? Você acha que eu transei com a Courtney lá fora?

Arregalou os olhos, na expectativa de Trixie dizer algo. Mas no obteve qualquer resposta. 

— Eu dormi lá fora mas não transei com a Courtney. Ficamos conversando, rindo das coisas e acabamos dormindo.

— Tanto faz.

— Não, tanto faz não! Trixie, você não acredita em mim? Por que? — tentou ser mais serena novamente ao se aproximar da outra. — eu não sei como demonstrar, eu trouxe você aqui pra'gente aproveitar, mas sempre tudo sai como eu não planejo. Algo sempre acontece, se volta contra mim. Talvez eu esteja lutando contra algo que o destino não queira, talvez você nem seja pra ser minha.

Aquilo poderia até parecer um apelo ou um desabafo mas Katya estava realmente a acreditar que ela estava fazendo algo errado, que ela e Trixie não fossem mais uma boa ideia. Sempre tudo que fazia virava-se ao contrário, tudo estava sempre contra dela e nada estava ao seu favor. Era assustador e horrível, pois sabia que não conseguiria ser suficiente para Trixie como ela queria. Isso a fazia se sentir vulnerável pois o que temia era ter nadado tanto e morrer na praia.

— Se quiser ir embora, vamos embora. Faço minhas malas também. — a voz de Katya estava aborrecida.

Trixie notara o semblante de uma imensa felicidade de Katya se tornar numa melancolia.

— Nã...

— Não se explique, porque não tem explicação. Só vou fazer minhas malas também e vamos embora. Sem problema algum.

Ela estava abalada com isso, pois sabia que não havia feito nada que Trixie pudesse desconfiar dela com Courtney. Não queria passar essa imagem de infiel ou de alguém que está sempre a procura de um corpo pra se escorar. Katya era muito mais frágil do que Tracy conhecia. Para ela era bobagem, pura bobagem toda essa desconfiança, mas nunca ousou contar a sua amada o que excesso de submissão causou a ela. Essa frieza que Trixie julgava era somente Katya ignorando o sentimentos do passado e tentando fazer tudo com honestidade no presente. Ela podia dar seus motivos para que Trixie desconfiasse dela, mas se ela soubesse o quão Katya era verdadeira em relação as suas atitudes não precisaria desconfiar.

Contava sempre o que fazia e não se importava com as consequências que teriam, Katya era honesta. Se ela tivesse que matar alguém e depois contar, provavelmente, ela contaria e Trixie seria a primeira pessoa a saber. Encheu sua mala com suas roupas ignorando total a ideia de colocá-las em ordem e arrumadas, só queria acabar logo com tudo aquilo e pelo menos deixar Trixie em sua casa, pois assim saberia que ela realmente estaria satisfeita com algo que Katya.

— Katya... — Trixie notara Katya discar algo no celular, provavelmente estava chamando algum táxi ou coisa assim. — Nós não precisamos ir...

Trixie falava mas Katya parecia estar em outra dimensão.

— Me desculpe. Eu sei que sou muito insegura e... Eu não pude conter. Vocês duas juntas, rindo, achando tudo engraçado e... Poxa, a Courtney é tão linda e inteligente, sabe fazer piadas que não sejam levadas a sério e você sempre ri... Me desculpe pelo excesso de ciúmes eu não quero...

— Quando... — Katya guardou o celular no bolso, voltou seu olhar a Trixie interrompendo o que a mesma estava dizendo. — É... Meu passado. Quando eu tinha entre meus quinze, dezesseis anos...

Respirou profundamente para falar, não era algo que Katya gostava de tocar no assunto. Mas dessa vez achou necessário.

— Eu me apaixonei, profundamente... E tivemos algo lindo no começo, bom, é sempre lindo o começo. Mas com tempo, eu não notei o quão aquele relacionamento era abusivo. Eu mudei tudo que você vê hoje pra algo mais ou menos perfeito. Eu mudei para fazer essa pessoa do meu passado feliz. Sempre muito submissa e aquilo me fez mal. Me levou as drogas porque eu acreditava ser tão feliz mas era muito infeliz, e aquele relacionamento que me deixou doente por anos e anos me fez prometer que eu nunca mais mudaria pra agradar alguém. Se for pra eu perder quem eu sou, não vai dar certo nunca entre nós. Então não me peça o que não posso te dar...

Trixie estava calada, apenas fitando Katya e a ouvindo dizer seriamente cada palavra que saia de sua boca.

— Eu posso não ser a pessoa em que você quer pra uma vida inteira, que quer levar aos domingos pra casa dos seus pais, porque acha que família tem que ser unida, eu sei que não sou esse tipo de pessoa, o seu tipo de pessoa. Mas eu sou fiel, honesta e leal. Se eu traí a Alaska foi porque ela me tirou de todo meu equilíbrio emocional para isso. Eu penso muito antes de agir, Tracy. Você precisa esquecer que eu não sou a Fame e tentar me conhecer...

O celular tocou. Rapidamente Katya o atendeu. Era o táxi.

— Vamos? — Puxou a mala pela alça e deixou-a correr pelo chão.

— Katya... não. Espera. Não! Como assim? Você nunca me contou isso.

— Eu nunca contei pra ninguém depois que eu me recuperei. Ninguém sabe disso, bom, meus irmãos e minha mãe sabe, meu pai, mas é...

— Eu sinto muito.

— Não sinta, isso me fez ser quem eu sou hoje. Então realmente, não sinta.

Trixie levantou-se da cama e caminho de encontro a Katya estacionada perto a porta.

— Eu te amo. — ela disse bem baixinho e se envolveu sobre o corpo da loira mais baixa. Suas mãos a abraçaram com afago enquanto ela aninhava seu rosto sobre o pescoço de Katya.

(...)

Acabaram voltando para os Estados Unidos. Mesmo Trixie dizendo a Katya que não era necessário. Agora quem não queria estar mais lá era Katya. A viagem toda Katya estava silenciosa, pensativa e distante. Talvez relembrar o passado machucava ela ainda mais do que imaginava. Trixie tentou algumas vezes conversar, contar algo engraçado mas apenas o que recebia era resmungos e sorrisos francos. Por fim a tortura não durou tanto quando finalmente chegaram em Los Angeles.

Trixie pediu a Katya que ficasse em sua casa com ela, não queria deixar ainda-a mais magoada. Katya apenas aceitou por não querer argumentar ou criar uma desculpa plausível para não ir. A casa de Trixie era bem grande e o que remetia na casa para Katya era apenas o relacionamento perfeito que a mesma levara com Fame. Era angustiante.

Ela deixou suas malas no canto da sala e sentou-se no sofá. Trixie a encarava. Katya tão distante era algo que dava agonia. Pois dessa maneira não sabia o que se passava dentro da cabeça de Katya, ela sempre costumava dizer todos os seus pensamentos e agora estava mais calada do que já tivera visto antes.

— Você está bem? — Tracy indagou com medo da resposta.

— Vamos ficar bem. — assegurou com sorriso fraco nos lábios.

O foi certamente o que aconteceu, os dias passaram lentamente e as duas acabaram se adaptando a nova rotina, relacionamento, Tracy procurando conhecer melhor Katya do que essa superfície que ela costumava se escorar. Estava tudo muito perfeito que Katya as vezes se assustava com medo de alguma tragédia acontecer.

Ela já estava até prevenida não criando expectativas nenhuma em cima dessa felicidade, apenas deixava acontecer naturalmente, mas ainda com terceiro olho para desconfiar. As duas acordavam felizes e da mesma forma iam para cama. Seu programa estava sendo sucesso em todo canto do mundo, todos podiam vê-las e sentir esse amor a cores e tempo real. — bem, nem tão em tempo real assim. Já que era filmando e depois de semanas era upado para o YouTube. O sexo era intenso e apaixonado, parecia ser algo surreal para ser verdade. Trixie sentia-se feliz e repleta como nunca antes, ela não conhecera uma imensidão de amor tão grande. O mundo era definitivamente rosa para ela. — e pensar que ainda cogitou na possibilidade de não se apaixonar por Katya. — Trixie estava a conhecer todos os detalhes que não notara em Katya. Como ela adorava ver filmes durante a madrugada, fumar seu cigarro pela metade, rir de qualquer piada dela mesma, até mesmo que o segredo do seu sorriso perfeito foram dados a doze anos em que Katya usou aparelho dentário. Trixie sentir-se orgulhava por conhecer esse lado de Katya, mas ainda havia um pequeno medo de conhecer o lado obscuro e suas mágoas, acreditava não ser um suporte para isso, não sabia lidar com decepções.

Já estava no último dia do mês de Abril e Katya não se quer fazia ideia do que Trixie estava aprontando para o dia primeiro de Maio, no caso seu aniversário. Ela queria de alguma maneira agradar Katya mas de uma forma em que fosse especial e diferente do que já tivesse lhe feito antes. Ela discou o número de Bianca e esperou enquanto chamava.

— Oi? Trixie?

— Ei, Bianca! Preciso da sua ajuda, tipo, urgente!

— O que houve? Está doente? Tá grávida?

— Que? Cê tá louca? Não!

— O que a Katya fez então?

Trixie deu risada. Katya sempre envolvida quando Trixie pedia por ajuda.

— Amanhã é aniversário da Katya. Por favor, não diga nada a ela. Eu liguei para todas as meninas essa semana, pedi pra nenhuma delas dar o parabéns pra Katya.

— Nossa, que cruel!

— Não, isso faz parte do que estou planejando. Katya sempre esquece do aniversário dela, então se ninguém lembrar obviamente vai dar tudo certo. Eu já mudei a data do celular dela pra um dia antes. Lá está que hoje é dia vinte e nove.

— Tá, mas o que você está planejando?

— Então... — ela fez a voz mais doce que pôde. — eu preciso que você ceda sua casa...

— Tudo bem. Sem problemas.

— Mesmo? Sério? Eu vou aí agora levar tudo que comprei.

— É uma festa surpresa então?

— É... Bem, eu te conto quando chegar aí. Beijos.

E a ligação foi cortada. Houve uns saltinhos de felicidade por tudo estar ocorrendo devidamente como planejado. Katya não estava em casa naquele dia, tinha ido visitar sua irmã que tiveras acabado de casar. Precisava ser presente pelo menos num dia importante de sua família e isso deu tempo a Tracy de poder organizar toda sua ideia.

Pegou seu carro com todos os preparativos para a festa e acelerou para casa de Bianca.

Enquanto explicava tudo que estava a fazer para Katya a surpresa de Bianca era evidente. Nunca imaginaria que a mente de Trixie podia ser tão fértil assim, mas estava também entusiasmada pelo que poderia acontecer no dia seguinte. Trixie aproveitou que já estava na casa de Bianca e começaram a organizar tudo no seu quintal. A casa Bianca era grande, mas era apenas de um único andar.

As paredes eram bege com todos os armários na cor marrom. Era um lugar que você sabia que Bianca estava satisfeita por morar. O quintal era deveras de grande, com uma piscina ao fundo, uma churrasqueira embutida na parede, e uma linda visão de toda Los Angeles, era cercado por vidros num lilás todo o quintal.

— Então? Você fez o bolo?

— Não. Katya não gosta muito de bolo... Mas pensei em ligar e comprar. Ela desconfiaria se eu fizesse.

— Faça um bolo com a cara dela e aquele filme lá, que ela é doente por ele.

— ISSO É UMA ÓTIMA IDEIA! — sorriu toda entusiasmada. Podia ver a nitidez de quão feliz estava Trixie por isso.

As duas começaram a enfeitar o quintal de Bianca enquanto o dia foi se esgotando lentamente. As duas conversaram, riam ao pensar na reação da Katya ao ver toda essa surpresa pois Trixie sabia que Katya amava festas de aniversário mas sempre se esqueci do próprio aniversário.

(...)

— Bom dia! — havia um sorriso gigantesco nos lábios de Trixie. Katya estranhou essa felicidade diurna.

— Bom dia... — espreguiçou-se na cama soltando alguns grunhidos.

— Ah, o café está pronto, tá bem?! — beijou a têmpora de Katya. — eu estou de saída, Pearl me ligou e disse que está muito doente, vomitando. Vou lá ver ela, tudo bem?

— Tudo, claro.

— Então tá bem, amo você. Tome seu café! — beijou mais uma vez sua têmpora e saiu do quarto um tanto serelepe.

"Pearl está doente e você também."

Pensou Katya. Procurou seu celular na cama, mas não o encontrou por ela. Lembrava de ter deixado em baixo do travesseiro mas ignorou, Tracy poderia ter posto em outro lugar. Mal ela sabia que o celular estava com a amada, já que obviamente todos os fãs iria fazê-la lembrar-se que era seu aniversário e isso não estava nos planos de Trixie.

A loira se levantou para tomar seu café, encontrando uma mesa farta com waffles, panquecas, bacon e ovos. Ela ficou satisfeita com aquela comida só pra ela.

— Quer ganhar coração de uma taurina começa pela barriga, né. — disse pra si mesma. Sentou-se e começou seu dia tomando o café.

Era óbvio que Trixie não tinha planos nenhum de ver Pearl, aliás nem doente Pearl estava, foi apenas uma mentirinha do bem para poder ir a casa de Bianca.

Ela havia marcado tudo para a festa acontecer às 20h. Mas estava apavorada se caso algo dê-se errado. Ligou para Pearl e dessa vez realmente falaria com ela, já que ainda não tinha nem se quer trocado mensagens com a amiga.

— Robô, onde você está?

— Já estou na casa da Bianca há muito tempo e por sinal, levemente bêbada!

— Não, você não pode beber agora! Você tem que me ajudar.

— Calma aí, Cinderela! Só foi um red bull.

— Ai... Eu tô apavorada. Quero muito que isso dê certo.

— Para dar certo, você tem que acabar com o fogo nessa xana. Katya vai recompensar todo seu esforço de madrugada.

Trixie riu alto.

— Oremos.

— Tá, vou desligar. Bianca te me chamando pra limpar a piscina. Te vejo aqui, beijos.

— Beijos, robôzinha.

A viagem toda Trixie foi pensando no que podia estar esquecendo. Não parecia faltar nada e ela ficou aliviada por isso. Velas, copos e todos os pequenos detalhes ela tinha se lembrado. Ligou dessa vez para Ginger, para lembrá-la mais uma vez de não dar a Katya os parabéns. O apavoramento de Trixie acabava sendo engraçado mas desgastante.

Finalmente chegou a casa de Bianca, estava tudo correndo bem, Bianca, Pearl e Violet estava organizado tudo como planejado.

— Ei, Tracy. Posso conversar com você?

— O que houve? — já respondeu espantada.

— Nada?... Calma, quem vem a festa? 

— Como quem vem a festa? Você sabe quem vem.

— Alaska vem? — indagou Violet curiosa enquanto enchia um balão negro.

— Alaska? Ela não teria coragem.

Violet deu uma longa risada irônica.

— É... Você não conhece a Alaska que todos conhecemos.

Trixie não sabia o quão Alaska era rancorosa quando se tratava de relacionamentos e nem Katya fazia ideia disso. Mas Trixie não queria acreditar na ideia de que Alaska pudesse fazer algum mal a Katya bem no dia do seu aniversário. Seria ridículo e imaturo.

— Não vamos me apavorar! — Exclamou Trixie. — Ela não vira... eu espero.

(...)

Era exatamente 19h00 em ponto. O celular de Katya tocou enquanto as duas estavam vendo Contact como um belo casal romântico.

"Bianca deu o umbigo."

— Quem é? — Trixie indagou.

— Bianca... Essa hora. — atendeu — Oi, palhaça, quenga do caralho.

— Katya? — a voz era falsamente seria. Para Katya era seria, mas era só um teatrinho para trazer a mesma a casa de Bianca.

— O que? Tá tudo bem?

— Eu preciso que venha aqui em casa, agora, eu não sei o que fazer.

— Bianca eu se teu pó de arroz acabou, taca cocaína mesmo.

Bianca quis rir, mas se segurou.

— Eu estou falando sério, Katya!

A ligação foi cortada.

— O que ela queria?

— Não sei. Ela parecia tão desesperada. Acho que vou ter que ir lá. Você vem comigo?

— Claro! Obvio, tudo pela Bianca!

Katya franziu seu cenho estranhando o comportamento de Trixie. Estava estranho mas ela não sabia dizer o que era.

E mais uma vez Trixie sai de casa a caminho para de Bianca naquele mesmo dia. Por mais estranho que fosse ela estava bem mais calma do que passou o dia todo nervosa e agitada. Katya estacionou. A luz da sala estava acesa.

— Será que alguém morreu?

Trixie não respondeu. Desceram do carro e caminharam até a casa, tocando a campainha. Ouviu passos correndo até a porta.

— Katya! Finalmente... Trixie?

— Eu trouxe ela, tem importância?

— Tem. Mas tudo bem. Entrem!

— O que houve Bianca?

— Eu... Ah, Trixie você pode dar licença?

Ela anuiu.

— Vou pro quintal.

Bianca esperou Trixie sumir e continuou com teatrinho apavorada.

— Katya... Eu preciso...

Ouviu um grito alto e estridente de Trixie que não parava. Era teatro e ela exagerou. Katya imediatamente correu até a porta, não fazia parte do plano ela ver Trixie ter gritado tão alto a ponto de levar Katya ao quintal mas quando todos a viram começaram a cantar o famoso e antigo "Parabéns pra você".

Katya estava estranhamente assustada com aquele cenário macabro. Mãos e olhos pra todo os lados e todas as garotas estavam lá com sorrisos nos lábios, aquele quintal era tão grande mas naquele momento parecia ser apertado pelo tanto de gente havia.

Mas logo o sentimento de confusão passou e a fixa, era primeiro de Maio e ela se entregou festança que fazia para ela quando se lembrou que era seu aniversário.

— Como vocês fizeram isso? — a típica pergunta de festas surpresa.

— O que você achou? — Bianca deu dois leves tapas nos ombros de Katya.

— Eu estou sem palavras.

— Bom, devia ficar sem palavras agora.

A multidão se afastou, abrindo uma pequena fresta onde Trixie estava sentada num banco, seu violão sobre seu colo e um microfone. Katya a observava.

— Ei, feliz aniversário... — ela deu um sorriso e Katya acenou. — Eu vim aqui dizer a você em forma de música o quão você vale para mim. — ajustou as cordas do seu violão rosa e iniciou lentamente a tocá-lo.

"Let the rain come in the window screen... Lose a dollar in the vending machine, spill a coffee on my new pair of jeans, cuz you belong to me...

Gimme traffic I got plenty time, cold water in the shower thats fine, I can stand here in the waiting line...

Cause you belong to me... And I breathe you in the morning... and I move with you at night...

And when you kiss meIf I could fly I'd take you with me... Up to the stars and we'll name them as we go... oh oh, up to the stars and we'll name them as we go."

Trixie podia ver de longe o sorriso de Katya levemente marejados, ela estava lindamente emocionada que todos admiravam aquela cena com fofura, vendo como os olhos de Katya brilhavam feito uma criança inocente.

— É... Precisamos trabalhar mais na nossa música. — Katya deu uma risada após falar. Trixie retirou o violão do colo e ajeitou a roupa em seu corpo.

— Bianca?

Bianca apenas assentiu. Pegou Katya pelos braços enquanto todos a olhava sorridente. Adore, Shangela, Courtney, Pearl, Violet...

— Katya, agora sim fique sem palavras.

Trixie sorriu e se aproximou de Katya. Selaram seus lábios.

— Eu estou aqui pra te assegurar que tudo vai ficar bem, vai ser difícil eu sei, largar tudo por você, mas eu sei quando eu pensar em desistir, você vai estar ao meu lado e vai estar me assegurando de tudo ficar bem. E se você cair, a minha mão ajudara você a se levantar e se você chorar, toda lágrima eu vou enxugar.

Katya apenas sorria, seus olhos brilhavam.

— Feliz aniversário, Katya. — Dentro de sua luva Trixie retirou um anelzinho, delicado e singeloso. — O aniversário é seu mais quem ganha o presente sou eu... Você aceita namorar comigo? Oficialmente​. — piscou para Detox que deu uma risada.   

Katya estava sem total reação, a maquiagem preta já havia virado um borrão no seus olhos. Até criar coragem de dizer.

— Eu... — olhou em volta, todos estavam na espectativa do que Katya diria. — Eu...

(...)



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