História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias RuPaul
Personagens Personagens Originais
Tags Brian Firkus, Brian Mccook, Katya, Katya Zamo, Katya Zamolodchikova, Rupaul's Drag Race, Tracy Martel, Trixie Mattel, Trixya
Visualizações 20
Palavras 3.487
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 9


O tempo que precisava para sua mente se acalmar estava sendo muito bem aproveitado aos mimos de sua mãe. Pat era experta em mimar e cuidar de sua filha. Sua mente estava mais calma e compreensiva com tudo que houve na semana anterior. Conseguia raciocinar racionalmente agora. Katya prometeu-se não deixar Brenda se promover mais uma vez em sua mente. Não daria mais idéias a ela novamente.

Ligou para Courtney e se desculpou pelo que houve, não queria causar um clima ruim na amizade, fazendo o mesmo com Alyssa que foi paciente com ela na boate. Queria estar a par da situação e com a sua consciência livre de murmúrios. Era bom se sentir equilibrada novamente. Não procurou saber de Alaska, que ao contrário ligava para Katya todos os dias nos finais da tarde. Talvez pedisse pra voltar, se desculpar, o qualquer coisa assim, mas Katya não estava á fim de saber o que Alaska teria a lhe falar. Katya não voltaria pra casa, já havia buscado todas suas coisas que tinham lá. Deixou o apartamento literalmente vazio. Prometendo que não pisaria ali tão cedo se dependesse nunca mais. Se afastou das rede sociais por alguns dias o que fez bem a ela. Havia fãs que queriam ajudar mais acabavam era machucando Katya com as palavras ou as irritavam profundamente. A única coisa que não se apaziguou muito bem de sua mente foi Trixie e ela se doía com essa ideia. Só de ouvir seu nome lhe causava calafrios. Não conseguia tirar aquela música de sua cabeça e não entendia como ela podia estar tão dependente de alguém sendo que Trixie não era nem cocaína. Algumas vezes ela olhava seu whatsapp na esperança de ver uma mensagem de Trixie ou algo assim, mas as únicas pessoas que estavam nas suas conversas eram: Violet, Ginger, e Pearl.

Apenas visualizou as mensagens sem respondê-las, mas a de Pearl chamou sua atenção.

"Katya? Acho que a Fame e Trixie caíram na mão".

Tentou imaginar o que seria "cair na mão". Elas brigam? Elas se agrediram? Que fosse! Ela sabia que mesmo uma "caindo na mão" com a outra a relação delas eram concretas. Essas eram as palavras de Trixie. Que certamente irritavam-na. Então apenas ignorou a mensagem.

Ela estava na sala da casa de sua mãe comendo pipoca enquanto assistia Contact. Ouviu seu celular tocar. Outra mensagem de Pearl.

"Katya? Você tá aí?"

"Estou, mas não quero saber da Tracy".

"Katya, ela não está bem."

"Imagino".

E essa foi sua última palavra. Entrou em seu twitter como adorava usá-lo para meio de se expressar e não precisar pagar psicólogo, de falar qualquer coisa sem a menor coerência e concordância sem ser julgada por isso.

"Você não pode apressar o amor verdadeiro. Você tem que esperar pacientemente na floresta, coberto de urina de veado e depois atirar nele e usar seu sangue para rituais."

Em seguida subiram milhões de retweets, curtidas e comentários. Desligou-se do aparelho e voltou ao seu filme.

Pat havia saído de casa pela manhã, Katya estava sozinha. Seu pai havia ido trabalhar e não tinha melhor coisa do que está sozinha apreciando Jodie Foster e Matthew McConaughey pela telinha da televisão.

Mais uma vez seu celular apitou. Ela ignorou já irritada. Não queria saber o que Pearl tinha pra falar sobre Fame e Trixie. Logo o celular começou tocou. Katya revirou os olhos realmente irritada mas desta vez era Trixie. O coração de Katya pulo quase sua boca a fora. O coração disparou de forma que chegava a doer. Ela atendeu com a voz áspera.

- Oi, Tracy!

- Como você está? - Perguntou Trixie ao outro lado da linha.

- Estou muito bem.

- Não sinto segurança nisso. Onde você está morando?

- Como assim?

- Alaska fez questão de anunciar na live dela de ontem que vocês não estão mais juntas.

- Surpreendente! Eu estou com a minha mãe, não tenho pretensão de sair daqui tão ced...

- Katya, eu preciso que você venha até a minha casa, por favor. - a voz de Trixie era amena, ela suplicava.

- Por que? O que houve?

- Por favor, só venha. Fame não está aqui, foi ver seus pais.

- Tudo bem... Já estou... indo. - houve uma certa hesitação em sua voz.

- Certo... Obrigada. - agradeceu desligando a ligação.

Katya pode sentir uma leve tristeza na voz de Trixie não sabia que estava acontecendo mais se sentiu incomodada em ouvir a voz de Trixie tão apagada daquela maneira.

Ela saiu de casa com seu carro e dirigiu até Hollywood West. Ao chegar na casa de Trixie se sentiu ainda mais incomodada com a nostalgia que o lugar lhe proporcionava. Havia tanto tempo que não ia visitar Trixie. Vagamente lembranças vieram em sua mente. Ela tocou a campainha e esperou pacientemente. Talvez uns dois minutos até ser atendida.

A porta foi lentamente aberta por um vazio e por trás dela a voz de Trixie abafada.

- Entra logo!

Katya estranhou mas não disse nada. Apenas adentrou-se naquela casa grandemente exagerada.

Trixie então fechou a porta. Quando Katya virou-se para falar com a outra se assustou com uma grande marca em seu rosto. Era um tapa? Um arranhão? Um chupão?

- O que isso? O que aconteceu com você? - Ela se aproximou de Trixie que subitamente agarrou Katya num abraço estranho. Buscando por compreensão e afeto.

- O que houve? Por que seu rosto está assim?

- Eu... Eu e Fame brigamos feio, muito feio.

- Por que? - Katya encarava a vermelhidão no rosto de Trixie embasbacada.

- Por causa de você. Eu prometi que não te deixaria mais, porém pra eu manter essa minha palavra eu tive que escolher entre você e... Ela. Porém não foi muito pacífica essa minha escolha. Fame jogou em mim seu celular, por isso está machucado.

- Ela te agrediu?

- Sim. Mas eu também quebrei uns copos nela.

Katya deu risada.

- Não tem graça...

- Por que você decidiu isso? Você a ama.

- Eu realmente a amo, não terminamos. Eu acho... Mas foi horrível. - havia tristeza em sua voz.

- Ah... Entendi. - Katya se livrou rapidamente dos braços de Trixie ao redor do seu corpo e andou um pouco dentro da casa.

- E qual é a minha função aqui? - ela a questionou observando alguns quadros na parede. Novos desde a última vez que estivera na casa.

- Ser minha amiga. - Trixie esboçou um grande sorriso nos lábios.

A ideia de Trixie se martirizar tanto por Fame era horrível. Katya sentia um ódio fora do comum, como se Trixie ignorasse a verdade a frente dos seus olhos. Mas ela tentou ignorar esse sentimento pelo menos Trixie a queria por perto naquele momento. Então tratou de não pensar nisso.

- Vamos dançar? Cadê o Just dance?

Trixie deu risada balançando sua cabeça negativamente.

- Você é muito ruim no Just dance.

Katya deu a língua.

- Vamos passar trote pras meninas como a gente fazia antes, vamos?

- Tudo bem... Vamos!

Katya arrancou o celular do bolso com sorriso maldoso no rosto. Adorava passar trote para as outras rugirls. Pareciam duas crianças a brincar.

- Nossa primeira vitima será.. Bianca! - falou Trixie sentando no sofá e puxando Katya para sentar-se também.

- Bianca Deu Rego. - Katya enalteceu. Discou o número de Bianca e o celular começou a chamar.

- Alô?

- Bianca?

- Sim, quem fala?

Katya afinou bem sua voz.

- Aqui é a Barbara, você trabalha com roupa?

- Hã? Não.

- Então você trabalha pelada? -Katya gargalhou e desligou o celular.

Trixie e Katya começaram a rir alto por Bianca sempre cair nesse mesmo trote.

Agora Katya discou o número de Adore.

- Inhaaai...

- Adore? É a Katya. Deixa eu te perguntar.

- Oi, bebê! Fala, o que foi?

- Você gosta de cheiro verde?

- Eu amo cheiro verde!

- Então por que não cheira o cu do Hulk?

Agora as três deram risadas escandalosamente alta e Katya desligou a ligação.

- Katya você realmente esqueceu de crescer. - comentou Trixie abafada pela risada.

Katya apenas anuiu concordando. Discou dessa vez o número de Pearl e não deixou o número restrito.

- Katya?!

- PEARL, TA PEGANDO FOGO!!! TA PEGANDO FOGO!!! - Ela fingia gritar apavorada enquanto Trixie segurava sua risada.

- O que tá pegando fogo, Katya?

- A ponta do meu cigarro!

Trixie se desmanchou em rir, ela gritava.

- Te amo, viu?! Porém ACORDA, PEARL!

Desligou a ligação e respirou fundo depois de rirem tanto. Trixie se jogou por cima do ombro de Katya dando risada.

- Você sempre passa os mesmos trotes, eu não sei como a Bianca ainda cai.

- Bianca tem que tratar dessa memória dela, tá mais esquecida que a Dory...

- Obrigada por me fazer rir. - Trixie escondeu seu rosto sobre o pescoço de Katya sentindo seu eflúvio.

- Quero que fique aqui. Não quero que você vá embora. Sinto sua falta...

- Sinto sua falta... - Katya repetiu rapidinho.

- Eu gravei a música que cantamos juntas... Está no meu celular. You belongs to me.

Katya encarou Trixie é só conseguia se lembrar de sua mãe dizendo: Se você ama, corra atrás.

- Tracy...

- Hum? - Ela resmungou encarando Katya também.

Os olhos da Katya estavam fixos nos lábios de Trixie. Sua vontade era de beija-la, mas estava muito consciente para isso.

- Vem comigo para a casa da minha mãe. Pode ficar no meu quarto. Por uns dias...

Trixie apenas sorriu e murmurou não pensando duas vezes.

- Tudo bem... Então... vamos!

(...)

Já era fim de tarde quando Katya trouxe Trixie para casa de sua mãe. Sabia que seria uma grande surpresa para toda a família sua "amada incorrespondente" estar conhecendo sua família sem terem qualquer tipo de relacionamento amoroso para isso.

Katya explicou algumas regras básicas da casa como: Não falar alto na hora da janta, obedecer a Pat mesmo ela estando errada, negar até a morte que Katya ainda chorava vendo Contact para seu pai.

Hospedou Trixie em seu quarto a mesma havia levado bastante malas para quem acreditava na ser o fim de uma relação. Mas Katya não se intrometeu, quem era ela pra falar alguma coisa? Deixaram as coisas de Trixie em seu quarto e logo em seguida Katya apresentou a casa para Trixie que parecia encantada com o design vintage da casa.

- Vocês moram aqui por muito tempo?

- Eu não moro aqui tem mais de quinze anos.

Trixie arregalou seus olhos.

- Com quantos anos saiu de casa?

- Eu comecei a me prostituir muito nova.

Trixie deu risada.

Voltaram para o quarto de Katya onde Trixie notou algumas fotos coladas e penduradas no espelho. Havia tantas fotos das duas juntas e tantas memórias através de cada uma. Havia fotos criadas de fãs, fotos que elas tiraram e nunca postaram em qualquer rede social.

Trixie sentou-se na beira da cama a observar Katya com custódia, a outra retirava toda suas roupas do armário para poder colocar as da amiga. Trixie voltou a analisar todo o quarto, era tão azul claro, quase um bebê e muito organizado, parecia ter sido tirado de uma casinha de bonecas. Na porta do quarto de Katya havia um poster gigantesco com a frase: "Eu não sei, eu não sou cientista" com uma foto de Katya com seus olhos revirados o que a fez dar uma suave risadinha. Voltou com o olhar para Katya que empurrava as roupas agora dela para o outro lado do armário, sem pedir ajuda ou coisa assim. Trixie se levantou da cama, já estava agoniada de ver Katya sofrendo para por as roupas no alto do armário com aquela mínima altura que ela tinha.

- Sua altura não corresponde com seu caráter. - ela comentou.

- O que quer dizer? Só por que sou centímetros menor do que você não significa que eu seja uma prostituta de valor.

- Aí, Katya.... Cala boca! - implorou.

Ouviu apenas Katya gargalhar do que a foi dito enquanto ela se afastava de Trixie.

Notara que Katya caminhou até o espelho, se analisou fronte a ele, onde retirou algumas fotos que estavam grudadas lá. Mas não pôde ver se eram as fotos delas juntas. Katya acendeu um cigarro e se debruçou na janela do quarto. A vista era verde e floral. Nada mais do que plantas, árvore e flores se podia ver naquela janela.

- Obrigada por me abrigar no seu quartinho. - disse Trixie terminando de por as roupas de Katya no alto do armário.

- Você acredita em carma? - Katya indagou com o cigarro preso aos seus lábios.

- Não... - Trixie pensou por um segundo a respeito. - Não sei. Depende do carma.

Katya apenas anuiu e voltou a tragar seu cigarro focada naquela paisagem.

- Por que a pergunta?

- Não sei... Não sei se convém.... Tocar nesse assunto.

Trixie caminhou até Katya, juntou-se a ela naquela vista da janela.

- As vezes eu queria saber o que passa dentro da sua cabeça. Você consegue ser de outro planeta às vezes. Você é uma incógnita.

- Eu sou de Vega. - ela disse convicta.

- Vega?

- Quanto mais tempo conviver comigo mais vai saber sobre Contact.

Trixie empurrou Katya pelo ombro dando uma breve risada.

- Você não é desse planeta. Isso te torna especial.

Katya se silenciou por um tempo, apenas sobrou toda a fumaça do cigarro para fora de sua boca e a fitou sumir pelo ar.

- Eu aprendi uma coisa sobre mim que eu não sabia. Sou incapaz de amar alguém.

Trixie a encarou.

- O que?

- É... E quanto a.... aquele beijo, me desculpa a vulnerabilidade.

A outra loira apenas assentiu e se afastou da janela.

- Você quer ouvir como ficou a nossa música?

- Nossa música no sentido de nossa ou no sentido de nós fizemos a música?

- No sentido de nossa mesmo, Katya. Não complica. Vem cá!

Katya apagou seu cigarro e o jogou pela janela. Limpou suas mãos sobre o pano de sua roupa e se jogou na cama. Esparramada e ainda continuava transmitindo sensualidade. Trixie apenas se sentou na cama.

- Deita, Tracy! - deu dois tapinhas de leve na cama e a outra loira a obedeceu. Deitou ao seu lado, apesar de se sentir desconfortável.

- Confesso que tive que usar bem minha memória pra lembrar do que tínhamos cantado. Eu gostei do resultado.

- Ótimo! - Katya sorriu mostrando todos seus dentes brancos, fazendo Trixie se perder por alguns instantes naquele sorriso. - Me mostre! Eu quero ouvir. Se for bom, quero meu dinheiro em cima dessa música.

Trixie deu a língua para Katya. Retirou do bolso de sua saia o celular com os fones de ouvido. Um lado do fone para cada uma. Plugou o fone e deu play na música, os olhos de Katya fecharam no mesmo instante em que ela começou.

Trixie avistava e analisava a face de Katya e sua feição que mudava a cada palavra que era cantada.

Ela retirou o fone antes da música acabar.

- Não devia ter feito isso.

- Você não gostou? - indagou levemente chateada a encarar Katya.

- Você me olhando e cantado... - ela se aproximava de Trixie cuidadosamente a fitando.

- Tudo bem... Katya.... - Trixie se afastava quanto mais Katya se aproximava. - E... O-o-onde fica o banheiro? - tentou usar qualquer desculpa que viesse em sua cabeça se levantando da cama rapidamente enquanto Katya afundando seu rosto no travesseiro.

- Do lado do meu quarto á esquerda... - a voz saiu abafada.

Trixie em menos de segundos desapareceu do quarto. Katya choramingou com o rosto afundando no travesseiro. Por quase beijaria Trixie novamente. A loira demorava no banheiro. Pegou celular no mesinha ao lado da cama e digitou uma mensagem para Trixie.

"Você não pode ficar fugindo de mim assim."

Logo chegou a reposta de Trixie.

"Você tem que parar de tentar me beijar."

"O que eu posso fazer se você é a causa do meu hormônio oxitocina?"

"Fala minha língua!".

Katya riu ao ler a mensagem.

"Oxitocina se encontra no hipotálamo. Na sua linguagem: O hormônio do amor".

"Katya!"

Apenas leu a mensagem e se levantou da cama. Não estava satisfeita com isso. Não poderia deixar Trixie escapar mais uma vez dela. Caminhou até banheiro e bateu levemente na porta.

- Serviço de quarto. - sua voz era fina e enjoada.

Trixie abriu a porta e sentou-se sobre o vaso sanitário.

- Não vim limpar sua bunda, levanta daí! - Puxou Trixie pelos braços.

- Katya... - resmungou.

- Ah, Katya, Katya... Ahhh, Katya. Tem que gemer meu nome no meu ouvido. - ela acrescentou puxando Trixie de volta para o quarto. Desta vez ela fechou a porta e a trancou.

- O que você está fazendo? - Trixie indagou, assustada com o sorriso que estava surgindo no rosto de Katya. - você tá parecendo psicopata. Para!

--Você tem três chances de me dar uma desculpa plausível para não me deixar beijar você.

Trixie começou a gargalhar alto.

- Ok... Hã... Primeira, eu sou noiva, segundo você fuma, terceiro....

- Terceiro?

-Hã...

- Perdeu!

Katya gritou correndo pra cima de Trixie que saltou da cama fugindo de Katya. As duas começaram a correr por aquele quarto feito duas adolescentes doidas. Trixie gargalhava e Katya também.

- Quando eu te pegar você vai ver! - Katya garantia.

- Paraaaaa, Kaaaaaatyaaaaaaa!!!!

Trixie corria e com o tempo os pulmões de Katya não aguentaram mais correr também. Ela parou e apenas inclinou seu corpo pra frente apoiando suas mãos em suas pernas.

- Você venceu! - declarou ela exausta de correr.

Trixie sentou-se na cama de Katya de pernas cruzadas e observou sofrer com a falta de ar.

- É claro que eu ia ganhar. Isso aqui se chama saúde.

A cabeça de Katya se ergueu lentamente e encarou Trixie. Num súbito ela pulou pra cima da outra loira, que gritou várias vezes por "não" enquanto ria mas Katya prendeu suas pernas sobre o quadril de Trixie não tinha como a outra sair dali. Katya tinha uma força extremamente rigorosa.

- Katya.... Não. - Resmungou enquanto Katya aproximava seu rosto ao dela. - Não...

Trixie não sabia se ria ou chorava. Mas se surpreendeu quando Katya saiu de cima dela e se deitou novamente na cama.

- O que aconteceu? - ela perguntou surpresa

- Não posso obrigar a me beijar. Não sou assim. Estava brincando com você.

- O que? Você me faz correr de você e você simplesmente diz que não vai me beijar? Eu corri de você a toa! Que merda, Katya! - tacou o travesseiro no rosto dela e Katya fez o mesmo em seguida. As duas deram risada e Trixie deitou-se ao lado de Katya.

- Você acha que se Fame e Alaska estivesse entrado em nossa vida, seríamos um casal?

- Acredito que sim. - Katya a fitou, ela sabia que Trixie não queria beija-la. Mas ela queria. Ela queria muito beijar Trixie Mattel mais uma vez, com a cabeça limpa e em sã consciência.

Mas alguma coisa a impedia de avançar a este ponto. Seria o temor do amor? Poderia claramente ser e ela não saberia.

As duas ficaram por aquele momento se encarando até Katya tentar esquecer que era a Trixie ali e fingir ser somente mais uma pessoa que ela iria beijar sem consequências no futuro. Os olhos de Trixie brilhavam enquanto admirava Katya e isso havia sido o combustível para Katya tomar atitude. Lentamente ela se aninhou em Trixie feito um gatinho pedindo por colo, onde a outra loira a abraçou com carinho. Estavam bem mais próximas agora. Katya sorriu e Trixie também. Talvez Trixie também quisesse aquele beijo mas nem tanto quanto Katya. Katya não sabia o que passava na cabeça de Tracy. Foi cuidadosamente avançando seus lábios aos de Trixie, que dessa vez não negou e nem se afastou. A língua das duas se encontraram numa sincronia diferente, mas era interessante, podia sentir o calor do corpo uma da outra naquele beijo calmo e estranho. Tão novo e diferente. As mãos de Katya subiram até as bochechas de Trixie, enquanto elas torciam seus lábios no beijo. Trixie afastou-se apenas alguns centímetros encarando a feição de Katya. Encantada naquele momento. Aqueles malditos olhos de Katya eram seu maior pecado. Retornou ao beijo que aos poucos acabou esquentando, as mãos de Katya estavam cravadas sobre a cintura de Trixie e as de Trixie envolviam-se em toda as costas de Katya. A loirinha pode sentir como Katya tinha uma força brusca só como sentia sua pegada pela cintura. As mãos de Katya adentraram sobre sua roupa. Ela podia sentir facilmente a maciez da pele de Trixie. Seu corpo estava suando e sentia que estava muito próxima de ficar mais excitada do que já estava. Rapidamente puxou todo corpo de Trixie para cima do seu e suas mãos deslizaram pelas coxas dela, assim Trixie rompeu aquele beijo.

- Não posso transar com você...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...