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História Meus demônios - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Meus demônios - Capítulo 3 - Capítulo III

A cada folha que Will passava do caderno mais lagrimas se acumulavam.

Fico pensando, será que não é mais fácil reiniciar a vida? Morrer, ir para os Afodelos e dar um jeito de renascer, ou apena ficar vagando sem rumo, ou memórias para te prender, por que isso não é uma opção? Não quero ficar mais sobrevivendo, sobrevivendo é a palavra, eu não quero mais vagar por ai, respirando, eu não vivo, eu sobrevivo, quero saber quando isso irá acabar. Isso dói, eu não quero mais sentir esse aperto no peito, por favor alguém me salva, eu imploro.

NICOLLAS DI ANGELO


Ele sempre dizia que não queria ajuda, sorte que eu nunca escutei suas palavras, e sim seu coração que implorava por um ombro amigo, implorava por atenção. Será que eu fiz o suficiente? Acho que sim, se ele não tentou voltar a se matar, lembro com muita da dor de vê-lo amarrado a uma maca de hospital, com varias bandagens enroladas em seus pulsos, ele acordava, tinha surtos de raiva por não ter conseguido atravessar para o outro lado, e depois era sedado, parecia uma rotina viciosa e dolorosa, agora se a dor era minha ou de Nico eu não sabia, eu admitia ser egoísta, não o deixava partir pensando em mim, eu estava tão apegado a ele que não conseguia pensar em um mundo onde eu vivesse sem meu pequeno anjo, eu admitia que tinha uma obsessão pelo pequeno garoto, mas acho quer passar por tudo aquilo valeu a pena, vivemos muitos momentos felizes juntos, é, talvez tenha valido a pena. 

Quero chorar, sim eu quero, mas nenhuma lagrima se acumula em meus olhos, apenas um sentimento gelado em meu coração, isso é o que chamam de rejeição? Por que meus amigos se afastaram? Foi algo que eu fiz? Eu juro que se soubesse que estava atrapalhando... eu não sei, talvez pedi-se mil desculpas, faria algo para recompensa-los, mas vocês se afastaram mesmo assim, eu queria ter tido mais tempo.
Neste momento eu só queria ter alguém para passar as mãos nos meus cabelos e dizer que está tudo bem, que isso é apenas uma fase, vai passar, mas neste momento eu não tenho ninguém, nem aquele loirinho irritante que insiste em ficar agarrado a mim como em carrapato, acho que ele também se cansou, afinal ninguém quer ficar apegado a um depressivo e saber que a qualquer momento ele pode não estar mais aqui, não que eu ache que alguém gostaria de ficar apegado a mim, sou um doente não é mesmo, apenas a porra de um doente.

NICOLLAS DI ANGELO


Você não é um doente Nico, você apenas não era compreendido, as pessoas não entendiam que você era doce e carinhoso, era apenas alguém que procurava carinho e proteção nos lugares errados. Vocês sentia minha falta Nico? Serio mesmo? Eu sempre achei que você não me suportava, que me achava um stalker, um doente, e mesmo pensando assim te pedi em namoro, ah Nico, você não sabe a felicidade que eu senti quando você me disse um sim, bem baixinho e tímido sim, e depois você se jogou em meus braços e começou a chorar, eu me senti a pessoa mais feliz do mundo naquele momento, nós saímos para tomar sorvete, você se lambuzou todo naquele dia, e nós tivemos nosso primeiro beijo, sinto falta daqueles beijos, sabe, os que você ficava na ponta dos pés por ser mais baixo, você entrelaçava seus braços em minha nuca e passava suas pequenas e delicadas mãos em meus cabelos, eu segurava em sua fina cintura e nos beijávamos, ficávamos naquele ósculo intenso e delicado até que o ar acabasse, trocávamos juras de amor até que a lua estivesse sendo engolida pelo mar, eu adorava acampar naquela praia, você sempre reclamava dos mosquitos, apenas para que eu passasse litros de repelente em você, adoraria ter feito isso mais uma vez.


A morte gosta de brincar de roleta russa, e ela é o revolver, ela  atrai seus jogadores com sua fria beleza, e depois brinca com eles, os deixam apavorados... Esse é o nosso inferno, ser os jogadores. Sete balas, milhões de jogadores, os que vivem enlouquecem, os que morrem apenas deixam de existir, vagam pelo mundo nas sombras das esquinas, sem saber para que lado seguir. Será que alguém vai me impedir de enlouquecer? Eu sei que não mereço uma das balas, então se for para ficar aqui, que seja para viver e não sobreviver.

NICOLLAS DI ANGELO


Será que eu não o deixei enlouquecer? Será que ele viveu comigo? Ou apenas sobreviveu, eu queria tanto ter respostas, mas apenas tenho mais perguntas, onde eu consigo as respostas? Eu quero saber, se existe algum ser maior, se realmente existe um "todo poderoso", poderia por favor me dar as respostas? Eu não aguento mais ter tantas perguntas e poucas respostas, por favor, eu imploro, faria qualquer coisa para ter ele de volta aqui comigo, para mim poder perguntar, poder abraça-lo, olhar em seus olhos, eu faria qualquer coisa.

Foliei as páginas, fui do começo ao fim, e do fim ao começo, até que algo me chamou a atenção.

Acho que isso funcionaria, se eu morresse não causaria mal a ninguém, o Solace teria seus amigos de volta, meu pai não precisaria  ir me levar para psicólogos que nada resolvem, não precisaria fingir que se importa, eu poderia voltar para os braços de minha madre, poderia voltar para Bianca e ela iria cantar aquela música para mim, poderia voltar a irritar minha garotinha dos olhos de ouro, ela pediria para mim ajuda-la a fazer a lição de casa, e me pediria para arrumar seus lindo cachos de uma forma que não atrapalhasse sua visão. Seria a vida perfeita, ter minhas irmãs de volta, minha madre, ter carinho diariamente, receber beijos de boa noite e dar beijinhos na minha menininha. FODA-SE QUE EU NÃO MEREÇO, eu quero minha felicidade de volta.    

NICOLLAS DI ANGELO


Isso é perfeito, eu poderia me casar com meu amor, poderiamos ter Hazel como filha, eu conheceria minha cunhada e sogra, Nico seria totalmente feliz, é só eu me juntar a ele, simples , é só eu fazer uma corte, apenas um pequeno corte e estarei com meu amado.


- Um simples corte, apenas um corte, um bem pequenininho - dizia hipnotizado com a felicidade que a morte poderia lhe fornecer - um pequeno corte e tudo voltará para os eichos girando perfeitamente.


- Will, não, não faça isso, Will, viva, per favore mio amore, viva por mim, teu pequeno anjo - uma voz sussurrava, estaria ficando louco? - viva por mim e pela família que não conseguimos criar, pense nisso, Willy te amo mio caro...


- Willy, mio caro, mio amore, ele me ama, não se preucupe mio angelo, irei voltar para você - ele segurava uma pequena faca de cozinha rente ao pulso, ela afundava, era precionada lentamente contra a pele, cortando uma camada de pele por vez, por mais que doesse ele estava quase lá, mais um pouco e atingiria alguma veia importante - estou indo para você minha pequena bonequinha de porcelana, você poderá se jogar em meus braços como sempre fazia.




O amor pode muitas vezes matar, ele é um sentimento muito forte, apenas os fortes o aguentam. Não chore por quem não merece, não sorria para quem não te agrada.

JANE MERY ANNE DE ANGELIS


Notas Finais


Oi pessoal, esse foi o fim, mas se quizerem bônus podem pedir que a tia Jane da, não importa se você mio caro leitor está lendo está fic depois de um ano de sua postagem, pode pedir a vontade.


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