História Meus Ex-namorados - Capítulo 2


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Connie Springer, Eren Jaeger, Grisha Yeager, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kalura Yeager, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Petra Ral, Sasha Braus, Ymir, Zeke Yeager
Tags Armin, Eremin, Eren, Erenxarmin, Erenxlevi, Ereri, Levi, Riren, Shingeki No Kyojin, Snk, Yaoi
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Palavras 2.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nem demorou pra sair um cap novo

Capítulo 2 - Capítulo II


    Abri os armários e peguei as farinhas — uma integral e outra de trigo branco —, sal e azeite extra virgem, depois abri a geladeira pegando o resto dos ingredientes e os colocando na ilha ao lado dos outros e peguei os utensílios necessários. Coloquei o leite de soja, o azeite, o sal e fui adicionando farinha aos poucos enquanto mexia, quando terminei refoguei o espinafre com alho e cebola e espalhei óleo vegetal na frigideira. Quando terminei de fazer as panquecas coloquei o recheio feito de espinafre e tofu, finalizei com a cobertura de molho de tomate e coloquei no forno por 5 minutos.

    Tirei as panquecas do forno, coloquei duas em cada prato e os levei para a mesa, peguei os talheres e coloquei-os do lado de cada um, retirei o avental de urso, colocando-o na bancada.

 

    — Family, hora do rango!!

 

Os três apareceram na porta do cozinha sorrindo, se aproximaram de mim e se sentaram.

 

— Senti muita falta da sua comida. — Meu irmão disse enquanto preparava seu prato.

— É tão bom ver que você está bem, filho. 

 

Meu pai era o único em silêncio na mesa, mas isso não era estranho. Ele demonstrava afeto do seu próprio jeito.

 

— Amanhã você vai pra clínica? — Perguntou minha mãe.

— Se não for atrapalhar.

— Se atrapalhasse nem teria a chance de pisar nela. — Meu pai murmurou. Como eu disse: demonstrava do seu jeito. Abri um sorriso, quando tempo que fiquei sem isso?

— Então, quem fez você sair de casa, Eren? — Zeke perguntou.

— Levi.

— QUÊ?! — Todos levantaram surpresos.

— Ele voltou pra cidade depois de se graduar no exterior e abriu um restaurante. — Coloquei um pedaço da panqueca na boca.

— Onde vocês foram?? — Mamãe cortou a segunda panqueca.

— Primeiro ele me levou no restaurante dele, me preparou comida e colocamos o papo em dia, depois andamos pela cidade. 

— Como você se sente com tudo isso?? — Foi a vez de Zeke perguntar.

 

Pensei um pouco. Passei o dia todo com ele, claro, senti uma certa nostalgia com esse encontro—não posso negar que não senti falta dele depois do nosso término. Mas não havia nada mais? Uma paixão que não havia acabado, apenas congelada por um tempo indeterminado? Eu não sabia ainda, podia ser nada demais, mas também podia significar o mundo pra mim.

 

— Nostálgico, acho. 

— Só? — Zeke se formou em psicologia e sempre tentava me ajudar, não como psicólogo e sim como amigo.

— Não sei. Talvez tenha algo a mais, talvez não. Ainda é muito cedo para descobrir. — Coloquei o último pedaço na boca. — Enfim, vou tomar banho e dormir. Boa noite. — Me levantei e saí do cômodo indo em direção do meu quarto.

 

Entrei no banheiro e liguei o chuveiro. As memórias do dia passavam pela minha cabeça e faziam um sorriso genuíno surgiu em meu rosto. Eu estava realmente feliz, como não me sentia a tempos.

 

❦❦Dias depois❦❦

 

Acordei para mais um dia. Ia ajudar meu pai na clínica, o que significava que tinha que estar lá antes dele chegar. Olhei meu celular, quatro e dez da manhã, era bastante cedo até para meu pai. Ele acordava às seis e ia para a clínica às seis e meia, então sobrava muito tempo ainda.

Decidi sair para correr, nada melhor que energizar meu corpo às quatro da manhã. 

Troquei de roupa e sai de casa, não havia muitos parques na nossa cidade, então segui pela rua principal que dava acesso ao lago. O lago era sujo, imundo por assim dizer, sempre que chovia dava para ver a água que vinha dos bueiros sujá-lo; era uma porquice total e ainda assim tinha pessoa que pescavam ali e até nadavam. Dei algumas voltas antes de voltar para casa, era cinco e vinte.

 

Quando cheguei fui direto para o banho, estava todo suado. Terminei o banho e fui direto para a clínica, era normal para mim não tomar café da manhã ou qualquer refeição.


 

— Bom dia. — Papai proferiu enquanto entrava. — Já cuidou dos pacientes internados?

— Bom dia. Sim, já cheguei o estoque de remédios também. — Meu pai abriu um sorriso.

— Não te criei errado. — Sussurrou feliz. — Hoje você cuidará de todos os pacientes, se precisar de algo estarei nos fundos descansando. — Foi em direção dos fundos, mas antes de abrir a porta se virou. — Foi difícil sem você, Eren.

 

E então a porta se fechou me deixando sozinho ali. Fui até a porta e coloquei como aberto, me virei e sentei no balcão.

 

— Vai ser um longo dia. — Murmurei para mim mesmo.

 

❦❦❦

 

— Pai, tô indo comer. Quer algo? — Perguntei na porta.

— Voltei na hora, não tolero atrasos.

— Ok, um misto quente e café pro senhor. — Saio da clínica.

 

Eu podia ir em qualquer lugar da cidade, podia até almoçar em casa, mas algo me fez andar até o restaurante que havia ido com Levi alguns dia atrás. Não estava cheio, talvez porque era um lugar aberto recentemente, entrei e me dirigi a mesa perto da cozinha, não sabia porque, mas precisa vê-lo e algo me dizia que ficando ali seria mais fácil. Assim como senti, Levi passou pela porta e logo me notou ali.

 

— Eren! — Se sentou ao meu lado.

— Oi. — Sorri. 

— Como você está?

— Tô melhor depois daquele nosso encontro. Estava trabalhando na clínica, agora tô no meu descanso. E você? Como tá indo as coisas aqui?

— Não estão ruins, como é um negócio novo ainda não tem muitos clientes, mas isso não é algo de se preocupar ainda. Quer alguma coisa para comer?

— Ah. Não precisa, só preciso comprar o misto pro meu pai.

— Mas você não irá comer??

— Sem fome. — Ele me encarou bravo.

— Vem cá. — Me arrastou para a cozinha, e mais uma vez na semana eu estava naquele lugar que poderia ser um santuário para nós dois. — Vou fazer o misto do seu pai e algo pra você comer.

— Não precisa, Levi, sério. 

— Eu quero fazer isso, por você. — Me olhou sério.

Suspirei. — Ok. Mas nada muito trabalhoso, não quero desperdiçar seu tempo. 

— Você nunca irá. — Se virou e começou a pegar os ingredientes. — Para sua sorte eu tenho alguns pães de abobrinha sobrando. Vai quero algo pra acompanhar?

— Café, têm como fazer pra viagem? É pro meu velho.

— Claro. — Levi colocou dois pães para mim e terminou o misto quente, ele saiu da cozinha para pegar um recipiente para o misto e o café.

 

Fiquei comendo meus pães, eles estavam ótimos, o que não era de surpreender. Era incrível como Levi cuidava de mim, depois que Armin foi para SP eu conheci Levi, claro, não começamos a namorar nesse mesmo ano, mas no tempo em que éramos apenas amigos ele sempre cuidou de mim.

— Prontinho. Um misto quente e um café pra viagem. — Falou me tirando de meus pensamentos.

— Obrigado, Levi.

— Não precisa agradecer.

 

Me levantei e abracei-o, ele ficou surpreso, mas retribuiu. Como foi bom reencontrá-lo.

❦❦❦

 

— Achei que todos os lugares que vendem comida na cidade estivessem fechados. — Meu pai disse assim que cruzei a porta.

— Me encontrei com um conhecido no caminho. — Entreguei a comida para ele. 

— Encontrou ou foi até o restaurante dele? — Me olhou levantando uma sobrancelha.

— Talvez eu tenha ido. Mas não é hora pra isso, tenho que trabalhar.

— Daqui a pouco o Admin aparece aqui pedindo pra você olhar o cachorro dele. 

 

E no exato momento em que meu pai terminou aquela frase Armin passava pela porta com seu cachorro no colo.

 

— Senhor Jeager- 

— Você virou um vidente, pai??? — Encarei surpreso nosso cliente, era algo do destino encontrar meus dois ex-namorado na mesma semana? Um logo depois de ver o outro?

— Hoje quem está atendendo é o Eren, Armin. — Saiu.

 

Ficamos no silêncio por alguns segundos até eu quebrá-lo.

 

— Então, Armin, o que o pequeno Brutus precisa? — Perguntei enquanto fazia carinho no pug.

— E-exame de rotina. 

— Vamos até o consultório. — Guiei os dois até a sala. — Como você tem estado? Ah, pode se sentar se quiser. — Coloquei o Brutus na maca.

— Bem. Depois que me mudei fui pra uma escola particular e terminei o ensino médio sem ter amigos, agora tô cursando medicina, o que não surpreende. E você?

— Acho que dá pra perceber o que estou cursando né? — Ri. — Aconteceu muitas coisas depois que você se mudou, temos muito o que colocar em dia. Que tal você ir jantar lá em casa? — Quase que não escuto o seu "sim" envergonhado, talvez seja porque ele acha que me abandonou, mesmo que não tenha sido assim.

 

O resto da consulta foi silenciosa, não precisávamos falar, naquele momento apenas a presença um do outro era necessário.

 

— Brutus está ótimo. Parece que seu avô está seguindo a dieta que meu pai receitou pra ele. Bom, o que acha de irmos direto pra casa? 

— Mas e a clínica? — Perguntou preocupado.

— Meu pai pode cuidar do final da tarde e pelo que me parece não há mais horário marcado pra hoje. — Falei tirando o jaleco. — Você pode me esperar? Vou avisá-lo. — Armin assentiu com a cabeça e eu fui em direção dos fundos. — Pai, tô indo pra casa com o Armin.

— Ok, vou cuidar de tudo e já estou indo pra casa também e não, não precisa me esperar, pirralho. 

 

Nos dois fomos direto para minha casa, Brutus poderia brincar com Bunnie enquanto estivesse lá e Armin poderia me ajudar no jantar, assim como nos velhos tempos. 

Não demorou muito até avistar a casa com as luzes apagadas, o que era estranho nas férias.

 

— Tá tudo bem eu entrar né? Nem fui convidado.

— Claro que tá, Armin, e eu te convidei. — Falei enquanto destrancava a porta. — Meu pai deve ter liga para casa e avisado que viriamos, provavelmente eles saíram para jantar fora. — Abri e a porta e acendi a luz. — Entre.

 

A casa estava quase vazia, apenas os gatos e o Bunnie estava ali. Entramos e fomos em direção da cozinha.

 

— Nada mudou. — Proferiu olhando os arredores.

— Meus pais não gostam de mudanças, mesmo com Zeke insistindo em uma reforma nada mudou. — Me sentei na ilha. — Já pode soltar o Brutus. 

 

Ele tirou a coleira e a colocou na cadeira, Brutus correu feliz até os gatos para brincar. Abri um sorriso involuntário. Eu havia voltado ao oitavo ano, parecia que o tempo nem havia passado. 

 

Era uma sexta-feira a tarde. Tínhamos acabado de voltar da escola. Estávamos felizes como sempre, sorrisos nos rostos, gargalhadas altas, abraços de felicidade. Uma sexta perfeita para nós.

Estávamos só nós dois na sua casa, seu vô tinha saído com um amigo e só voltava no domingo. 

Decidimos fazer o que sempre fazíamos, seguimos a nossa rotina. Saímos e passamos a tarde toda fora, fomos ao cinema, à cafeteria, à exposição de arte que só durava até aquele fim de semana, à casa dos nossos amigos pra uma pequena festa e no final do dia dormimos juntos na sua casa. Nada demais, apenas uma sexta-feira rotineira.

No dia seguinte acordamos felizes, parecíamos recém casados, quem pensaria que toda aquela sinergia vinha de dois namorados no oitavo ano? Que aquela alegria era por sermos namorados a um mês e que as sextas eram sagradas para nós?

 

— Hoje é sexta-feira. — Sussurrei. Armin me encarou com tristeza, também foi numa dessas sagradas sexta-feiras que ele recebeu a notícia que iria viver com seus pais em São Paulo.


 

Estávamos no meio do nono ano. Era férias e havíamos marcado de sair sábado em uma viagem com meus pais. E como a sexta rotineira que era, fui dormir na casa dele.

— Ansioso para amanhã? — Perguntei enquanto me jogava no sofá.

— Um pouco. — Sorriu timidamente. — Não quero causar uma má impressão.

— Armin! Você conhece meus pais desde quando você nasceu! Já viajamos inúmeras vezes com você!! — Fiquei sentado.

— Eu sei, mas essa é a primeira viagem como seu namorado e não amigo.

— Vai dar tudo certo. Relaxa. — O puxei para se sentar ao meu lado. — Agora vamos seguir nossa rotina e assistir um filme?

— Claro. — Ele me deu um selinho antes do telefone tocar. 

    Não ouvi com que ele estava falando ou sobre o que. Só sabia que ele não estava gostando muito da conversa. Quando terminou fui saber com que ele havia falado.

    — Armin? O que foi? Você está com uma cara triste. — Ele me olhou e vi seus olhos lacrimejarem. 

 

     Só fui entender mais tarde naquele dia que era nossa última sexta-feira juntos. Nosso último dia feliz como casal, afinal havíamos decidido por terminar nosso relacionamento de um ano em vez de acabar de uma maneira triste.

 

 


 

  



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