História Meus Olhos Enxergam - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse cap contém cenas não apropriada para menores

Capítulo 13 - Meus Olhos 2 - Capítulo 02


— Oi, amor. Bom dia! — cumprimentou Bianca com um grande sorriso no instante em que Eliza saiu pela porta da frente.

— E aí… — A voz sem vida de Eliza já dizia tudo: ela não compartilhava do entusiasmo da ruiva. A única coisa que fez foi encarar a namorada sorridente.

— Que foi? — O sorriso de Bianca só aumentava enquanto ela esperava perto do carro.

— Por que você parece… tão animada…? A gente tá indo pra escola, sabe… — Eliza quase tremeu com a palavra. — Ou está planejando matar aula pra gente se divertir como nos filme americano? Eu ia curtir algo assim.

— Nem vem que não tem. Mas isso parece legal. — Bianca riu e deu a volta no carro para abrir a porta do passageiro.

Eliza ficou parada na frente da namorada, sem entrar no carro. Ela estava cansada; mal tinha dormido de tão nervosa que estava. Mas ela olhou para aquele lindo rosto e não conseguiu ficar sem olhar em volta.

Não tinha ninguém na rua ao redor delas. E mainha tá quase saindo pra trabalhar… Antes que ela entrasse no carro, Eliza deu um beijo na namorada.

Bianca não escondeu a surpresa. Seu rosto ficou quase tão vermelho quanto o cabelo e ela precisou conter um sorriso. Mas depois ela arregalou os olhos e direcionou o olhar para a casa de Eliza. Quando nada aconteceu após um tempo, ela se deixou sorrir genuinamente e voltou para o assento do motorista.

Eliza observou tudo com o coração palpitando. Odeio precisar ficar olhando em volta só pra beijar minha namorada, pensou, colocava o cinto. Mas preciso admitir que ver a Bianca nervosa assim é divertido… agora sei por que ela gosta tanto de me provocar…

Ah, merda… eu estou me tornando uma sadista que nem ela… Maldita ruiva estonteante que me fez ficar caidinha por ela e me faz querer provocar ela mais e mais… Eliza olhou para a janela, a fim de esconder suas bochechas vermelhas.

— Hoje vai ser um dia incrível!

— Fale por si mesma — reclamou Eliza. Depois ela soltou um suspiro pesado enquanto jogava a cabeça para trás. — Ao menos uma de nós está se divertindo hoje… embora não consiga ver por que você está tão animada em ir pra a aula… acho que bons alunos são assim mesmo…

Bianca soltou uma risada alta e seca.

— Não tem como eu ficar animada em ir pra a aula. Estou animada porque estou indo com a minha namorada depois de muito tempo. E agora eu nem preciso esconder o quanto eu amo ela!

O sorriso de Bianca foi tão grande e encantador que até Eliza não podia continuar de mau-humor.

— Quando você fala assim… Mas, sério, por favor, tenta esconder. É a primeira vez que eu vou encarar o povo depois ter saído do armário… — Os olhos dela ficaram vazios enquanto imaginava a cena.

Bianca segurou a mão da namorada quando elas pararam em um sinal vermelho.

— Foi mal quanto a isso… Agora que penso com calma, é meio que culpa minha… em vez de sair do armário, eu te puxei pra fora…

— Tá mais pra ter me chutado pra fora… Mas não te culpo… Eu faria a mesma coisa na sua situação — murmurou Eliza, as bochechas rosadas enquanto entrelaçava os dedos das duas. — E na próxima vez que for pedir desculpas, ao menos não faça com um sorrisinho no rosto. Tira todo o impacto das suas desculpas.

— Eu estou tentando, mas não dá. Estou feliz demais! — O sorriso de Bianca só aumentou.

Eliza soltou um suspiro cansado e sorriu também.

— Eu desisto… é impossível resistir a você ou a esse sorriso… — Ela se inclinou para beijar a namorada. Bianca não hesitou dessa vez. — É isso que me deixa feliz… bastante feliz… — Eliza beijou a ruiva de novo.

Elas só pararam quando o carro atrás buzinou; o sinal já ficara verde. Rindo, elas foram até a escola. Mas, enquanto pararam o carro para estacionar, o sorriso da ruiva parou de ter qualquer efeito na namorada.

— Ah, merda… Não acredito que vou encarar esse povo todo de novo. — Eliza enterrou o rosto nas duas mãos. — Achei que tinha ficado imune aos rumores a essa altura…

— É o que eu ia perguntar… Não é que nem o começo do ano? Ou mudou alguma coisa? — perguntou Bianca em voz baixa.

— Eu fui o centro de um banco de rumores estranhos desde o carnaval, mas é a primeira vez que vou ser o centro por causa de algo real… Não sei se dá pra ignorar eles como tenho feito… e mais — hesitou Eliza, desviando o olhar. — Não quero que eles falem nada ruim sobre você — murmurou ela, as bochechas rosadas.

Bianca abraçou a cabeça da namorada com os dois braços, aproximando Eliza de seus peitos.

— Você é tão fofa que não é justo! Eu vou acabar me apaixonando tudo de novo!

— Cala a boca… sou eu quem digo isso… — Apesar do que falava, Eliza sorria. Esses peitos são poderosos demais… não tem como ficar brava com ela quando ela pressiona essas belezinhas no meu rosto… Se eu morrer asfixiada pelos peitos da Vermelha, morreria feliz.

Eliza não podia conter a vontade de massageá-los. O toque dela era ao mesmo tempo firme, porém gentil, do jeito que ela sabia que a namorada não conseguia resistir.

O abraço de Bianca ficou mais fraco quase imediatamente, seu rosto corando ainda mais.

Com um sorriso malicioso, Eliza deslizou uma mão sobre a barriga da ruiva.

— Ei, Vermelha. Se me levar pra outro lugar agora mesmo, eu vou fazer valer a viagem — sussurrou ela com uma voz doce, sua mão quase entre as pernas de Bianca.

Eliza não falava totalmente sério, mas também não era uma brincadeira total. Ela sabia que teria que encarar a escola eventualmente. Mas não reclamaria se namorada desse meia-volta e as levasse para longe.

Porém, enquanto provocava Bianca, Eliza parou de se importar com a escola ou os rumores que precisaria aturar. Só queria tocar a ruiva e fazê-la sentir prazer.

Ah, merda… é porque não fizemos nada há um tempo… Tô perdendo o controle…

Foi o último pensamento sem luxúria da jovem. No instante seguinte, Eliza deslizou os dedos dentro da calça de Bianca.

A ruiva respirou fundo e mordeu os lábios.

Já, Vermelha? Eu sabia que você mal estava se contendo. Que nem eu, pensou Eliza, tocando a feminilidade de Bianca sobre a calcinha. Primeiro, ela só acariciou levemente, seus dedos circularam em volta dos outros lábios que Eliza amava beijar.

A ruiva ficou molhada, estremeceu e soltou um gemido contido.

Ah, merda! Isso é fofo demais, Vermelha!

Para poder ouvir aquilo ainda mais, Eliza abriu a feminilidade da ruiva com o dedo indicador e anelar o bastante para poder colocar o dedo do meio lá.

Dessa vez, Bianca soltou um gemido mais alto.

— Eu mal estou fazendo algo e você já está tão molhadinha — sussurrou Eliza no ouvido da namorada.

No instante seguinte, ela enfiou o dedo por debaixo da fina seda da calcinha da namorada. Ao mesmo tempo em que mordiscava a orelha de Bianca.

Foi o bastante para fazer a namorada ter um orgasmo.

Com seu coração palpitando, o rosto vermelho e sorriso satisfeito, Eliza tirou sua mão das pernas da outra garota ofegante, fazendo-a gemer.

— Eu mal te toquei e você já gozou tudo isso? — perguntou ela. Então ela começou a lamber os dedos enquanto olhava nos olhos da namorada.

Aquilo fez Bianca corar mais ainda, para a satisfação de Eliza.

— Não acredito que você fez isso aqui — murmurou a ruiva.

Eliza não conteve a risada.

— E eu não acredito que estou ouvindo isso de você! Posso lembrar que você fez ainda mais quando eu tava no hospital?

— Eu não consegui me controlar… — Bianca fez biquinho e desviou o olhar.

— Você nem tentou. — O sorriso de Eliza ia de orelha a orelha. — Mas vamos deixar isso pra lá. Não tem como você entrar lá com a calça e calcinhas assim. Acho que vai precisar me levar pra outro lugar.

Bianca ainda arfava. Mas, respirando fundo, ela voltou ao normal. A ruiva olhou para a namorada por um tempo e então pegou sua mochila no banco de trás.

— Depois de ontem, eu sabia que você faria algo assim — disse, procurando em um dos bolsos. Depois de achar, ela puxou algo. — Por isso eu vim preparada.

Eliza fitou o que ela tinha trazido, sem acreditar. Bianca tirara outro par de calças e uma calcinhas de laço. Demorou um pouco, mas ela finalmente se recuperou e soltou uma risada que foi metade risada, metade suspiro.

— Não creio que você anda carregando isso — disse, tirando a calcinha da mão de Bianca e a virando. — É bonitinha… E mostra que você é a responsável do relacionamento. Como eu disse.

— Não empurra o trabalho pra cima de mim — disse Bianca, sorrindo.

— De todo jeito, não acredito que você carrega uma calcinha tão fofa na bolsa…

Eliza encarou a calcinha e depois a namorada. Com sua curiosidade aumentando, seu olhar abaixou até ela se focar nas pernas da ruiva. Após um instante, ela viu por baixo da calça e arregalou os olhos.

— O que raios você está usando pra ir pra escola?

Quando Bianca viu a reação da namorada, ela desabotoou a calça o bastante para mostrar seu lingerie com um sorriso malicioso.

— Isso mesmo.

— Como é que você vem pra escola usando algo tão pervertido? — Eliza estava frustrada demais para esconder, o que só fez o sorriso da outra ficar mais malicioso.

— O que foi? Não é como se os outros fossem ver. Além de você, se olhasse com bastante atenção — sussurrou a ruiva no ouvido da namorada.

O rosto de Eliza ficou com um tom forte de vermelho, ela virou a cabeça na mesma hora. Droga… eu e minha curiosidade…

— Ei, tive uma ideia. — Bianca tocou no queixo de Eliza e fez a garota olhar para ela. — Que tal se você usar minha calcinha hoje?

— Quê? Ficou louca?

— Ah, vai. Seria muito excitante… e faria você parar de se preocupar com todo mundo…

Puta que pariu… por que essa ideia idiota parece interessante quando ela fala assim…?

— Vou fazer valer a viagem depois — sussurrou Bianca, fazendo Eliza engolir em seco…

Após alguns instantes, elas foram para o banheiro da quadra de esportes perto do estacionamento.

— Fica olhando atenção pra ninguém vir — disse Eliza, frustrada enquanto limpava a parte manchada da lingerie com papel higiênico.

— Não se preocupe.

Bianca já colocara sua roupa reserva. Ela queria observar enquanto Eliza colocava a dela, mas a garota a fez ficar de guarda na porta e se certificar de que ninguém entraria.

Não acredito que ela me convenceu a fazer isso, pensou a garota, com o rosto corado. A roupa íntima estava limpa, mas, mesmo assim, ainda estava meio úmida. Caramba… Não acredito que vou usar isso… o que eu tinha na cabeça…?

Apesar do que pensava, Eliza tirou suas calças. Então, com mãos trêmulas, ela tirou a calcinha e colocou a de Bianca.

Isso é tão pervertido… como se estivesse sendo lasciva demais… É como se ela me tocasse o tempo todo… Aquilo a fez ficar igual a um tomate.

— Está se masturbando pensando em mim? — A voz da ruiva veio do outro lado da porta.

— Não! E você devia estar de olho na entrada!

Bianca só riu.

— Calma.

— Você sabe que eu só fico mais preocupada quando você fala isso!

— Deixa pra lá. Colocou?

Ela parece excitada demais… Não acredito que estou apaixonada por essa pervertida… mas não sou muito melhor…

— Sim…

— Me deixa ver! Deixa!

— Não! Quer ver por quê? Você já me viu nua!

— É, mas isso é excitante demais!

Puta merda… Estou feito um patinho na mão dela se reagir assim…

Forçando-se a fazer a vontade da namorada, Eliza destrancou a porta e saiu do banheiro. Bianca estava esperando do outro lado, como esperado.

— Tira esse sorriso do rosto — disse Eliza, seu rosto vermelho enquanto ela desviava o olhar. — E isso é a coisa menos pervertida que já fizemos.

Ela não conseguia ficar com as pernas paradas, ficava tocando na parte úmida que estava em contato com seu jeans.

— É mesmo… — Bianca se aproximou, colocando uma mão sobre a de Eliza. — É como se eu estivesse tocando você o tempo todo… você nem vai conseguir pensar nos outros assim — sussurrou, deixando a namorada ainda mais vermelha.

— Cala a boca…

Com um último sorriso, a ruiva ofereceu a mão.

— Vamos lá. Encarar o longo dia que nos aguarda…

Corada, a garota aceitou a mão e deixou a namorada levá-la.



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