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História Meus Pecados - Incesto BTS OTP7 - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá pessoal, muuuiiiiito obrigada pelos favoritos e comentários. Estou muito feliz que estejam gostando da história.
Dei uma revisada nos capítulos porque não aguento os erros grotescos, mas mesmo assim não adianta, sempre passa alguma coisa.
Esse aqui está cheio de babados em, vamos descobrir algo pesado sobre a família.
Boa leitura 🤪

Capítulo 6 - Pesadelo.


Fanfic / Fanfiction Meus Pecados - Incesto BTS OTP7 - Capítulo 6 - Pesadelo.

-Eu vou para o meu quarto. -sussurro com medo de que Jimin e JungKook escutem alguma coisa e percebam que eu estou aqui.

Dou alguns passos para frente e o homem segura meu braço, fecho os olhos esperando por algum ato de agressão, mas ele só desliza a mão e entrelaça nossos dedos. Me arrasta em direção às escadas do terceiro andar e seus passos ficam mais calmos conforme nos aproximamos da porta estreita que leva à um local que sempre considerei meu cantinho especial na casa. Ele puxa a maçaneta e faz um sinal com a cabeça permitindo-me subir primeiro a escadaria curta, assim o faço e abro a segunda porta, idêntica à primeira, dando um pequeno sorriso ao caminhar pelo espaço vazio.

Desde muito jovem venho até aqui quando estou triste ou quando só quero ficar sozinha. Ouço a porta se fechar e viro para encarar o moreno que admira o céu enquanto se aproxima. 

-Foi minha ideia construir essa parte da casa. -sigo seu olhar deparando-me com um céu limpo e estrelado.

-É meu lugar preferido. -murmuro encantada com os pontos brilhantes.

-Eu sei. -volto a atenção à ele e seu cabelo negro balança quando uma corrente de vento o atinge. -Vi todas as vezes que chorou aqui em cima. -franzo o cenho. -Foram muitas. -finalmente me olha e eu cruzo as mãos atrás das costas.

-Esqueci das câmeras. -digo para mim mesma e dou de ombros. -Tenho sorte de ter um esconderijo como esse para me refugiar sempre que tenho vontade. -ele assente e senta no chão antes de deitar com as mãos atrás da cabeça.

-Por que chora tanto? -questiona pegando-me de surpresa e eu deito imitando sua posição.

-Ah tio... -mordo o lábio e penso se devo ser sincera ou não. -Sinto falta da vovó, não me lembro muito dela, mas sinto. Também penso na mamãe e em como seria se ela estivesse aqui. Em como seria se meu pai não tivesse nos abandonado e se ele se arrepende ou cogita a ideia de me procurar. -rio sem humor. -Acho que não importa quão bem resolvida materialmente nossa vida seja, nós sempre sonhamos com algo diferente. -o homem suspira. -Eu gostaria de ter tido uma figura paterna, mas Rosa fez bem o papel de pai e mãe. -sorrio com as lembranças. -Ela me deu amor, carinho e atenção. Vocês me deram tudo o que eu precisava para estar bem, mas infelizmente só isso não basta. -viro a cabeça para olhá-lo. -Não basta para mim. -meu tio finalmente me encara, pensativo.

O silêncio paira sobre nós por alguns segundos até sua voz quebrá-lo.

-Você será uma mulher brilhante Isabela, mais do que já é. -coro e balanço a cabeça agradecida. -Espero que conquiste tudo o que deseja. -aproxima-se sem levantar e me puxa para deitar em seu peito largo. Aconchego-me de maneira que posso continuar a admirar as estrelas, sentindo-me confortável com sua respiração leve. -Infelizmente não podemos mudar o passado e precisamos viver com as consequências da vida, mas isso não significa que não podemos tornar as coisas mais fáceis.

-Nada é fácil de verdade, se parece ser é preciso desconfiar. 

-Espertinha. -acaricia meu cabelo. -Gosta de viver aqui? 

-Sim, é uma cidade muito familiar. A natureza é linda, a maioria das pessoas são amigáveis e não temos muitos problemas com violência. -mordo o lábio. -E agora tenho bons amigos que sei que me amam, isso tem me feito muito bem. 

-Amigos que são péssima influência. -reviro os olhos. -E o garoto? -faço uma careta.

-O que tem?

-Gosta dele? -pondero sobre sua pergunta.

-Bem, Tyler é muito inteligente e habilidoso. -sorrio apaixonada. -É o melhor jogador de lacrosse e ele e Alex tem uma banda. -rio divertida. -Toca guitarra como ninguém e até fez uma música para mim. -a respiração de meu tio fica mais forte e decido que é hora de parar. -Eu não o amo, mas gosto de estar com ele. Tyler me trata com devoção e aprecio isso.

-Te trata tão bem que agora não pode transar. -ergo a cabeça e o encaro ofendida. -Mas isso não tem mais importância, não vai continuar com ele. -solto um grunhido de raiva e levanto.

-Olha vocês podem até me controlar enquanto estou de férias e não posso sair sem que acompanhem, mas vou voltar à escola e lá não terão como me controlar. -um sorriso de canto surge em seu rosto.

-Não nos subestime, temos olhos em todos os lugares. -por um momento me lembro de Rosa dizendo as mesmas palavras.

-Tio Jin, será que pode me dar o castigo logo para eu voltar ao meu quarto e dormir? -ele levanta e para à minha frente.

Sua mão pousa em meu rosto e o moreno acaricia minha bochecha com o polegar. Ergue os olhos e encara as estrelas de maneira impassível, me impressiono com sua expressão indecifrável e permaneço imóvel admirando a beleza dele. Assim que a atenção volta à mim sou surpreendida pelos lábios carnudos contra os meus.

Jin pede passagem e eu cedo sem muita escolha me entregando à um beijo leve. Seus dedos seguram meu rosto com firmeza enquanto as minhas estão apoiadas na cintura coberta por uma blusa preta de mangas compridas. Esqueço-me de nossa conversa desagradável e aproveito a sensação de nossas línguas unidas até que o ar nos falta e tio Jin se afasta alguns centímetros.

-Não vai sair de casa, sem celular, sem música, sem livros e qualquer outra coisa que você use como entretenimento. -arregalo os olhos. -Não quero que saia do quarto até segunda ordem. -deixa os braços penderem ao lado do corpo. -Esse é o castigo já que não posso fazer o que realmente quero.

-Mas... -sou calada com um selar.

-Pode ir agora e tenha bons sonhos.-me beija agora na testa.

Saio bufante e faço o caminho até meu quarto dando passos pesados. Entro no cômodo de paredes azuis e bato a porta sem me importar com o horário.

-INFERNO! -grito e passo as mãos pelo cabelo. -QUERO QUE VOCÊS SE FODAM. -chuto a madeira antes de correr até minha cama e jogar-me contra o colchão.

Enfio o rosto nos travesseiros e grito outra vez, sentindo um nó se formar em minha garganta.

Ah Rosa, queria que estivesse aqui.

Lembro de todas as vezes que a mulher me confortou, desde um joelho ralado até uma decepção amorosa. Ela sempre fazia um chocolate quente porque dizia que isso podia alcançar as feridas da alma e diminuir a dor do coração.

Um soluço escapa de minha garganta e a frase “é culpa minha” rodeia minha mente de maneira cruel.

Talvez seja isso o que a vida tem para mim, ser uma espécie de brinquedo sexual na mão de homens que não conheço, mas que possuem meu sangue.

E tio JungKook com Jimin? Céus aquilo é tão errado.

Eles são irmãos! 

Mas todos são meus tios e olha tudo o que já fiz nos poucos dias que estão aqui. Isso deve ser um mal de família, cometer incesto sem se preocupar com o quão imoral é.

Ergo o rosto molhado e me dou conta de que não uso meu celular há dias. Balanço a cabeça com a certeza de que foi confiscado antes mesmo do castigo.

Viro de um lado para o outro na cama até que finalmente pego no sono.

[...]

-ISABELA! -uma voz masculina grita e eu paro de sorrir ao ouvir o som de tiros. Arregalo os olhos e reconheço a figura à minha frente.

Tyler!

Ele me encara pálido e sangue se forma na altura do coração manchando o terno branco. Sinto minhas mãos tremerem e seguro seus ombros com o desespero tomando conta de mim.

-Eu te amo. -sussurra antes de cair no chão e uma fina linha vermelha escorrer por seus lábios.

Grito, mas não ouço o som de minha voz e abaixo ao lado do jovem falecido tentando estupidamente reanima-lo. Percebo as mangas de minha roupa e levanto olhando para baixo.

Um vestido de noiva?

-Isabela. -dessa vez uma voz familiar e feminina me chama, viro e encontro Ashley trajando um vestido justo e longo na cor azul escuro.

Aproximo-me dela e noto que também foi baleada, mas na barriga. Suas mãos apertam meus braços até que cai sobre meus pés e o pequeno buquê que segurava escorrega pelos degraus cobertos por um tapete vermelho.

Olho ao redor e fico aterrorizada com a visão. Uma pequena igreja lotada por muitos rostos conhecidos e aos poucos todas as pessoas presentes são atingidas por balas que não consigo identificar de onde vieram. Grito outra vez e as portas ao final do corredor repleto de pétalas de rosas vermelhas se abrem, corro até a mulher que me abraça com força assim que pulo em sua direção.

Estou chorando e ela chia acariciando minhas costas.

-Era disso que eu tinha medo querida, veja o que eles fizeram. -murmura em meu ouvido e se afasta para encarar-me nos olhos.

Através de seu olhar percebo toda a aflição e dor de seus sentimentos. 

Rosa!

Tento falar, mas não consigo e então um som estrondoso se forma e um buraco se abre em sua cabeça fazendo com que sangue espirre em meu rosto. Novamente tento falar, mas é como se eu não tivesse voz.

Encaro minhas mãos trêmulas manchadas de vermelho, passo os olhos pelo local e tudo o que vejo são corpos ensanguentados. Seguro o vestido e corro em direção à saída, mas as portas se abrem antes que eu puxe as maçanetas e sete homens trajando smokings coloridos em tons pastéis entram, todos com sorrisos perversos nos lábios.

-Você está tão linda! -Jimin diz me analisando de cima a baixo.

-Por que tão triste? -Hoseok dá um passo para frente e eu dou dois para trás.

-Está com medo de nós? -Taehyung ri maldoso.

-Fizemos isso por você. -Namjoon estende a mão para os corpos.

-Avisamos que era só nossa. -Jin perde o olhar por alguns segundos.

-Coloque um sorriso em seu rosto, ainda haverá um casamento. -Yoongi afirma.

-Nosso casamento. -JungKook revela e se aproxima estendendo a mão para mim.

Balanço a cabeça e fecho os olhos com força, sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. Ao abri-los estou no altar novamente e desta vez meus tios estão posicionados ao meu lado.

Alguém que não consigo identificar por estar trajado com uma capa preta está atrás do púlpito e então a voz mais que familiar soa perturbadora em meus ouvidos.

-Não há como fugir Isabela, estamos destinadas à ficar com eles pelo resto da vida. -as mãos com unhas longas e vermelhas abaixa o gorro preto revelando meu próprio rosto coberto por uma maquiagem forte e um sorriso macabro. -A culpa da morte de todas as pessoas que amamos é toda nossa, quanto sangue teremos que derramar até que você aceite o amor deles? -nego desesperada.

-NÃO! -grito e dessa vez consigo ouvir o som sair de minha garganta. -O AMOR NÃO MACHUCA! NÃO É CRUEL! -inclino o corpo para a frente com uma forte dor no peito. -ELES NÃO ME AMAM. -a expressão de meu reflexo muda de sínica para raivosa. 

-Então todos perecerão. -JungKook para em minha frente com uma arma nas mãos e um sorriso triste nos lábios.

-Você só precisa aceitar. -diz e percebo angústia em seu tom.

Mordo o lábio com força e as lágrimas escorrem com mais velocidade.

-Prefiro morrer. -minhas palavras parecem atingi-lo e então o cano encosta em minha barriga.

Olho para seu peito e arregalo os olhos ao ver minhas mãos apontando uma arma para seu coração.

-Então todos vamos. -murmura e olha para o lado.

O sigo e vejo meus tios na mesma posição que nós dois. Taehyung e Jimin, Yoongi e Hoseok, Namjoon e Jin. Todos apontando uma arma uns para os outros.

Os disparos são dados e os corpos caem formando poças de sangue. Encaro JungKook e ele mais uma vez sorri triste, assentindo. Cola nossas testas e afunda mais o cano em minha pele coberta pelo vestido branco.

-No três. -sussurra de olhos fechados e eu soluço. -Um. -balanço a cabeça. -Dois. -sem perceber destravo a arma em minhas mãos.

-Não era para ser assim! -digo com a voz falha.

-Três. -puxo o gatilho.

[...]

-NÃO, POR FAVOR! -soluço desesperada e cubro o rosto com as mãos. -AH. -grito com o peito doendo.

Braços envolvem meu corpo e me balançam.

-Isabela? -reconheço a voz e abraço o homem com força. -O que foi princesa? -acaricia minhas costas e meu choro intensifica. -Tudo bem, estou aqui.

-O que aconteceu? -outra pessoa questiona e eu abro os olhos no mesmo instante que Yoongi se aproxima com uma arma na mão.

-NÃO, SAI DAQUI! -grito perturbada e ele arregala os olhos enquanto Taehyung me aperta ainda mais.

-Que porra... -Hoseok invade o quarto e se assusta ao ver meu estado.

Tio Tae me acomoda em seu colo de maneira que fico sentada em uma de suas pernas. Escondo o rosto na curvatura de seu pescoço e ele aperta minha cintura confuso.

-Isabela? -ouço JungKook chamar e o encaro.

Me encolho contra o moreno e balanço a cabeça.

-Princesinha, o que aconteceu? -sinto a mão de Jimin tocar meu ombro e grito.

-Sai Jimin. -o homem que me segura diz e acaricia meu cabelo.

-Foi um pesadelo. -Jin diz e eu assinto. -Você nunca teve pesadelos assim, o que te afligiu tanto? -questiona, mas como resposta só recebe mais de meu choro.

-Não é normal. Alguma coisa desencadeou isso. -Namjoon afirma e finalmente encaro todos eles.

A imagem dos homens vestidos com pijamas se mistura com a de meu sonho onde trajavam smokings ensanguentados.

A cena dos tiros se repete em minha mente e cubro o rosto tentando afastá-la. Tae me nina e suspira pesadamente.

-Jin, pode preparar um chá? -pede ao irmão. -Todos fora o Namjoon, saiam daqui. -diz autoritário.

-Mas...-JungKook é interrompido.

-Agora. -tio Nam ordena.

-Que seja! -Hoseok resmunga e aos poucos ouço os passos de todos saindo.

Permaneço chorando no peito de Taehyung por mais alguns minutos até finalmente me afastar e sentar na cama no espaço entre ele e o irmão.

Ficamos em silêncio até tio Jin retornar ao quarto com uma xícara nas mãos e me entregar. Encaro o líquido amarelado com desconfiança e ele ri.

-É camomila. -assinto e dou uma golada, respirando com dificuldade.

-Vai contar o que aconteceu? -Namjoon cruza os braços e mesmo com sua expressão séria sei que está preocupado.

Tae segura minha mão livre e eu fungo.

-Um casamento, Tyler e eu. Ele foi baleado, todos foram. -arfo. -Rosa também foi morta e tinha sangue por toda parte. -fecho os olhos e balanço a cabeça. -Vocês apareceram, então eu estava me casando com os sete... atiramos uns nos outros. -mordo o lábio. -Todos morreram por minha culpa.

O silêncio agonizante se instala pelo quarto e tomo meu chá com a mão de Taehyung acariciando minhas costas.

-Foi por isso que se desesperou quando viu Yoongi com a arma. -deduz e eu assinto.

-Foi só um pesadelo. -Jin diz encarando Namjoon. -Não vai acontecer nada parecido. -capto algo forte em seu olhar.

-Fique com ela Tae, Jin e eu vamos conversar sobre algo. -Nam levanta. -Tudo bem? -segura meu queixo faz uma leve carícia em minha bochecha, maneio a cabeça e ele lança uma olhadela ao irmão mais novo antes de sair com tio Jin.

Permaneço em silêncio sentindo-me exausta e termino minha bebida, o moreno pega a xícara de minhas mãos e coloca em cima da escrivaninha encarando-me com preocupação.

-Acordei todos vocês. -murmuro.

-Eu não estava dormindo. -cruza os braços. -Está mais calma? -analisa meu rosto e eu dou de ombros.

-Vou ficar. -ele pondera por alguns segundos e estende a mão para mim.

-Vem, vamos tomar um pouco de ar. -aceito o gesto e ele me guia até a varanda.

Apoio os braços na grade e tio Taehyung me abraça por trás balançando meu corpo levemente de um lado para o outro. Ele aproxima os lábios de meu ouvido e aspira minha pele antes do som doce de sua voz soar.

She looks like a blue parrot

Would you come fly to me?

Me surpreendo com a melodia.

I want some good day, good day, good day

Good day, good day

Mordo o lábio atenta à letra da música.

Looks like a winter bear

You sleep so happily

Sorrio de lado e fecho os olhos.

I wish you good night, good night, good night

Good night, good night

Suspiro e sinto a brisa gélida da madrugada envolver nossos corpos.

Imagine your face

Say hello to me

Then all the bad days

They’re nothing to me

With you

A voz de meu tio faz-me sentir calma e confortável aqui e aproveito o momento esquecendo-me do pesadelo.

Winter bear

Ooh, ooh, ooh

Sleep like a winter bear

Ooh, ooh, ooh

Sleep like a winter bear

Gira meu corpo e encara meus olhos. Franze o cenho ao ver meu rosto molhado e passa o polegar por minha bochecha.

-Isso é lindo tio. -sussurro e colo a testa na dele. -Obrigada. -roço nossos narizes e ele sorri.

-Escrevi essa música há muito tempo, achei apropriada para o momento. -inclina mais a cabeça e sela nossos lábios demoradamente. -Nunca pensei que pudesse fazer tanto sentido até agora. -sorrio emocionada e o beijo.

Nossas línguas se envolvem calmamente e as mãos de Tae escorregam para meu pescoço enquanto movemos nossas cabeças lentamente. A paz que sua boca na minha traz não dura tanto tempo já que o ar nos falta e ao nos separarmos ele me envolve em um abraço.

Ficamos assim por um bom tempo até que começo a tremer de frio e ele me leva de volta ao quarto, deito na cama e acomodo-me em seu peito que sobe e desce devagar.

-Canta de novo? -questiono e recebo um beijo no topo da cabeça.

Ela parece um papagaio azul

Você viria voar para mim?

Sorrio e Taehyung começa a acariciar meu cabelo.

Quero ter um bom dia, bom dia, bom dia

Bom dia, bom dia

Suspiro pesadamente.

Parece um urso no inverno

Você dorme tão feliz

Mesmo sem encará-lo percebo que está sorrindo.

Te desejo uma boa noite, boa noite, boa noite

Boa noite, boa noite

Meus olhos pesam e permito que minhas pálpebras roubem minha visão.

Imagino seu rosto

Você me diz olá

E então todos os dias ruins

Não significam nada para mim

Com você

Me aperta levemente e permito que o sono me domine.

Urso no inverno

Ooh, ooh, ooh

Durma como um urso no inverno

Ooh, ooh, ooh

Durma como um urso no inverno

[...]

Quando acordei estava sozinha no quarto então tomei um banho e desci encontrando o café da manhã posto à mesa, mas não havia ninguém para me acompanhar.

Comi e me senti muito melhor do que nos dias anteriores pois após dormir com o som doce da voz de meu tio pude descansar de verdade. Me impressionei com o apetite que tive e então me lembrei dos remédios, agora que estou sem o celular preciso tomar o cuidado de administrá-los por conta própria.

Bebo a água sentindo os comprimidos descerem por minha garganta e abandono o copo na pia.

Eu havia encontrado alguns funcionários pela casa cuidando da limpeza, mas não conhecia nenhum deles e quando tentei trocar algumas palavras fui completamente ignorada.

Mordo o lábio estranhando a ausência dos meus tios e decido vasculhar alguns cômodos da casa para ter certeza que estou sozinha e ao me dar por satisfeita entro no escritório e tranco a porta.

Bem, se tiver câmeras vou aceitar meu castigo depois.

Entrei aqui uma vez em toda a minha vida e isso rendeu um sermão longo de Rosa.

Rosa!

Balanço a cabeça afastando os pensamentos e analiso o cômodo percebendo que está bem diferente do que me lembro.

As janelas que ocupam uma parede inteira estão escondidas atrás de finas cortinas brancas e transparentes. Há uma mesa comprida no centro com exatamente sete cadeiras, seis de cada lado e uma na ponta. Também tem um sofá de couro de quatro lugares posicionado em um canto e um mini bar que me surpreende por estar aqui. Do outro lado há uma estante grande com pastas pretas etiquetadas, leio os nomes desconhecidos e franzo o cenho ao encontrar uma com o meu.

Pego-a e me sento na mesa respirando fundo antes de abrir e me deparar com inúmeras fotos e documentos. A maioria das imagens foram tiradas por alguém que não deveria estar lá, momentos de quando eu era bebê e até de alguns dias atrás. Meus olhos marejam ao ver minha avó nas mais antigas.

Corro os olhos pelo que me parecem relatórios que descrevem passagens da minha vida, coisas que eu nem me lembro como a primeira vez que cai de bicicleta, meu primeiro dia de aula, uma aula de piano com tia Katherine, um passeio com Ashley e os pais quando o circo veio à cidade.

Cubro a boca com as mãos e observo muitos exames médicos pelos quais passei. Listas de medicamentos, alimentos aos quais sou alérgica e até mesmo uma descrição de como eu tratava meu papagaio que morreu ano passado.

Sinto falta do Brigadeiro.

Balanço a cabeça e guardo a pasta no lugar, analiso outros nomes e encontro o de meu avô. Esta parece maior do que as outras e eu mordo o lábio pensando se devo ou não vasculhar o passado. Minha curiosidade vence o bom senso e me acomodo no mesmo lugar, abrindo a capa revestida de couro encontrando uma foto do vovô.

Alguma coisa em seu olhar sério faz meus pelos da nuca se arrepiarem e imagino o quanto ele parece com aqueles vilões magnatas de filmes de ação. Percebo que seus lábios estão minimamente curvados e sua expressão é um pouco macabra.

Viro a página e passo os olhos rapidamente pelos textos focando em palavras como “assassino”, “organização secreta”, “responsável por mais de trezentas mortes”.

O ar me falta e mudo rapidamente para a próxima folha, fotos dele com uma mulher de feição triste. Um casamento, uma família com oito crianças, a mesma mulher com uma garotinha de olhos puxados, depois com cada um dos sete meninos.

Minha família!

Observo os relatórios que apontam as personalidades de meus tios e minha mãe, cada um os descreve como crianças prodígios, mas que beiram levemente à loucura assim como o pai. Paro em uma foto onde as oito crianças estão posicionadas de costas e há uma arma na mão de cada um, pessoas estão posicionadas de joelhos com as cabeças cobertas por capuzes pretos em frente à eles.

Sinto a bile subir em minha garganta e fico tonta, com as mãos trêmulas viro as páginas lendo sobre atrocidades cometidas pela minha família. Mortes e mais mortes.

Fecho a pasta e apoio os cotovelos na mesa  passando as mãos pelo cabelo.

Meu Deus!

Levanto e procuro pelo nome de minha mãe, ao encontrar passo as folhas rapidamente até encontrar uma foto dela com um rapaz loiro. Leio rapidamente os textos e descubro que sim, é o meu pai.

Thomas Joseph Browen. Um traficante.

Lágrimas se formam no canto dos meus olhos e eu grito.

Minha mãe era uma assassina e meu pai um traficante!

Guardo a pasta no lugar e saio apressada do escritório, as lágrimas deixam minha visão turva e consigo chegar ao meu quarto ignorando as vozes dos empregados chamando meu nome. Assim que tranco a porta caio de joelhos no chão e vomito todo o meu café da manhã, afogo com o líquido amargo até que não resta mais nada em meu estômago para botar para fora.

Me jogo de lado e arfo ao bater a cabeça no chão. Sinto tudo rodar e meus olhos pesam até que a escuridão me domina.

[...]

Acordo em um supetão e olho ao redor percebendo que o sol ainda está lá fora. Encaro o relógio na escrivaninha e me dou conta que na verdade já é outro dia. Passo as mãos pelo rosto e suspiro sentindo minha cabeça doer.

Levanto da cama e vejo que mais uma vez alguém me banhou. Procuro pela poça de vômito, mas ela não está mais ali.

Caminho até o banheiro sentindo minha boca seca e amarga e escovo os dentes duas vezes, enfiando o rosto debaixo da torneira por vários segundos até me sentir mais desperta.

Saio do quarto ajeitando a camisola curta de alças e me incomodo com o cetim azul grudado em minha pele. Desço as escadas e o som de vozes familiares invadem meus ouvidos.

-Mas ela desapareceu, nós estamos preocupados. -Ashley justifica chorosa.

-Por favor caras, só queremos ver como ela está! -Alex soa petulante.

Sorrio abertamente e apresso os passos até o hall de entrada.

-Isabela! -corro até Tyler passando por Hoseok e Jin e pulo em seus braços que me esperavam abertos.

Envolvo sua cintura com as pernas e aperto seu pescoço aliviada por vê-lo. Ashley e Alex abraçam nós dois e eu mordo o lábio segurando as lágrimas por ver meus amigos depois de tanto tempo.

-Bolinho você quase matou a gente de preocupação. -Alex acaricia meu cabelo e Tyler me coloca no chão balançando a cabeça em concordância.

-Viemos aqui outro dia e os seguranças não nos deixaram entrar. -murmura constrangido.

-Eu obriguei eles a pular o muro. -Ashley diz orgulhosa e eu dou um riso fraco. -Ai bebê você está péssima, vou cuidar de você. -segura minha mão e me arrasta para dentro, mas tio Hoseok se coloca à sua frente com um sorriso sínico estampado no rosto.

-Nada disso gracinha, ela precisa descansar e vocês estão atrapalhando. -cruza os braços e ela o encara com raiva.

-Olha aqui seu... -Alex a interrompe.

-Cara, só queremos ficar com ela por algumas horas. -meu tio trava o maxilar e antes que responda Jin apoia a mão em seu ombro.

-Acho que duas horas vão fazer bem à nossa sobrinha. -diz e o irmão o encara indignado. -Vamos Hobi, deixe as crianças a sós. 

Hoseok se afasta com brutalidade e sai do nosso campo de visão pisando duro. Tio Jin me olha e sorri.

-Duas horas. -repete e eu assinto sem força para discussões, o observo partir e Ashley se vira para mim com os olhos arregalados.

-Mas que porra foi essa? -questiona perplexa e eu dou de ombros.

-Você está pálida. -Tyler comenta preocupado.

-Gatinha antes eu estava preocupado, mas agora estou pensando seriamente em te sequestrar e fugir daqui. -Alex afirma e eu rio.

-Vamos entrar. -faço um sinal e eles me seguem até a área da piscina.

Deito em uma espreguiçadeira e fecho os olhos sentindo o sol esquentar minha pele.

-Vai contar o que está acontecendo? -a voz de minha melhor amiga soa e eu abro os olhos encarando os três sentados na espreguiçadeira ao lado.

-Aqueles eram seus tios. -Tyler afirma e eu assinto. -Todos estão aqui? -faz uma careta.

-Sim, chegaram depois da festa do Alex. -suspiro. -Acabei ficando doente depois daquele dia e não consegui avisar vocês. -desvio o olhar com a mentira.

Eu quero, mas não posso contar a verdade. Ainda mais depois do que descobri.

-O que custava mandar uma mensagem? Um sinal de fumaça? Qualquer coisa! -Alex diz irritado e eu encolho os ombros.

Tyler levanta e ergue minhas pernas para sentar comigo, colocando-as em seu colo ao se acomodar.

-O importante é que estamos com você agora. -sorri reconfortante e eu correspondo. -Está se cuidando? -balanço a cabeça.

-É só uma anemia, logo vou ficar melhor. -estendo a mentira e todos ficam em silêncio por alguns minutos.

-Eu transei com o Brian ontem. -encaramos Alex e ele sorri convencido. -Foi a melhor foda da minha vida!

-EI! -Ashley dá um soco em seu ombro e caímos na gargalhada. -Tenho certeza que ninguém me supera na cama, não é Bela? -me encara e sinto meu rosto ferver.

Alex cobre a boca com a mão e Tyler arregala os olhos pra mim.

-Foi só uma vez e já faz muito tempo. -murmuro constrangida e ela grunhe em desdém. -E nós não fizemos nada de mais.

-Por essa eu não esperava. -o moreno brinca com meus dedos dos pés e percebo o quão desconfortável ficou.

-E o que vocês tem feito nas férias? -mudo de assunto e logo desenvolvemos uma conversa divertida e descontraída.

[...]

-UM PEIXE! -grito e solto uma gargalhada quando Alex joga os braços para o alto com raiva.

-Cara você é muito ruim nesse jogo, era uma sereia. -resmunga e senta com uma perna de cada lado da espreguiçadeira.

Seguro o riso e o abraço por trás dando um beijo estalado em sua bochecha.

-Tudo bem, agora sou eu. -Tyler sai do lado de Ashley e a menina de cabelo azul esfrega as mãos concentrada.

O moreno começa a fazer caretas e eu e Alex caímos na gargalhada quando ele joga um cabelo imaginário para trás. Ashley franze o cenho e então levanta afobada dando alguns pulos.

-UMA MULHER. -Tyler balança a mão em sua direção animado e começa a simular outros gestos. -UM GAY. -grita de novo e eu começo a gargalhar tanto que sinto meus olhos lacrimejarem. Ele faz um sinal de mais ou menos e continua, fingindo tocar uma guitarra. -ALEX! -ela corre até ele esperançosa.

-ISSO. -os dois batem as mãos e meu melhor amigo cruza os braços com uma careta irritada.

-Vão todos para puta que pariu. -diz emburrado e cai da espreguiçadeira quando Ashley pula em seu colo o enchendo de beijos.

Balanço a cabeça com o coração cheio por presenciar tal cena. Tyler coça a garganta e eles param.

-Isabela, podemos conversar em particular? -coloca as mãos no bolso da calça e os outros dois se entreolham com sorrisos maliciosos.

Reviro os olhos e chuto de leve a cabeça de Ashley antes de levantar e caminhar para longe com o rapaz ao meu lado. Entro na trilha que leva ao espaço rodeado de árvores e ele acompanha meus passos calmos.

-Como você está? -questiona para quebrar o gelo e eu rio sem humor.

-Bem na medida do possível, é estranho ter meus tios aqui. -soo sincera e ele maneia a cabeça.

-Eles são legais? -dou de ombros escondendo a verdade.

-É cedo para dizer, mas e você? Está bem? -mudo de assunto e chuto algumas pedras.

-Sim, meus pais estão viajando então Alex e eu estamos usando a casa para ensaiar. -sorrio e o empurro com o ombro.

-Rumo ao estrelato. -brinco e ele ri. -Vai atrair muitas gatinhas quando for famoso, mais do que já atrai. -faz uma careta.

-Só tenho olhos para uma pessoa ultimamente. -me encara e eu coro desviando o olhar para as árvores. -Isabela eu tentei te ligar depois daquela noite, queria me desculpar por ter sido tão bruto. -pulo uma rocha e me repreendo ao machucar a sola dos meus pés.

-Foi ótimo Tyler, não precisa se desculpar. -o encaro e sorrio.

-Mesmo assim, eu não sabia que você era virgem. Alex me contou depois e Ashley quase arrancou minha cabeça. -solto uma gargalhada.

-Bem, acho que se tivesse sido ruim eu não teria gozado. -estreito os olhos e ele balança a cabeça negativamente. -Estou bem, nunca idealizei uma primeira vez romântica e fico feliz que tenha sido com você. -sorri aliviado.

-Preciso confessar uma coisa. -segura minha mão fazendo-me parar. Arqueio as sobrancelhas o incentivando a continuar, ele abre e fecha as mãos nervoso e respira fundo. -Estou apaixonado por você. -arregalo os olhos e mordo o lábio apreensiva.

Tyler me encara com expectativa e eu apoio as costas em um tronco.

-Eu sinto o mesmo. -um sorriso se forma em seus lábios. -Mas não podemos ficar juntos. -observo sua feição mudar de feliz para confusa. -Não é um bom momento Ty, confie em mim, você não vai querer entrar na minha vida dessa maneira agora. -franze o cenho e se aproxima ficando a centímetros de distância.

Como explicar que se ficarmos juntos, meus tios podem matá-lo? Como explicar que sete homens que possuem meu sangue estão quase me fodendo no melhor e no pior dos sentidos?

-Eu aceito os riscos, sejam quais forem. -afirma e segura meu rosto olhando dentro de meus olhos.

Um nó se forma em minha garganta e eu o beijo sendo correspondida no mesmo segundo, pouso as mãos em seu pescoço e ele segura minha cintura colando nossos corpos.

-ISABELA! -alguém grita atrás de nós e eu empurro o garoto para longe.

Encaro um Namjoon furioso se aproximando e inconscientemente coloco meu corpo à frente do de Tyler.

-Tio eu posso explicar. -digo tentando manter a calma e ele apoia as mãos na cintura dando um riso irônico.

-Explicar o que? Que estava quase transando com esse moleque?

O que?!

-Senhor...

-Cale a boca, não estou falando com você. -responde grosso e eu me viro para o rapaz.

-Tyler é melhor vocês irem. -seguro os braços musculosos.

-Mas...

-Por favor! -suplico com o olhar e ele encara meu tio. -Por favor. -encosto a cabeça em seu peito e seus braços me envolvem em um abraço antes de ir embora.

Permaneço de costas e quando me viro tio Nam ainda está parado parecendo muito irritado.

-Eles não vão voltar. -afirma e eu assinto.

-É melhor assim, não quero que meus amigos sejam assassinados por vocês. -arregala os olhos.

-O que? -sorrio sínica.

-É isso mesmo titio, eu sei sobre os negócios da família! -dito isso corro de volta para a casa ouvindo-o gritar meu nome.

Não paro até chegar ao meu quarto e me tranco para fora da varanda vendo Ashley, Tyler e Alex se distanciando portão afora.

Subo na grade e me sento com o corpo cambaleante enquanto as malditas lágrimas se formam dando-me a certeza de que sou extremamente fraca. Ouço a porta de meu quarto abrir e então socos são desferidos no vidro.

-Desce daí agora garota! -reconheço a voz de Yoongi.

-Isabela,por favor. -JungKook chama e eu fecho os olhos deixando um soluço escapar por meus lábios. -Me deixe conversar com você. -pede e eu balanço a cabeça freneticamente.

-Não posso confiar em você, em nenhum de vocês. -respondo alto.

-Princesa saia daí, o titio vai cuidar de você. -olho para baixo e vejo Jimin me encarando assustado.

-Puta que pariu! -Hoseok aparece ao seu lado e eu olho para o céu contendo um grito de frustração.

-ISABELA! -Namjoon grita lá de baixo e eu mordo o lábio com força.

De repente os vidros da varanda são estilhaçados e eu me assusto desequilibrando-me, meu corpo pende para frente e eu grito agarrando as barras frias de metal enquanto minhas pernas balançam no ar. Mãos agarram meus pulsos e me puxam para cima, caio sobre o corpo macio de Taehyung que respira aliviado ao perceber que conseguiu me salvar.

Rolo para o lado e vejo os dedos ensanguentados de  Jin e deduzo que socou os vidros para que o irmão pudesse passar.

Fecho os olhos e mais lágrimas escorrem por meu rosto.

Eu deveria ter caído. Queria ter caído.


Notas Finais


Eita minha gente kkkkk
O que acharam do V cantando Winter Bear? Foi minha parte preferida.
E o pesadelo sem sentido que no final fez um pouco de sentido?
Então os negócios da família envolvem assassinato, uma mãe assassina e um pai traficante coitada.
E os amigos aparecendo? Meu coração fica quentinho com essa galera e garanto que veremos o trio de novo.
Comente e favorite se gostou, isso é um grande incentivo. 💜
O que estão achando? Alguém tem alguma teoria? Alguma opinião do que virá?
Até o próximo. 😘

Ashley: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRBXZxpnG5CYFsrF8wTYkBXMBU7jquIYhC5lTLTGCnC4FqY2qre

Alex: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQp8UHuPsJztxJFpvlp8jy0otMbYW9IRFBy_GGodepkP_MwTPT9

Tyler: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQ7dmLDOCxjiIidQRICJETTNFOvtjkYBYh_gtdC4PUqqc8i4uVO


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