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História Meus "pré conceitos" - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Heey, como sempre, peço que perdoem os erros ortográficos/digitação

Espero também que gostem deste capitão

=)

Capítulo 14 - Parte 14: Badalação (parte II)


Eram cinco da tarde e Brasil estava trancado em seu banheiro, afim de esconder-se de seu pai. Havia se metido numa encrenca complexa, mentiu de forma sútil para Portugal — dizendo que namorava uma garota e que essa era Jamaica, omitindo o fato de que estava noivo dos Estados Unidos. Sua segurança de admitir se envolver com outro rapaz era nula, não sabia se continuava mentindo e se continuasse, onde chegaria?

De qualquer jeito, o jovem não tinha coragem de encarar seu pai. Escolhendo mentir para seu parente, Brasil assumiu total responsabilidade das consequências que surgiriam dali. Recebendo coragem divina, o rapaz enviou uma mensagem para Jamaica avisando que iria para tal festa e que poderia buscá-lo o mais cedo possível. A mensagem foi visualizada alguns minutos depois, com isso, o garoto precisava apenas explicar tudo para o noivo depois.

Saindo do banheiro, Brasil cumprimentou o pai e foi as pressas para seu quarto, onde encontrou seu novo animal de estimação (Charles) se aconchegando em sua cama. O rapaz tinha um plano em mente: ele chamaria sua amiga para ir até sua casa para apresentá-la ao seu pai, depois ligaria para seu noivo buscá-lo numa outra quadra e ficaria em sua casa até a festa terminar para, então retornar à sua casa.

— Charles! Esse plano tem tudo para dar certo! — Disse para seu gato, que apenas miou de volta.

Esperou o tempo passar para arrumar-se em cima da hora. Após seu banho, arrumou os cabelos — que sempre ficavam ao vento, vestiu uma roupa mais simples, com preto e azul-escuro como cores predominantes, pegou seu tênis e meias, seu visual era casual, afinal, não iria realmente para uma festa. Agora, era só esperar Jamaica chegar para colocar seu plano em prática.

***

Por volta das seis horas, pai e filho puderam ouvir o som da campainha soar. Com um sorriso de vitória, Brasil foi atender sua cúmplice, ou melhor, “namorada de mentira”, na porta mesmo, o garoto pegou nos ombros da moça e a empurrou delicadamente para trás, então explicou de forma resumida sua ideia para enganar o pai, só havia esquecido que a jovem não sabia que iria se casar com um homem que era do exército.

— Espera! Vais casar-se com quem? — Indagou em alto som.

— Ei! Fale baixo, e isso não importa agora, apenas siga com o plano! 

— Tá! Mas deveria avisar-me antes, não acha? — Disse a moça.

— Certo, me desculpa, mas me ajude! Por favor! — Implorou.

— Está bem, mas estás me devendo.

Ambos entraram na casa, a moça estava com um vermelho estampado em seu rosto, parecia envergonhada na presença de Portugal. Brasil apresentou a garota para seu pai, que estava alegre com o momento - realmente acreditava que seu filho estava namorando a moça e, como em qualquer outra ocasião como aquela, seu pai agiu como um sogro feliz e desconfiado, fez diversas perguntas sobre a garota que inventava uma resposta convincente para cada uma. 

- Quantos anos têm, miúda? - Indagou. 

- Ah-ah, dezoito. - Respondeu. 

- Usa ou já usou entorpecentes? 

- Não! Drogas? Claro que não as uso, chega dar nojo! - Tentou mentir mais era explícito que estava tentando enganar o pai de Brasil. 

- Hum, certo, para que festa vão? - Perguntou nada convencido. 

- Pai, é uma festa normal, sem drogas, sem bebidas... Sem nada de errado! - Explicou interrompendo o interrogatório do pai. 

- Vão! Mas nada de chegar bêbado, muito menos tarde! O limite será dez da noite. 

- Ah, que pena! - Disse em tom de sarcasmo - Teremos que ir logo então, tchau! - Despediu-se do homem de cabelos castanhos e se dirigiu à parte de fora da casa - Tchau Charles!

Fechou a porta da sala e respirou aliviado, logo após, subiu na moto da amiga que colocou o capacete, o rapaz se perguntava se havia outro para que ele pudesse se proteger também, mas suas dúvidas foram desfeitas quando a garota acelerou o veículo. Brasil realmente não fazia idéia se a moça tinha permissão para dirigir, mas tentava se convencer de que deveria confiar mais nos outros países. Enquanto Jamaica conduzia a moto, diversos pensamentos rodeavam a mente do garoto, chegava a ter receio de coisas simples, mas também focava apenas em apreciar o pôr do sol daquele dia - o modo o qual os raios do astro faziam o céu parecer uma pintura feita à mão. Tudo estava bem, a estrada estava quase sem movimentação, não estavam atrasados e nada poderia dar errado, até ouvir o som de sirenes. 

Não tinha motivos para ficar nervoso, era apenas um carro de polícia e ele era noivo de um policial, ou quase, mas parecia que aquelas autoridades estavam atrás dos jovens. O garoto pôde ouvir Jamaica murmurando palavras que não conseguiu traduzir, percebeu que a moça desacelerou e viu a viatura se aproximar, isso até eles pararem de vez. Dois policiais saíram do carro, um homem e uma mulher - um deles se aproximou e pediu os documentos do veículo. 

- Er, não estou com eles no momento. - Explicou a jovem. 

- Certo, dei-me sua carteira de habilitação no lugar. - Exigiu. 

Jamaica parecia ter ficado ainda mais nervosa após a exigência do policial, a essa altura, Brasil implorava aos céus para que ela tivesse o documento. O homem repetiu o pedido de duas a três vezes, a moça suava frio, ainda mais sabendo a pena que teria caso fosse pega dirigindo sem habilitação, "Vamos lá, Jamaica!" implorava em pensamento o rapaz. 

- Moça, teremos que confiscar sua moto até que esclareça tudo à justiça. - Afirmou - Preciso, também, que venha comigo, você e o rapaz. 

- Não, senhor policial, e-eu não fiz nada! - Explicou surpreso. 

- Poderão esclarecer tudo na delegacia. 

Assim, Brasil e Jamaica, foram levados à delegacia em plena noite de quinta, céus, o rapaz teria muito a explicar em casa. As conseqüências foram maiores do que se esperava, a garota poderia ser presa caso não apresentasse os documentos da moto e sua carteira de habilitação, o garoto foi liberado por não estar envolvido em nada e não estar cometendo infrações. Ficou em frente da delegacia, queria chamar um táxi para levá-lo à casa de EUA, mas não tinha dinheiro, só lhe restava ligar para o próprio explicando sua situação.

Estava com um peso no coração por causa de Jamaica, mas sabia que ela cometia crimes - pequenos furtos, por exemplo, não poderia se meter mais ainda. Se tivesse que aprender algo com o ocorrido seria: "Não saia nas noites de quinta".


Notas Finais


• Obrigada por ter lido até aqui
•• Qualquer erro é mero desleixo
••• Amo vcs <3


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