História Meus problemas você me ajuda a esquecer - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Projota - Mulher
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Palavras 1.788
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Único


Meus problemas você me ajuda a esquecer

Música: Mulher - Projota

   Tantos problemas, poucas soluções.

   Era isso que Maira pensava, era isso que ela passava, sua vida estava uma completa bagunça e naquele dia, ela se encontrava mais uma vez em claro com sua mãe e sua irmã de 10 anos, sua preocupação não era com aquele homem abominável que sua mãe se envolveu, na verdade nunca foi, mas sua mãe Cátia estava em uma pilha de nervos e ela não poderia deixa-la, jamais a deixaria, no entanto já era 5:00 da manhã e nada do Júlio.

- Onde ele deve estar? Será que foi roubado ou sequestrado... Ai meu Deus – dizia Cátia com os olhos marejados e Maira não entendia, como sua mãe não percebia a péssima pessoa que era seu marido.

- Mãe, para por favor, a Karen está aqui e não é nada legal ela ouvir coisas assim, ela está dormindo, mas mesmo assim o subconsciente dela capta essas... – Maira é interrompida com o som da porta abrindo e fechando com um estrondo

- Júlio... Ai meu Deus, Júlio, é você, você está bem, está ferido? – dizia Cátia ao marido, Maira, mesmo a alguns metros de distância conseguia perceber a embriaguez do homem e se chegasse mais perto sentiria o cheiro de perfume barato de alguma mulher que ele deve ter se envolvido e álcool que exalava de seus poros.

- Mulher, me larga – dizia ele em tom enrolado – credo, só... tive uns problemas no trabalho e depois sai com os meus amigos...Agora me larga, estou cansado e quero tomar um banho e me leve algo para comer no quarto.

   A cada momento naquela casa a raiva de Maira só aumentava, ela só estava ali ainda por sua mãe e pela sua irmã, que não mereciam aquele homem, no entanto, ela mesma não aguentava mais isso, não aguentava ver sua mãe sofrer e se afundar cada vez mais na cova que ela própria cavava.

- A e outra coisa, fui demitido, vamos começar com corte de gastos e você Maira, vai ter que ajudar mais na casa....

- O caramba seu bêbado estúpido, eu já ajudo e tenho outras coisas para fazer, quem aqui tem uma filha pequena é você, então pare de gastar essa merda de dinheiro com suas putas e bebida e dê uma vida digna para sua família. – Respondeu Maira, ela simplesmente não aguentava, não tinha como, já ajudava sua mãe com boa parte das contas, que eram várias. Já Júnior dava uma parcela bem ínfima do dinheiro, que poderia ser considerado nada.

- Olhe bem como fala comigo sua bastarda... – ele foi dizendo em um tom alto, cada vez mais se aproximando dela. Naquele momento, a raiva dos dois era tão grande que as mãos de Maira tremiam e os sinais de embriaguez de Júnior pareciam ter amenizado.

- Olhe bem você como fala comigo, eu não tenho medo de você, sei quem você é, no caso como você é, então não me venha com essa de macho alfa corajoso para cima de mim, pois você não passa de um bêbado, covarde e agora desempregado que quer ser sustentado por duas mulher, então me poupe o resto de paciência que eu ainda tenho – respondeu Maira, mas que ela não esperava era que ele fosse tentar agredi-la, por sorte ela tinha um ótimo reflexo e agilidade graças as aulas de Muay Thai, ao se desviar ela se aproximou mais dele, que estava com os olhos arregalados – se você tentar me tocar, seja lá o que for fazer, eu não vou só desviar, como vou te bater e não vai ser pouco, não se esqueça que eu sei lutar e você não gostaria nada de saber como iria ficar.

   Cátia estava com os olhos arregalados vendo aquela cena, ela sabia que sua filha estava à defendendo e defendendo a irmã, mas ela estava cega, cega por um amor inexistente, cega por viver um relacionamento abusivo, que ainda não havia percebido, cega por colocar suas inseguranças em um relacionamento fajuto  e  medo da solidão e do do julgamento da sociedade em ser só ela e suas filhas novamente.

    Após a ameaça de Maira, Júlio deu alguns passos para traz atordoado com um olhar de ódio direcionado a Maira e sem falar uma palavra saiu indo para o quarto, após alguns segundos dele ter se retirado, Maira viu Karen observando tudo, ela tinha se esquecido completamente da garotinha que dormia no sofá, ela estava assustada e tinha ouvido e visto tudo, observando isso, Maira foi até sua irmã mais nova.

- Karen, me desculpe, eu realmente não queria que visse isso, vem vou te colocar na cama – ela pegou a mão da irmã que mesmo assustada, segurou firme, Maira era o porto seguro de Karen desde pequena, já que o pai sempre chegava bêbado em casa e muitas vezes brigava com a mãe delas.

   Ao chegar no quarto da mais nova, Maira deitou junto a Karen na cama de solteiro, era algo normal para as duas fazer isso, principalmente quando havia alguma discussão, mas nunca a mais velha estava envolvida nas brigas da mãe e do padrasto.

- Me desculpe mesmo anãzinha, não pude segurar, mas agora eu estou aqui com você.

- Tudo bem Maira, eu estava vendo tudo desde o início e você só disse verdades ao pai, mas agora você não vai embora daqui né, não vai me deixar sozinha né? – A pequena perguntou com os olhos cheios de lágrimas e um olhar muito preocupado.

- Amor, mesmo se eu for embora, eu sempre voltaria por você e pela mamãe okay? Eu amo muito vocês, vocês são minha vida – Karen concordou com a cabeça e abraçou mais forte a irmã.

- Obrigada por existir Mah.

- Eu que agradeço você anãzinha.

   Maira ficou mais um tempo até a irmã dormir, saiu do quarto silenciosamente, foi até o seu, pegou uma mochila e colocou algumas roupas, itens de higiene pessoal, trocou de roupa e deu um jeito rápido no cabelo, ela precisava sair daquele lugar rápido, ela não iria surtar se continuasse mais 1 minuto perto daquele homem repulsivo que sua mãe havia casado.

   Ela foi até a sala e Cátia estava sentada no sofá com as mãos no rosto, assim que ouviu passos levantou rápido o rosto e observou a filha.

- Ela está dormindo, não deixa ele chegar perto dela.

- Para onde você vai filha?

- Não sei mãe, só... preciso sair, não consigo ficar aqui, não dá para ficar perto dele, você viu o que ele ia fazer, então presta bem atenção no que eu vou te dizer, olhe bem para sua filha, não eu, mas sim Karen, quer mesmo que ela cresça em uma casa assim, com um pai que chega sempre bêbado e quer ser um encostado? – Maira ainda estava em pé longe da mãe e viu que a mente dela estava uma bagunça gigantesca.

- Eu sei amor, eu sei, mas você não precisava...

- Por favor mãe, não me venha com essa de que seria melhor se eu tivesse mantido minha boca fechada, pois ela ficou durante 8 anos e eu sou maior de idade, tenho 22 anos já, trabalho e posso muito bem falar, principalmente quando algo ou alguém quer me envolver nos problemas que cria, mas agora eu vou indo, qualquer coisa me ligue e se a Karen quiser falar comigo diz para me ligar, pois talvez eu não volte hoje.

   Cátia somente concordou com a cabeça e voltou a posição que estava antes. Maira tinha que ir trabalhar aquele dia, mas não tinha como, não conseguia e nem queria, qualquer pessoa poderia encontra-la e ela queria distância de pessoas indesejáveis. Ela nem avisou seu chefe, mas sabia que estaria tudo bem, já que nunca faltava, então resolveu rodar pela cidade e espairecer e se possível, arrumar uma solução.

   Ela nem sabia para onde estava indo, só saiu dirigindo o carro, parou um pouco no parque, mas logo continuou, quando percebeu, estava parada no portão da casa de Bruno, seu melhor amigo, quase namorados, mas os dois ainda estavam relutantes em aceitar, então ela resolveu bater, ela confiava nele e ele sabia de tudo, era quem poderia ajudar a esquecer naquele momento.

   Ela não tinha percebido, mas grossas lágrimas escorriam por seu rosto, Bruno não demorou muito a abrir o portão e vê-la daquele jeito, ao mesmo tempo que cortou seu coração, lhe trouxe uma pequena chama de alegria, pois foi a ele que ela procurou. Maira não disse nada, somente se jogou nos braços dele, fazia um pequeno tempo que não se viam e esse pequeno tempo criou uma saudade mútua.

   Ainda abraçados, Bruno a puxou para dentro do portão e fechou, ainda quietos ele levou ela para dentro da casa.

- Bru, eu não estou bem, os problemas lá em casa estão bem tensos, eu não sei o que fazer, talvez ir embora... – ela respirou fundo – eu estou confusa demais Bru.

- Então, meu bem, você sabe que eu sempre te quis e que sempre vou te ajudar, que bom que veio me procurar, se quiser desabafar fica à vontade. Você já sabe o que eu vou te dizer e seus problemas a gente têm que resolver, mas vamos deixar para amanhã, pois hoje você vai esquecer de tudo que aconteceu, hoje eu sou só seu e você minha, que tal? – Ele perguntou bem próximo a ela, que já havia parado de chorar e agora tinha um leve sorriso no rosto e concordou com a cabeça, ela sabia que ele naquele momento iria cuidar dela, pois ele sempre fez isso, cuidou dela.

   E naquele momento ele matou a saudade dos dois, ali eles se entregarão de corpo e alma, deixaram toda dor, preocupação e tristeza longe da alegria que era estarem juntos, eles riram muito, se abraçam, um mostrou ao outro o amor escondido no coração de cada um.

- May, você sabe que eu adoro cantar, tocar e compor né, então, eu comecei uma música, tenho uma pequena parte e depois de hoje, eu provavelmente tenho mais uma também, lembrando que você foi a minha musa para compor em.

- Por favor, canta Bruno

“Se eu demorar, me espera

Se eu te enrolar, me empurra

Se eu te entregar, aceita

Se eu recusar, me surra

Se eu sussurrar, escuta

Se eu balançar, segura

Se eu gaguejar, me entende

Se eu duvidar, me jura

Se eu te amar, me sente

Se eu te tocar, se assanha

Se eu te olhar, sorri

Se eu te perder, me ganha

Se eu te pedir, me dá

Se for brigar, pra quê?

Se eu chorar, me anima

Mas se eu sorri é por você, mulher”



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