História Meus Sonhos Lúcidos - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, IU, Red Velvet
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lee Ji-eun "IU", Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Fantasia, Ficção, Magia, Romace
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Palavras 3.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oin, desculpa ter vindo tarde, mas eu cheguei.

Capítulo 3 - III - O Desaforado Príncipe Jungkook


Jun-su's POV 

    E agora? O que fazer? Ficar parada na porta ouvindo aquela rainha chata discursar é um verdadeiro tédio. A porta está entreaberta, cansei de ficar espiando. 

  A rainha como sempre no palco, a diretora ao seu lado, os filhos dos seis conselheiros da rainha atrás da mesma. E abaixo, os alunos. Os famosos ABO, vampiros, fadas, magos, bruxas, duendes, phalons, garshiens... “Certo, mas onde estão os célens?”. Aqui. A única dos célens. A sobra da espécie extinta. É, um verdadeiro tédio para todos. 

  “E é com muita alegria que lhes desejo as minhas boas-vindas novos Enumerados.”. Palmas. É o que escuto. Aish, ficar aqui é um saco. 

 

  ... 

 

 Devo levantar da cadeira correndo e dizer o quanto amo minhas unnies ou me jogar no chão e implorar por misericórdia? 

  É agora que os célens serão extintos de vez. Já fiz muita burrada nessa vida. Mas insultar um príncipe? Essa não tem perdão. Mas que culpa tenho? Ele foi grosso comigo, mal educado e ainda por cima falou de minha omma. Ninguém fala de minha omma. Eu não sabia que o desaforado era o tal príncipe Jungkook. 

  Não sabia mesmo. Nunca o tinha visto. Nunca me importei em saber da nobreza, um reino podre e sujo como esse, não me teria valor de nada. Tanto que em festivais sempre fiquei no topo da montanha, longe de ver qualquer coisa. Claro que tive oportunidade, todo ano no aniversário do príncipe, ele sempre vinha visitar o reino com a sua carruagem e blá.  

  Mas nunca me preocupei em ver pelo menos o rosto do mesmo, sempre quis distância dessa família.  

  Agora, o mesmo vai querer arrancar minha cabeça fora. Devia mesmo ter escutando Ji-eun. Pelo menos uma vez, reconheceria aquele maldito! Que ódio!   

  E ainda tinha que sentar ao meu lado, ao meu lado. Tanto lugar para sentar. Tanta classe para ficar, não. Foi ficar justo aqui, na minha. 

  Não. E o pior, não é só ele estar na mesma sala que a minha, os servos do cão também. As cinco, Yeri, Joy, Wendy, Irene e Seulgi. O universo conspira contra mim.  

 

  - Todos preparados para se alimentar certo? – pergunta a tutora Lyn com um sorriso no rosto, logo recebendo o silêncio como resposta. Patética! - Certo, depois de entregar seus deveres. - logo seu sorriso foi substituído por uma cara fechada e mais feia do que a minha. 

   

  Bruxa! 

  Vou ficar sem comer por culpa dela... Ou será minha? Juro que tento entender a matéria dela, mas não dá. Estou a dez anos com a mesma tutora, com a mesma matéria, com a mesma cara de bruaca. 

   Três badalas ecoam por toda sala.  Minha hora de comer me chamando, triste fim... 

 

  - Todos os deveres na minha mesa. - diz se sentando olhando para mim. Sabia, ela percebeu que não fiz o dever, todo ano será assim?  

   

  Disfarço olhando para o lado...  

  Lado errado... Tanto lado para olhar... 

  Isso me dá calafrios... Ele. Me olhando. Seu rosto está sem expressão alguma... Ele apenas está... me olhando. Devo manter o olhar? 

  Vidrada? Seria a palavra certa para me descrever no momento? 

  Sou tirada de meu transe com a tutora Lyn me chamando: 

   

  - Senhorita Jun-su. Seu dever por favor. - ela estende sua mão, pisco algumas vezes e entrego meu dever me atrapalhando toda. Ela dá meia volta e sai da sala. 

   

  Olho paro o lado e não o vejo ali. A sala está vazia  

  Me levanto da mesa ainda em choque, arrumo meu vestido, pronta para sair da sala. Saio da mesma, o corredor está vazio. Como? Nenhuma alma viva? Olho para os lados, realmente não tem ninguém. 

  Fome.  Viro o corredor descendo as escadas, e outra, e mais outra, até chegar no último piso. 

  Vejo porta do refeitório aberta. Entro no mesmo me deparando com um mar de gente envolta de algo. O que é? 

  "Ele não é lindo?! Não existe um príncipe mais lindo que esse." Escuto uma garota dizer, ela disse príncipe? Jungkook está aqui? É uma boa hora para dar o fora. É o que faço, saio às pressas do refeitório.  

  Para onde me esconder? Preciso ser rápida. Vai que ele resolve sair. 

  Saio a passos rápidos por um corredor qualquer. "Biblioteca" está escrito em uma das portas. 

 Entro, logo me enfiando em um dos corredores cobertos por prateleiras cheias de livros dos tipos mais variados.  

  Olho para trás e não vejo ninguém.  Estou cansada, ofegante. Ainda não entendi porque corri, corri atoa, não tinha ninguém atrás de mim. Confio muito na minha precaução... Ela sabe o que faz... 

  Então é só vir um príncipe que todos esquecem as coisas a sua volta. Incrível. Até a biblioteca se encontra vazia.  

  Não sairei daqui até que as dez badaladas possam ser ouvidas.  Mas, o que fazer enquanto isso? Hum... Livros? É... Por que não? Você está numa biblioteca se escondendo de um príncipe, o que fazer? Ler! Óbvio! Aigoo!  

  Ah, essa minha ironia... Ela ainda vai me matar.  

  Dou meia volta saindo do corredor em que entrei, procurando a mesa da bibliotecária. Ah pelo menos ela está aqui. Complicado... 

 

  - Oi Meizinha! - cumprimento a bibliotecária com um sorriso no rosto. 

  - Olá senhorita Jun-su. - responde com uma cara nada boa, ferrou! Ela lembra de que não devolvi o livro no prazo. - Quanto tempo. Leu muito nas vagas? - sério mesmo, estou afim de dar meia volta e encontrar o tal príncipe... 

  - Demais, aliás, tenho de devolver os livros. 

  - Jura? 

  - Claro, eu te juro que vim aqui para devolvê-los, mas você não estava. Fui na direção para saber de algo, me disseram que a biblioteca estaria fechada nessas vagas. Então fiquei com os livros. - será que ela acredita nessa? 

  - Sério? - assinto. - Estranho a minha prima ficou cuidando dela enquanto viajava para ver minha família... Ah, deixa. Pelo menos sei que amanhã você me trará os livros – o quê? Sério? Ela acreditou? Minha única mentira que funciona. 

  - Sim trarei, mas por agora. Será que você teria um... 

  - Sim já sei, mas todos que contavam sobre os sonhos lúcidos ou sobre os célen, phalons e garshiens, foram levados por você. Todos. - mas hein? 

  - Mas só tinha quatro livros... 

  - Oras Jun-su, nunca se ouviram falar de "sonhos lúcidos", e os livros sobre as espécies humanas eram apenas aqueles. Sabe que as pesquisas foram feitas a dois milênios atrás, junto das guerras e acabaram por conta da morte de bruxas, nós, as únicas que faziam essas pesquisas. 

  - Mas apenas dois livros? Dois livros que falavam sobre os três tipos de espécie humana? E mais dois que contavam sobre sonhos lúcidos? Não é possível. 

  - Pois bem, como percebeu é possível. - ela não gosta de mim.  

  - E agora? O que vou fazer?  

  - Limpar a biblioteca? - diz retirando uma vassoura debaixo da mesa. Comprovado, ela não gosta de mim mesmo. Dou meia volta saindo de perto da mesma deixando a sozinha com sua risada escrota. 

 

 Velha idiota... Legal, vamos passar meu tempo todinho na biblioteca. E com fome. Ninguém merece. 

 

... 

 

  Ampulheta... A areia está caindo e meu rosto está esquentando. Ele vai parar de olhar para mim e prestar atenção na tutora ou o quê? Estou ficando irritada. O que ele quer de mim? Jogar na minha cara que é alguém importante? Ele é importante?  

  Vou fingir que não estou percebendo nada e vou me interessar na aula. Fingir não, tentar. 

 

  - Certo, matéria revisada, agora vamos para a prática. Todos ao gramado do Enumerado 1. Já sabem onde ficam suas vestimentas adequadas. - matéria revisada? Quando? Hein? Prática? 

 

  Vejo todos da sala se levantarem e saírem. Não. Prática não. Ainda estou muito ruim para mostrar a "minha prática".  

  Olho para a tutora e a mesma está arrumando seu material, me levanto indo em sua direção. 

 

  - Tutora eu não posso fazer. Eu não consigo. - digo desesperada. 

  - A mesma coisa de sempre, "Eu não consigo", "Eu não posso". Até quando será isso?! Já estou ficando farta de suas desculpas garota! - ela grita.  

  - Estou falando a verdade, eu realmente não consigo. 

  - Ah, você sempre fala a verdade não é mesmo Jun-su? Você sempre fala a verdade. Por favor garota, não venha me amolar com suas desculpas. Não vou deixar de fazer meu trabalho por conta da sua incompetência, irei para o gramado, e espero vê-la me mostrando o que aprendeu. E sem reclamações. 

  - Mas e se não aprendi nada? 

  - Suas "unnies" irão amar o F enorme em seu boletim. - diz e sai da sala. 

 

  Olho para o lado dando de encontro com a janela. Devo me jogar? Levanto minha cabeça e suspiro. Até quando será assim Jun-su? Até quando... Me viro saindo da sala logo esbarrando em alguém.   

  Aigoo. Por que sempre com a minha cabeça?  

 

  - Aish. - ouço a pessoa resmungar. Não olha pra onde anda não? 

  - Desculpe. - peço me curvando. Levanto um pouco minha cabeça e vejo príncipe Jungkook me encarando com uma expressão de dor. - Aigoo. Desculpe-me alteza. - me curvo novamente. 

  - Humpf, engraçada você. Agora me chama de alteza. - adeus unnies, foi um prazer imenso ter vocês em minha vida. - O que isso importa? - hum? Isso era pra ser um sussurro? - Não quero um título sujo desses. - mas hein? Escutei isso mesmo? Tá, era pra ser um sussurro 

  - O que disse? - pergunto. Ele odeia o "título"? 

  - O quê? Você escutou? - assinto. - O que tem no ouvido? Por acaso é magia? - ele está brincando comigo? 

  - Na verdade, você não sabe sussurrar... - falei tão rápido que nem havia percebido o que disse.  

  - Onde está a educação? A "vossa alteza"? 

  - Estou sendo educada, fui sincera. Sinceridade é a forma mais educada que se tem no mundo. - o que eu disse? 

  - Chega. Você está se embolando toda. - jura? - Aliás, está doendo? 

  - O quê? - ele aponta para minha cabeça. - Ah, não se preocupe.  

  - Ótimo. - termina. 

 

  O ar pesa. Olho para o chão e ele faz o mesmo.  

 

  - Bom... Acho que já vou indo então. - digo o ultrapassando.  

  - É, eu também vou... - diz logo atrás de mim. 

 

  Não parece estar com raiva de mim, nem querer me matar, arrancar minha cabeça fora ou coisa do tipo. O percurso todo ocorreu em silêncio, cheguei no quartinho- armário para poder colocar minhas "vestimentas adequadas".  

  Não estou preparada para isso. Passar as vagas inteiras praticando não me adiantou de nada. 

  Entro no gramado vendo todos se saírem muito bem, inclusive príncipe Jungkook que sorri quando acerta sua bola de fogo em um boneco em movimento, é mecanismos e suas evoluções. 

  Vejo a tutora vir em minha direção.  

   

  - Hum, vejo que resolveu me mostrar o que aprendeu. - ah, mas é agora que vou mostrar para essa nojenta o que um célen pode fazer. 

 

  Olho para cara da mesma e reviro meus olhos.  

  Vou para uma fila que controlaria o elemento ar, acho que ar eu consigo. Pois bem, achar não é ter certeza, mas vamos, eu realmente preciso jogar na cara dela e mostrar o quanto ela está errada, o quanto todos estão errados. 

  Chega minha vez, olho para o boneco no qual devo atingir com uma rajada forte. Para que um sorriso nele? Tinham mesmo que colocar um sorriso? Vou arrancar esse sorriso é agora. 

  Certo, posição, focar no alvo, mirar e... Não sair nem um ventinho para apagar uma fogueira. 

   

  - Desista garota, você não serve para nada mesmo. Devia limpar o chão, unnie Ji-eun disse que é a única coisa útil que sabe fazer. - diz Yeri atrás de mim fazendo com que todos riam. 

 

  Me viro olhando a com ódio. 

 

  - Está olhando o quê? Vai logo, saia da minha frente! - grita.  

 

  Antes que pudesse falar algo, alguém puxa meu pulso me voltando para a frente. 

 

  - Não liga pra ela. É assim, presta atenção. Respire fundo, relaxe seu corpo, sinta o ar circular ao seu redor, coloque um de seus pés atrás de seu corpo, mire e solte seu corpo devagar junto com o ar preso em suas mãos. - olho para trás e vejo príncipe Jungkook olhando para frente. O mesmo se volta para mim e aponta para o boneco. - O que está esperando garota? - é o que está esperando garota? - Jun- su, acerte logo aquele boneco antes que eu perca minha paciência e volte a minha tarefa. - me chamou pelo nome? Lee Jun-su! 

 

  Olho para o boneco novamente, o mesmo continua sorrindo. Agora vai seu porcaria. 

  Faço do jeito que Jungkook me explicou e acerto o boneco, fazendo o mesmo voar longe. O quê? Eu consegui? Impressionada, pulo de alegria. 

 

  - Obrigada. - me viro para Jungkook , o mesmo sorri e sai. Como isso aconteceu mesmo? Olho para trás e vejo a cara de espanto de Yeri. - Quem é a inútil agora? - digo me aproximando da mesma. -Sua rajada foi forte como a minha na sua primeira tentativa? Fez ele voar como eu fiz? Não. Quem é a inútil agora? - digo para Yeri que levanta seu braço, mas é interrompida pela tutora. 

 

  - Oras o que está acontecendo aqui. Novamente você garota? De novo? - diz a tutora apontando para mim. - Já chega. Perdi minha paciência com você, venha aqui. - diz a mesma puxando minha orelha.  

  - Aigoo! Me solta! - choramingo de dor. Desgraçada! 

  - Fique quieta. - me solta e meu corpo é puxado pelos seus dedos usando magia. - Estou cansada de você enchendo as pessoas.  

 

  Qual é o problema dessa vez? Ela vai mesmo me fazer passar por isso como sempre? 

 

... 

 

  - Jun-su, pelo menos nesses três anos. O que custa você se comportar como deve. Não pagamos esse colégio atoa para você fazer isso. - diz unnie Jennie ao meu lado. - Até quando será assim? Estou cansada de ficar te buscando toda hora, aquele pássaro branco já não gosta mais de mim. 

  - Desculpa unnie, juro que a culpa não foi minha. Foi a Joy que me irritou novamente. 

  - Sua tutora está mentindo então?  

  - Claro que está! Eu estava... 

  - Jun-su, já sei o que estava fazendo, você já me contou. - diz me interrompendo. - Bom, não falarei mais nada, já sabe de quem vai escutar. - suspiro. - Vai arrumar a casa inteira por me fazer perder meu tempo por uma coisa boba. 

  - Não é coisa boba! Elas implicam comigo todo dia! Eu não aguento mais! - grito furiosa. 

  - Ei! Abaixe a voz. Não tenho culpa se você não é educada com as pessoas. Seja educada para que sejam o mesmo com você. Humpf, vamos logo com isso. 

 

... 

 

  O sol afunda no mar dando destaque as estrelas que chegam após seu adormecimento. O forte vento faz com que as árvores balancem mais forte. É, o frio vem e nem avisa. 

  Estou cansada, passei o resto de meu dia treinando. Pelo menos prestou para algo. Consegui acertar dez rajadas em trinta e cinco tentativas. Belo progresso. 

 Será a última, a árvore está sendo arrancada de seu tronco aos poucos. Acho que mais uma e já a derrubo. 

  Repito o mesmo procedimento, respirar fundo, relaxar o corpo, sentir o ar, um pé atrás, mirar, soltar e acert...! 

   

  - Acertei?! - pergunto para mim mesma. 

  - Era para acertar em mim?!  

  - O quê?! - pulo assustada e vejo príncipe Jungkook me olhando com raiva. Certo, quase matei o coitado. - Não mesmo! Desculpe-me alteza. 

  - Aish! Pare de me chamar de alteza! - estremeço com seu grito, logo me encolhendo. E eu achando que havia escapado da morte. - Desculpa. - pisca algumas vezes e abaixa sua cabeça. 

  - Me desculpe mesmo. Não o vi chegar e... - volto a falar. 

  - Tudo bem. Só pare de me chamar de alteza, está bem? - assinto. - O que está fazendo? - me pergunta.  

  - Treinando? 

  - Ah, claro. - dã. 

  - Afinal, o que faz aqui? Como chegou aqui? Ninguém sabe desse lugar além de mim. 

  - Bom, como deve ter percebido, agora eu sei. E não foi tão difícil chegar até aqui. A vi do castelo treinando e resolvi ver como se saia. - diz levantado seus ombros e os abaixando em seguida. Diz tão simples assim? 

  - Hum... Ver como me saia? 

  - É, por que não? 

  - Achei que estivesse com raiva de mim, que quisesse me matar, arrancar minha cabeça ou coisa do tipo. 

  - Por que o faria? - pergunta confuso. 

  - Oras, te insultei mais cedo. 

  -  Ah, aquilo? Não perderia meu tempo cortando cabeças por conta da falta de educação das pessoas. - olha a audácia. - E aquilo não faz diferença. Fique tranquila, não morrerá tão jovem assim. - diz colocando sua mão em meu ombro. Olho para a mesma e seu dedo indicador faz carinho no local. O que está havendo aqui? 

  - Pensei que fosse igual sua mãe... Ela perderia seu tempo cortando a cabeça de outras pessoas. Retruco. 

  - E como pode ter percebido, não sou igual a ela. - ele está se irritando. - Muito menos faço questão de ser. Ent...  

  - Ei, já entendi. Calma. Não precisa ficar assim. - retiro sua mão de meu ombro. - Pode ir embora, Já acabei com a meu treino. Era minha última rajada, mas acabei gastando com você. 

  - Certo, então vamos juntos. - fala simples. 

  - Está bem. O que você quer? - pergunto impaciente. 

  - Hum? Como? 

  - O que quer de mim? Antes estava grosso, patético, desaforado... 

  - Conclua por favor. 

  - Agora está... 

  - Carinhoso? - hein? 

  - Seria a palavra certa para isso?  

  - Talvez. 

  - Então será ela mesma. 

  - Pois digo que é impossível. 

  - Por que? - pergunto. 

  - Porque eu nunca vou me apaixonar... 

 

  Minha tarde estava ficando boa... Até demais... 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Bye!


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