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História Mi bien, mi mal - Kim Taehyung (V) BTS - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


🌟 Olá amores, me desculpem pela demora! 💜

🌟 Trago hoje a continuação do capítulo anterior.

🌟 Quero agradecer a todos que estão deixando seus favoritos, comentários e colocando essa e minhas outras histórias em suas listas de leitura. Muito obrigado, meus amores, amo vocês! 💜

Capítulo 29 - Happy day and surprises pt 2


Por alguns minutos eu fiquei perdida dentro de minha mente, praticamente hipnotizada olhando o meu filho nos braços daquele sujeito. Eu literalmente estava com o coração na mão.

- Bom... Então, vamos para a sala, não é? - Minha mãe perguntou meio incerta, talvez ela tivesse percebido a minha inquietação.

- Não, querida, vamos para o quintal. - Somin respondeu e logo todos foram.

Ao chegarmos lá todos sentaram e se serviram do que queriam, enquanto eu fiquei em pé, ainda observando cada ação do homem com o meu filho.

- A quem ele puxou toda essa seriedade? - Nux perguntou risonho olhando rápidamente para mim e Taehyung, depois voltando o olhar para o meu bebê.

- Com certeza foi ao Taehyung. - Minha mãe respondeu e os outros riram.

- Estou há minutos tentando tirar uma risada desse garoto e nada. - Nux reclamou.

- Ele é mais aberto com os próximos. - Comentei tentando ao máximo ser simpática.

- Coisa que você não é. - Taehyung sussurrou ao meu lado, não deu para o sujeito do outro lado da mesa escutar.

- Próximo... - Sussurrou estranho. - É o que pretendo ser. - Sorriu simpático. Forçado!

E como se fosse uma ajuda divina, meu bebê começou a chorar e sacudir os braços em nossa direção, Nux tentou acalmá-lo, mas estava na cara do bebê que ele queria seus pais. Antes de eu ir pegá-lo, Taehyung foi mais rápido que eu e praticamente tomou o filho dos braços do homem.

- Cadê o mordedor dele? - Perguntei quando ele se aproximou, aproveitei para também checá-lo, para ter certeza que não havia nenhum machucado, arranhão, ou beliscão.

- Deve estar em cima da mesa da cozinha. - Disse, em seguida, beijou a cabeça do bebê e o aconchegou em seu peito.

- Fofos. - Comentei e beijei brevemente meu marido.

Ao me virar vi Jungkook vindo em nossa direção, o histórico dos dois era violento e por isso eu tinha que ficar atenta, e calma também já que Taehyung estava atrás de mim e eu conseguia sentir seu olhar ferver sobre nós.

- Pois não? - Perguntei assim que Jungkook parou à minha frente.

- S/N, preciso ir ao toalete, onde fica? - Confesso que fiquei surpresa pela sua fala perfeita e firme, mas já era de se esperar algo assim de Jeon Jungkook, afinal ele não podia fraquejar e deixar Taehyung descobrir nosso esquema.

Isso me soa tão errado, mas o que custa me divertir um pouco? Taehyung fez o mesmo. E além do mais eu gosto e desejo o Jungkook, de qualquer maneira preciso saciar meus desejos oprimidos por esse homem extraordinário.

- Fica no andar de cima, vamos, eu te mostro. - Avisei e Taehyung segurou meu braço levemente.

- Cuidado, por favor, e volte logo. - Assenti e sai, sendo acompanhada pelo moreno de cabelos meio longos.

Jungkook estava bem atrás de mim, eu podia sentir seu olhar em minhas costas, e então, antes de começar a subir as escadas, eu parei de andar e consequentemente Jungkook se chocou fortemente contra mim, mas antes que eu caísse, ele me segurou.

Uma mão ficou em minha barriga e a outra em minha cintura, a possessão e o calor que aquelas mãos grandes possuíam me deixava excitada, eu queria loucamente repetir o que fizemos da primeira vez.

Minha respiração estava pesada, assim como a dele, que batia contra minha orelha esquerda, aquilo denunciava que ele estava no mesmo estado que eu, não podíamos ocultar o que sentíamos um pelo outro.

- Espertinha, te segurei. - Falou de uma forma baixa e sedutora rente ao meu ouvido.

Sorri ladino, coloquei minhas mãos em cima das suas e remexi lentamente meu quadril, Jungkook sorriu se aproveitando do momento, colando ainda mais nossos corpos.

- Você não me provoca... - Advertiu.

- Então, me diga um bom motivo para eu não continuar com isso. - Desafiei, usando todo o poder que eu possuía e não sabia, mas que acabei descobrindo com Taehyung, que foi o que fez ele mudar de um leão para um gatinho assustado.

- Você não iria me aguentar... - Revirei os olhos só de imaginar. - E dessa vez eu não vou pegar leve com você. - Disse sedutor e eu ri baixinho. - Mas se quiser, eu posso ser carinhoso.

- Eu quero que me mostre todas as suas versões. - Confidenciei no mesmo tom de voz que ele, não esperei ele retrucar, apenas voltei a seguir meu caminho para o andar de cima.

Escutei sua risada fraca atrás de mim e sorri com isso, escolhi levá-lo ao banheiro que ficava no corredor, mesmo que fosse pouco usado, mantínhamos o local em perfeito estado. Parei em frente a porta e estiquei o braço, apontando para a porta branca, sorrindo simpática.

Jeon negou com a cabeça, esbanjando um sorrisinho ladino, e quando ele fez menção de me agarrar, por impulso acabei entrando no banheiro e o Jeon em seguida, trancando a porta. Nos olhamos por segundos, percebi que assim como eu, ele também tentava segurar o riso, mas como eu não sou tão boa nisso, acabei rindo primeiro.

- Você é louca. - Acusou o outro aos risos.

- Como ousa? - Brinquei e nos encaramos, tentando nos recompor.

De repente, enquanto o observava, eu senti a necessidade de participar de mais momentos como aquele. Uma vontade de mudar da água para o vinho, ou vice-versa. E parecia que só o Jeon poderia me presentear com isso. Olhar para ele me faz pensar que seríamos um esplêndido casal, e o fato dele nunca ter desistido de mim, me faz ter certeza disso.

- Quando vamos nos entender melhor? Sem pressão ou fingimentos. - Perguntou sério, me tirando dos devaneios.

- Eu queria que fosse hoje, mas com a chegada da minha mãe e do convidado dela fica difícil. - Me escorei de lado na pia de mármore. - Eu só preciso que ela aceite ficar aqui, se eu conseguir, podemos nos encontrar amanhã, o que acha?

- Eu acho perfeito. - Sorriu e se aproximou de mim, envolvendo seu braço em minha cintura, e com a mão livre acariciando meu rosto. - Mas se você não poder eu vou entender, afinal tem o bebê e o Taehyung também.

- O bebê pode ficar tranquilamente com a minha mãe. - Olhei em seus olhos, apoiando minhas mãos em seu peito. - Agora o único e grande problema é o Taehyung, mas isso eu posso conseguir contornar. - Sorrimos.

- Eu não vejo a hora. - Sussurrou, aproximando nossos rostos.

- Você... Não vai me levar para um motel, não é? - Perguntei apreensiva e ele arregalou os olhos, negando em seguida.

- Claro que não, eu vou te levar para o meu apartamento. - Respirei aliviada e rimos após. - Nunca estive em um antes.

- Somos dois. - Rimos. - Agora eu preciso ir, acho que demorei muito. - Assentiu.

- Posso te beijar? - Sua voz saiu esperançosa e eu me aqueci, me perdendo em seu olhar. - Por favor... Só encoste seus lábios nos meus.

Sorri, sendo retribuída, nos aproximamos lentamente e quando nossos lábios se encostaram, iniciamos um beijo calmo. Suas mãos, desta vez em minha cintura, me puxaram mais para si, enquanto meus braços estavam postos em seus ombros, aproveitando para acariciar e puxar seus fios quando necessário.

Nossos corpos tão colados e o calor que emanava fazia-me delirar, sentia-me nas nuvens por causa de seus lábios macios e com o gosto adocicado pelo bolo. Nossa sincronia me era perfeita, parecíamos às últimas duas peças de um quebra-cabeça. O problema era que eu também me sentia assim com o Taehyung. De qualquer maneira não pude deixar de apreciar a sensação de paz que Jeon transmitia.

Ao descer, tudo estava em seu devido lugar, as crianças agora corriam, os adultos continuavam sentados e Taehyung parecia muito concentrado em ninar o filho em seus braços.

- Oh, S/N! - Observei meu sogro, já um pouco alterado. - Nux teve que ir embora, infelizmente. - A atenção de todos foi digerida à mim naquele momento.

- Ah... Que pena, não é? - Tentei ser o mais triste possível e caminhei até Taehyung.

Observei Jimin de relance que não parava de me encarar, não de modo malicioso, de um modo neutro, calmo demais, mas que me incomodou um pouco.

- Ele parou de chorar? - Perguntei ao puxar uma cadeira, para me sentar ao lado de meu marido.

- Sim, finalmente consegui fazê-lo dormir. - Sorriu brevemente para mim, depois voltou a observar nosso filho. - O que estava fazendo? Por que demorou?

- Eu não consegui encontrar o objeto. - Eu nem procurei e por isso me senti mau, por mentir sobre algo que envolvia meu filho. - E o Jeon não conseguiu encontrar o banheiro e me chamou.

- Ele teve dificuldade? - Me olhou sério, o que me fez engolir em seco.

- S-sim... Ele teve. - Respondi baixo, encarando o bebê.

- Engraçado... - Riu balançando negativamente a cabeça por segundos. - Ele não teve dificuldade nenhuma quando resolveu invadir nossa casa e te ludibriar. - Atacou com um falso humor e senti minha garganta arranhar. - Calculista e articuloso como um ladrão, os socos que dei foram poucos, perto do que ele merecia. - Sua feição se tornou séria.

- Não adianta me atacar com assuntos do passado. - Vi Jungkook retornar e se sentar em seu lugar, em seguida, voltei a olhar para Taehyung. - Você mudou, não é? - Ele suspirou nervoso, tentando voltar ao normal. - Foi o que pensei.

Desviei meu olhar de Taehyung, passando a observar cada pessoa ali, e ao chegar a vez de Jimin, me surpreendi com ele me encarando da mesma forma, neutro. Sorri e ele retribuiu, depois desviando o olhar. Com certeza Jimin percebeu o clima tenso entre Taehyung e eu, porém, não me importo.

- Nux recebeu uma ligação estranha, o que foi o motivo dele sair daqui as pressas. - Taehyung disse.

- Graças à Deus, se ele permanecesse aqui por mais algum tempo eu poderia surtar. - Suspirei, por hora, aliviada.

- Por quê? - O encarei, incrédula.

- Você ainda não percebeu? Aquele homem é um perigo ambulante, que provavelmente, quer ver você morto, estirado em um caixão, à sete palmos debaixo da terra! Entendeu ou quer que eu desenhe? - Sussurrei furiosa.

- Não precisa, eu entendi, e será exatamente por isso, por estarmos em perigo, - Enfatizou. - Que eu irei tomar as minhas providências.

- Como por exemplo: Matá-lo? - Fui sarcástica.

- Como você é esperta, meu bem. - Sussurrou divertido, com um sorriso nos lábios, observando um canto qualquer do quintal.

Aquilo me deu ânsia, como ele podia ser assim? Frio e calculista. Antes pensei que o assassinato de Charlotte fosse por puro desespero, e acreditei nisso até alguns segundos atrás. Mas agora, vendo-o debochar de algo tão desumano, passo a me questionar a índole e o caráter da pessoa com quem me deito todas as noites.

- Posso roubá-lo de você por um pequeno instante? - Dylan pediu e eu o olhei assustada, não tinha o visto se aproximar.

- Ah, sim... Claro, pode levar. - Respondi e rimos. Taehyung me entregou o bebê e entrou na casa, acompanhado do padrinho, com certeza foram para escritório.

Olhei para minha mãe, que estava longe de mim, ela sorria alegre enquanto conversava com Paul e os outros, ela me olhou e sorriu, e eu retribui da forma mais sincera e genuína, assim como eu sorria para o meu bebê.

Eu estava tão em paz por tê-la ali, comigo. Retirei meus saltos e os deixei ali, ajeitei Taekwon em meus braços e caminhei até estar quase perto da piscina. O bebê se agitou e estendeu os braços gordinhos em direção a piscina, soltando murmuros fofos e franzindo o cenho, tudo o que me restou foi babar como sempre faço por ele.

- Eu acho que ele quer nadar um pouco. - Olhei para trás e vi Jimin, se aproximando com cautela e com um sorriso no rosto.

- Sim, é o que ele quer. - Sorri.

- Confesso que... Foi uma surpresa saber que você teve um bebê com ele. - Pronunciou a última palavra com indiferença. - Quando éramos próximos, você dizia que não iria engravidar assim tão cedo.

- De fato, realmente Taekwon não foi planejado, mas se ele veio assim de repente, foi porque Deus quis e de qualquer maneira, está sendo muito amado. - Observei o bebê murmurar e estender o braço esquerdo para Jimin, que segurou sua pequena mão e sorriu.

- Você tem um lindo bebê, parabéns, de verdade. - Me olhou com carinho.

- Obrigado. - Sorri sincera.

- Naquele tempo, eu fui muito incoveniente, disse muitas besteiras sobre o seu casamento. Confesso, pensei que ele não pudesse ser capaz de te fazer feliz, mas vejo que errei, ainda bem, não é? - Terminou risonho.

- Está tudo bem, Jimin, você sabe que eu não guardo rancor, e eu também te devo desculpas pelos meus erros. - Ele assentiu e ficamos em silêncio pelos próximos segundos.

Talvez ele devesse saber que acertou sobre o meu fatídico casamento, mas era melhor omitir isso dele, não éramos mais os mesmos, os melhores amigos inseparáveis e apaixonados, que contavam exatamente tudo o que acontecia um para o outro. É de se espantar comparar o nosso passado juntos, com o nosso presente hoje. Sei que deveria ter dado-lhe ouvidos, ter sido mais cautelosa, mas a minha ingenuidade não permitiu ver quem era Kim Taehyung de verdade.

- Você quer pegá-lo um pouco? - Perguntei baixo, para quebrar o gelo. Seus olhos brilharam e seu sorriso aumentou.

- Oh... Sim. - Estendeu os braços, pegando meu filho com todo o carinho do mundo. - Eu fiquei com vergonha de pedir. - Riu, observando todos os traços de Taekwon.

- Você parece ter mudado só na aparência, por dentro continua adorável como sempre foi. - Soltei sem medir as palavras e ele me sorriu sincero. - Hãm... E a sua academia de dança em Busan? Como está? - Mudei de assunto rápidamente.

- Infelizmente não deu certo, eu tive muitos gastos e pouco sucesso, tive que devolver o espaço. - Sua expressão se tornou triste e ali eu vi o quanto aquilo era importante para ele.

- Eu sinto muito por isso, Jimin, sei que dança foi seu sonho desde sempre, por isso você não deve desistir dele. - Sorrimos. - Você é o melhor dançarino que eu já vi em toda a minha vida! - Seus olhos se tornaram dois risquinhos e suas bochechas pegaram uma coloração avermelhada, denunciando sua timidez. - Você ainda vai ter muito sucesso nessa carreira, Jimin, eu tenho certeza disso!

- Para ser sincero, hoje é difícil acreditar nisso... Mas quem sabe, não é? - Deu de ombros. - Atualmente estou trabalhando no restaurante da minha mãe, está indo tudo bem e eu estou feliz.

- Fico feliz por você, Jimin. - Sorri sincera.

- Obrigado, S/N, de verdade. - Sorriu.

Era bom saber que agora havíamos nos "acertado", mesmo que não tenhamos dito isso claramente.

×

Já era fim de tarde, todos haviam ido embora. Apenas minha mãe, Paul, Jimin e Sorn permaneceram. Estávamos na sala, tomando chá enquanto mamãe nos contavam sobre seus dias longe e em vários países diferentes. Todos estávamos animados, menos Taehyung, que estava inerte a tudo ao seu redor.

- Ah, eu já ía esquecendo! - Mamãe alertou estalando os dedos, a olhei curiosa, observando ela vasculhar sua bolsa, que não era pequena, até finalmente encontrar. - S/N, eu comprei isso para você. - Sorriu e me estendeu uma caixa de celular.

Levei uma mão à boca, poderia ser algo mínimo mas eu realmente estava surpresa. Taehyung se alertou e eu me virei de lado no sofá, para olhá-la melhor e pegando a caixa em mãos.

- Confesso que estava namorando com esse celular através da televisão. - Soltei sem pensar, fazendo os outros rirem. - Mamãe, isso é lançamento... Não foi caro? - A olhei.

- Não pense nisso, além do mais, você merece, minha princesa. - Sorriu e me fez um breve carinho na bochecha, meu coração aqueceu, eu sentia falta daquele carinho de mãe. Eu tive que amadurecer tão cedo e ainda com uma criança nos braços, pensei que nunca mais fosse sentir o amor de mãe que estou sentindo agora. - Agora, abre logo. - Me incentivou e foi o que fiz.

- É perfeito, literalmente! - Sorri para minha progenitora. - Eu amei, mãe, muito obrigado.

Abracei-a, com toda ternura, sendo retribuída da mesma forma.

- Tem mais! - Avisou e cessamos o abraço, eu a olhei surpresa. - Sim! Tem um rollex para o meu genro querido. - Retirou da bolsa a caixinha do relógio, e estendeu para o mencionado, que demonstrava surpresa.

- Mas... Não precisava, Senhora S/M... Eu já tenho um. - Sorriu sem graça, segurando a pequena caixa.

- Agora tem dois! - Mamãe respondeu alegre e voltou a vasculhar sua bolsa.

- Abre, amor! - Pedi e ele acatou, ainda meio acanhado. - Que lindo! - Era realmente um belo relógio.

- Nossa, eu adorei, é lindo mesmo. - Agradeceu com timidez.

Por impulso eu acabei selando seus lábios, mas me afastei por centímetros para encará-lo, estávamos tão perto que nossas respirações se mesclavam. Ele sorriu ladino e murmurou que me amava, sorri mínimo e me afastei por completo.

- Como antes já presenteei Jimin e Sorn, falta agora apenas uma pessoa, que não é menos importante. - Alertou nos mostrando um lindo pijama de bebê. - Você gostou, meu amor? - Perguntou para o bebê que estava sentado no tapete da sala, mordendo e jogando seus ursos de pelúcia, Taekwon a olhou e murmurou algo com um sorriso sapeca nos lábios.

- Pelo visto ele gostou. - Taehyung disse.

- É fofo, mãe, obrigado. - Sorri, tocando o tecido macio e lendo a seguinte frase em inglês estampada no macacão: Bebê da Vovó.

- Decidi comprar um pouco maior, é bom pois ele vai poder usá-lo mais vezes. - Sorriu.

- A senhora vai ficar, não é? - Taehyung perguntou.

- Na verdade, Paul e eu estávamos pensando em nos hospedarmos em um hotel. Já passamos uma noite na casa de Jimin em Busan, não queríamos mais incomodar. - Confessou e eu a olhei incrédula.

- Tudo bem, entendo o fato de você não querer incomodá-los, mas você tem à mim, mãe, pode ficar aqui a partir de agora, você também, Paul. - Ele sorriu.

- Só acho que não devo incomodá-los, vocês são um casal agora e ainda são pais. - Ponderou, receosa.

- Eu quero que a senhora fique... Ou você não quer passar o dia com a sua filha e o seu neto? - Semi-cerrei os olhos para ela, que sorriu e se deu por vencida.

- Garota, isso é chantagem emocional! - Brincou me empurrando fracamente pelo ombro. - Bom, já que insiste, nós ficaremos. - Olhou para Paul, em seguida mirou meu marido. - Não tem problema, não é Taehyung?

- Claro que não, a casa é sua, fiquem a vontade e permaneçam o tempo que quiserem aqui. - Sorriu simpático e eu suspirei aliviada.

- Desculpem, mas vocês estão sentindo esse cheiro estranho? - Paul questionou com uma careta.

Após respirar profundamente logo consegui sentir o mau cheiro, e pela expressão dos outros eles também haviam conseguido. Olhei para Taehyung e ele tentava segurar o riso enquanto olhava para o bebê que tinha uma careta no rosto e tentava segurar o choro.

- Gente, é o Tae, ele fez caquinha. - Disse risonha, levantando e pegando o pequeno no colo. - Ele pede desculpas pelo inconveniente. - Brinquei e eles riram.

Antes de dar as costas para poder ir para cima, Sorn se levantou e veio até mim.

- S/N, você pode me levar ao toalete? - Perguntou acanhada.

- Claro, querida, me acompanhe. - Pedi e passei a caminhar até o segundo andar da casa. - Você pode usar esse do corredor ou se preferir utilize o que tem lá no meu quarto, é ali. - Apontei.

- Não se preocupe, irei usar esse mesmo, obrigado. - Me reverenciou.

- Se precisar de mim, estarei logo ali no quarto do bebê. - Sorri e sai.

Deitei o bebê manhoso no berço e caminhei até a cômoda, pegando uma fralda nova, lenços, pomadas, talco, uma toalha e por fim um perfume suave e sabonete líquido propriamente para bebês. Caminhei até meu quarto, que dividia com Taehyung, e deixei todas as coisas em cima da cama, levando apenas o sabonete para o banheiro. Coloquei a banheira para encher e sai do quarto, para pegar o bebê. Ao voltar, no meio do corredor, esbarrei com Sorn.

- Obrigada, S/N. - Me reverenciou.

- Imagina. - Sorri. - Quer me acompanhar? Irei banhar esse rapazinho aqui. - Fiz cosquinhas no meu filho, que me abraçou pelo pescoço.

- Claro, vamos lá.

Retornei para o meu quarto, acompanhada da loira, deitei o bebê na cama e passei a retirar sua roupa, incluindo sua fralda suja.

- É difícil cuidar de um bebê, não é? - Perguntou.

- Sim... Mas é satisfatório e gratificante. - Peguei meu bebê e levei para o banheiro, passando a banhá-lo. - Você e Jimin pretendem ter filhos quando?

- Não sei... Nunca conversamos sobre filhos, mas eu sei que o momento não é apropriado. - Ela estava encostada no mármore da pia.

- Entendo, vocês são novos, vão ter todo o tempo do mundo. - Ela sorriu tímida. - Como se conheceram?

- Na antiga lanchonete onde ele trabalhava... Jimin estava muito aéreo e acabou derrubando o refrigerante em mim. - Riu brevemente. - Depois nos tornamos mais próximos e ele me contou o motivo de estar tão distraído... - Engoli em seco, senti que tinha a ver comigo, e sem perceber fiquei tensa. - Foi por causa de uma garota que não podia retribuir aos seus sentimentos. - Percebi uma certa diferença em sua voz e por isso decidi não encará-la. - Você sabe quem é essa garota, S/N?

- Não! Não sei não... - Respirei fundo. - Ele não te disse quem era? - Forcei minha voz para sair mais calma o possível.

- Não... Ele me disse que não importava mais.

- Se eu fosse você, eu passaria a pensar da mesma forma, vocês estão juntos agora e se amam, então, isso não importa mais. - Aconselhei, agora olhando-a.

- Tem razão... Obrigado, S/N. - Sorriu.

Após terminar o banho, arrumei meu filho e o deixei apenas de fralda, achei melhor pois era um dia quente.

- Ainda estou pensando seriamente neste assunto, Taehyung. - Escutei mamãe dizer assim que terminei de descer as escadarias acompanhada de Sorn.

- O quê, mãe? - Questionei enquanto colocava meu bebê para mamar em meu peito.

- Taehyung me perguntou sobre a investigação do assassinato de seu pai. - Respondeu e bebericou um pouco do seu café.

- Então, a senhora não quer mais dar continuidade às investigações? Sabe que eu não concordo com isso, não é? Se estiver cansada, pode passar para mim, eu cuidarei de tudo e só irei parar quando eu descobrir se aquilo foi mesmo obra do destino ou uma armação. - Falei e Taehyung suspirou.

- S/N, se a sua mãe estiver cansada disso e quiser desistir do caso, você não vai se intrometer. - Disse Taehyung.

- Por quê não? - Estava incrédula. - Quem morreu foi o meu pai e eu tenho todo o direito de me intrometer sim! - Fiz questão de enfatizar cada palavra que saía de minha boca.

- Ela está cansada, não vê? Você quer remoer este assunto e consequentemente fazer sua mãe sofrer? - Questionou nervoso tentando claramente me convencer.

- Desculpe a intromissão. - Jimin começou antes mesmo que eu podesse responder meu marido. - Mas a S/N tem razão, a senhora S/M tem todo direito de desistir, assim como a S/N também tem direito de dar continuidade ao caso. - Externou seu pensamento, intercalando o olhar entre nós três envolvidos no assunto.

- Quem é você para falar isso? - Taehyung riu brevemente. - Você não é ninguém importante, não tem nada a ver com essa família, então, por favor, guarde suas opiniões desnecessárias apenas para você! - Esbravejou sério.

- E você quem é para tentar parar a S/N? - Jimin o encarou. - Eu posso não ser importante e etc, mas eu no seu lugar apoiaria a decisão da S/N... - Pareceu pensar. - A não ser que você esteja envolvido nisso, por isso quer que ela desista. - Foi a gota d'água para cada um ali, ainda mais para Taehyung que se levantou e rápidamente foi até Jimin para esmurrá-lo, porém Paul foi mais ágil e conseguiu contê-lo.

- O QUE VOCÊ DISSE, DESGRAÇADO? - Taehyung gritou enquanto se debatia para ser solto por Paul. - Repete o que você disse! Repete! - Não gritou mas falou alto.

- Foi o que você ouviu, Taehyung, e pelo visto escutou muito bem, então, eu não precisarei repetir. - Jimin respondeu calmo.

- Seu filho da puta! Eu vou quebrar a sua cara! - Taehyung disparou tentando pela milésima vez ir para cima do outro, que continuava no mesmo lugar.

Minha mãe e Sorn estavam assustadas e pareciam ter perdido a língua.

- Taehyung para com isso, você está assustando à todos e está xingando, para! - Falei alto, ficando frente à frente com meu marido.

- Eu que tenho que parar quando foi ele quem começou a me acusar?! - Me olhou incrédulo e ofegante. - Você vai ter que provar isso! - Esbravejou se debatendo.

- Jimin, ele tem razão, você não pode acusá-lo sem provas. - Falei me virando para encará-lo.

- Jimin, eu sinto muito mas vou ter que concordar com eles, você tem alguma prova? - Mamãe se manifestou e se levantou, vindo até nós.

- É CLARO QUE ELE NÃO TEM PORRA NENHUMA! - Taehyung gritou me assustando.

- Taehyung para de gritar, eu estou amamentando, não me deixa nervosa! - Vociferei vendo-o tentar se controlar.

- Eu não tenho prova, - Jimin avisou se levantando e encarou Taehyung. - Mas eu sei que você nunca gostou do pai da S/N, eu sei que você o odiava por ele ser tão desconfiado e protetor. Também sei que você pretendia levá-la para longe de tudo e todos depois do casamento! Tanto que você escolheu essa casa só porque é mais distante da casa dos seus pais e dos pais dela! - Jimin estava irreconhecível, eu conseguia ver a raiva em seus olhos. - Você pode enganar qualquer um aqui, mas não à mim.

- Jimin, o que é isso? - Sorn perguntou com os olhos marejados.

- Você é um mentiroso! - Taehyung disparou. - Isso não é verdade!

- Jimin, eu acho que você está um pouco alterado. - Mamãe disse meio incerta e perdida.

Eu só conseguia pensar em duas coisas: ou as palavras de Jimin eram mentiras, ou eu era muito ingênua até para perceber suas intenções.

- Eu só estou falando a verdade, esse cretino não presta e vocês ainda irão se decepcionar muito com ele! Conheço cretinos de longe. - Jimin disse.

- Deve ser porque você é um! - Taehyung rebateu.

- Basta! - Resolvi me pronunciar e acabar logo com aquilo. - Por favor, já chega! Taehyung suba e tome um banho para esfriar sua cabeça. - Ele me olhou furioso. - Agora! - Falei com mais firmeza e contra sua vontade ele fez o que mandei.

- Jimin, peça desculpas. - Sorn pediu.

- Não precisa, Jimin tem seus motivos para não gostar do Taehyung. - Externei meu pensamento.

- Paul e eu precisamos voltar agora com o Jimin, temos que pegar nossas malas. - Mamãe avisou. - Você vai ficar bem aqui sozinha com o Taehyung? - Me olhou com atenção e passou a palma da mão em meu rosto.

- Vou sim, mãe, tomem cuidado na estrada, tá? - Ela assentiu e me abraçou com cuidado para não machucar o bebê.

- Ao anoitecer estaremos de volta. - Assenti.

- Desculpe pelo incômodo, S/N, e obrigado mais uma vez. - Sorn sorriu claramente envergonhada pelo vexame.

- Tudo bem, até logo. - Sorri.

Os acompanhei até a saída, Jimin não olhou em minha face, apenas entrou no carro e se foi quando todos já estavam lá dentro também. Ele parecia zangado com o acontecido, mas eu não tive culpa de nada. Parece que voltamos a estaca zero, mas isso não me é tão importante. Por fim, eu não posso fazer nada.

- Está mais calmo? - Perguntei ao ver Taehyung deitado na cama, encarando o teto do quarto.

- Eu estou com raiva daquele desgraçado. - Se sentou e eu me aproximei, me sentando ao lado dele. - Já é a segunda vez que ele me acusa sem provas, eu estou cansado. - Pegou o bebê dos meus braços e passou a observar a criança.

- Taehyung, por favor, não faça nada contra o Jimin. - Pedi.

- Não vou prometer nada à você. - Me olhou chateado. - Se ele é tão corajoso para me acusar duas vezes dentro da minha própria casa, ele deve ser bem corajoso por aí, sozinho. - Voltou o olhar para o filho.

- Taehyung, por favor... - Pedi novamente, olhando-o.

- Se você ficar me implorando, vai ser pior. - Ciciou ignorante e com uma expressão nada boa.

Engoli em seco, assentindo calmamente. Me levantei, caminhei em direção ao banheiro e encarei meu reflexo no espelho. De fato eu não quero que algo de ruim aconteça com o Jimin, mas não sei se eu deva avisá-lo, talvez seja melhor tentar conversar com o Taehyung uma outra hora e tentar convencê-lo do contrário.


Notas Finais


💜🌟💜🌟💜🌟💜🌟💜🌟💜
Essa nova S/N tá babadooooo!! Estão curtindo ela ou não?

⚠ Não sou a favor do adultério ou qualquer coisa do tipo, o que acontece aqui é tudo fictício, não levem isso ou qualquer coisa que acontece aqui pra vida real de vocês. ⚠

Gente, o Tae fez caquinha 😂💜

Eu falei que ia ter treta do Jimin com o Taehyung 👀 sobre isso vocês são #TeamTaehyung ou #TeamJimin? Kkkkk

Próximo capítulo tem o tão esperado encontro entre S/N e Jungkook!!! Estão ansiosos?

Relevem os erros deste capítulo 💚

Até logo amores, amo vocês 😍💜


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