História Mi ex - Capítulo 1


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Categorias Bernd Leno, Marc-André ter Stegen
Personagens Bernd Leno, Marc-André ter Stegen
Tags Steno
Visualizações 49
Palavras 2.025
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


atualmente muito apaixonada por este casal para não escrever sobre
música inspiradora: "Mi ex", de Ñejo e Nicky Jam

Capítulo 1 - Y aunque juré no volver con mi ex


Bernd virou o copo de uma vez, sacudindo a cabeça com o ardor provocado em sua garganta. Mais uma dose e os mesmos gestos foram repetidos, enquanto a música parecia mais distante dos seus ouvidos.

Beber daquele jeito não era o seu habitual, mas estava fazendo porque era melhor que manter sua mente abarrotada de todas os problemas.

Seu estresse no trabalho, sua vida sem sentido, seus relacionamentos de merda, seu ex-namorado de volta a sua vida. Oh, aí está o grande problema.

Terminar de uma maneira não amigável com alguém pressupõe, normalmente, uma tensão e um sentimento que vai do ódio a indiferença diante ao ex e é mais que entendível que não se queira mais ver alguém que quebrou seu coração.

Leno não pretendia ver o maldito tão cedo. Foda-se que tivessem amigos em comum, foda-se que seus pais eram vizinhos, foda-se que as pessoas o dissessem que era besteira não ir a uma festa de aniversário ou uma reunião de amigos porque seu ex-namorado estaria lá.

Foda-se, Bernd não ligava de ficar de fora de tudo se isso significava não ver ter Stegen, aquele cachorro, filho da puta miserável, quero mais é que ele vá a merda e suma daqui.

O relacionamento de Leno tinha acabado por causa de uma bolsa no exterior. Ter Stegen não pensou duas vezes, aceitou sem comunicar nada ao namorado, arrumou suas coisas e terminou com Bernd quando estava a caminho do aeroporto, foda-se, ia apoiar ele, mas não queria continuar namorando mesmo. Leno guardava rancor porque era de sua natureza fazer isso, prometeu que não ia mais se importar com Marc-André e não ia nutrir por ele nada além de ódio, e torceria para que ele vivesse o resto da vida dele em Barcelona, bem longe de Bernd.

Mas a faculdade havia terminado e Marc estava de volta para atormentar os pensamentos de Bernd, com seu sorriso de bocó que mascarava a cobra que ter Stegen era.

Seus amigos até haviam perguntado se Bernd pensava em voltar com Marc-André. Definitivamente não. Estava jurado que Leno não voltava com ter Stegen em hipótese alguma porque ele não merecia tamanho desgosto e tinha seu orgulho que não gostava de ser ferido.

E embora naquela noite, a praga não estivesse presente, era nele que Bernd pensava.

Tinham mudado bastante ao longo do tempo que se mantiveram afastados e cada vez que Leno via ter Stegen, havia algo diferente, e ele não estava lá muito ansioso para ver essas diferenças caso se reencontrassem frente a frente dessa vez. Porque, até aquela manhã, Bernd sabia que o ex estava de volta a Alemanha, mas era pela boca dos outros e não por tê-lo visto.

Como o rapaz desastrado e educado que era, Leno abriu a porta para o estranho no qual esbarrara enquanto tentavam entrar na sua cafeteria preferida naquela manhã. Ainda continua um cavalheiro, Leno, as palavras o fizeram entrar em choque imediatamente por reconhecer a voz e durante todo o dia a imagem de ter Stegen o encarando e sorrindo como se carregasse um sol em seu sorriso perturbou Bernd, o fazendo lembrar de tudo que estava no canto mais esquecido da sua mente.

Lembrou de tudo e lembrou muito bem. Lembrou até da maneira que a pele do vagabundo miserável era macia ao toque e parecia ainda mais fascinante com o bronzeado adquirido pelos anos na Espanha.

Virou outro copo, sentindo o celular vibrar.

Quinze para as três e havia alguém o mandando mensagem, quinze para as três e alguém achou bom o deixar mais perturbado do que ele já estava. Seu número ainda era o mesmo há muito tempo e aquilo se mostrou uma merda ao abrir a mensagem do número desconhecido.

– Não, não, não, não vai me perturbar hoje mais não, Stegen! – Falou para o celular, ainda encarando a janela de mensagem.

“Quero te ver, Bernd”.

Marc-André não tinha vergonha na cara? Pois Bernd tinha, ainda que fosse mínima. Quero te ver era a frase que o mais novo mais usava quando eram mais jovens para tirar Leno de casa para foderem em algum canto; Bernd duvidava que o sentido houvesse mudado, principalmente pelas mensagens seguintes.

“Sinto sua falta. Não consigo parar de pensar em você desde o momento que nos encontramos... preciso te ver cara a cara novamente, te sentir mais uma vez”.

Leno não ia dar o braço a torcer, não ia mesmo. Bastava lembrar do passado e do seu juramento, não reatava e nem dava mais bola para Marc, porque sabia que a carne era fraca e que quando ter Stegen queria algo ele convencia até a morte.

– Seja forte, Leno, seja forte. Lembra do tanto que chorou por causa dele, não lembra de como a boca dele chupando seu pau é bom. – Murmurou para si mesmo, procurando um meio de sair do bar.

Sua camisa estava grudando a pele por causa do suor que começava a escorrer por seu corpo. Mais uma mensagem, dessa vez um áudio e Bernd sentiu sua boca ficar seca.

“Bernd, por favor, só uma noite em cima de você”.

– Respira, Bernd, não responde. – Bloqueou a tela do celular antes que seus dedos fizessem besteira.

Levou uma mão ao cabelo, o puxando e pensando que talvez estava passando da hora de voltar para casa, desligar o celular e ficar fora de comunicação pelo fim de semana todo. E iria, urgentemente, trocar seu número, seria a primeira coisa que providenciaria na segunda-feira, aliás.

Mas o celular voltou a vibrar.

Uma foto! Marc-André tinha tido a audácia de enviar uma foto nu para Bernd!

Leno desistiu, aceitou sua derrota.

Por uma noite de prazer ia deixar o passado de lado e ia quebrar sua promessa, e mais que depressa seus dedos o ajudaram a enterrar seu orgulho e dignidade de uma vez.

“Onde eu te vejo? Onde você está?”.

***

Ainda dá tempo de desistir, foge antes que caía nos encantos dele de novo e se foda depois.

A mente de Leno não estava economizando na tarefa de o fazer parar de se afundar na ideia de rever ter Stegen. Havia, durante todo o caminho, xingado a si mesmo por estar fazendo aquilo e se xingava mais ainda parado a frente da porta de Marc.

Era um verdadeiro cachorrinho de Marc-André mesmo, como alguns amigos gostavam de falar; prova disso era ter atendido o chamado do outro loiro em plena três da manhã, como se não tivessem terminado de maneira, como se não fosse besteira ir atrás do seu ex.

Se fosse qualquer outro ex, não seria, mas era ter Stegen e tudo que o envolvia era uma besteira da qual Bernd não sabia se queria ver completamente fora da sua vida, porque se quisesse, não estaria batendo na porta dele.

Agora que não dava mesmo para desistir, não com a imagem de Marc a sua frente, completamente nu, o encarando com as bochechas e com uma feição de quem havia acabado de ter um pouco de prazer.

– Eu te odeio tanto, ter Stegen. – Murmurou entrando na casa. – Puta que pariu, como eu te odeio.

– Odeia porra nenhuma, Leno. Supera o término de uma vez. – Stegen revirou os olhos e agarrou a mão de Bernd, o guiando pela casa.

Bernd até repararia na organização da nova casa de Marc, mas no momento tinha outras coisas para pensar e sua cabeça que já não estava lá tão funcional, estava parando de vez e a cabeça debaixo era a única a começar a tomar as decisões.

– Senti sua falta de verdade. – Marc sussurrou empurrando o loiro mais velho em direção a cama.

Os olhos de Bernd se reviraram mais uma vez e iria reclamar se a boca do outro não tivesse cobrindo a sua.

Não percebeu que sentiu tanta falta do beijo de Marc até aquele instante; seu corpo, sempre o traindo, começou a responder rápido as mãos que passeavam por ele, e seus xingamentos não demoraram a sumir, sendo substituindo por palavras desconexas.

As roupas de Bernd saíram do seu corpo antes mesmo que ele pudesse dar conta e era somente pele contra pele agora, fazendo-o se lembrar de tantas outras vezes que tiveram daquele jeito.

– Bernd...

– Sem manha, ter Stegen. – Leno fechou os braços ao redor da cintura de Marc, o apertando com força. – Sem manha porque você sabe...

– Que você não aguenta. – Ter Stegen sorriu arteiro. – Se você não me quisesse não estava aqui, mi amor.

– Enfia esse espanhol no cu. – Resmungou enfezado, deslizando a mão até o membro duro de Marc-André.

– Quero enfiar outra coisa lá.

Bernd sabia que no fundo era incapaz de resistir. Era frouxo demais para largar tudo aquilo e não apoiar a testa no ombro de Marc, encarando com fome o pênis em sua mão enquanto o seu próprio implorava por atenção e para entrar dentro de Marc de uma vez.

Com uma noite em cima de você Bernd esperava outra coisa, mas ter Stegen parecia muito mais desesperado para ser fodido e não seria Leno a reclamar, não quando gostava tanto de assistir Marc sentando nele.

– Eu estava pensando que nada mais justo que estando de volta a Alemanha, eu tenha o pau que gosto a minha disposição. – Ter Stegen falou enquanto deslizava o preservativo pelo pau de Bernd.

– Não pensou muito nisso quando dispensou ele a caminho do aeroporto. – Leno respondeu entredentes.

Marc deu de ombros, movimentando-se o suficiente para encaixar-se de maneira confortável sobre Bernd.

– Bernd, eu amo você, mas era meu futuro.

– Eu sei, caralho. Por isso que não me importaria de viajar até lá apenas por você. – O loiro mais alto puxou o outro, unindo-os em um beijo à medida que penetrava Marc. – Senti sua falta e sou trouxa o suficiente para vir toda vez que você chamar.

– Certo, mas depois a gente conversa.

Sim, eles podiam deixar aquilo para depois, porque Bernd tinha sido chamado ali com outro propósito e pretendia cumprir ele.

Com as mãos passando pela bunda de Marc, a apertando a cada tapa que dava marcando a pele alva. Apoiado em um pé e no joelho, ter Stegen deixou-se ser guiado pelas mãos grandes e firmes de Bernd, em um ritmo agradável aos dois.

Bernd estava bem ferrado e a cada vez que ia mais fundo em Marc e os gemidos dele preenchiam o quarto, junto dos seus, tinha mais certeza disso. Marc parou, suado e se inclinando na direção do pescoço de Bernd, em um pedido mudo para que Leno assumisse o controle dali em diante.

Um gemido manhoso escapou da garganta de Marc quando Bernd voltou a estocar, com mais rapidez que as vezes anteriores; os fios claros e que formavam cachos nas pontas de Leno perdiam-se entre os dedos de ter Stegen, sendo puxados a cada vez que Bernd acertava o ponto de prazer de Marc e ouvia gemer ao pé do seu ouvido, exatamente do jeito que deixava Leno louquinho e fora de si.

– Oh, Bernd. – Marc-André quase miou, jogando a cabeça para trás ao levar as mãos até seu pau, o acariciando com rapidez.

Bernd ergueu o tronco, sentindo as pernas de Marc darem a volta em sua cintura e continuou a investir contra a próstata do outro, fazendo com as mãos de ter Stegen voltassem a sua nuca, procurando apoio.

Fechou os olhos quando um gemido mais gutural veio e já podia sentir a moleza do corpo embevecido de prazer do companheiro enquanto o seu começava a ficar do mesmo jeito. O cabelo em sua testa foi afastado por dedos trêmulos e erguendo ter Stegen o suficiente para que saísse dele, Leno volveu os olhos para o rosto a sua frente.

Aquela expressão de prazer ainda ia ser sua ruína e podia colocar nela a culpa de todas as coisas que fazia por causa de Marc – e das que ainda faria, porque ele sabia que não ia ter como correr mais.

Mas era tarde demais para Bernd sequer se preocupar com o que já tinha acontecido.

Já tinham transado mesmo, voltar com seu Marc era só questão de uma conversa pós-sexo e, foda-se o resto, Bernd queria aquilo mais do que queria foder com seu ex mais uma vez.


Notas Finais


😘


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