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História Mi Hijo - Capítulo 23


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Notas do Autor


Voltei outra vez, e dessa vez, terminando de explicar o acidente do Unai, e ainda, trazendo um momento fofinho para acabar com o sofrimento.

Espero que gostem e boa leitura! ♥️

Capítulo 23 - Mi Hijo - Vinte e três


– Hija, você sabe que a culpa não é sua - Nekane sussurrou, sentando-se atrás da filha, ela tinha entrado para os chamar, afinal, precisavam ir embora, e havia escutado a conversa. Itziar se culpava pela morte do marido, apesar de não ter sido a culpada. –, você sabe muito bem que não poderia impedir aquele caminhão de entrar na pista contrária, foi uma fatalidade, e você não tem culpa, você também foi vítima desse acidente.

Itziar tentava controlar as lágrimas, o que parecia um Dra algo impossível, já que ela soluçava de tanto que chorava, Álvaro se aproximou mais, a puxando para o seu peito, a abraçando da forma que podia. Seu coração se partia sempre que ela chorava, e ele queria poder tirar toda a dor e sofrimento de dentro do peito dela.

– Shhh, esta tudo bem, cariño - Ele sussurrou, enquanto acariciava seus cabelos, Itziar parecia uma criança assustada, ela tremia e parecia muito abalada, aquela assunto ainda lhe doía muito. –, eu estou aqui com você, e não vou te deixar sozinha, eu prometo.

Ela concordou, enquanto se acalmava, ouvir as batidas do coração dele lhe deixava mais tranquila, e ali, ela poderia ficar para sempre, não queria sair de seu abraço.

– Vamos para casa, vocês precisam comer antes de pegar a estrada - Nekane os olhou, tocando o ombro de Álvaro. –, espero vocês lá fora, não demorem.

– Vamos lá, mi amor, quando chegarmos você toma um banho e relaxa, tudo bem? Podemos pegar a estrada mais tarde, não tem problema - Ele sorriu, beijando sua cabeça. –, eu te faço uma massagem e podemos assistir o seu filme favorito, o que acha?

– Mas nós precisamos pregar a estrada - Ela sussurrou, levantando-se junto com ele. –, ou vamos chegar lá muito tarde, e amanhã estaremos muito cansados para conversar com o seu pai.

– Não tem problema nenhum, eu aviso para ele que vamos chegar mais tarde hoje, e aí, nos encontramos mais tarde amanhã. – Álvaro sorriu, deixando um beijo em sua testa, ele mantinha uma mão apoiada em sua cintura, e caminhava com ela para fora, seus avós e sua mãe já os aguardavam dentro do carro. – Vai ficar tudo bem, podemos ir embora amanhã cedo, se você preferir.

***

Quando chegaram no sítio, Itziar suspirou, deixando o carro ao lado dos avós, era um costume almoçar ali após o culto, todos os domingos. Ela precisava caminhar um pouco, precisava respirar ar puro e assim, poderia se acalmar.

– Vai com ela, meu filho, ela vai precisar de companhia. - Gorka sorriu, dando três tapinhas em seu ombro. Álvaro concordou, caminhando atrás dela. Itziar estava sentada na grama, com os pés dentro do lago.

– Como você está? - Ele sussurrou, sentando-se ao lado dela na grama, afastando os fios do cabelo dela da frente de seus olhos.

– Eu estou bem, eu só precisava pensar um pouco, e vir aqui me ajuda a pensar melhor - Ela sorriu, apoiando a cabeça em seu ombro, enquanto acariciava sua barriga, ela já estava próxima das dezessete semanas, e esperava poder começar a sentir o bebê o mais rápido possível. –, quando eu era pequena, vovô me ensinou a nada nesse lago, e foi aqui que Unai me beijou pela primeira vez, e o vovô viu, ele brigou com a gente por dois dias seguidos.

Álvaro lhe acariciava as costas, enquanto a ouvia falar, Itziar parecia muito mais tranquila do que quando saíram da igreja, ela lhe contava algumas coisa de sua infância enquanto acariciava sua barriga.

Aimeudeus - Ela disse de uma vez só, enquanto arregalava os olhos, o sorriso em seu rosto cresceu, e algumas lágrimas escaparam por seus olhos. –, aí meu Deus.

– Itzi, o que foi? Está tudo bem? Sente dor? O que houve? - Álvaro a olhou preocupado, enquanto ela o segurava pelas mãos, colocando-as em sua barriga.

– Ela chutou, eu senti, ela chutou - Itziar sorriu, deixando as lágrimas escaparem, ele acariciava sua barriga, tentando sentir os movimentos da filha. –, ela parece bem animada.

Itziar sentia o coração bater acelerado, sentia-se realizada por aquilo estar realmente acontecendo, era a sua filha que crescia em seu ventre, ela era a realização de seu sonho.

– Acho que ela ainda é muito pequena para que eu possa a sentir chutar, ou ela só não quer que o papai a sinta - Ele sorriu, abaixando-se para deixar um beijo em sua barriga, mantendo-se ali para conversar com a neném, Najwa havia dito que ela podia ouvir, e ele gostaria que ela reconhecesse sua voz quando viesse ao mundo. –, oi bebê, aqui é o seu papai, sabe, as coisas aconteceram muito rápido, eu descobri sobre você a pouco tempo, mas eu já te amo muito, e quando você vier para esse mundo, não vai precisar se preocupar com nada, porque eu vou garantir que você tenha tudo o que precisa para crescer bem, e eu espero que você seja feliz na sua vida, minha menina, você não faz ideia de como eu estou ansioso para te ver e poder te segurar, mas você precisa ficar aí dentro por mais tempo, para vir para esse mundo bem saudável e forte.

Itziar o acariciava pelos cabelos, enquanto o olhava atentamente, seus olhos estavam cheios de lágrimas novamente, e com toda certeza ela culparia os hormônios por todo aquele choro. Ela sabia que Amaya teria um pai excelente, Álvaro se mostrava muito amoroso em relação a filha, estava sempre ao lado dela, sempre querendo saber se ela estava bem, se precisava de algo.

– Quando você estiver pronta para sair daí, vai conhecer a pessoa mais incrível desse mundo - Ele sorriu, olhando-a nos olhos, Itziar mordiscava o lábio inferior, enquanto sorria. –, pois é, e ela será a sua mãe, eu tenho certeza de que ela fará de tudo para que você esteja sempre protegida, e nós dois iremos garantir que você cresça muito feliz, niña.

– Você precisa parar de me fazer chorar dessa forma. - Ela sorriu, Álvaro se levantou, enxugando as lágrimas que escorriam por seu rosto, lentamente ele se aproximou, deixando um rápido selinho em seus lábios. – Tenho certeza que você será um ótimo pai para essa garotinha.

– E você será uma ótima mãe para ela. - Ele sorriu, voltando a beija-la, segurando-a pelo rosto.



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