História Mi luz, Mi amor - Capítulo 10


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Berlim, Denver, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Tags La Casa Da Papel, Nairobidenver, Professor, Rio, Tokio
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Palavras 1.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Sr. e Sra. Cortés


A semelhança do que tinha acontecido quando Silene reencontrou a mãe, eles iam os dois em completo silencio, o caminho era bastante mais longo, já que a família de Rio vivia a quarenta minutos de Madrid, numa casa grande nos arredores da cidade. Ele foi a conduzir, mesmo com ela insistindo que podia perfeitamente conduzir, mas ele precisava de se concentrarem algo que não fosse o reencontro com a família.

                No banco de trás, e completamente alheia a importância daquela viagem, Luz brincava distraidamente com a boneca que a vovó Esmeralda, como ela a tratava carinhosamente. “Nós estamos aqui” Ela sussurrou ao marido calmamente quando o viu a apertar o volante “Dê no que der, nós estamos aqui” Ele disse-lhe tocando a perna dele num gesto terno. Ele sorriu-lhe apenas e os dois concentraram-se na viagem. Rio havia crescido ali, a casa era grande com uma piscina no jardim cuidado. Uma família de classe média alta, Rio tinha tido todas as oportunidades para ter uma vida normal, um bom emprego, uma boa vida, e mesmo assim, juntou-se a eles num assalto, apaixonou-se por ela, levava uma vida em fuga, e foi nisso que Tókio pensou assim que avistar a casa bem cuidada, que parecia saída de um comercial de café matinal. “Já disse a minha irmã que estou cá fora” Ele disse-lhe ansioso e não demorou um minuto para que a porta da frente se abrisse, Rio saiu do carro e o abraço entre os dois foi muito emotivo, os dois choravam e naquele momento Luz olhava curiosa a cena, de dentro do carro com Silene ao seu lado.

                “Idiota” Ela disse abraçando-o fortemente e chorando enquanto ele lhe pedia, incessantemente, desculpas. Quando se afastaram Rio pode ver algumas diferenças entre a irmã que tinha deixado com quinze anos e encontrava com quase vinte. A irmã tocou ternamente o rosto dele, num gesto repleto de saudade e alívio por poder finalmente ver o irmão, que não sabia se estava vivo ou morto. O abraço entre a mãe e ele foi ainda mais emotivo do que ele podia esperar, Rio chorava que nem um bebé, pedindo perdão à mãe por a ter feito sofrer enquanto ela apenas repetia “o meu menino”, abraçaram-se por longos minutos. “O pai?” Rio perguntou-lhe quando pode avistar o pai a entrada de casa, o coração de Rio deu um salto quando o pai o abraçou. As palavras do pai sempre ecoar na cabeça dele, as que o tinha ouvido dizer na televisão, durante o assalto, aquele abraço significava o mundo para ele. “Está tudo bem meu rapaz” O pai disse limpando as lágrimas “Pensávamos que virias acompanhado…” O pai perguntou mas ele apenas disse “Vamos entrar, há algo que preciso de vos contar” E então, como tinha combinado com Silene, ele falaria primeiro com a família sobre a filha e depois, se achasse que era bom para Luz, as chamariam.

A casa mantinha-se igual, tal e qual como Rio se lembrava, tudo era igual, até o cheiro da comida da mãe invadiu as memórias dele, mas antes, inspirou fundo e sentou-se de frente para os pais, quando se sentou, como fez tantas vezes, na mesa pequena enquanto os pais ocupavam o sofá.

“Mãe, pai” Ele disse inspirando fundo “Eu sei que a Elena já vos mostrou o email que lhe enviei” E os pais acenaram “Não posso dizer mais nada do que vou fazer, mas quero que saibam que estou disposto a fazer tudo para poder voltar para Madrid, para viver junto de vós” Ele disse e os pais sorriram ternamente, a mãe ainda chorava “Mas primeiro, há algumas coisas que eu não vos contei” Ele disse e cruzou as mãos e os pais puderam ver a aliança de ouro reluzir no dedo anelar do filho. “Isso é uma aliança?” Foi Elena que formulou a frase e Rio acenou em confirmação “Com aquela mulher…” o pai continuou mas ele olhou de forma avassaladora. “A minha esposa, casamos à cinco anos” Ele disse friamente “Ela é a minha família, como vocês, a minha esposa.”

“Mas meu filho” A mãe disse tentando encontrar as palavras mais certas “Tu ama-la? Ela faz-te feliz?” Ela perguntou genuinamente preocupada “Mamã, como nunca amei nem amarei mais ninguém” Ele disse sorrindo “Então essa moça é nossa família também” Ela disse tocando o rosto do filho “Só queria ter visto, o meu filho casar…” Ela lamentou-se mas compreendia a situação “Mãe, só assinamos um papel e trocamos alianças, foi simbólico mas muito simples.” Ele explicou-lhe.

“Vamos Aníbal, vai buscar a Silene para almoçar, já pus um prato na mesa a contar com ela.” Ela disse-lhe ainda chorando e sorrindo ao mesmo tempo “Se foi ela que tu escolheste para passar a vida toda ao teu lado, eu sei que ela é especial, e quem sou eu para julgar alguém meu filho.” Ela disse seguindo para a cozinha mas Rio fez-lhe sinal para que ela se sentasse “Mãe, há mais” Ele disse olhando os pais “Há algo que eu queria contar pessoalmente mas nem sei como começar” Ele disse inspirando fundo “Eu fui pai” Ele disse a mãe susteve a respiração e o pai olhou emocionado “Eu tenho uma filha” Ele disse-lhe e Elena foi a primeira a abraça-lo “Uma menina, eu tenho uma neta…” A mãe disse sorrindo “A menina, fala-me dela, por favor” A mãe pediu-lhe mas o pai continuou “Uma neta…”

“Sim chama-se Luz” Ele explicou sorrindo “Ela está no carro” Ele disse ternamente “Ela é a minha vida” Ele disse emocionado e continuou a explicar “Se acharem que precisam de pensar, de falarem, eu posso ir e volto quando tomarem uma decisão, mas há que tem de ficar claro, elas são a minha vida, a Silene e a Luz, as duas. Se quiserem fazer parte da nossa vida, elas estão incluídas, se não quiserem, e eu compreendo, eu também não venho, não há volta.” Ele explicou “A minha filha precisa de estabilidade e de uma família, e ela é a minha prioridade.”

“Meu filho” O pai começou “Vai buscar a tua esposa e a menina, ela é nossa neta, é claro que eu quero fazer parte da vida da nossa neta, vai buscar a menina” Ele disse-lhe em tom de ordem mas tudo o que Rio fez foi sorrir e correr para a porta. “É uma decisão sem volta” Ele alertou mas o olhar do pai foi o suficiente para ele sorrir ternamente. E assim que Silene viu Rio sair com um enorme sorriso ela sabia que tudo tinha corrido bem. “Luz, já vamos sair” Ela disse à filha e saiu do carro, ela ia dizer-lhe algo, mas a única coisa que ele fez foi beija-la, encostando-a a porta do carro, e sorrindo no beijo “Eu amo-te” Ele disse ela sorriu-lhe “A nossa filha está a ver…” Ela gesticulou abraçando-o e eles olharam Luz que já estava a ficar impaciente de estar no carro a tanto tempo. “Vamos lá minha peixinha” O pai disse-lhe abrindo a porta do carro sorrindo “Papá, porque estás a chorar?” A menina disse passando a mão no rosto do pai limpando as lágrimas do rosto dele, ele beijou-lhe o rosto apertando-a contra si. “Vamos almoçar com os vovós, sim” Ele explicou-lhe mas olhou a esposa que acenou com a cabeça, confirmando.

                “Eles querem almoçar connosco, já puseram um prato para ti” Ele disse à Silene “Está tudo bem” Ele disse sorrindo e ela seguiu-o.

                Inspirou fundo quando entraram dentro da casa da família do marido, inspirou fundo e viu pela primeira vez a família do marido.



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