História Mi luz, Mi amor - Capítulo 9


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Berlim, Denver, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Tags La Casa Da Papel, Professor, Rio, Tokio
Visualizações 24
Palavras 1.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Mais família


Rio, sempre tinha sido… peculiar. Desde de pequeno, um nerd que fazia sucesso entre as raparigas, um nerd capitão da equipa de atletismo do colégio, aluno brilhante que não tinha ido para a faculdade. Rio era diferente, desde de pequeno. E apesar de extrovertido e humorado, Rio tinha alguns segredos, um deles, era a insegurança que sempre sentia de ficar sozinha. Ele, durante muitos anos, sempre pensou que haveria de chegar um dia em que ficaria completamente sozinho, e isso o deixava apavorado. Até que a conheceu, Silene, e que soube que queria ficar ao lado dela, a vida toda, mas mesmo assim, as inseguranças dele assombraram-no sempre, primeiro discretamente, até que ela se apercebeu, e foi um processo constante até que elas deixassem de ter tanta importância e peso na vida dele, mas Rio soube de uma coisa imediatamente, assim que pegou Luz nos seus braços pela primeira vez, ele soube, nunca mais estaria sozinha na sua vida, aquele pequeno bebé, de olhos azuis, era seu, um pedaço deles. E foi a pequena Luz, que ensinou à Rio, o que era amar alguém instintivamente, o que era aprender novamente, e confiar na vida. E foi com essa esperança, que Rio contactou a irmã, a dias atrás.

(…)

Quando amanheceu, naquele dia, Tókio ainda dormia ao seu lado tranquilamente, ela absolutamente linda, e ele sempre agradeceu a Deus por poder tê-la ao seu lado. Tocou tranquilamente o rosto dela, afastando a franja dos olhos dela, ela remexeu-se mas ele apenas sorriu. Voltou a tocar-lhe o nariz, ternamente e ela foi abrindo os olhos “É cedo” Ela constatou numa voz repleta de sono.

“Pois é” Ele disse ainda olhando-a maravilhado “Eu amo-te” Ele disse simplesmente, e ela apesar de ensonada, soube que algo se passava. “E eu a ti” Ela disse e esfregou os olhos, tentando acordar “O que aconteceu Rio?”

“Eu mandei um email à Elena, a uns dias” Ele disse-lhe concentrando-se em acariciar o braço dela, sem a olhar nos olhos “Ela respondeu-me ontem, mas ainda não tive coragem de ler” Ele disse e finalmente encarou e ela percebeu “Queres que leia contigo?” Ele não respondeu apenas a beijou em sinal de confirmação. “Eu estou aqui, sempre” Ela disse-lhe sorrindo. “Eu e a Luz, eu sei que não é a tua família…” mas ele cortou logo em seguida. “A minha família, és tu e a Luz, são a minha prioridade, nunca duvides disso, nunca” Ele sublinhou “Eles são os meus pais e a Elena é a minha irmã, mas vocês, tu e a Luz, são a minha vida” Ele disse tão firmemente que ela teve vontade de chorar com as palavras dele “Eu quero muito, poder apresentar-te a eles, que possam conhecer a Luz, e que tenhamos a oportunidade, todos de sermos uma família, mas se eles não quiserem, eu não tenho mais nada a falar com eles, e não guardo ressentimentos, mas vocês, são a melhor e mais importante coisa que eu tenho na vida” Ele declarou-se a ela, e ela não pode fazer mais nada que beija-lo profundamente. “Vamos então ler o email?”

Ele assentiu e saiu da cama, vestindo os boxers, enquanto ela se sentou na cama, vestindo a camisola preta dele e ajeitando o cabelo enquanto ele ir buscar o pc para poderem ler a resposta de Elena ao email dele.

“Como tens a certeza que ela sabe que és mesmo tu, e não um impostor” Tókio perguntou-lhe quando ele se sentou na cama, ao seu lado, com o pc no colo. “Eu usei um apelido que ela odiava e só eu sabia, ela tem a certeza que sou eu” Ele declarou sorrindo, provavelmente de memórias felizes. Ele abriu o email e passou-o para ela. Tókio, começou então a ler em voz alta.

Rayo,

Cinco anos, eu esperei cinco anos por uma mensagem, carta, email, sinal de fumo até, qualquer coisa seu idiota, esperei e rezei todos os dias para que, estivesses onde estivesses, estivesse feliz e bem. E graças a deus, as minhas preces e dos pais foram ouvidas. (Devias levar um soco, por todas as vezes que chorei por ti).

Mostrei o teu email aos pais, a mãe anda a chorar há três por poder ver-te novamente mano, nós temos tantas saudades tuas, mas tantas! Lembraste de te dizer como queria ser filha única, esquece o que disse, ser filha única é a pior coisa que se pode ser, principalmente depois de se ter um irmão, por favor, fala connosco, vem cá a casa, e trás a Silene contigo, eu e os pais queremos muito conhecê-la, se é ela que te faz feliz, todos nós ficamos felizes, mano, nós só te queremos de volta, por favor. Diz alguma coisa assim que puderes, esperamos ansiosamente por notícias! Eu amo-te (mas ainda pretendo transformar o teu quarto no meu closet).

Um beijinho enorme (tão grande, como daqui até lua, ida e volta)

Da Elena e o do papa e da mama.

 

 Quando Silene acabou de ler o email, ela pode perceber que o marido estava lavado em lágrimas, ao seu lado. “Está tudo bem meu amor” Ela sorriu abraçando-o “Eu disse-te que tudo ficaria bem” Ela continuou a abraça-lo. “Podes responder a tua irmã, e combinas com ela para poderes ver os teus pais” Ela disse-lhe sorrindo “Hum?”

“Para os podermos ver” Ele reformulou a frase e ela confirmou por mais inseguranças que tivesse sobre esse encontro. “Posso marcar para amanhã?” Ele perguntou-lhe e ela sorriu em concordância… quem não iria dormir na próxima noite seria ela.

(No dia seguinte)

“A tarde, vais poder brincar com o teu tio Denver, prometo” Ela disse à filha que ainda ia contrariada com eles, conhecer a família do pai. “Luz, ouve a mamã com atenção.” Ela pediu e a menina, como sempre fazia, quando Tókio usava um tom de voz mais sério “Hoje é um dia muito importante para o papá” Ela disse e Luz franziu a sobrancelha, num gesto de concentração idêntico ao seu. “O papá, não vê a muitos anos, o papa e a mama dele. E hoje vai poder vê-los e eles vão poder conhecer-te, e isso é muito importante para o papá” Ela explicou o melhor que conseguiu a filha que acenou, sorrindo “Por isso, tens de te portar bem e ser paciente, e eu prometo, que logo, logo vais poder brincar com o tio Denver e a tia Nairobi, sim” Ela disse a filha que confirmou “E com o titio Helsinque?” A menina perguntou e Tókio sorriu apertando o casaco de malha branco que a menina vestia em cima das camisa também branca e de uma saia de ganga. “E com o titio Helsinque também, prometo que hoje ainda te deixo brincar com eles todos na piscina” Ela disse sorrindo e os olhos de Luz brilharam tanto que nem uma placa néon.

“Mamã” Ela disse séria, já quando Tókio estava a sair do quarto da menina “Sim Luz?”

“Porque é que o papá do papá não falava com ele” Ela perguntou triste “De onde sabes isso Luz?” A mãe perguntou, tentando não mostrar que não estava gostando da conversa.

“Papá, ele disse ao titio Denver” Ela disse triste “Eu ouvi” o semblante da menina, normalmente era risonho e feliz, mas naquele momento toda a empatia que a menina sentia pelo sofrimento do pai estava espelhada no seu rosto “Ele não gosta mais do papá?”

“Não é isso Luz” Ela disse pegando a filha e sentando-se com ela no colo “O papá, fez uma coisa que o vovô não gostou, uma coisa grave, e eles zangaram-se” Ela tentou explicar. “Mas não deixaram de gostar um do outro” Ela explicou “Por isso é que o dia de hoje é tão importante, para que o papá e o vovô façam as pazes” Ela disse a filha “Não fiques triste, é um dia feliz.” Ela tentou animar a filha, mas a pergunta que Luz fez a seguir fez o coração dela saltar um segundo “Tu e o papá vão sempre ficar comigo, não é?”

Ela beijou a testa da filha e embalou-a nos braços “No teu coração, meu amor, para sempre” Ela disse e Luz não perceber a voz embargada da mãe, aquele assalto tinha de correr bem, porque agora ela tinha muito a perder.



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