História Mi otra mitad - Capítulo 56


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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nina
Tags Balsano, Karol, Luna, Matteo, Ruggero, Sou Luna, Valente
Visualizações 190
Palavras 1.259
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - C I N Q U E N T A E S E I S


Guardei a caixa de ferramentas e a de primeiro socorros e voltei para o balcão.
— O que andou aprontando? — ouvi a voz do meu irmão e o olhei. Ele estava sentado em um dos bancos ao lado de Simon. Passei a mão que não estava machucada pelo cabelo e fui na direção deles.
— Está falando disso? — levantei a mão machucada e ele assentiu. — Eu estava arrumando um dos freezers. — dei de ombros e peguei uma cerveja para cada um deles.
— Não sabia que estava contratando mulheres. — Simon disse e apontou para Fernanda.
— Eu conheço essa aí. — Gaston franziu as sobrancelhas enquanto abria sua garrafa. — É a maluca que brigava com as clientes. — ele disse e voltou a me olhar.
— Ela mesma. — peguei um dos bancos e me sentei de frente para eles.
— Por quê contratou ela de novo? — meu irmão perguntou e eu apoiei o cotovelo no balcão, passando a mão pelo meu rosto.
— Eu precisava de funcionários, mas provavelmente ela não vai ficar. — falei e ele bebeu um pouco da sua cerveja.
— A Luna sabe disso? — Simon perguntou e eu neguei com a cabeça.
— Não. — fechei os olhos e estalei a língua nos dentes. — Luna e eu não nos falamos desde ontem. — falei, abrindo os olhos. Simon passou a mão pela barba e Gaston negou com a cabeça.
— Deixe-me adivinhar, — ele colocou a garrafa no balcão e dobrou as mangas da sua camisa social. — Luna viu você e a maluca? — ele perguntou e eu assenti.
— Ela sabe. — Simon disse e riu pelo nariz.
— O que estão querendo dizer? — perguntei, sem paciência.
— Que mulheres tem uma coisa chamada sexto sentido. — Gaston disse, pegando sua garrafa. — Elas percebem as coisas, meu caro irmão. — ele bebeu mais um pouco da sua cerveja. — A Nina tem dessas coisas, eu sempre acho que ela está exagerando mas no fundo ela sempre está certa. — ele disse.
Desde que Nina e ele voltaram, meu irmão mudou a olhos vistos, ele tem arrumado mais tempo, não só para sua mulher, mas também pra gente.
— Sua irmã é do mesmo jeito. — Simon disse e bebeu mais um pouco da sua cerveja.
— A Luna não precisa disso, ela sabe que eu sou dela, eu não consigo olhar pra outra mulher do mesmo jeito que eu olho pra ela. — falei e Gaston revirou os olhos.
-⠀⠀ ⠀⠀
— Isso é bonito na teoria, maninho. — ele disse e coçou a testa. — Vocês moram juntos mas não tem um rótulo nesse relacionamento. — ele gesticulou e eu franzi as sobrancelhas.
— Eu vou pedí-la em namoro no final de semana. — falei e Simon negou com a cabeça.
— Depois de dois meses morando juntos? — meu amigo perguntou e eu suspirei.
— A Luna é romântica, cara, ela gosta de clichês. — Gaston começou a falar. — Você nunca a levou para um encontro, não a pediu em namoro, contratou sua ex pirada e a deixou passar vinte e quatro horas sem falar com você. — não sei em que momento virou um conselheiro amoroso, tudo o que eu sabia é que suas palavras me deixaram péssimo.
Passei a mão pelo cabelo, frustrado comigo mesmo.
Eu realmente nunca havia levado Luna em um encontro, nunca saíamos sozinhos e eu não podia considerar as vezes que bebemos algumas cervejas em uma das mesas do Pub como um encontro.
Quando eu conheci Luna, eu disse que não iria deixar nenhum idiota se aproximar dela, mas eu acabei me tornando um desses idiotas.
— Conserta isso se não quiser perdê-la. — Simon disse e eu suspirei mais um vez.
— Você é o Gaston de alguns meses atrás. — meu irmão disse rindo e foi impossível não rir também.
Apesar de estar conversando com eles, minha cabeça estava em Luna. Eu queria fechar logo e subir para resolver tudo.
Faltava pouco para o Pub fechar quando eles dois foram embora, para a minha sorte o movimento estava grande e Fernanda não chegou perto de mim pelo resto da noite.
Depois de levar o lanche de Jorge, eu apaguei tudo e subi, torcendo para que Luna estivesse acordada.
Quando eu abri a porta da nossa casa, a luz da cozinha estava acesa e para a minha surpresa, Luna dormia no sofá.
— Amor. — a chamei e ela não se mexeu. Ignorei o pequeno aperto no meu peito quando eu vi seu travesseiro e seu lençol.
Luna não tinha tentado me esperar acordada, ela não queria dormir na nossa cama.
— Não. — ela murmurou, sonolenta quando eu a peguei no colo.
— Eu não vou te deixar dormir aqui. — falei a levando para o quarto.
Luna ficou em silêncio e quando eu a coloquei na cama, ela apenas virou para o outro lado e se enrolou, voltando a dormir.
-
• Luna narrando •
Senti o cheiro de café e abri um dos olhos, pisquei várias vezes antes de abrir os dois. Me estiquei na cama e olhei no relógio que ficava no criado mudo. Ainda faltavam trinta minutos para o meu despertador tocar.
Sentei na cama e estranhei o fato de Matteo não estar lá. Me levantei e fui até o banheiro.
Lembro vagamente de Matteo me trazendo para o quarto, eu ia dormir no sofá. Minha paciência estava pequena graças a minha TPM e tudo o que eu menos queria era ouvir ele dizendo que eu não precisa sentir ciúmes já que ele não olhava para nenhuma outra garota.
Enrolei a toalha no meu corpo e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo.
Arqueei uma das sobrancelhas quando saí do banheiro e olhei na direção da nossa cama, havia uma bandeja marrom com duas xícaras de café, dois croissants, algumas fatias de bolo e um pequeno vaso com uma gerbera rosa nele.
— Oi. — Matteo disse e eu o olhei. Torci a boca e mordi o cantinho do lábio o encarando.
— Oi. — falei e ele passou a mão pela nuca. Controlei minha vontade de perguntar o que houve com a sua mão.
— Bom dia. — ele disse e eu suspirei, apoiando meu braço na porta do banheiro.
Era normal eu estar com tanta saudade dele? Foram pouco mais de vinte e quatro horas sem nos falar, mas parecia uma eternidade.
— Bom dia. — falei e ele apontou para a cama.
— Fiz café pra gente. — ele disse e eu quis sorrir. Era uma merda estar apaixonada.
Assenti, arqueando novamente uma das sobrancelhas. Ele deu um passo na minha direção e eu não recuei.
— Legal. — dei de ombros e ele torceu a boca, passando uma das mãos pelo seu cabelo.
Suspirei e fui na direção do guarda-roupa, quando ele segurou meu braço e me puxou para junto do seu corpo.
— Senti sua falta, Luna. — ele sussurrou e sem que eu esperasse, seus braços meu envolveram em um abraço.
Tudo o que eu queria fazer era retribuir.
Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço, enquanto suas mãos apertavam minha cintura com mais força.
— Eu também senti a sua. — admiti e senti meus olhos marejarem.
— Me desculpa. — ele disse se afastando. — Por ter sido um péssimo namorado. — ele disse e eu dei um sorriso de lado, negando com a cabeça.
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