História Mi otra mitad - Capítulo 58


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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nina
Tags Balsano, Karol, Luna, Matteo, Ruggero, Sou Luna, Valente
Visualizações 189
Palavras 1.255
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 58 - C I N Q U E N T A E O I T O


• Matteo narrando •
Fechei os botões da camisa branca que Luna havia me dado e passei a mão pelo cabelo.
Eu queria sair com ela hoje à noite e por isso precisava adiantar algumas coisas no Pub. Eu não iria ficar longe tantas horas como eu gostaria, mas deixaria o bar na mão dos dois funcionários mais antigos.
— Boa noite, chefe. — ouvi uma voz feminina e levantei a cabeça.
— Boa noite, Fernanda. — eu iria conversar com ela no final da noite, para dizer que não precisava mais vir.
Eu não queria que Luna se sentisse insegura e hoje durante o dia, eu me coloquei no lugar dela. Tenho que admitir que se fosse ao contrário e algum cara que ela já ficou, estivesse trabalhando com ela, eu com certeza não teria a mesma paciência que ela está tendo.
— Está quebrada? — Fernanda perguntou forçando a torneira da máquina de cerveja.
— Não é as... — comecei a falar, mas não consegui terminar.
A torneira quebrou e o resultado foi cerveja para todos os lados do balcão.
Fernanda tentou cobrir com as mãos, a mangueira que jorrava cerveja e acabou ficando mais molhada que eu.
Coloquei o meu braço na frente do meu rosto, evitando que a cerveja caisse nos meus olhos e desliguei a chave da máquina, fazendo a cerveja parar de jorrar aos poucos.
— Droga. — murmurei ao ver a camisa que Luna tinha me dado, encharcada.
Sem pensar muito a tirei e a coloquei no balcão, torcendo para ela não ficasse manchada.
Quando me virei na direção de Fernanda, franzi as sobrancelhas ao vê-la sem a blusa, apenas de sutiã e calça jeans.
— O que você est... — comecei a falar mas ela me interrompeu, dando um passo na minha direção e juntando nossas bocas.
Segurei em seus braços com força para afastá-la e ouvi a porta da frente abrir.
Me afastei bruscamente e quando olhei na direção da porta vi Luna me encarando boquiaberta e com os olhos marejados.
Eu não consigo descrever o que eu senti. No fundo todos os que me alertaram de Fernanda estavam certos e agora eu corria o risco de perder a mulher da minha vida por ter sido um idiota.
— Não. — sussurrei e neguei com a cabeça, sentindo meu coração ficar apertado. — Luna, não é nada disso. — falei e as primeiras lágrimas rolaram pelas suas bochechas.
-
• Luna narrando •
Eu estava frustrada, com raiva e decepcionada. No fundo eu sabia que estava tudo bom demais para ser verdade.
Minhas pernas pareciam não responder aos meus comandos, eu queria fugir daqui, queria sumir, queria ficar o mais longe possível de Matteo.
— Luna, por favor, me ouve. Não é nada disso que você está pensando. — ele deu a volta do balcão enquanto eu sentia as lágrimas molharem o meu rosto.
— Não se aproxime de mim. — pedi e meu corpo finalmente reagiu. Saí do Pub correndo, enquanto mais lágrimas rolavam e ouvi os passos de Matteo atrás de mim.
— Você entendeu tudo errado. — ele segurou meu braço e eu o puxei, me virando na sua direção.
Ergui uma das mãos para bater nele, mas parei com minha mão no ar. Eu não conseguiria fazer isso.
— Você mentiu pra mim! — gritei. Para a minha sorte, a rua estava vazia.
— Não, Luna. — ele tentou segurar meu braço mas eu não deixei. — Eu juro que não. — ver seus olhos marejarem fez meu coração doer.
— Me deixa em paz. — pedi e fui na direção do meu carro.
— Fica aqui, eu saio. Você não pode sair dirigindo nesse estado, se alguma coisa acontecer com voc... — ele começou a falar mas eu o interrompi.
— Vai ser um favor se alguma coisa me acontecer! Um favor para a irmã que me odeia, um favor para o pai que me abandonou e um favor para o imbecil que dizia estar apaixonado por mim e na primeira oportunidade que teve, me traiu. — ele negou com a cabeça e eu vi as primeiras lágrimas rolarem pelas suas bochechas.
Entrei no carro e Matteo abriu o braços, ficando na minha frente.
— Luna, me escuta! — ele gritou e eu neguei com a cabeça, dando ré.
Eu só queria sumir.
Acelerei com o carro e segui pelas ruas sem saber direito para onde ir, com certeza Matteo me procuraria na casa de Nico.
As lágrimas molhavam meu rosto e eu só queria que a dor passasse.
Depois de alguns minutos dirigindo, eu sabia que estava muito longe do Pub.
Passei o dorso da mão pelos olhos, limpando algumas lágrimas e quando os abri vi um caminhão perto demais.
Tentei frear quando ouvi o motorista buzinar, mas não deu tempo.
A dor de ver Matteo com outra ficou pequena, se comparada a dor que eu senti na cabeça antes de apagar.
-
• Matteo narrando •
Encarei Luna acelerar com o carro e subi as duas mãos para o meu cabelo, o puxando.
Corri de volta para o Pub e dei a volta no balcão. Peguei a camisa suja de cerveja e a chave do meu carro.
— Você. — apontei o dedo na direção de Fernanda, sentindo o ódio me consumir. — Vá embora e não apareça mais. — ela abaixou a cabeça e assentiu, pegando sua blusa e saindo do Pub.
Tranquei tudo e entrei no meu carro, indo na direção da casa de Nico. É óbvio que Luna iria pra lá.
Soquei o volante com força lembrando da sua reação.
Como eu pude deixar essa situação ir tão longe?
Eu não devia ter contratado a Fernansa, eu devia ter pedido minha Luna em namoro quando eu tive a chance, eu devia ter cuidado dela direito.
Passei uma das mãos pelos olhos acelerando um pouco mais. Dane-se que eu ia levar algumas multas, tudo o que eu queria era a minha Luna do meu lado.
Depois de alguns minutos dirigindo, estacionei em frente ao apartamento de Nico e subi.
Toquei a campainha várias vezes, torcendo para que Luna me deixasse explicar.
— Cadê a Luna? — perguntei assim que Nico abriu a porta.
— Ela foi pra casa. — ele disse como se fosse óbvio.
— Não, Nico. — falei e ele franziu as sobrancelhas. — Me deixa falar com ela, por favor. — ele negou com a cabeça e eu passei uma das mãos pelo cabelo, sentindo mais lágrimas rolarem.
— O que aconteceu, Matteo? — ele perguntou sério.
— Luna e eu... — hesitei ao falar. — Ela viu uma garota me beijando. — gesticulei e ele arregalou os olhos, negando com a cabeça. — Nico, não é nada disso. — me apressei em explicar. — Ela entendeu tudo errado, eu nunca a trairia. — fui sincero e ele colocou uma das mãos na boca. — Ela saiu com o carro e... merda! Eu pedi pra ela ficar. — apoiei minha testa na parede ao lado da porta enquanto as lágrimas molhavam o meu rosto.
— Droga. — ele murmurou e entrou no apartamento, voltando com seu celular na mão.
— Nico, se algo acontecer com ela eu nunca vou me perdoar. — falei e ele tirou seu óculos, passando a mão pelo rosto.
— A Luna é como uma irmã pra mim, então se algo acontecer com ela eu também não vou te perdoar. — ele disse e foi na direção das escadas.
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