História Mi otra mitad - Capítulo 59


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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nina
Tags Balsano, Karol, Luna, Matteo, Ruggero, Sou Luna, Valente
Visualizações 487
Palavras 1.279
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 59 - C I N Q U E N T A E N O V E


• Luna narrando •
— Você vai ficar em observação por algumas horas. — a médica disse enquanto um dos enfermeiros fazia um curativo na minha testa. — Por sorte o airbag do seu carro funcionou. — suspirei, assentindo devagar.
A porta do meu quarto foi aberta e eu segurei minha vontade de chorar ao ver minha mãe passar ela. Ela tinha os olhos vermelhos e o coque que eu estava acostumada a ver em seus cabelos, estava totalmente bagunçado.
— Filha. — ela sussurrou e veio na minha direção. Fechei os olhos quando senti uma fisgada na testa.
— Desculpe. — o enfermeiro sussurrou quando eu abri os olhos e as lágrimas começaram a rolar.
Não foi a fisgada na testa que me fez chorar.
— O que aconteceu? — minha mãe perguntou e segurou minha mão.
Eu estava sentada na maca, mesmo com todas as recomendações da médica para que eu ficasse deitada. Eu sentia apenas uma dor fraca na cabeça e também a dor no braço direito, cada vez que eu tentava movimentá-lo.
— Sua filha sofreu um acidente. Ela chegou aqui inconsciente e acordou faz poucos minutos, já fizemos algumas tomografias e fora o pequeno corte na testa e o braço quebrado, não houve sequelas graves. — minha mãe assentiu, apertando minha mão. — Vou deixar vocês a sós, mas se sentir alguma coisa me chame. — a médica disse e tanto eu quanto minha mãe, assentimos.
— Como soube? — perguntei a minha mãe.
— O hospital me ligou, meu número estava salvo no contato de emergência do seu plano. — assenti e ela colocou uma das mãos no meu rosto. — O que houve? — ela perguntou e mais lágrimas vieram à tona.
— O Matteo. — soltei um soluço. — Nós brigamos. — outro soluço. — Ele disse para eu não sair com o carro. — minha voz saía mais fina que o normal. — Eu nem consigo odiá-lo. — falei por fim e ela me abraçou, me fazendo chorar ainda mais.
— Vai ficar tudo bem. — ela disse.
— Não vai. — murmurei enquanto ela me abraçava. — Eu só queria que essa dor passasse. — não era da dor no braço que eu estava falando.
— Tem uma pessoa aí fora querendo te ver. — minha mãe disse.
— Se for o Matteo eu não quero vê-lo. — fui firme nas minhas palavras e ela negou com a cabeça.
— Não é ele. — ela apontou para a porta.
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• Matteo narrando •
Faziam algumas horas que Nico e eu estávamos no carro, a procura de Luna. Ele dirigia enquanto eu tentava, inutilmente, ligar para o seu telefone.
Já tinhamos ido em vários lugares e nenhum sinal dela, até na casa da mãe dela nós fomos e não tivemos sucesso algum.
— Tenta ligar do meu de novo. — Nico disse e eu assenti, pegando seu telefone.
Eu já estava pronto para deixar mais um recado na caixa postal quando ela atendeu.
— Luna, graças a Deus. — murmurei sentindo um alívio enorme no peito.
— Aqui é a Monica. — ouvi a voz da mãe de Luna do outro lado da linha e franzi as sobrancelhas.
— Cadê a Luna? Por favor, eu preciso falar com ela. — pedi enquanto Nico parava o carro no acostamento.
— Eu preciso falar com o Nico. — ela disse e eu coloquei no viva-voz antes de entregar o celular a ele.
Eu sabia que por mais que eu insistisse, ela não queria falar comigo agora.
— Oi, Monica. — Nico disse, pegando o celular.
— Nico a minha filha está no hospital. — suas palavras fizeram todo o meu corpo gelar. Foi como se o meu coração tivesse parado de bater por alguns segundos e voltasse a bater ainda mais rápido.
— O quê? — ele perguntou e eu engoli o nó que se formou na minha garganta, sem conseguir controlar as novas lágrimas que caíram.
— Ela sofreu um acidente de carro e está em observação. — tirei o cinto e apoiei os cotovelos nas pernas, abaixando a cabeça.
Foi culpa minha, foi tudo culpa minha.
— E como ela está? Me fala! — pelo tom de voz dele, eu sabia que paciência era a última coisa que ele teria agora.
— Ela quebrou um dos braços e precisou levar alguns pontos na testa, ela está no quarto e quando ela receber alta, vou levá-la para casa. — neguei com a cabeça, subindo minhas mãos para os meus cabelos.
— Eu estou indo pro hospital. — ele disse e eu o olhei. Nico encarava a rua e em momento algum me olhou.
— Ela não quer vê-lo. — ela disse e meu coração ficou apertado. — Eu não sei o que aconteceu, mas o Matteo é a última pessoa que ela quer ver agora, então seria melhor se você viesse sozinho. — neguei várias vezes com a cabeça e Nico fechou os olhos.
— Eu entendo. — ele disse abrindo os olhos.
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Me surpreendi ao ver uma lágrima rolando pela sua bochecha.
— Não se preocupe. — fiz menção de colocar a mão em seu ombro, mas ele ergueu uma das suas, me fazendo recuar.
Fechei os olhos e neguei com a cabeça quando ele desligou a ligação.
Luna devia ter me escutado, ela devia ter ficado em casa.
Eu devia ter insistido mais, devia tê-la impedido de sair com o carro.
Agora minha Luna está em um hospital e a culpa é toda minha.
— Eu vou te levar de volta para o Pub. — Nico disse depois de alguns segundos de silêncio.
— Não, eu vou para o hospital. — fui firme nas minhas palavras e Nico apertou o volante com um pouco mais de força. Ele não desviou seus olhos do painel do carro por um segundos sequer. — A Luna precisa me ouvir, eu não a traí, foi tudo um mal entendido, se ela me ouvir ela vai saber. — falei e ele negou com a cabeça.
— E eu achando que ela estava exagerando. — ele disse e eu franzi as sobrancelhas. — Eu disse pra ela que o ciúme dela... não tinha motivo. — sua voz saiu entrecortada e mais lágrimas começaram a rolar pelas suas bochechas.
— Nico, eu a amo. — sussurrei e ele negou novamente com a cabeça.
— Quem ama não faz o que você fez. — ele disse e ligou o carro.
— Eu não vou ficar longe dela! — gritei sem paciência.
Ele ficou em silêncio e continuou dirigindo.
— Eu não vou para o Pub, eu preciso ficar com a Nico. — falei e ele parou novamente o carro, fechando os olhos e soltando um suspiro.
— Eu te considero muito, mas eu prezo a felicidade da Luma, então você precisa aceitar que o melhor pra ela agora é ficar longe de você. Ela não vai querer te ouvir, ela não vai querer te ver, ela não vai aceitar seu pedido de desculpas e ela não vai voltar para a sua casa. — ele me olhou e mais lágrimas caíram. — A Luna viu você beijando outra garota, ela já estava insegura com esse relacionamento e agora minha amiga está em um hospital. — solucei em meio as lágrimas e ele finalmente me olhou. — Quando ela quiser ver você, ela vai te procurar. — neguei com a cabeça.
— E se ela não quiser mais me ver? — perguntei e ele negou com a cabeça.
— Você a conhece, sabe que ela não odeia ninguém. — ele falou, dando um sorriso de lado.
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