História Mi otra mitad - Capítulo 63


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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo Balsano, Miguel, Monica, Nina
Tags Balsano, Karol, Luna, Matteo, Ruggero, Sou Luna, Valente
Visualizações 388
Palavras 1.268
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 63 - S E S S E N T A E T R E S


• Matteo narrando •
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● Sete dias longe da Luna ● ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Terminei de secar o meu cabelo e joguei a toalha em cima da cama. Passei a mão pela barba e fui até o meu guarda-roupa pegando uma cueca e uma calça.
Minha rotina nos últimos dias se resumia em focar toda a minha atenção no Pub. Eu o abria mais cedo e o fechava mais tarde, eu não saí para jantar com os meus irmãos, não fui ao jogo com Simon e também não fui almoçar com a minha mãe como ela pediu.
Vesti a camisa e passei a mão pelo cabelo, fechando o guarda-roupa e olhando na direção da cama.
"— Matteo, você vai mesmo deixar a toalha molhada em cima da cama? — Luna perguntou cruzando os braços.
Será que ela ficaria brava se eu dissesse que adorava quando ela cruzava os braços quando brigava comigo? Isso só ressaltava ainda mais os seus seios.
— Desculpa. — pedi fazendo bico e ela semicerrou os olhos na minha direção. Peguei a toalha e a coloquei pendurada na porta do banheiro.
— A pior parte é que você sempre joga do meu lado na cama. — ela descruzou os braços e eu ri, dando alguns passos na sua direção.
— Adoro saber que você tem um lado na cama. — falei e ela sorriu enquanto suas bochechas coravam. Subi minhas mãos pelos seus braços e ela mordeu o lábio inferior.
Era possível amar uma pessoa reclamando da toalha molhada em cima da cama?"
Suspirei, passando uma das mãos pelo rosto e peguei a toalha em cima da cama, a colocando no box do banheiro.
Assim que abri a porta do meu quarto, ouvi a porta da sala ser aberta.
— Já acordou? — minha mãe perguntou e olhou o relógio em seu pulso.
Estar acordado antes do meio dia para ela, era um grande avanço.
— Quero arrumar o depósito do Pub. — dei de ombros indo na sua direção. Abri os braços e ela deu um sorriso de lado antes de me abraçar.
— Você anda trabalhando demais. — ela disse se afastando.
— Preciso me manter ocupado. — murmurei e ela torceu a boca. Passei a mão pela nuca quando ela foi até a cozinha.
— Como você está? — Dona Cristina perguntou depois de alguns minutos.
Era engraçada a forma que minha mãe e minha irmã tinham receio de me perguntar isso.
Eu sabia que elas continuavam falando com Luna e isso me deixava feliz.
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Mesmo fazendo as pazes com Monica, eu ainda queria que pessoas que fizessem bem para a minha Luna ficassem perto dela.
— Estou levando. — dei de ombros novamente e ela torceu a boca, assentindo.
Faziam sete dias que eu não falava com a Luna.
Sete dias sem ouvir sua voz.
Sete dias sem sentir o seu cheiro.
Sete dias sem beijá-la.
Eu não podia dizer que havia passado sete dias sem vê-la, já que durante todas as noites eu fui até a clínica na hora que ela saía, apenas para saber como ela estava.
Eu não descia do carro e ela provavelmente não me via, eu só precisava vê-la mesmo que de longe.
Uma parte de mim sabia que Luna não estava feliz. Eu conhecia cada expressão dela e durante esses sete dias eu não vi o sorriso que eu tanto amava ver em seu rosto.
— Você anda arrumando a casa? — minha mãe mudou de assunto e eu franzi as sobrancelhas. — Está tudo tão arrumado que eu quase não tenho o que fazer aqui. — ela franziu o nariz e eu dei um sorriso de lado.
— Está tudo do jeito que a Luna deixou. — falei e fechei os olhos aos sentí-los marejados.
— Você sente falta dela, não é? — minha mãe perguntou e eu abri os olhos, assentindo.
— Nesses últimos dias eu percebi que posso viver sem ela. — falei e minha mãe deu a volta no balcão da cozinha, ficando na minha frente. — Mas eu não quero. — ela sorriu e suspirou.
— Apesar de tudo, você é a coisa mais linda desse mundo quando está apaixonado e eu não acredito que estou viva para ver isso. — ela apertou minha bochecha e eu neguei com a cabeça, rindo. — Ela também sente sua falta. — ela disse e eu tombei a cabeça pro lado.
— Andou falando de mim pra ela? — perguntei e suas bochechas coraram.
— Na verdade ela perguntou. — minha mãe deu de ombros e eu franzi as sobrancelhas. — Ela também não está feliz, mas vocês são tão complicados. — ela negou com a cabeça e abaixou o olhar. — Na minha época era bem mais fácil, eu e seu pai costumávamos resolver nossos problemas juntos. — ela levantou a cabeça e gesticulou. — Imagine só, deixar um homem como ele solteiro. — ela franziu o nariz e eu ri. — Eu agarrei aquele homem e não larguei mais. — ela arrebitou o nariz e eu me aproximei, beijando sua testa.
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— E ele também deu sorte, a senhora é um mulherão. — falei e ela assentiu, arrebitando o nariz.
Minha mãe anda passando tempo demais com Nico e Ambar.
— Eu sei, e a Luna também é um mulherão, não deixe outro agarrá-la. — ela disse e foi para a cozinha.
Pensar em Luna com outro cara, ainda me deixava com raiva. Eu a amava e ninguém consegue imaginar a pessoa que ama com outra e sorrir, dizendo que está tudo bem.
Eu não sabia exatamente de quanto tempo Luna precisava, tudo o que eu sabia era que até que ela diga que não me quer mais, eu não vou desistir dela.
Dois dias depois do acidente dela, Nico veio até o Pub se desculpar. Ele disse que não devia ter ficado entre nós dois e que ainda me considerava o boy magia dela.
Eu me achava um pouco ridículo por ligar pra ele todas as noites nos últimos dias, só para saber como foi o dia dela. Nico era a pessoa mais próxima que Luna tinha e para a minha sorte, nós dois nos dávamos bem, então toda e qualquer forma de ter informações da mulher que eu amo era válida.
Desci para o Pub enquanto minha mãe arrumava a cozinha.
Eu não menti quando disse que nunca mais ia olhar para o balcão do mesmo jeito de antes, desde a primeira vez que Luna e eu transamos aqui.
Fazia pouco mais de uma semana que eu estava sem sexo, e mesmo com algumas clientes aparecendo e me chamando para ir ao banheiro do Pub, eu não sentia vontade.
A única vez durante esses dias que eu me peguei conversando com uma mulher enquanto ela flertava comigo, eu fiquei comparando seus traços e sua personalidade as da minha Luna.
Senti meu celular vibrar no bolso da calça e me sentei em uma das cadeiras, abrindo o aplicativo de mensagens.
"É ou não é a madrinha mais linda que você já viu? 💙" Dizia a mensagem da minha irmã.
Sorri quando abri a foto que veio em seguida.
Luna usava um vestido azul claro e seu cabelo estava preso. Não havia maquiagem nenhuma em seu rosto e mesmo assim, minha Luna era a mulher mais linda que eu já havia visto.
"Minha gravata ser azul clara não foi uma coincidência 💙" Digitei e enviei, sorrindo e negando com a cabeça.
Eu sabia que devia ter algum motivo para Ambar ter insistido tanto em uma cor de gravata.
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