História Michael Jackson e Lisa Presley - Depois do Fim (Jacksley) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Lisa Marie Presley, Michael Jackson
Personagens Lisa Marie Presley, Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Jacksley, Lisa Marie Presley, Michael Jackson
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Palavras 6.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meninas!

Estou bastante envergonhada por ter atrasado quase 3 meses para atualizar a fic, me perdoem.

Espero que gostem, ta ENORME, não esqueçam de comentar.

♥ BOA LEITURA ♥

Capítulo 8 - Você ainda me ama?


Dezembro de 1997

-Você deixou recado na secretária para ele? - Amy perguntava aflita vendo a aflição da amiga.

-Eu não falei nada, apenas que precisava falar urgente com ele.

-Como você deixou isso acontecer? Mas tem certeza que é gravidez?

-Minha menstruação nunca atrasa…. E ele é uma força imensa sob mim, eu nem consigo pensar direito quando estou perto dele… - Ela fala resmungando.

-Me conta o que aconteceu… - Amy queria distraí-la, pelo menos até o telefone tocar.

Lisa ajeitou-se na cadeira com um ar triste e cansado, secou as lágrimas e começou:

 

“Fomos para Londres em julho, eu estava bem relutante se ia ou não, eu sabia que ia acontecer essa merda, porque ele é praticamente dono do meu corpo, ele faz o que quer comigo, e creio que ele se sinta um pouco assim também, porque ele sempre se rende a mim também. Em Londres foi uma loucura, tivemos um aquece no armário das vassouras! - Ela riu e colocou a mão no rosto. - Nós nos divertimos muito com isso, e depois houve sexo e mais sexo! Na África não foi diferente, ele foi até meu quarto como um selvagem, bebendo vodka e com a camiseta já desabotoada, ele me pegou no corredor mesmo, eu não resisti, nunca resisto, fomos para o quarto e lá continuou, ele até pediu para eu ir buscar a camisinha, mas eu burra não fui, estava tão bom, você sabe…. Depois disso, fomos jantar a luz de velas, foi super romântico e excitante, fomos ao cinema, onde começou as passadas de mãos, ele falava em meu ouvido, me provocando o tempo todo, até que disse para sairmos dali de uma vez, fizemos sexo na limusine, sim, fizemos, estávamos tão excitados que não podíamos nem esperar chegar ao hotel. Depois fomos ao terraço, ficamos lá por horas conversando e vendo as estrelas, ele sempre foi um cara carinhoso e eu nunca me senti tão envolvida a alguém como ele me envolveu. O corpo dele parece pequeno e frágil, mas ele é muito forte e o que mais amo é o seu maxilar e suas mãos grandes. O mais difícil Amy, é que eu não conseguia sair de perto dele, fizemos sexo umas 3 vezes naquele dia, sendo que apenas a primeira foi sem camisinha. Ele sabia que eu não poderia ter filhos naquele momento, e por eu ter passado por abortos, achei que não engravidaria novamente, eu preciso muito dele e do apoio dele para saber o que fazer! Nos dias seguintes na África, fomos nadar, andamos de jet ski, voamos de paraquedas, brincamos muito com as crianças, andamos de cart, de tirolesa…. foi literalmente férias, a gente não brigou, nem uma briguinha sequer, eu estava bem pela primeira vez desde o divórcio. Quando voltamos para a américa, eu fui para um lado, e ele para o outro, nos falamos por telefone algumas vezes na madrugada, o único horário que ele pode, mas estou desde ontem tentando e nada.”

-Uau. - Amy deu um suspiro com os olhos arregalados. - Você poderia escrever um livro, porque é muita história!

-Não seja ridícula…. Eu sei que ele está ocupado, ele é um cara ocupado, não está me ignorando, eu sei disso, mas eu estou surtando! - Ela mudou de assunto.

-Acalme-se, você fez teste de farmácia?

-Não, eu não tive coragem… - Lisa fala mordendo o lábio.

-Eu vou comprar uns agora, mas amanhã vamos ao médico, ele ligando ou não! - Disse Amy levantando e pegando a bolsa. Antes de sair deu um beijo na cabeça da amiga e disse que já voltava.

 

[...]

 

-Não Robin, isso não pode ficar aí! - Dizia gentilmente Michael balançando Prince num carrinho de bebê.

Os móveis novos do quarto do bebê haviam chegado e eles estavam há 4 dias montando tudo para a chegada do novo bebê que Debbie carregava. Michael exigia que tudo ficasse perfeito. Sua atenção se virou para um funcionário trazendo uma caixa gigante no ombro.

-Eu acho que chegaram os brinquedos! - Disse Norma.

-Estou tão ansioso para montar tudo! - Michael falou sorrindo e conferindo se Prince dormia.

O homem de estatura média soltou a caixa no meio do quarto, Michael e Norma correram até para verificar.

Tinha muitos brinquedos ali, de carros a bonecas e ele havia escolhido  cada um pessoalmente!

O quarto seria dividido entre os dois, Michael ainda não sabia o sexo do bebê, mas ele havia comprado um pouco de cada coisa, não via problema de um menino brincar com boneca, se assim desejasse. Porém ele desejava que fosse uma menina, no fundo ele sentia que era uma. A maioria das coisas eram ursos de pelúcia, tinha algumas bonecas, carros, trens, e muitos jogos de tabuleiro que demoraria uns anos até que eles pudessem jogar.

Um barulho de salto alto se aproximava do quarto, mas Michael precisava de mais para chamar sua atenção, afinal, estava no meio de muitos brinquedos.

-Michael! Michael!! - Yvone ergueu a voz tendo atenção dele e da babá.

-Diga Yvone! - Ele não concentra a sua atenção nela, olhando novamente para os ursos.

-Tem uma moça no telefone, e Lisa já ligou umas 100 vezes de ontem para hoje.

-Uma moça? Que moça? - Perguntou sem olhar para ela.

-Melhor amiga da Lisa, disse que é urgente.

-Amy? - Michael finalmente parou de fazer o que fazia e olhou para Yvone.

-Parece que sim.

-Me de o telefone. Falando nisso, porque não me passou os recados da Lisa? - Perguntou com a testa franzida.

-Estive ocupada. - Ela deu de ombros.

Michael pegou o telefone olhando de cara feia para ela, afinal, todas ligações passavam primeiro por ela.

-Amy?

-Michael! Graças a Deus!

-Aconteceu algo? Lisa está bem?

-Não, quer dizer, sim! - Ela se enrolou. - Bem, Ligue urgente para ela.

-O que houve Amy, me diga o que terei que encarar! Porque até onde sei, estamos mais do que bem. - Perguntou meio que rindo achando ser ciúmes ou algo do tipo.

-Com todo respeito Michael… Não é piada, para ter noção, nesse exato momento estou na farmácia comprando testes de gravidez, e não são pra mim! - Falou de uma vez.

A ligação ficou muda, Michael engoliu a seco e seu olhar ficou fixo na parede.

-Michael…?

-Oi… - Disse abalado.

-LIGA PRA ELA! - Amy ergueu a voz inevitavelmente.

Com o telefone na orelha, ele ouvia o “tutututu”, entregou o telefone para Norma e saiu do meio de toda aquela bagunça um tanto desnorteado. Pelo corredor só conseguia ouvir a voz de sua mãe “se ela engravidar, não respondo por mim”, “filho bastardo”...

Ele seguiu para seu quarto sem expressar nenhuma reação. Só de pensar no rebuliço que isso causaria, lhe dava calafrios. Sentou na cama, e colocou o telefone no colo, ligou primeiro para Yvone que estava no escritório ali mesmo em Neverland.

-Vou fazer uma ligação, se eu souber que tem alguém na linha ouvindo eu mando para o olho da rua, inclusive você!

Naquela época, as linhas telefônicas eram cruzadas, ou seja, se enquanto ele falasse no quarto, alguém pegasse o telefone no escritório, ou na biblioteca, ouviria toda a conversa. Era um assunto muito delicado e renderia milhões se alguém a vendesse.

-Sim Michael, vou me assegurar para isso não acontecer. - Falou Yvone surpresa com a rispidez dele.

Ele discou os números rapidamente, seria uma piada da Lisa? Seria uma piada de Amy? Ele só queria esclarecer isso de uma vez.

-Lis?!

-Michael, por Deus, onde esteve? - Perguntou aliviada.

-Yvone não passou os seus recados… Desculpe, falei com Amy, o que está acontecendo, é verdade?

-Eu acho que sim. - Ela olhava fixamente para o chão sem expressar nenhuma reação.

-Calma, está tudo bem… Respira fundo!

-NÃO ESTÁ NADA BEM! Somos divorciados, você é casado, está esperando um filho nesse momento, eu não acredito que fizemos isso!

-Lisa, nós vamos resolver… Um filho é sempre uma bênção. Não foi ao médico ainda, não é?

-Não… - Falou enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto

-Pois vá, tenha certeza, se você estiver grávida, eu assumirei, assumimos, e cuidaremos de todas as crianças.

-Ah meu Deus! Todas? Serão cinco crianças!!! Eu vou enlouquecer…

-Não diga bobagens, nós daremos conta… Aliás, você não tomava pílulas?

-Sim, mas devo ter esquecido de tomar um dia…

-Para de chorar por favor, eu vou ir aí, aqui está uma bagunça com o quarto dos bebês.

Ao falar ‘bebês’, ela chora mais. Então ele desliga e põe as duas mãos na cabeça.

 

[...]

 

Ela ficou mais calma após falar com ele, levantou e foi até a janela, viu aquelas pessoas na rua e imaginou o que elas pensariam disso tudo, o que elas diriam? E a mídia, nos seus programas sensacionalistas? Oh Deus e sua família?! Sua família seria capaz de deserdá-la, principalmente Priscilla.

Seus pensamentos são interrompidos por Amy que abria abruptamente a porta de correr.

-Graças a Deus! - Lisa diz ansiosa pelos testes.

-Aqui, vamos pro banheiro. - Amy puxava a amiga pela mão correndo até o banheiro.

-Falei com o Michael!

-E aí?!

-Ele está vindo pra cá!

-Ai que bom, por enquanto mija nesses negócios! - Disse puxando uma sacola da bolsa.

Lisa pegou a sacola e ficou encarando a amiga.

-Não espera que eu faça isso na sua frente, não é?

-Ah, claro que não! - Amy sorri e sai do banheiro, mas não fica muito distante.

Lisa tinha em suas mãos 4 testes, estava apavorada, se estivesse mesmo grávida, seria como estar no olho de um furacão, e ela não queria passar por nenhum julgamento, principalmente por pessoas que nem a conheciam. Ela sentou na privada olhando as 4 caixas em suas mãos, nesse instante passava um filme em sua cabeça, lembrava de sua infância doce e trágica, “o que eu faço, papai?” perguntou baixinho enquanto uma lágrima escorria. Secou as lágrimas, e para ajudar, estava sem vontade de urinar, largou os testes na pia ao lado, levantou e ergueu sua calcinha em baixo do vestido.

Mal podia se olhar no espelho, e quem nunca passou por uma situação semelhante, não sabe o desespero. Por mais dinheiro que ela e Michael tivessem para cuidar dessa criança, o pior era a situação que ambos estavam, havia Debbie, ela estava grávida, e era sua atual esposa. A mídia não perdoaria nada.

-Lis…. - Amy bate na porta.

-Calma.

Amy respeitava a privacidade da amiga, e decidiu sair dali, indo ver quem estava no portão. E não era o Michael. Era Danny para pegar as crianças.

-Olá Danny! - Amy sorriu e foi cumprimentar o amigo com um beijo no rosto.

-Amy! Quanto tempo…. Viu as crianças?

-Estão com a babá no quarto. - Ela falava enquanto o acompanhava lado a lado pela casa.

-E Lisa?

-Tomando banho! - Ela sorri.

-Bem, não vou incomodá-la, só vou levar as crianças, vamos ao parque hoje!

-Ótimo.

-Está tudo bem? - Danny para e pergunta ao ver Amy nervosa.

-Sim, está tudo bem, nada de errado. - Amy era muito espontânea e sua cara não era a das melhores.

Ele franziu a testa e ergueu os ombros num sorriso confuso, afinal sua expressão não condizia com suas palavras. Enquanto ele ia para o quarto dos meninos, Amy correu para avisar Lisa.

-Não quero vê-lo. - Disse sem abrir a porta.

-Disse que estava no banho, ele vai levar as crianças.

-Okay, diga que mais tarde ligo para ele.

-Certo, já conseguiu algo aí?

-Não…

Alguns minutos passaram até que as crianças estivessem prontas, então Riley e Ben surgem correndo na sala com suas mochilas nas costas.

-Não corram! Já falei. - Danny vinha logo atrás já dando bronca.

-Papai eu quero ir no carrinho de choque! - Disse Riley.

-E eu na montanha russa! - Ben logo retrucou.

-Okay vamos…. - Antes que pudesse terminar a frase, sua fala é interrompida ao ver o portão abrir.

Estavam os quatro na sala, haviam janelas grandes cobertas com uma cortina branca leve, pelo vidro que era possível apenas ver de dentro para fora, ele franziu a testa ao ver a gigante camionete.

-Lisa ta esperando visita?

Amy entrelaça uma mão na outra e faz um sim constrangedor com a cabeça.

-Quem será…. - Antes que pudesse terminar a frase, vê a porta de trás abrir e Michael, o homem que Lisa preferiu ao invés dele.

-Huumm. - Ele revirou os olhos, mas logo fez uma expressão compreensiva acompanhada de um suspiro.

-Bem vamos indo crianças!

-Olha é o Michael!! - Ben se exaltou.

Um saiu atrás do outro correndo em direção a porta, Danny nem teve tempo de falar algo e os dois já estavam nos braços do ex padrasto. Amy saiu logo em seguida.

-Olá meus amores! - Disse Michael recebendo os dois nos braços.

-Está fazendo o que aqui? - Riley perguntou sem querer ser grossa.

-Vim falar com sua mãe! - Quando Michael ergueu a cabeça deu de cara com Danny.

Ele estava escorado na porta olhando sério para Michael, Amy se aproximou sorrindo e disse com o canto da boca “ele já está de saída”.

Michael sorriu para disfarçar e as crianças o arrastavam pelas mãos até o pai.

-Olha papai! Michael está aqui.

-Eu vi filha! Tudo bem senhor Jackson? - Danny sorriu e esticou a mão.

-Olá Danny, tudo bem? - Michael o cumprimentou de volta dando uma olhada para dentro da casa.

Após um silêncio constrangedor, Danny se prontificou gentilmente pegando os filhos das mãos de Michael.

-Cadê a mamãe? - Ben perguntou procurando ela.

-Querido, mamãe está no banho, ela disse que liga a noite!

-Okay, tchau tia Amy! - Disse Riley.

-Tchau anjos.

Michael já havia entrado enquanto Amy se despedia. Assim que o portão fechou, Amy entrou e cumprimentou Michael respirando fundo. Aquele dia não estava nada fácil.

-Ela está lá em cima!

Michael subiu as escadas enquanto Amy ficou o olhando, usava calças pretas, mocassim, um moletom do “Pateta” e chapéu.

Michael andou naqueles corredores com a garganta seca, sua barba coçava mais que o normal, e antes de entrar no quarto, tirou o chapéu.

-Lise… - Falou sem entrar completamente. - Estou entrando.

Ele olhou ao redor e nada dela, então foi até o banheiro, deu uma batida na porta e aguardou.

-Entra… - Disse baixinho.

Michael girou o trinco e entrou, ela estava de pé em frente a pia. Diante dela os 4 testes.

-Oi. - Disse ela sorrido e olhando pelo espelho.

-Como você tá? Vim o mais rápido possível! - Falou passando os olhos nos testes.

-Olha que coisa engraçada… - Ela ria. Então abriu passagem para ele.

Michael engoliu a seco, no fundo ele queria essa criança, estava contendo sua alegria, mas também estava preocupado, porque ela não parecia querer o tanto quanto ele.

Ele apoiou suas duas mãos na pia e olhou atentamente para os testes.

-Lisa, eu não entendo isso, afinal, o que deu? - Ele pergunta sem tirar os olhos da pia.

-A graça está nisso aí, os dois da direita deram negativos, e os dois da esquerda positivos! - Ela ria de nervoso.

-Isso pode? - Ele olhou pra ela confuso.

-Pode, porque isso são apenas porras de testes de farmácia.

-Ah Jeová! Terá que fazer um exame de sangue. Mas fique calma, se você estiver mesmo grávida, vamos criar juntos essa criança e todas as outras!

-E a Debbie?! Eu não quero essa mulher na nossa vida.

-Ela está grávida....

Lisa respirou respirou fundo.

-Michael, nosso casamento não deu certo, e nunca dará, porque você e eu somos iguais, mimados e cabeça dura. E eu não estou pronta para ter um filho, não assim, não mesmo… - Ela coloca as mãos na cabeça.

-E vai fazer o que? Abortar? - A expressão dele mudou completamente, como se abominasse a palavra que acabara de sair da sua boca.

-Primeiro que não sabemos se realmente estou, pode ser algum problema no meu ciclo, sei lá. E se eu estiver, é óbvio que não vou abortar, iremos ter que aprender a lidar com isso.

-O que eu mais quero são filhos. - Ele sorri. - Vai ficar tudo bem. Você precisa se acalmar. - Michael tentava acalmá-la.

-Vou solicitar um exame de sangue. Mas a minha única condição sempre foi e sempre será: se um dia você tentar tirar essa criança de mim eu vou destruir você! - Ela falou séria, esse era seu medo em ter um filho com ele, que caso eles não se entendessem mais, ele fosse à justiça exigir a guarda, e isso foi o que fez ela pensar mil vezes se queria filhos com ele.

Antes mesmo de casarem ela prometeu filhos a ele, e cada vez que ela adiava isso, o machucava muito, Michael foi sentindo-se enganado, e ela usada…. Falta de diálogo e de compreensão um com o outro.

-Nossa… - Ele falou sentindo o baque das palavras dela.

-Desculpa, a palavra “destruir” foi forte, mas eu quero que você entenda que eu não sou suas fãs, eu digo isso, porque não o idolatro como ídolo, eu idolatro você como homem, como ser humano que é, você é uma pessoa maravilhosa, mas eu não farei tudo só porque você quer…. E eu não vendo filhos, não sou barriga de aluguel! Eu sou uma mãe, uma mãe leoa e nada me separará de um filho.

-Eu sei… Mas vamos confirmar se está mesmo grávida, e depois criaremos um contrato bom para ambos… Essa criança não pode sofrer por problemas nossos...

-Ótimo… Acho que é a primeira vez que tocamos nesse assunto sem que pratos voem… - Ela falou sarcástica.

-Verdade… - Ele ri.

Naquele momento mil coisas passaram pela cabeça de Michael… Lisa era uma pessoa extremamente sincera, às vezes suas palavras eram piores que uma faca, mas ela dava seu recado, e ele nunca havia conhecido alguém assim.

Lisa estava mais calma, sabia que lidar com ele sobre esse assunto era complicado, mas ela acreditava que um bom diálogo mudava tudo, que ele não era doido, nem idiota como as pessoas diziam. Ele era um homem normal, com suas excentricidades, mas normal, e ela amava ele por isso.

-Ah meu Deus, Riley e Ben já foram?

-Sim, deixaram um beijo pra você… Danny às levou quando cheguei.

-Você e Danny se encontraram? - Ela perguntou surpresa.

Ele apenas confirmou com a cabeça.

-Espera! Não houve socos? Nem gritos? - Ela perguntou irônica virando o rosto dele para os lados procurando hematomas.

Michael riu e a abraçou:

-Acha que eu ia entrar no soco com ele? Eu perderia feio!

Lisa se apoiou no peito dele rindo.

-Eu só não entendo porque ele mora tão perto… Okay, ele é o pai, mas vocês se veem muito…

-Está com ciúmes?

-Nunca se deve morar perto de um ex.

-É uma lei?

-É minha lei! - Ele fala rindo. - Você sabe que posso conseguir um médico agora para fazer o exame de sangue, né? - Michael a encarou e saiu do banheiro.

-Acho que vou ter um treco… Pode mesmo conseguir? Já está anoitecendo…

-Sim, só tenho que fazer uma ligação! - Fala sentando na poltrona e pegando o telefone.

Lisa senta na ponta da cama e começa a roer as unhas. Era costume ter quase que só os dedos praticamente sem unhas neles, isso a relaxava.

-Dr. Feldmann? É Michael! Michael Jackson.

Eles conversaram um pouco e ele sorriu no final antes de passar o endereço da mansão.

-Ele está vindo, mas disse que o resultado sai em no máximo dois dias!

-Dois dias??

-É, calma Lis, você sabe que eu quero essa criança. - Falou indo até ela e a beijando na cabeça. - E vamos fazer dar certo.

Lisa estava mais calma, mas sabia que isso não era natural, nem normal, se fosse com qualquer outro casal de amantes seriam julgados, e com eles seria mil vezes pior, porque aquilo alimentava a mídia. Michael lidava com as coisas de forma calma, mas às vezes não via a real situação como deveria ser vista. Só que ele estava muito calmo, e ela precisava se distrair.

-Que tal fazermos uma viagem depois que o médico vier? - Lisa sugeriu.

-Viagem? Eu não posso, tenho coisas para resolver…

-Vai me deixar sozinha e aflita até esse exame ficar pronto?

-Eu sinto muito… Pode vir comigo se quiser.

-Não quero. - Ela cruza os braços e vira de costas.

-Tenho que ir para NY…

-NY? - A expressão dela muda.

-Vamos? - Ele pára diante dela a encarando irresistivelmente.

-Você vai trabalhar?

-Sim, reuniões, mas na sexta podemos sair.

-Sexta? Hoje é sábado, Michael! Acha que posso ficar uma semana longe de tudo?

-Se quiser, pode, leve as crianças! - Ele argumenta sabendo que aquilo não acabaria bem.

-Danny estará com elas nos próximos dois dias, não vou tirar isso dele, você sabe como funciona. - Ela fala começando a se irritar.

-Então não sei…

-É claro, você não sabe… Eu tenho compromissos, deveres, não posso largar tudo por você!

-Lisa, por favor, não comece. - Ele senta e revira os olhos.

-Quer saber? Sai daqui! Vai pra sua casa, vá para NY, vá para a puta que te pariu!

Ele fica encarando-a com um olhar debochado, aquilo a irritava mais, então ela dá as costas e bate a porta ao sair.

Michael coloca a mão na testa e respira fundo, ele até cogita ir atrás dela, mas vai até a cama e se joga de costas exausto de todo aquele drama. Lisa dava passos pesados para o quarto que ficava no fim do corredor, era o de Riley. Ela entra e vê brinquedos no chão, então começa a juntar e alguns, indignada, ela chuta para debaixo da cama.

Michael tira os sapatos e se aconchega, a sua meia branca estava marrom na sola provavelmente de tanto andar descalço, ele coloca as mãos embaixo da cabeça e olhando para o teto fica refletindo sobre Lisa.

Ambos aguardavam a chegada do tal médico, mas cada um em seu canto. O telefone na cabeceira da cama onde Michael estava começa a tocar, ele tinha um toque baixo, quase uma vibração, ele apenas coloca no ouvido e uma voz de homem diz:

-Senhora Presley, Dr. Feldmann está no portão.

-Obrigado. - Diz Michael e em seguida desliga deixando o segurança confuso.

Michael foi até a janela e espiou pela cortina, uma camionete branca estava estacionando, em seguida, o médico careca e baixo desce com uma maleta também branca.

Em seguida, a governanta aparece pelo lado de fora da casa e conduz o doutor para a porta dos fundos.

Michael descalço se dirige até a porta e ao sair Lisa passava apressada, ela apenas o olha e continua seu trajeto.

-Boa noite senhorita! - Diz o doutor ao vê-la descendo as escadas.

-Boa noite doutor! Como está?

-Bem, obrigado.

Antes que um diálogo maior fosse criado, Dr. Feldmann vê Michael no topo da escada, e ambos aguardam a descida dele.

-Doutor!

-Senhor Jackson! - Diz estendendo a mão.

-Podemos começar assim que quiserem, só me diga onde para ir arrumando os utensílios.

-Claro, por aqui. - Lisa de pantufas se dirige para a frente dos dois e os guia para um dos quartos de hóspedes que havia ali no primeiro andar.

-Quando estiver pronto, é só me chamar. - Disse Lisa sem sorrir em nenhum momento exceto por uma simples curvatura dos lábios.

O dois ficam ali parados diante da porta que se fechava, Lisa cruza os braços e se escora na parede, Michael faz o mesmo, o silêncio era gritante.

Alguns minutos depois, a porta se abre e Lisa entra, Michael faz o mesmo.

-Pode nos deixar a sós? - Lisa vira-se ao ver que ele estava fechando a porta.

Michael arregalou os olhos, e um tanto magoado ergue as mãos, mas sai do quarto sem dizer nada.

-Está tudo bem? - Pergunta o médico vendo o clima desagradável.

-Vai ficar, eu estou uma pilha de nervos, e acho que posso ter exagerado com ele.

-Nada que uma boa conversa não resolva. - Falou otimista enquanto erguia a manga da blusa dela.

Ele além de tirar sangue, fez algumas anotações, como pressão e batimentos cardíacos, em seguida disse que entregaria tudo para ela o mais breve possível.

-Pode colocar no nome de outra pessoa?

-Ah sim, claro. - Ele falou riscando o “Lisa” que já havia escrito.

-Amy Elise McKenzie.

-Ótimo. Ela é de sua confiança? Os exames irão para o endereço dela.

-Sim, vou avisá-la.

Era por volta das dez da noite quando o médico ia embora, Lisa o acompanha até a porta e naquele momento estava mais nervosa do que nunca. Agora era a pior parte, esperar.

Ela sobe as escadas achando que Michael havia ido embora depois de tudo, então vai para seu quarto e senta na cama, quando pensa em pegar o telefone, a voz de Michael sai do banheiro assustando-a.

-Achei que tinha ido embora! - Ela fala com a mão no peito.

-Como foi? Vai demorar quanto?

-Ele não deu uma data exata, só resta aguardar.

-Bem… vou ir embora então…

-Não! Fique… - Ela fala rápido demais que até se surpreende.

-Tem certeza? Posso estar te estressando e não quero isso.

-Está tarde, durma no quarto lá em baixo. - Ela levanta e passa as mãos no peito dele.

-Mas...

-Tome! - Ela joga um travesseiro antes que ele pudesse contestar.

Michael sai do quarto com o travesseiro embaixo do braço, realmente estava ficando tarde e a viagem era longa.

Antes de deitar ele fez algumas ligações, cantou a música de ninar no telefone para Prince, e avisou à babá que bem cedo estaria em casa. Sua cabeça relaxou no travesseiro, a cama era até boa, porém nada confortável, revirou-se umas três vezes até achar a posição mais próxima do confortável. Não pegou no sono, o barulho do relógio o irritava, então foi até ele na cabeceira do outro lado e tirou as pilhas, deu um leve suspiro e voltou a deitar.

Lisa tampouco conseguia dormir, ela se revirava de um lado para o outro e cogitou até chorar, mas as lágrimas não desceram, ficando presas em sua garganta, a única coisa que poderia fazê-la pegar no sono, seria um leite morno.

Michael com um braço para fora da cama olhava fixamente para as sombras das árvores que adentravam o quarto, ele levantou para ir ao banheiro, não acendeu nenhuma luz, e conseguiu bater o dedinho na quina da porta.

-Fuck! - Ele falou automaticamente em reação à dor. - Merda! Deus que dor! - Reclamava escorado na pia olhando o dedo.

As batidas suaves na porta o fizeram se recompor, foi até lá, desta vez acendendo a luz.

-Oi. - Lisa fala fechando o roupão de seda. - Tá tudo bem? - Pergunta dando uma olhada dentro do quarto.

-Sim…

-Eu to sem sono… - Fala erguendo os ombros.

-Eu também…

Michael faz um gesto para ela entrar, eles se olham fixamente e Lisa entra, se sentia tão insegura naquele momento, ela apenas queria ficar perto de alguém.

-Sabe aquela música do Patrick Swayze? - Michael senta na cama e ela na poltrona.

-Qual?

-”Ela é como o vento”.

-Sim…

-Eu a cantaria para você.

-Acha que combina com a gente?

-Uhum.

-Não concordo, mas é uma honra. - Ela desvia o olhar.

-Você ainda me ama, Lisa?

-É claro, acha que estaria aqui se não?

-Eu também te amo, e sabe… - Ele vai até ela e se ajoelha. - Pode ser que venham outras, pode ser que eu ame alguém tanto quanto te amo, mas eu nunca vou deixar de te amar...Você me ajudou quando eu mais precisava, você sempre estará comigo.

Ela sorri sinceramente pela primeira vez no dia. Aquilo tudo não era certeza de nada, mas era algo que vinha do fundo do coração dele.

-Nossa…. Isso foi lindo, e eu também responderia algo do tipo, mas querido, eu estou tão assustada.

-Acalme-se! - Ele levanta e a puxa para a cama.

Os dois sentam lado a lado e Michael a aconchega em seu ombro, uns instantes depois já estavam deitados de conchinha. Eles não falavam nada, apenas absorviam e equilibravam as energias um do outro. Ele massageava os cabelos dela e ela de olhos fechados podia sentir o sono chegando.

-Lis? - Ele perguntou baixinho, mas ela não respondeu. Sentiu-se feliz por ter tranquilizado ela, e continuou na mesma posição desconfortável para não acordá-la. - “Oh more than a woman, more than a woman to me...” - Ele cantarolava baixinho a música do Bee Gees que veio a sua mente. Demorou um pouco, mas ele acabou dormindo também.

5 dias depois…

Lisa acabara de passar pela portaria do apartamento de Michael, dessa vez em Santa Mônica, na praia, embora ele não fosse à praia há anos, ele gostava do barulho do mar, mas claro, sempre tinha apartamentos em lugares onde seus negócios exigiam constante presença. Ela ergueu a cabeça jogando os cabelos para o lado enquanto guardava os óculos de sol, dando apenas um sorrisinho de canto para os porteiros.

-É a…

-Sim, filha do Elvis. - Disse baixinho o segurança com mais tempo de casa.

-Ah meu Deus! É como ver o Elvis de vestido. Mas o que ela ta fazendo aqui? - Perguntou assim que ela sumiu atrás da porta do elevador.

-Ele. - Apontou para a lista de moradores.

-Não!?

-Ele mesmo.

-Qual é a desses dois? Ele não tá casado com aquela enfermeira?

Os dois continuaram no diálogo até que não houvesse mais nada a ser dito, afinal, era confuso demais.

-Lisa, não esperava você…

Antes que ele pudesse terminar a frase ela já estava com a língua na boca dele, ele se rendeu e retribuiu a agarrando com força pela cintura.

Lisa foi empurrando-o para dentro e chutou a porta com o tornozelo batendo com autoridade, ela também já foi tirando a jaqueta dele e desabotoando as calças.

-Pera aí! O que é isso mulher? - Ele fala se afastando e rindo acanhado.

-Apenas cale a boca! - Ela volta a beijá-lo.

Vendo que ele ainda estava desconfortável, ela dá um passo para trás.

-É apenas tesão baby, foi um longo voo! - Então o encarando com aquele olhar sedutor que só ela tem, Lisa tira uma alça de cada vez do vestido longo e o deixa deslizar pelo corpo até o chão, estava nua, usando apenas um colar pesado de ouro.

Ele espontaneamente ergue as duas sobrancelhas e sorri de boca aberta.

-Você é maluca! - Ele fala e a puxa para seus braços.

Aquilo o havia excitado, sua ereção era vibrante, a beijava no pescoço e na boca enquanto passava as mãos em todo corpo. Estavam ainda no hall de entrada, então aos beijos vão para o sofá, Lisa desabotoa as calças dele, deixando seu pênis exposto, estava sem cueca, ela sorri e começa acariciá-lo. Era de tarde, e tinha sol lá fora, porém não estava tão quente, os dois nus estavam no sofá, Lisa sentada em cima dele, que segurava ela pela cintura enquanto ela fazia os movimentos olhando fixamente para ele como quem sabia exatamente o que queria, como quem sabia que era dona dele, pelo menos naqueles momentos.

-Não vai cantar? - Ela o provocava.

-Estou me segurando…

-Cante, eu gosto.

Ele espera um pouco mas em seguida começa a cantarolar baixinho uma música no ritmo dos movimentos dela. O sexo era magnífico, não faziam nada melhor que ele, poderiam passar dias assim. Lisa cansou da posição e mudaram, e depois mudaram novamente, e de novo e de novo… Era início da noite quando estavam os dois de roupão atirados no tapete, Lisa com um pote de uvas verdes sob o abdômen, comia como se estivesse dias sem comer, Michael devorava suas balas de goma.

-Isso foi… - Lisa não conseguiu terminar a frase, afinal, estava de boca cheia.

-Incrível. - Michael completou sem olhar para ela, estava tão cansado que mesmo uma olhadinha parecia exaustante.

Houve uma pausa.

-Nada do resultado…? - Ele buscou uma força interior e virou-se para ela, seu corpo inteiro doia.

-Ah sim… Está ali na minha bolsa! - Ela fala tranquila comendo uvas e cuspindo as sementes no pote.

-Quê? Como assim? Porque não me falou?

-Estávamos ocupados… - Ela sorriu e soltou a vasilha. - Eu não abri ainda.

-Vamos abrir juntos!

O silêncio dos dois é interrompido assim que o telefone começa a tocar, Michael suspira fundo e se estica.

-Que foi? - Ele pergunta de olhos fechados.

Ele fica alguns segundos ouvindo a pessoa no outro lado da linha enquanto Lisa o encarava.

-Seus filhos estão aqui? - Ele pergunta assim que põe no gancho.

-Sim, no hotel… Porque?

-Está na hora do Prince vir… Poderíamos jantar em família, e a noite, quando as crianças dormirem abrirmos o resultado…

-Ta… como quiser…

-Mas tem uma coisa, quero falar para não te surpreender.

-Deus! O que é?

-A Debbie está aqui.

-Se você acha que eu vou jantar com essa mulher após fazermos sexo, você está completamente fora de si. - Lisa fala levantando e fechando o roupão com afinco.

-Não… - Ele riu.

Lisa o encarou como se fosse arrancar a alma dele.

-Então o quê?

-Ela virá trazer o Prince e irá embora…

-Okay, vou mandar a babá trazer as crianças.

Lisa foi para o quarto, ligou para a babá, tomou banho, se vestiu e voltou para a sala, Michael ainda estava de roupão quando a campainha tocou. Michael abriu e era Debbie com Prince e a babá dele, eles entraram, Debbie logo viu Lisa sentada no braço do sofá com os cabelos molhados, ela sorriu para Michael e não cumprimentou a Lisa, que tampouco fazia questão, ficou olhando seus dedos e roendo as unhas.

-Ele acabou de vomitar… Então tem que trocar de roupa.

-Eu troco.. Michael disse pegando o bebê.

As duas o seguiram cheia de sacolas.

-Vamos ir jantar no Boulevard e mais tarde a devolvo. - Disse Debbie sorrindo se referindo a babá.

-Certo.

Antes das despedidas, um barulho de vozes vinham do corredor, Ben e Riley surgem pulando amarelinha, como a porta estava aberta, eles entram e correm até a mãe.

-Mamãe! - Eles a abraçam e a atenção de todos se volta para eles.

-Olá amores, como estão?

-Vamos comer o que? - Pergunta Ben.

-Veremos. - Lisa olha para Michael rindo.

Aquela era a situação mais estranha que a babá já havia presenciado, e ela estava curtindo tudo bem quieta.

-Applehead! - Riley correu até ele.

-E aí princesa! - Ele a beijou na cabeça.

Ben correu em seguida e ficou encarando Debbie, não a conhecia. Lisa sabia que Riley e Ben eram uma dupla afiada, e não queria que eles causassem problemas, então levantou e foi até eles.

-Vamos guardar essas mochilas! - Lisa disse pegando cada um em uma mão.

-Mamãe, eu quero hambúrguer. - Disse Ben.

-Não mamãe, eu quero gelatina. - Riley retrucou.

-Mamãe, mamãe, mamãe... - Ben ficou tentando chamar a atenção de Lisa enquanto ela amarrava os cadarços dele.

-Se acalme B, vamos resolver isso depois, agora vão guardar as mochilas.

Prince estava no colo de Michael, que brincava com ele colocando o nariz em seu pescoço. Riley e Ben apostaram uma corrida até o quarto e sumiram corredor a dentro, Debbie continuava ali arrumando as coisas das sacolas que deixaria, Lisa decidiu ir atrás dos filhos, mas assim que se virou, todo mundo ouviu em alto e bom som Prince falar “mamãe”, Lisa se virou e para sua surpresa, ele estava com os braços esticados para ela!

Debbie ergueu a cabeça e jogou os cabelos para o lado fuzilando Lisa, que estava boquiaberta olhando para Michael. Toda essa tensão aconteceu em segundos, ninguém disse uma palavras, então Michael voltou a fazer cócegas nele para tentar mudar o rumo daquela situação. Debbie ficou afrontando Michael com os olhos e não se conteve.

-Você tá incentivando isso? - Perguntou buscando os olhos dele que se miravam no bebê.

Lisa já se eriçou toda. Michael vendo que ela não iria desistir, olhou para ela confuso.

-Saiam daqui. - Disse Debbie olhando para as duas babás.

Lisa ia aproveitar a deixa para escapar também, mas pelo visto, Deborah queria resolver isso com ela também.

-Pode ficar senhorita Presley. - Falou vendo que ela se dirigia para o corredor.

Lisa mordeu o lábio inferior odiando aquilo.

-Pra que isso? - Michael se escorou na mesa e cruzou os braços olhando para ela.

-Eu fiz uma pergunta! - Ela não tirava os olhos dele.

-Não, mas que idiotice.

-Ela não é a mãe dele, eu sou! - Debbie indicava com o dedo no próprio peito.

-Eu sei disso, ele apenas repetiu o que as crianças estavam falando. - Michael tentava se explicar.

-É muito engraçado que a primeira palavra dele seja “mamãe” e que tenha sido para essa mulher.

-Opa! Peraí que eu tenho nome! - Lisa se aproxima. Ela estava disposta a não se meter nisso, mas não levaria nenhum desaforo.

-Era só o que me faltava. - Michael resmunga vendo uma encarando a outra. -Debbie, é melhor você ir, a gente conversa outra hora.

-Isso é uma palhaçada, Michael. Eu não mereço isso. - Ela fala olhando Lisa da cabeça aos pés.

-Não me olhe, tá bom, nunca mais me olhe assim! - Lisa ergue o indicador e Michael o baixa.

-Eu olho para a porra que eu quiser, embora você não seja uma boa visão.

Lisa abriu a boca e não demorou para a resposta sair espontaneamente:

-Ah cala a sua boca, quer saber quem sai sou eu.

-Não! Debbie, vá, vamos conversar depois. - Ele meio que foi empurrando ela até a porta.

As duas ficaram se encarando até que Michael fechar a porta.

-Porra Michael! Porra…. - Ela esbravejava apontando para ele. - Que mulher doente.

-Se acalme!

-Ela me tirou do sério, eu estava tranquila, eu estava bem e ela me irritou.

-Eu sei, mas não vamos estragar tudo por isso, estávamos tão bem.

-Qual é Michael, você tem que fazer algo, ela não pode vir aqui e falar na minha cara que eu quero roubar o filho dela.

-Ela ta grávida, está temperamental.

-Foda-se.

-Se acalme, venha cá. - Ele a abraça. - O que vai jantar?

-Nada, perdi a fome…. vamos pedir algo para as crianças.

Ela se acalma, mas sabia que o certo seria correr dali o mais rápido que conseguisse, tudo aquilo a machucava e ao mesmo tempo a envolvia cada vez mais.

Após servir o jantar às crianças e obrigá-los a escovar os dentes, ela caminha em direção ao quarto em que Michael estava, andava devagar, como se quisesse voltar ao tempo quando era apenas uma criança teimosa. Ela pára diante da porta e coloca a mão na barriga, se estivesse grávida, uma grande tempestade iria chegar, e só Deus sabe quando as pessoas iriam aliviar para eles.

Ela entrou, agora era só abrir aquele papel que estaria todo seu futuro em jogo, e o de Michael também.

-Vamos abrir isso de uma vez! - Fala pegando a bolsa com firmeza e sem mais querer adiar.

Michael imediatamente senta e arruma os cabelos, ele lia um livro antigo.

-Vamos lá, sem mais rodeios. - Disse também determinado.

Ela pegou o envelope branco que continha o endereço e os dados de Amy, sentou ao lado dele, então suspirou fundo…

Michael a olha e a incentiva a ir em frente.

Lisa rasgou o canto e puxou o papel para fora, desdobrou e concentrada leu:

-Aqui diz…

-Negativo. - Michael completa um tanto decepcionado.

-Ufa! - Lisa dá uma risadinha.

-Você nunca me daria um filho, não é? - Ele segura o choro...

-Não é isso Michael…

-Você só pode me repudiar, como todo mundo…

-Para, não faz isso comigo! Você sabe que não era o momento certo.

-Sim… eu sei, mas o seu alívio foi claro para mim.

-Não, Michael…

Ele levanta e vai para a porta.

-Michael, aonde você vai?

-Para lugar nenhum, acho melhor você ir agora…

-Mas e as crianças? Já as coloquei para dormir?

-Deixe-as aqui, amanhã eu as levo. - Fala querendo se livrar logo dela.

-Eles dormem comigo! Não se preocupe, pegarei minhas coisas e sairemos em breve.

Ele deu uma última olhada, ela estava lá estática, ainda segurando aquele papel, ela tinha um olhar arrependido, porém firme.

-Feliz natal, Michael.

Ele apenas se virou e saiu fechando a porta devagar deixando as lágrimas presas finalmente rolarem pelo seu rosto.

CONTINUA


Notas Finais


primeiramente quero agradecer a Viiih, sem sua ajuda e insistência eu teria demorado muito mais para postar, obrigada ♥

gostaram? valeu a pena esperar tanto? espero que sim

obrigada por lerem e não desistam de mim kkk

comente, please ♥


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